Notas iniciais
São 00:20, será que ainda vale? Hehehe, muito obrigada pelos reviews e acompanhamentos, vocês são uns amores

Todos os personagens abaixo são da StoryBrooke de 2032 :)

Neal — FOTO

Idade: 19 anos

João FOTO

Idade: 29 anos

MariaFOTO

Idade: 29 anos

GraceFOTO

Idade: 30 anos

Collete French Gold- FOTO

Idade: 17 anos

Liam Swan Jones — FOTO

Idade: 17 anos

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POV HENRY (STORYBROOKE — 2032)

– Calma, tigrão, nós deveríamos ir para o meu quarto antes que o dono do Rabbit Hole mande nos prender por atentado ao pudor – disse Grace, afastando minha mão que subia por sua perna. João e Maria tinham ido embora ás 22h para ajudar o pai, que precisava deles na borracharia (mas todos nós sabíamos que Maria ia fazer todo o trabalho enquanto João se pegava com Melody na praia), então nós ficamos sozinhos na mesa, com o Rabbit Hole lotado. Várias mesas ao longe, pude ver Ruby alisando a barriga, que carregava gêmeos. Ela provavelmente tinha saído escondida, pois Dr. Whale nunca deixaria a esposa grávida vir pra um lugar como esse com 8 meses de gestação, mas isso era típico de Ruby.

– Fico me perguntando se os bebês vão poder virar lobos também – eu disse, e Grace riu. Levantamos para ir para o quarto dela e quase batemos o carro 3 vezes no caminho. Aparentemente dirigir e beijar ao mesmo tempo não é uma boa ideia. Tiramos boa parte das nossas roupas no elevador, e eu provavelmente não iria conseguir olhar na cara do porteiro no dia seguinte, mas dane-se. Quando chegamos perto da porta eu peguei Grace no colo como se fosse minha noiva. Talvez um dia, Henry.

Antes de mais nada devo dizer que odeio sutiãs. Eles só servem para atrapalhar momentos como esse, onde você não quer ser atrapalhado. De jeito nenhum. Mas obviamente, querer não é poder, e eu tenho uma mãe superprotetora. Eu estava tentando desatar o sutiã da Grace, com ela em cima de mim, quando o telefone tocou e nós dois reviramos os olhos. Era minha mãe, perguntando sobre a Liv e a Ellie. Enquanto eu falava com ela no telefone, Grace beijava meu pescoço, e eu tentei não gemer pelo telefone. Não queria traumatizar minha mãe com a perda da minha inocência.

– Aposta quanto que as minhas irmãs saíram com a Colette e o Liam e esqueceram de avisar á mamãe? – eu disse, depois de desligar o telefone.

– Quer que eu ligue para o papai? Talvez elas estejam com ele, a Ellie encomendou uns chapéus – disse Grace.

– Ou nós podíamos voltar para onde estávamos – eu falei, rolando por cima dela, e a porcaria do sutiã finalmente desatou.

POV ELLIE ( STORYBROOKE — 2014)

– Aposto que você não tem coragem – disse Ruby, apontando para um cara de jaqueta preta sentado em uma das mesas redondas e metalizadas do Rabbit Hole. Eu, Liv e Ruby estávamos tomando martínis e apostando em quantos relógios/carteiras/objetos inúteis eu conseguia pegar e passar despercebida. Foi uma habilidade que eu herdei do meu pai, e ele já tinha me ensinado até a roubar de feiticeiros, como a mamãe. Até o presente momento eu tinha duas canetas, uma carteira (que eu já tinha devolvido, afinal eu não fui criada por traficantes) e três relógios. O cara estava de costas e usava um relógio antigo, uma relíquia, que provavelmente custou um rim e talvez metade de um fígado. Era questão de honra conseguir pegá-lo. Ou falta dela.

– Ruby, não diga isso, agora ela vai querer pegar a droga do relógio – disse Liv, me olhando com uma cara tipo “se esse cara vier atrás da gente eu não vou nem me importar em te salvar”.

– Você me conhece tão bem, Liv – eu falei, me levantando e ajeitando a trança lateral que eu tinha feito mais cedo aquela noite. Quando eu cheguei mais perto, reconheci a jaqueta de algum lugar, mas não conseguia distinguir de onde, até que eu vi o gancho em uma de suas mãos. Dei um sorriso. Tio Killian vai ficar muito orgulhoso quando eu contar essa história para ele no futuro.

– Boa noite – eu disse, sentando do lado dele – você sabe como eu posso voltar para a pousada da Granny’s? Eu e minha irmã somos novas na cidade e estamos meio perdidas – ele olhou para mim rapidamente, desvirou o olhar e depois olhou para mim novamente.

– Ah, então são vocês as novas cidadãs de Storybrooke – ele disse, e olhou para mim novamente, parecendo incomodado – tem certeza de que você é nova na cidade? Você me lembra um pouco uma pessoa.

Eu dei um sorrisinho nervoso.

– Acabamos de chegar por aqui. Aquela é minha irmã, Liv – eu disse, apontando para a nossa mesa. Ele se virou para olhar para Liv e Ruby, e quando olhou de volta para mim, o relógio dele já estava no meu bolso.

– Tem certeza de que você precisa de instruções de volta para a Granny’s? A sua amiga Ruby mora lá, sabe – ele disse, levantando uma das sobrancelhas. Droga, droga, droga. Eu podia ter pensado em outra história.

– É verdade, mas eu e a Ruby discutimos agora a pouco e ela se recusa e me levar de volta, então eu tenho que achar o caminho sozinha. Mas se você não puder me ajudar, não tem problema, talvez eu me perca por aí e apareça morta amanhã. E você vai ter que conviver com a culpa – eu disse, fingindo estar chateada.

– Ou talvez eu te dê o caminho errado e te leve para uma armadilha de propósito – disse ele – você já notou que eu tenho um gancho como mão, né?

– Verdade. Mas talvez você não seja esperto o suficiente para isso. Você está sem seu relógio há 5 minutos e ainda não percebeu que ele está no meu bolso, não no seu pulso – eu disse, jogando o relógio dele na mesa – Você acaba de me garantir 20 dólares.

Pude ver ele dar um sorrisinho enquanto eu voltava para a mesa com a honra intacta, enquanto Ruby me olhava de queixo caído.

– Não acredito. Você é a mestre – ela disse, apertando minha mão.

– Uma vez ela roubou um par de brincos da mamãe em uma aposta e ficou presa o diainteiro – disse Liv. “Dentro de um espelho”, pensei “Com o idiota do Sydney” – mamãe não é de dar castigos leves.

Odiava me lembrar disso. Sydney me contou a história de como minha mãe traiu ele umas mil vezes enquanto eu estava lá, foi constrangedor.

– Já são quase 3 da manhã, meninas, acho melhor nós voltarmos. A vovó vai me obrigar a acordar cedo amanhã.

Acenei para tio Killian quando nós passamos para chegar á saída. Era tão estranho saber que muitas pessoas naquele bar provavelmente pegaram á mim e á minha irmã no colo... incluindo a Ruby.

Saímos do Rabbit Hole rindo e de braços dados, tentando nos proteger do frio. Ruby e Liv estavam falando sobre um cara bonitinho que tínhamos visto lá dentro quando eu notei uma trilha de gelo que levava para o lado oposto do caminho para o Granny’s, que era a floresta. Mas que droga. Cutuquei Liv, que também parecia ter notado mas estava tentando disfarçar para que Ruby não percebesse nada. Decidi que era melhor nós voltarmos para o hotel. Não estava em clima para combate hoje, especialmente quando a Snow Queen estava claramente tentando nos atrair para algum lugar deserto na floresta. Achei tudo muito estranho. Se ela quisesse nos matar, já teria feito isso. Que diabos nós estamos fazendo aqui?

Quando chegamos no quarto, depois de ouvir bronca da Granny por termos chegado tão tarde, eu e Liv olhamos pela janela, por onde podíamos ver a trilha de gelo se expandindo na estrada que levava em direção á floresta. De repente, a janela começou a congelar, e nos afastamos com um pulo, enquanto os cristais de gelo formavam uma frase bem clara.

“BEM-VINDAS Á STORYBROOKE.”

POV REGINA (STORYBROOKE – 2032)

– Colette? Você sabe onde está o seu pai? – perguntei depois de abrir a porta da loja de Gold, fazendo soar aquele sininho irritante. Colette levantou a cabeça, assustada.

– Ele acabou de sair para falar com a senhora, disse que é urgente. Fiquei preocupada. A senhora sabe se a Liv e a Ellie estão em casa? Não falei com elas desde ontem.

Se eu não tivesse guardado meu coração em um cofre hoje de manhã, podia jurar que ele tinha parado.

– Ele disse qual era o motivo? – perguntei, nervosa.

– Não, disse apenas que era urgente e que eu devia ficar cuidando da loja. Está tudo bem, tia Regina?

– Não, não está tudo bem – eu disse. Meus instintos estavam certos. Normalmente eu culparia Gold pelo desaparecimento das minhas filhas, mas se até ele está preocupado, a coisa é séria. Eu preciso encontrar minhas meninas. Nem que seja a última coisa que eu faça.

UMA SEMANA ANTES, STORYBROOKE – 2032

A jarra dourada ficava dentro de um campo de força, guardado por dois aspirantes a feiticeiros. Depois de terem derrotado a Snow Queen, Regina, Emma, Gold e os Charmings a haviam colocado de volta na jarra, desprovida de seus poderes e guardada á sete chaves por magia. Regina e Gold eram a favor de sua execução, mas obviamente isso não aconteceu.

Os dois aprendizes guardavam a jarra durante o dia, enquanto estudavam. À noite, o campo fora projetado para dobrar a proteção. Ainda assim, era possível ver alguns flocos de neve em volta da jarra de tempos em tempos.

Foi apenas uma questão de tempo até que os aprendizes soubessem o que a Rainha da Neve era capaz de fazer através das histórias. “Nós poderíamos dominar o mundo se pudéssemos controlá-la”, pensaram eles. Foi só após a soltarem e serem presos na jarra em seu lugar que eles perceberam que ela não poderia ser controlada.

Notas finais
Gostaram? Deixem reviews, seus lindos!