O Terceiro Feitiço
2 2° Capítulo
Notas iniciais
— POV OLIVIA
Dr. Whale pediu para eu esperar Ellie no corredor, enquanto ele cuidava dela. Eu estava sentada em uma cadeira de plástico na frente da porta da enfermaria quando elas chegaram. Tia Snow e Tia Emma. Eu deveria me policiar para não chamá-las assim.
–Olá, garota. — Emma falou primeiro, parando na minha frente e apertando minha mão. — Eu sou Emma Swan, a xerife de StoryBrooke, qual é o seu nome?
– Olivia.
– Você tem uma irmã, certo? — ela continuou.
–Sim, o nome dela é Eleanor.
Tia Snow sentou na cadeira ao meu lado e pegou minha mão. Olhei nos seus olhos, aqueles olhos azuis que eu conhecia tão bem, mas que ainda não me conheciam. Ela suspirou e falou:
– Olá, Olivia. Eu sou a Prefeita Snow, eu gostaria de ajudar vocês. Como chegaram aqui?
– Não lembramos. — Ellie falou, saindo da sala, seguida pelo dr. Whale. — Acordamos na mata aqui perto, e eu estava machucada.
– Foi um corte pequeno, mas profundo. Eleanor teve que levar 3 pontos.
Olhei para a minha irmã, ela deu um sorriso forçado e como se lesse meu pensamento, falou:
– Eu estou bem, Liv.
– Você não lembra de nada que aconteceu com vocês? — Emma perguntou para mim e continuou: — Ou porque a sua irmã mais nova está machucada?
Oh céus, isso de novo? As pessoas sempre pensavam que eu era a irmã mais velha, porque Ellie é mais baixa do que eu. Ela odiava ser chamada de mais nova.
– Somos gêmeas! — Ellie e eu falamos em uníssono.
– Okay, desculpa! — Emma respondeu enquanto corava.
– Mas não, xerife. Não lembramos de nada, nem porque viemos para cá e nem como. — Respondi.
– Emma, posso falar com você por um segundo? — Snow pediu, tocando o ombro da filha.
Elas nos deram as costas e foram para o fim do corredor. Enquanto elas sussurravam sobre nós, nós sussurrávamos sobre elas:
– Elas não mudaram praticamente nada em 18 anos, como pode?
– Não faço a menor idéia.
– O que elas vão fazer com a gente, Ellie?
– Espero que não nos façam ficar no apartamento da tia Snow. Não gosto de ficar mentindo para elas.
Quando eu ia responder, elas voltaram. Tia Snow com o seu sorriso bondoso no rosto.
– Bem, teríamos um grande prazer de recebê-las na nossa casa, mas infelizmente ela não seria muito confortável para vocês, pois está muito cheia. ela falou. — Emma continuou:
– Mas tenho certeza que vocês estarão muito mais confortáveis na pensão da Granny.
"Mas nós não temos dinheiro", pensei.
– Mas nós não temos dinheiro. — Ellie falou.
– Ah, vocês não precisam se preocupar, é por conta da prefeitura até vocês se ajeitarem e arrumarem um emprego.
Nós agradecemos e saímos do hospital. Tia Emma nos levou no seu fusca amarelo até Grannys e disse:
– Mãe, tenho que me encontrar com Hook. Você pode ficar com elas?
– Não queremos incomodar, nos viramos por aqui. — eu disse
– Mas vocês nem conhecem a cidade! — tia Snow disse — faço questão de ficar e explicar tudo a vocês!
Depois de explicar nossa situação para a Granny e nos apresentar para Ruby, que não se aguentava de emoção por finalmente ter companhias da sua idade.
– Tenho certeza que gostarão de StoryBrooke! — Ruby disse, bastante animada — Nós podemos sair para o Rabbit Hole hoje a noite!
Tia Snow, que ainda estava conversando com Granny, tocou no ombro de Ruby e disse:
– Acho que as meninas estão um pouco cansadas hoje, Ruby. — e olhou para nós.
– Por mim, tudo bem! Estou ansiosa para conhecer StoryBrooke! — respondi, parecendo mais animada do que eu realmente estava. Olhei para Ellie, esperando que ela falasse alguma coisa, mas ela parecia inerte em pensamentos. Cutuquei ela e ela falou:
– Claro, parece ótimo!
Ruby deu um sorriso largo e falou:
– Creio que seremos grandes amigas! — e pegou as nossas mãos.
– RUBY! Pare de conversar e venha trabalhar! — Granny gritou da cozinha.
Ruby revirou os olhos e disse:
– Vou logo antes que ela se irrite e não me deixe sair com vocês à noite. — nos deu dois beijos na bochecha e foi para a cozinha.
Sentamos na bancada do restaurante e Snow pediu lasanha para nós. Quando terminamos a lasanha, Granny veio até nós e perguntou:
– Gostaram da minha lasanha?
– Sim, estava uma delícia! — Ellie falou e eu assenti com a cabeça.
– Vocês querem torta de maçãs verdes? — Granny perguntou,
– Não, obrigada. Nossa mãe sempre diz que maçãs verdes são azedas. — respondi.
Ouvimos o barulho do sino da porta se abrindo e uma voz muito conhecida falar:
– Eu sempre digo isso.
–--------FLASH BACK---------
Ellie e eu, provavelmente com 6 ou 7 anos, estávamos sentadas em cima da bancada da cozinha. Observando, pela milésima vez, mamãe fazer sua obra-de-arte.
– Liv, ligue o forno para mim. Ellie, traga a forma.
Levantamos da bancada e cada uma foi fazer o que lhe foi pedido, depois que liguei o forno prestei atenção em como mamãe transportava a massa da torta para a forma que Ellie estava segurando. Tão ágil e rápida que não tinha como a massa se quebrar. Ela veio em direção ao forno e colocou a massa lá dentro.
– Mamãe, porque a senhora só usa maçãs vermelhas? — perguntei enquanto limpávamos a cozinha juntas. Ela deu um sorriso, olhou para mim, largou o pano que estava em sua mão e respondeu:
– Porque as maçãs vermelhas são indiscutivelmente melhores, filha. Maçãs verdes são azedas.- e voltou a limpar a pia.
–----------- FLASH BACK END-----------
– Regina! — Snow chamou, atras de nós
Regina olhou para nós e parou por 5 segundos. Minha barriga gelou, e minhas mãos tremiam. Senti a mão de Ellie segurar a minha. Regina finalmente se mexeu e andou até ficar frente a frente conosco. Seu vestido, que batia nos joelhos, era azul e elegante, e eu adorava aquela cor nela.
Snow, que estava atrás de nós, veio até a minha frente e nos apresentou:
– Regina, essas são Olivia e Eleanor. Elas chegaram hoje em Storybrooke. Meninas, essa é Regina Mills.
– Olá, meninas. — Ela falou, apertando nossas mãos. — Lindos nomes.
– Obrigada. — respondemos juntas.
Ela sorriu e virou-se para Snow:
– Preciso falar com você.
Snow olhou para nós e disse:
– Bom, meninas. Acho que vocês devem descansar agora, foi um dia cheio de emoções. — ela piscou o olho direito e sorriu.
– Verdade, estamos cansadas.- Ellie disse, pegando outra vez na minha mão. — Vamos para o quarto, Liv.
Olhei para Snow e outra vez para Regina, que nos olhava sem emoção nenhuma. Engoli em seco e falei:
– Obrigada por tudo, prefeita Snow. E prazer em conhecê-la, Regina.
– De nada, queridas! Qualquer coisa, podem me chamar! — Snow falou, nos abraçando.
– O prazer é todo meu. — Regina falou, secamente.
Segurei a mão de Ellie e caminhamos para o quarto
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