O Tempo que Leva

26 Epílogo: Sorte


Notas iniciais
É isso, pessoal! O último dia desse desafio! Um pequeno epílogo para fechar a história com chave de ouro (espero eu). Boa leitura! Carmina Burana - O Fortuna

Nada é tão poderoso e impactante, definitivo e justo como a sorte. Ela não tem preconceitos, ela não escolhe quem abençoa ou não, apenas cai aleatoriamente nas graças de alguém e fica por ali durante um tempo, até estar na hora de cair nas graças de outra pessoa.

Poder, pobreza; a sorte poderia mudar ambas as coisas em poucas horas.

Admito que não foi a coisa mais fácil do mundo deixar as coisas rolarem ao acaso; a sorte pode ser difícil. Tirar coisas de você, fazer com que perceba o quanto as prezava só depois. Pode ser uma benção, mas também uma maldição.

Justamente porque pode ser boa ou má. Não por “índole”, mas simplesmente por... sorte.

Não existe quem não sofra com influência desse acaso maluco. É impressionante só de pensar, eu sei.

Estou a minutos de pousar na Itália para começar uma nova vida, uma vida que eu nunca esperava que fosse ter, mas ali estava eu. E com uma pessoa que não conhecia há um mês atrás.

Quanto tempo será que levei para perceber que a vida, afinal, não é tão ruim assim? Não sei dizer.

Mas ao mesmo tempo, sinto que foi quando cansei de sofrer por causa disso. Que foi quando resolvi que não deixaria tudo, no final das contas, na mão da sorte. Justamente porque não existe essa coisa de destino ou não.

Existem oportunidades oferecidas ao acaso ao longo da vida. Como elas surgem? Não sei; não é algo exato. Você as cria, batalha por elas, ou elas simplesmente lhes surgem.

E cabe a você, a mim, a qualquer um decidir o que fazer com isso.

Não está tudo na mão da sorte. Mas também não está tudo na nossa mão. Não posso controlar o mundo que me envolve, mas posso fazer o possível para viver bem nele.

E levei o quê? Um mês pra perceber isso?

Vinte e um anos?

Cinco minutos num mercado?

A sorte extermina o forte e faz o fraco chorar. Mas o persistente aprende a utilizá-la.

Finalmente sentimos o avião tocar a pista, e então taxiar para podermos desembarcar.

Olhei para Ian, que me encarava de volta com o mesmo olhar de expectativa que eu tinha no rosto.

Aqui vamos nós.

Notas finais
É isso! este é o fim dessa pequeninha fic, o Desafio de Fevereiro para celebrar a vida. Espero que tenham gostado, de verdade! Comentem muito; para mim foi muito divertido fazer esse projeto, apesar do imenso trabalho que é postar um capítulo por dia! Mikaela cresceu naturalmente no meu coração, e sinceramente, gostaria muito de ter trabalhado mais os personagens, indo mais profundamente nas coisas, mas a vida... A vida é uma caixinha de surpresas! UASHUAHS Um grande abraço, e espero que vocês tenham gostado! Até uma próxima história, pessoas C:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!