O Terror Está Ao Seu Lado

4 Capítulo 4 - O assassino é descoberto


Mariana e Carlos andavam pela floresta escura, estavam cansados mas não faltava muito para chegarem ao posto de gasolina. Estavam caminhando quando Carlos decidiu que era melhor parar um pouco para descansar.

-Estamos quase chegando. -Disse Mariana ofegante. -O posto fica a uns dois quilômetros.

-É, parece que vamos conseguir afinal. -Disse Carlos sentado em uma pedra.

-Só tem uma coisa que eu não entendo nisso tudo Carlos.

-E o que é?

-Porque o assassino matou Pedro, mas só te desacordou? E por que você queria ficar na casa ao invés de procurar ajuda? -Perguntava Mariana muito desconfiada.

-Talvez ele achasse que eu estivesse morto e a casa é mais segura que aqui.

— Mas você não mostrou nenhuma reação quando achamos Tomaz e Pedro mortos. Então... fique longe de mim! -Mariana gritou e saiu correndo.

-Ei! Volte aqui! Eu não quero ter que te machucar.

Mariana estava correndo, tentando voltar a casa para avisar Andrea e Diogo. As folhas batiam em seu rosto e ela se esforçava para não tropeçar nos galhos. Correu muito e não via mais Carlos. Será que ele tinha a perdido de vista? Mesmo assim, ela não parou de correr, então ela não tinha visto uma linha quase invisível no chão e pisou nela. Uma tora saiu de algum lugar e foi ao seu encontro. Mariana foi arremessada por alguns metros e caiu no chão sem conseguir se mover. Deve ter ficado lá por alguns minutos até avistar Carlos chegando.

-Parece que você não vai escapar dessa. -Disse Carlos com um olhar assustador. -Mas prometo que será rápido.

-Você vai ser pego. -Foi a única coisa que Mariana conseguiu dizer enquanto via Carlos pegar uma pedra e depois ele a jogou em sua direção e tudo ficou escuro.

-Eles ainda não voltaram. Acho melhor irmos procurá-los. -Disse Andrea com sono. -Já é de manhã.

-Calma, eles vão chegar. -Diogo tentava acreditar no que dizia. -Eu vou atrás deles e você espera aqui.

-Espere, você vai me deixar sozinha? -Andrea disse com medo. -Eu estou muito assustada.

-Mas um de nós tem que fazer isso. Eu prometo voltar. -Disse Diogo levantando do sofá. -Você vai ficar bem.

-Tudo bem, mas volte logo e com a ajuda.

-Ok, eu prometo. -Disse Diogo, e, em um gesto repentino, beijou os lábios de Andrea. -Caso eu não volte, isso é para você se lembrar de mim. Cuide bem do nosso bebê. -Então ele saiu pela porta e entrou na floresta.

Andrea não resistiu e, dez minutos depois, pegou uma faca de cozinha e entrou na floresta atrás de Diogo. Estava andando pelo mato quando viu uma tora de uma armadilha. Achou isso muito estranho e começou a andar na área em volta para ver se achava alguém. Estava procurando quando viu Diogo com as mãos cheias de sangue ao lado do corpo de Mariana.

-Andrea, não é o que parece. -Diogo tentava se explicar. -Eu achei o corpo de Mariana agora...

-Fique longe de mim. -Andrea disse e saiu correndo. Estava passando por árvores a caminho do posto, quando tromba com Carlos. Logo ela o abraça. -Que bom que você está vivo. O Diogo é o assassino, ele matou Mariana e... -Andrea parou assim que olhou para a camisa dele cheia de sangue e a faca em suas mãos. -Por que você está cheio de sangue? -Disse ela se afastando.

-Talvez seja por que ele não matou ninguém, fui eu. -Disse Carlos empurrando Andrea no chão. -Você acha mesmo que ele seria capaz de matar todos seus amigos?

-Mas por que? -Andrea disse caída no chão.

-Você não entende. Eles mataram meu próprio irmão quando o desafiaram a pular naquele lago. Ele era só um adolescente e só queria ser aceito no grupo. Mas eles fizeram aquele desafio estúpido com ele, então notei que precisava me vingar de alguma maneira. No início era para matar só Pedro, mas Tomaz estava desconfiado e Mariana tinha me descoberto. E quando eu soube que você tinha dormido com Diogo, percebi que teria que matar vocês também.

Assim Andrea se levantou e bateu com um galho na cabeça de Carlos e começou a correr. Estava correndo quando tropeçou em um galho e caiu eu um amontoado de folhas. Assim que se virou, viu Carlos correndo em sua direção e pulando em cima dela.

-Você é doente! Não acredito que matou seus próprios amigos. -Disse Andrea se esforçando para não chorar.

-Amigos? Você os chama de amigos? Eu realmente pensei que você era a única pessoa que valia a pena viver, mas já vi que terei de te matar igual fiz com os outros. E depois só faltará Diogo para que eu... -Ele não acabou a frase pois algo bateu com muita força na cabeça dele. Era uma pedra que estava na mão de Diogo.

-Temos que chamar ajuda. -Disse Diogo batendo novamente na cabeça de Carlos com uma pedra. -Ele não vai ficar desacordado por muito tempo.

Sendo assim Diogo e Andrea deixaram Carlos em uma árvore amarrado e foram direto para o posto de gasolina.