O Terror Está Ao Seu Lado
3 Capítulo 3 - Sem saída
Notas iniciais
Se tiverem alguma sugestçao também podem me mandar.
Agora o clima era de puro terror, os adolescentes nunca tinham visto um cadáver antes. Andrea abraçou Carlos e começou a chorar, Mariana e seu irmão estavam paralisados de terror e Diogo subia na árvore para tirar o corpo de Tomaz. Quando soltou a corda, o corpo caiu no chão com um estrondo. Andrea e Mariana gritaram ao mesmo tempo.
Pedro, depois de se recompor do choque, correu até a casa para fazer as malas rapidamente. Enquanto isso, Carlos disse em tom sombrio.
-Tem um assassino entre nós.
Depois de dizer isso, Carlos correu para a casa atrás de Pedro. Os outros jovens foram aos carros para tentar liga-los. Diogo carregava o corpo de Tomaz que ficava pingando sangue. Quando chegaram aos carros, nenhum dos dois pegava, estava faltando a mesma peça dos dois carros. Então correram para avisar os outros.
Eles não estavam na sala, então os três subiram as escadas até os quartos. Primeiro encontraram Carlos no primeiro quarto, que era dele e de Andrea. Ele tinha um hematoma no rosto e estava desacordado. Andrea correu para acudi-lo e os outros correram para procurar Pedro. Quando Diogo e Mariana chegaram ao último quarto do corredor, que era o de Diogo, sentiram um cheiro horrível e viram um lençol sujo de sangue no chão. Diogo se aproximou devagar do lençol e o levantou. Assim que fez esse gesto, Mariana deu um grito abafado e correu para o banheiro para vomitar. O corpo de Pedro estava debaixo do lençol, tinha uma facada no coração. No momento em que Diogo iria ver se Mariana estava bem, Andrea entrou na sala com Carlos.
-O que está acontecendo? A Mariana foi correndo para o banheiro, cadê o Ped... -Andrea parou assim que viu o corpo de Pedro e quase caiu para trás, por sorte Carlos a segurou.
-Agora são duas pessoas, nós temos que dar um jeito de sair daqui. -Disse Mariana entrando no quarto com lágrimas nos olhos. -Os carros não funcionam, a nossa única chance é ir pela floresta até chegarmos à estrada. O lugar mais próximo daqui fica a uns dez quilômetros de distância.
-Nós não podemos sair, já está anoitecendo e tem um assassino a solta, nós temos que ficar aqui, só temos que sobreviver até amanhã. Então quando não aparecermos na faculdade, sentirão nossa falta e irão nos procurar. -Disse Carlos.
-Não podemos ficar mais nem um segundo aqui, tem um assassino nessa casa. Quantas pessoas terão que morrer até que você perceba isso? -Gritava Mariana.
-Que tal fazermos assim? Eu e Andrea esperamos aqui e você e Mariana pedem socorro? -Sugeriu Diogo.
-Ok, mas prometam que vão se cuidar. -Disse Mariana.
-Nós prometemos. -Disseram Andrea e Diogo ao mesmo tempo.
Assim, Mariana e Carlos foram a caminho da floresta levando duas lanternas e dois facões. Andrea e Diogo se trancaram em casa e sentaram no sofá.
-Eu estou com medo. -Disse Andrea baixinho.
-Fique tranquila, nós vamos conseguir ficar vivos até amanhã. -Diogo tentava confortá-la.
-Mas por que nós? Quer dizer, o que nós fizemos Diogo? Por que alguém está tentando nos matar? Aconteceu alguma coisa nessa casa, qualquer coisa?
-Não... bem, só se for a primeira vez que o Carlos esteve aqui, quando você não pôde vir? Se lembra daquele menino novo que estava aqui?
-Claro, mas o que aconteceu?
-Bem, nós estávamos jogando pôquer: eu, Mariana, Pedro e o irmão do Carlos, Lucas. Carlos tinha isso à cidade para comprar umas bebidas. Lucas perdeu a partida e Pedro o desafiou a pular no lago. Mas nós não sabíamos que ele não sabia nadar e ele se afogou. Então fizemos um pacto de guardar esse segredo e quando Carlos chegou, contamos para ele que tinha sido um acidente e nunca contamos para mais ninguém.
-Então, você está achando que alguém sabe e está tentando se vingar de nós? -Perguntou Andrea depois de ouvir a história.
-Não tenho certeza, ninguém mais estava na festa. Ao menos que seja um de nós. -Disse Diogo em tom sombrio.
-Diogo, sei que agora não é uma boa hora, mas tenho que lhe contar uma coisa muito importante caso não sobrevivamos a essa noite.
-Pare com isso, é claro que vamos sobreviver. Mas me conte.
-E-eu... -Andrea estava com a voz trêmula. -Eu estou grávida.
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