O tempo e as mudanças no (seu) mundo – One Shot

Quatro anos...Será muito tempo? Será pouco? Depende de quem vê. Para quem espera, quatro anos são uma eternidade, para quem chega, é um tempo tão rápido quanto um segundo. Tempo...Quantas coisas será que mudam em quatro anos? Uma folha? Uma árvore? O mundo? Ou uma pessoa?

Mundo...uma palavra tão subjetiva...Existem apenas três mundos, o resto que ouvimos, são apenas dimensões paralelas...Mas elas não deixam de ser mundos, não é? Costumes, tradições, tudo pode ser diferente ou igual. Essas dimensões só existem nesse mundo, o que nós tateamos, cheiramos, saboreamos, vemos...Ninguém sabe o que está além das portas do terceiro mundo, nosso descanso eterno, nossa morte, ninguém viu e voltou pra contar...

Ver... Também muito subjetiva essa palavra. Na verdade, todos os nossos sentidos são subjetivos...O que nos leva ao segundo mundo, onde nós podemos nos libertar dos nossos problemas, viver com nossos amigos...ou viver com alguém tão longe, e ficar tão isolado na depressão de voltar para o primeiro mundo e ver que essa pessoa não está perto de você, que deseja simplesmente viver naquele mundo, onde você não sabe como ela reagiria realmente às palavras que você diz, só sabe que ela está lá, com você, e nada mais importa...

Quatro anos...serão suficientes pra transformar um mundo, antes cheio de alegria em um mundo...

Vazio?

A loira estava em uma floresta, antes da cidade que ela tanto amava...aquela cidade de árvores delicadas que, sempre que floresciam, eram um show tão grande, que todos vinham ver...aquela cidade onde tudo que amava estava...Magnólia.

Quatro anos...a dúvida, que permanecia no coração da garota desde que seu melhor espírito, seu companheiro e conselheiro, Leo, tratado por ela como Loki, dissera que era melhor voltar para a cidade onde estava sua guilda, seu coração.

Flash Back

— Lucy, minha Princesa, não acha melhor voltar para a guilda? – O homem, de terno e aparência jovial lhe perguntou.

— Loki...Fazem quatro anos desde que eu saí de lá, daquele jeito...acha mesmo justo voltar agora? – A loira balançava os cabelos, agora um pouco maiores do que de costume.

— Não vejo porque não, querida...Saímos de forma brusca, é claro, mas aposto que seremos bem recebidos. Afinal (mostrara a tatuagem, nas costas) somos parte dela ainda, não é?

— Não tenho tanta certeza...E...se ninguém me reconhecer? Saí para me tornar forte, pra não ter que ficar dando trabalho pra ninguém. Será justo voltar?

- Devo lembrar-lhe (sorriso maroto no canto do lábio) que há uma parte de seu coração lá? Não me diga que não quer revê-lo.

- Natsu... – Lucy suspirou.

Flash back OFF

Sim, era verdade. Saiu em uma jornada em busca de poder, e realmente o conseguiu. Era a portadora de todos os signos do Zodíaco, e podia invocar até cinco espíritos de uma só vez sem problemas. Ganhara também mais chaves, e a confiança destas (até mesmo Aquarius, que depois de uma luta, onde ela e Scorpio, seu namorado, foram quase atingidos por uma magia muito poderosa, salvos por Lucy, que entrou na frente dos dois e recebeu todo o ataque. Depois disso, Aquarius parou de implicar tanto com ela). Ela sabia que seus espíritos seriam capazes de abrir seus próprios portais para protegê-la, e que ela faria de tudo pra proteger todos eles. O que não sabia era se ainda era lembrada na guilda. Já perto da cidade, notou que o céu fechou. Suspirou, pensando “eu volto e me acontece isso. Nada bom.” , mas não deu meia volta. Continuou, sem muita vontade, e lembrando-se de uma conversa.

Flash Back

Estavam perto da floresta que antecedia Magnólia. Ela e seus espíritos, o Unicórnio e o Pégasus. Mesmo que ela insista, eles não a deixavam caminhar por muito tempo, usando seus próprios poderes, abriam seus portões e a carregavam nas costas, geralmente cavalgando, mas, quando tinha pressa, o Pégasus voava longe com ela, e o Unicórnio corria mais rápido que qualquer coisa. Neste dia, os dois ficaram ao lado dela, preocupados com o ar estranho que a rodeava. Já era noite, e eles pararam pra dormir um pouco, cada um dos espíritos de um lado dela, deitados perto de uma árvore.

- Lucy-san, o que acontece? – o Unicórnio perguntou.

- Estou com medo de voltar e não ser reconhecida. – Ela hesitou.

- Mas você será – Afirmou o Pégasus – Se foi tão boa amiga quanto é nossa dona, eles não a esquecerão.

- Não sei o que fiz de bom lá... – Lucy escondeu o rosto na crina do Unicórnio

- Não a conhecemos lá – O Unicórnio continuou – Mas, mesmo que você não seja reconhecida, ou rejeitada, terá a nós. Seus espíritos nunca sairão do seu lado, Lucy-san.

- O...Obrigada... – E adormeceram, Lucy com a cabeça apoiada perto da do Unicórnio e com a cabeça do Pégasus no seu colo.

Flash Back OFF

Já estava na cidade. Reconhecia todos os pontos dela. A chuva veio, primeiro fina, depois engrossou. Ela, que estava com uma capa marrom e roupas simples, logo ficou encharcada. Resolveu fazer seu caminho, o que fazia para ir pra casa, sua antiga casa. Pensava se era melhor ter chamado Loki para acompanhá-la, mas desistiu. Viu o riacho, em que costumava se equilibrar nas margens, e o fez, contente por poder fazer algo assim de novo. Quando chegou à frente de sua antiga casa, se espantou ao ver que as cortinas que ela e sua amiga Erza fizeram ainda lá.

“Quem sabe os novos proprietários gostaram dessa cortina e a deixaram” Pensou.

Revivia todos os momentos que passou lá. Seus amigos toda hora em seu quarto, principalmente aquele, com cabelo rosa e o Gato azul falante e voador.

Provavelmente, aquela família nem lembrava mais dela, e, se lembrasse, seria como a garota que os meteu em confusão com a Phantom, a princesinha que precisava de proteção, que precisava que tomassem conta dela.

Ela suspirou, com o peso dos seus pensamentos. Ninguém se lembraria dela. Viera até aqui por nada, apenas pra ficar encharcada.

- O que eu fiz de bom pra eles, afinal? – murmurava pra si mesma, uma lágrima solitária pendia de seu olho esquerdo. Nesse momento, ela se lembrou de todas as risadas, de todos os momentos difíceis, mas nunca o suficiente, pois não importa o que lhe acontecia, ele sempre lhe dava seu sorriso pateta e dizia que iria ficar tudo bem.

Ah, como ela sentira falta daquilo.

- Lucy... – Uma voz rouca, de homem, chegava até a ser bela, chamou. Saindo de seu mundo, Lucy sentiu um calafrio, ao perceber, mesmo sem ver quem a chamava, que conhecia o dono dessa voz. Virou-se e se deparou com um garoto, com seus 21 ou 22 anos, se as contas dela não falhavam. Musculoso, a tatuagem a guilda em seu ombro. Ela sabia quem era, lógico. Nunca iria se enganar ao ver um garoto com apenas uma espécie de colete, calças, um cachecol e cabelo rosa.

- Na...Natsu... – Chamou, incerta. Seu coração batia rápido, como ela nunca pensou que iria voltar a bater. Olhando nos olhos dele, não viu o brilho que estava acostumada, só sombras. Parando pra pensar, ela pensou ter visto algo faiscando levemente quando ela chamou o nome dele. – Faz muito tempo, não é?

- Sim, realmente faz. – O garoto a olhava. Não estava molhado graças à temperatura normalmente quente de seu corpo, mas a loira estava totalmente molhada. – Entre, senão vai se resfriar. – E abriu a porta do prédio que ela ocupava antigamente.

- M...mas, quem mora aí, Natsu? Não vai se importar?

- Não vai. Vamos. – E subiu as escadas. Lucy, não querendo ser deixada pra trás, principalmente agora, que seu melhor amigo (se é que ela poderia ainda o chamar assim) a reconhecera, subiu também.

Ao chegar em seu antigo apartamento, ela se espantou. Tudo estava como ela havia deixado. Haviam algumas coisas que não eram dela, mas o garoto pareceu não se importar e estar em casa, pois chegou e sentou-se na cama sem cerimônia.

- É melhor tomar um banho. – Ele, com um tom frio que assustara Lucy, dirigiu-se à ela. – Não quero que fique doente. Depois me dê suas roupas, vou secá-las enquanto você toma banho. – E tirou a capa de cima dela.

- S...sim. – A loira estava sem coragem de olhar nos olhos dele de novo. Ele estava seco por dentro e, depois de entregar suas roupas – lógico que não as íntimas – ao Natsu, e entrar na banheira, perdeu-se em pensamentos, imaginando se a causa dele ficar assim foi dela, ou foi algo mais grave.

Do lado de fora, Natsu segurava as roupas da menina, as secando. Estava sentado na cama, e tentava domar tudo o que sentia. Veio correndo quando, mesmo nesse temporal, vinha pra casa da Lucy e viu a silhueta tão familiar na porta. Seu coração bateu rápido, como se não tivesse batido desde que ela foi embora. Lembrava de quando encontrou a carta que ela deixou na escrivaninha, se desculpando por tudo que ela os fez passar. Foi um dos dias mais tristes da vida dele. Primeiro, Igneel desaparece, depois, Lisaana supostamente morre, e agora, Lucy sai da vida dele? Foi muita dor.

Passou um bom tempo se recuperando, só voltando ao “normal” quando notou que estava preocupando as pessoas em seu redor. A guilda também sentiu falta da loira. Wendy chorou, e Charle contou que todas as noites ela sonhava que abraçava Lucy e que de repente, ela desaparecia. Gray ficou triste, mas teve que deixar isso de lado pra conseguir consolar Juvia. A própria Lisaana chorara e muito a perda da irmã querida. Até a Erza não parava de chorar, sentia falta da loira em todas as missões. Happy não parava de falar “Se a Lucy estivesse aqui, ela saberia o que fazer” ou “Lucy poderia fazer isso facilmente”, e, à noite, chorava, sentindo falta do colo da garota que sempre o deixava dormir com ela.

Para Natsu, foi o pior. Ele mantém a pose de brincalhão que sempre teve, mas todos vêem, até hoje, que seus olhos não brilham mais. Quando a viu, o primeiro impulso foi abraçá-la e beijá-la, até que esse vão que tinha no coração desaparecesse. Mas temeu a reação dela, e se controlou.

Com as roupas dela secas em mãos, ele levou a camiseta que ela vestia até seu rosto, e a cheirou. Lembrou que ele e os amigos resolveram manter o apartamento dela caso ela voltasse, e que mesmo depois de tanto tempo, ele vem dormir aqui. O cheiro dela, agora escasso no apartamento, graças à ausência dela, estava na sua roupa, e Natsu viu-se perdido no doce cheiro, o cheiro que ele tanto amava.

- Natsu? – Lucy abria a porta do banheiro. O garoto baixou a mão, de modo que ela não viu o que ele estava fazendo. – Er...Poderia me dar minhas roupas?

Ela estava de toalha. Não que isso o devesse surpreender, afinal, a viu assim montes de vezes. Já a vira apenas com as roupas de baixo, e, nas vezes que a Virgo aparecia para trocar sua roupa com ele na frente, pegava relances de seu corpo.

Mas ele se surpreendeu. Se já a achava bonita, agora, crescida, com as curvas mais acentuadas ainda, teve que se controlar e muito para não corar e pra não ter uma hemorragia nasal. Não conseguiu reprimir uma olhada no corpo envolvido pela toalha de cima a baixo, o que ele conseguiu disfarçar bem, até.

Devolveu as roupas da garota, que voltou pro banheiro. Ele tentava se controlar sentado na cama, enquanto Lucy se trocava, pensativa.

No banho, ela pensava que ele não sentira a falta dela, que era apenas a imaginação dela que os olhos dele estivessem sem brilho. Suspirara, pensando no reencontro de apenas alguns minutos atrás. Não pôde deixar de se espantar com o homem que ele se tornou. E, agora, quando foi pegar sua roupa com ele, notou que ele a analisara de cima a baixo, e que estava tentando se conter pra não corar. Ah, como ela o conhecia bem! Esperava que isso fosse verdade mesmo, que ele não a tivesse esquecido.

Saindo, o encontrou com duas xícaras com chocolate na mão. Sentou-se na cama, ao seu lado, no direito para ser mais precisa, mas deixando um espaço entre eles. Pegou a xícara e bebeu, devagar, já sabendo que o líquido estaria realmente quente. Ao terminar, deixou o recipiente em sua antiga mesa, como eles sempre faziam, lembrara.

Tempos tão bons... Quando saiu, foi como se tivessem a matado por dentro. Ela lembrava de cada palavrinha da sua chamada “carta de despedida”:

Queridos Amigos:

Provavelmente, quem vai encontrar essa carta será o Natsu, ou talvez o Happy, ou Erza, ou Gray, mas isso não importa agora. Quando a lerem, estarei longe. Não se enganem, é culpa minha, ser tão fraca. Por isso decidi sair um pouco, treinar. Queria escrever um pouco para cada um de vocês, mas, a cada palavra, é como se me esfaqueassem.

Desculpe por tudo que fiz vocês passarem. Talvez algum dia eu volte, quando me tornar mais forte e mais digna de ser parte de uma guilda tão espetacular.

Agradeço a tudo o que fizeram por mim. Mesmo que me esqueçam, eu não os esquecerei. Obrigada e...Ad...

L...y Hear....lia

Algumas palavras estavam manchadas, lembrava agora Natsu, como se ela tivesse chorado em cima da carta. Ele sabia o que estava escrito decor. Guardava a carta junto a ele. A dor foi inestimável. Tudo o que fazia era ficar agarrado aos lençóis dela, deitado na cama dela, chorando. Era horrível, mesmo agora, que ela estava aqui, ao seu lado. Por esses três anos, sempre que se achava sozinho, se prendia em seu mundo, onde ela estava presente em todos os momentos. Ele imaginava sentir o cheiro dela, a imaginava em seus braços, agora segura, como pensava ele.

Lembranças... Tudo o que sobrou foram lembranças. Até agora.

- E...Então, Natsu... – Lucy gaguejava, a primeira tentativa de contato depois de (torturantes) minutos de silêncio – De... De quem é essa casa agora? – baixara os olhos.

- É minha. – Ele continuava frio, Lucy estava assustada com isso, além da nova descoberta. – Da Erza, do Gray e do Happy também, mas, sou eu quem passa a maior parte do tempo aqui.

- Por...que? – Ainda atônita, a loira simplesmente não conseguia acreditar.

Ele suspirou e, em um movimento, colocou-se um pouco pra trás na cama, e foi mais pra perto dela.

- Vai pegar um resfriado se for dormir com seus cabelos molhados – Passou a mão suavemente em uma das mechas do cabelo dela, o que a fez estremecer. – Vou secá-los.

Em resposta, a garota (ainda tremendo) passou mais pro lado dele, ficando parcialmente de costas, de modo que ele pudesse secar seu cabelo e ela pudesse vê-lo. O toque do garoto era suave e lhe trazia recordações, de quando ele costumava fazer isso, principalmente depois de missões onde ela acabava encharcada. Natsu lutava para se controlar. O cheiro dela já era difícil, como uma droga, imagina tocá-la! Ele não se arrependia de ter pedido para secar o cabelo dela, mas ainda assim, era difícil. Lucy Também lutava. A cada vez que as mãos dele acariciavam seus cabelos, ela estremecia de leve, e se segurava para não suspirar.

Quatro anos podem mudar um mundo...

Assim que ele terminou, se distanciou. Não que ela quisesse, mas o fato dele estar secando o cabelo dela a deixava maluca. Eles ficaram um breve tempo em silêncio, se recuperando.

- E você? – Natsu juntou coragem – Por onde andou por tanto tempo?

- Ah – Ela suspirou – Andei por tantos lugares. Alguns lindos, outros horríveis de que nem quero me lembrar. Fui para o leste primeiro, norte, sul, e acabei voltando aqui. Não tem nem sentido contar. Não vai fazer diferença.

- Vai, é claro. Tenho que saber por onde minha nakama andou.

A garota se assustou. Nakama? Ainda tinha a honra de ser chamada assim?

- Natsu. – suspirou – Depois de tanto tempo...ainda posso ser chamada assim?

O garoto parou por um tempo, como se estivesse pensando. A loira aguardava ansiosa pelo “resultado”

- Ah – finalmente disse – Tem razão, você não pode mais ser chamada assim.

O brilho da dor passou pelos olhos da Lucy. Ela sabia, mas, mesmo assim, isso a deixava triste. Interrompendo os pensamentos dela, ele disse, olhando para o ombro dela:

- Há um lugar onde esqueci de secar. – A garota se preparava fisicamente para o toque do garoto, mas no final, se surpreendeu.

Natsu chegou perto dela, devagar, e inclinou seu tronco contra o dela, beijando a parte que ele disse que iria secar. Lucy não esperava por aquilo, mas a sensação era tão boa! Ela se sentiu relaxar, e segurou um leve gemido que estava na sua garganta, fazendo a mesma estremecer, o que não passou despercebido pelo garoto. Sorrindo, começou a beijar o pescoço dela, devagar (no pensamento de Lucy, ele a estava torturando, com toda aquela vagarosidade). Chegou à bochecha, subiu um pouco mais e mordiscara o lóbulo de sua orelha.

- Na...Natsu... – ela estava de olhos fechados, e não agüentou. Ele a tinha, esse era o fato. Na realidade, ele sempre a tivera, desde antes dela resolver sair.

Natsu? Ele estava angustiado. O que ele queria era abraçá-la e tomar seus lábios logo, mas sabia que deveria ir devagar, principalmente por tê-la reencontrado faz pouco tempo. Quando ele a ouviu chamando seu nome, quase perdeu o controle. Não era mais aquele garoto tão ingênuo e estúpido (ou não tanto, ao menos), de modo que se controlou, e disse:

- Como eu sonhei com esse momento...Quando você partiu, foi como se tivesse levado meu coração com você... – Ele enlaçava a cintura dela devagar – Só depois eu percebi...que você não era mais só minha nakama ...que eu precisava de você, realmente...Me prendi no meu mundo, onde só havia você. – As mãos dele estavam nas suas costas. Lucy delirava. Quando partiu, também foi assim, como ele disse. Ela o amava, e não tinha mais medo de demonstrar isso. Ainda com os olhos fechados, corada e respiração ofegante, respondeu:

- Desculpe...Não sabe quanto doeu te deixar...mas eu tinha que levar minha vida, ser mais forte...por você. – ela o abraçava também, colando o corpo dela com o dele.

- Não confia em mim pra te proteger?

- Claro, mas, você já se machucou bastante me protegendo...Não queria que isso acontecesse mais.

- E me machucou ainda mais quando você foi. – Cansado de apenas falar, ele voltou ao pescoço dela, tirando as mãos de suas costas e as apoiando na cama. Beijando a dobra entre o pescoço dela e o ombro, a empurrou gentilmente, fazendo-a deitar. Beijando o pescoço dela novamente, dessa vez não foi para a bochecha, e sim para os lábios da garota, que o aceitaram completamente, abrindo-se para que ele pudesse explorar a boca dela. A língua dele era quente, como ela sempre imaginou. Finalmente, separaram-se por falta de ar, mas isso não o impediu de continuar. Ele a mordia levemente, deixando pequenas marcas em seu pescoço e ombro. Lucy não conseguia reagir, simplesmente soltava gemidos leves e cravava as unhas nas costas dele, logo abaixo do colete que ele sempre usava, que por um infortúnio, estava ali, barrando o caminho. Ele estava logo em cima dela, e a loira achava graça disso, afinal, ele sempre gostou de dominar as situações.

Ela terá seu castigo. Ficará acordada a noite inteira, para compensar as noites que ele ficou acordado, pensando nela. – Foi o último pensamento dele, antes de começar a tirar as roupas que ela usava.

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