O Tempo Dirá

26 Algumas Verdades


Notas iniciais
Primeiro de tudo quero agradecer à Aurora Swetswan pela linda e maravilhosa recomendação. Pensei que não fosse receber uma já que a fanfic tem 25 capítulos já :3 Obrigadinha mesmo. Agradeço também a quem comentou a fanfic e favoritou, não sabem o quanto isso é importante pra mim! 200 comentários o/ vou choraar de emoção Ç////Ç Lembram que eu disse que postaria um Extra quando chegasse a 200? Então, o proximo será um extra bem importante (extra relatam o passado, não se esqueçam disso), por isso a continuação mesmo será no capis 28 :3 (alguns personagens de batman como o Babs aparecerão mais pra frente) sem mais. Boa Leitura.

Capítulo 26 — Algumas Verdades

Mil e um pensamentos assolavam o metamorfo naquele momento; tenebrosos e fúnebres pensamentos. Desde que lera aquele livro, ou melhor, o diário de Rachel, não sabia mais como reagir na frente dela. Não só por saber que ela era a Ravena, mas por ter lido coisas mais que perturbadoras.

Se ele não tivesse vivido num mundo cheio de aberrações, contando com ele, acharia que ela teria algum problema de grau psiquiátrico; mas não. Ele sabia que era verdade, lá no fundo ele sabia. Ravena era uma garota sombria, fria, calada, sofrida. Parecida com a Rachel, mas a diferença se estabelecia em seus sorrisos largos e proeminentes que dava ao rapaz.

Ele se culpava por não ter percebido antes, nem ter perguntado sobre seu passado sequer uma vez. E agora estava ali, imerso em seus pensamentos, tentando achar uma maneira de contar a ela que ele sabia. Entretanto, como o fazer sem dizer: "Rachel, eu li seu diário"?

Isso certamente o estava enlouquecendo.

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Karen havia acabado de chegar em sua casa. A faculdade tinha sido cansativa, mesmo sendo só o primeiro semestre. Iniciara seus estudos na faculdade de pesquisas e tecnologia naquele ano. Formada na escola, começou seu aperfeiçoamento na faculdade de Gotham City. Jogando-se no sofá folgadamente, suspirou fundo por finalmente estar só.

Fechou um pouco os olhos a fim de relaxar naquele silêncio do apartamento até seu comunicador tocar. Como ela queria tacar aquele negócio longe. Suspirou pesado pegando o pequeno aparelho e respondendo o chamado pelo visor — recém colocado — possibilitando ver a pessoa do outro lado. Cyborg.

–Eae abelhinha. — falou o homem sorrindo de orelha à orelha. Karen rolou os olhos e, antes que percebesse, fechou com rapidez a tela do comunicador. Estava sem sua mascara: — O que foi?

Ela ficou muda antes de respondê-lo:

–Você viu meu rosto? — perguntou ela irritada.

–É...Sim. É para isso que serve nosso comunicador com imagem. — respondeu Cyborg como se fosse óbvio. Ela suspirou:

–Quero dizer, sem a máscara. — cuspiu ela logo de uma vez tirando uma gostosa e longa risada do homem de metal: — Do que está rindo? — advertiu Karen rangendo os dentes.

–Eu sei a identidade de todos vocês. Como eu não tenho um disfarce eu sou um tipo de conselheiro, ouvinte, padre, me chame do que quiser. Não é diferente de você, afinal, eu já sabia quem você era. — afirmou ele tirando um grunhido irritado dela.

–Como assim você sabia? — repetiu ela exaltada. Ele deu de ombros.

–O comunicador tem rastreador por satélite e, por eu ser o responsável por todos vocês, pirralhos, sempre faço questão de saber quem são e onde moram. — assumiu ele. Karen se irritou.

–Mas isso é invasão de privacidade.

–Eles me disseram a mesma coisa antes de eu explicar-lhes tudo. — resmungou Cyborg: — Aparece na tela de novo, eu não mordo. — disse o rapaz de modo zombeteiro.

Karen suspirou pesado antes de reabrir o comunicador encarando a tela.

–Bom, explique-se. — ordenou.

–Venha aqui em casa, eu explico melhor e faço um chocolate quente. — propôs Cyborg. A garota arqueou a sobrancelha, mas resolveu ceder.

–Estou indo praí. — desligando o comunicador, Karen rumou até seu quarto trocando de roupa — sem ser necessariamente a de herói — com um grosso cachecol entorno de seu pescoço. Dentro de sua mochila, colocou seu uniforme para uma eventual emergência e saiu da casa.

Não demorou muito para chegar, como também não demorou a espancar a porta e gritar pelo homem do outro lado.

A porta se abriu com força saindo dela uma cara irritada e medonha.

–Para de bater assim, eu já ia atender. — resmungou Cyborg de modo irritado.

–Não enche, estou com raiva ainda. — disse por fim adentrando no apartamento.

Sentando-se folgadamente no sofá, Karen cruza as pernas aguardando pela conversa a qual a instigava. Cyborg ficou a seu lado, um pouco distante.

–Primeiramente vamos nos reapresentar. — começou: — Sou Victor Stone, um humano metade ciborgue devido a um acidente que sofri em um laboratório de pesquisas. — encerrou ele olhando-a como se a incentivasse.

–Você não disse que sabe quem sou? — indagou ela: — Então diga quem sou e minha história. — ordenou Karen com a face dura. Cyborg Suspirou pesado.

–Seu nome é Karen Beecher — iniciou o relatório: — filha de cientistas renomados do grupo S.T.A.R; trabalhavam com meta-humanos. Desde pequena você os ajudava com as invenções e, em uma delas, pediu a seu pai para lhe auxiliar na produção de uma roupa que possibilitasse o voo. — falava ele enquanto Karen se mantinha quieta: — A invenção foi um sucesso. Feito sobe medida e com ajuste automático no corpo, se adapta a qualquer indivíduo. -encerrou ele.

–Como sabe tanto sobre mim? — perguntou ela de modo curioso, mas pelo seu tom de voz se via a raiva mais amena.

–As peças que me sustentam nesse corpo ainda humano são do grupo S.T.A.R. Mais necessariamente feito por seus pais. — afirmou ele causando certa surpresa em Karen.

–Meus pais?

–Sim. — afirmou: — A partir do momento em que me sustento num corpo metade humano e metade máquina sou considerado Meta-humano. — respondeu ele dando de ombros.

–Não pode ser, você não nasceu assim. — disse ela ainda surpresa.

–Nem todos os meta-humanos nasceram assim. Alguns sofreram algum tipo de reação a lixo radioativo, anomalia genética ou simplesmente uma mutação. — explicou: — Não sou mais humano. Possuo poderes além de um rele "mortal" — fez aspas com os dedos no ar: — pode fazer. — resumiu.

Karen encarou-o por um tempo antes de suspirar.

–Sabe. — começou: — Sempre gostei de Meta-humanos. Sempre os achei pessoas incríveis, que lutam por seu lugar na sociedade. Desde pequena eu queria ser como algum de vocês, ter poderes e ajudar os outros. — dizia com o olhar tristonho: — por isso preparei o traje de abelha. Voar era um sonho, e pude realizá-lo fingindo ser meta-humana.

–Mas não deu certo. — emendou Victor. Karen aquiesceu.

–Não mesmo. — falou cruzando os braços: — E, para que eu pudesse evitar causar problemas aos meus pais, já que eu vivendo no meio de cientistas loucos que querem dessecar quaisquer meta-humanos não seria o mais viável, mesmo eu não sendo uma, resolvi sair de lá.

–Por isso veio para cá? — perguntou ele já sabendo a resposta.

–Sim. Aqui, a base da S.T.A.R. cria armas, não tem interesse em meta-humanos, muito menos quando a cidade tem dezenas deles. — admitiu dando de ombros.

–Bom, estamos todos no mesmo barco. — afirmou ele recebendo um olhar indagador de Karen.

–Como assim?

–Olha — chamou ele: — A Estelar é uma alienígena fugitiva. Os monstros atrás dela querem transformá-la em uma arma. Mutano sofreu com radiação virando uma anomalia, um meta. Ravena veio de outra dimensão, — afirmou ele: — já que não existe somente a nossa nesse vasto universo, fugindo de seu pai. Robin quer ser reconhecido na sociedade, não como o pupilo de Batman, e sim como Robin, líder dos Titãs. — encerrou ele pousando uma de suas mãos sobre as de Karen.

Ela levantou o olhar.

–Todos nós temos segredos que nos excluem da sociedade moderna e, não importa o que façamos, nunca ingressaremos nela novamente. — disse de modo duro. Não tinha como amenizar o impacto que aquelas palavras tinham sobre a garota.

–Não sabia sobre isso. — afirmou ela se sentindo mal. Cyborg era o refúgio para eles, bem como um ouvinte para seus problemas. É normal ele saber sobre todos, desde seu passado mais obscuro, até seu presente.

–Eles não querem assumir ter problemas com eles próprios, por isso eu estou aqui. Tenho vinte e dois anos. Não tenho aquela puta experiência de vida, mas tive o suficiente para ouvir desabafos de adolescentes revoltados. — zombou ele tirando um riso gostoso de Karen: — Você fica muito melhor com um sorriso no rosto.

Ela corou de leve.

–Ora, obrigada Victor. — disse ela dando ênfase a seu nome. Ele riu.

–Acho que vamos nos dar bem.

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Kory estava deitada em sua cama com o olhar vagante. Além de estar super satisfeita consigo mesma desde que seus amigos se reuniram, estava aliviada também por saber que Koma havia viajado novamente para outro planeta.

Nunca gostou de suas viagens, sempre as achou perigosas e longas demais. Porém, depois do ataque da Cidadella proposto por sua irmã, era mais o que óbvio que ela não retornaria — pelo menos não enquanto Ryan estivesse morando ali.

Não que Koma possuísse algum medo para com o rapaz, mas quando ele se irritava era difícil o convencer a se tranquilizar o suficiente para não meter um soco no meio da cara de alguém. Digamos que ele cresceu revoltado perante sua irmã e seus pais.

Sempre fora muito ligado a Kory, por isso não aceitava o que haviam feito a ela no passado. Rebelde e revoltado, ninguém tinha coragem de mexer com ele; ninguém a não ser Kory.

Se virando para o lado da cômoda de seu quarto, a tamaraniana pegou o celular discando alguns números nele aguardando pela chamada. Foram cinco toques antes de alguém, com a voz embargada atender.

–Alô?

–Rae? — chamou ela: — Esta ocupada?

–Não... — respondeu com o tom de voz preguiçoso: — Só estava dormindo. — admitiu tirando uma risada gostosa de Kory.

–Desculpe amiga.

–Não por isso. O que quer? — perguntou de ver Rachel com a voz ainda tremula.

–Poderia vir aqui em casa? Vamos conversar um pouco para descontrair. — pediu em suplica.

Ouviu-se um suspiro pesado do outro lado do telefone, além de uma fungada discreta.

–Claro. Me dê uma hora. — encerrou ela amenizando o tom de cansaço da voz. Um sorriso cresceu no rosto da Tamaraniana.

–Eba, te espero. — assim ela desligou o telefone retornando a posição anterior. Estava super contente.

Do lado de fora de seu quarto, mais necessariamente no quarto do outro lado do corredor, Ryan ouvia música num volume exageradamente alto enquanto deixava sua mente vagar nos recentes acontecimentos.

Além da invasão dos soldados da Cidadella atrás de Kory a mando de Koma — a qual ele jurava sentença de morte — também havia o caso da história do Richard ser o líder dos titãs: Robin. Quando Kory lhe contou isso ele chegou a questioná-la; não tinha como aquele hipócrita — como dizia — ser um herói da pátria. Mas ele era.

Após ouvir toda a história nos mínimos detalhes, se deu por vencido sobre o namoro entre os dois. Mesmo não sendo mais velho ou mais experiente, era o homem de casa, e como tal tem de agir de forma rígida.

Estava na Terra a pelo menos cinco anos desde que seus pais saíram em uma missão de guerra e morreram em combate. Koma havia ficado como atual sucessora do trono, mas como não atingira a idade certa, a mandaram até a Terra onde treinaria o convívio com pessoas normais e indefesas. No início seu relacionamento com Koma era bom. Ele adorava suas histórias sobre as Luas Centauro ou outras galáxias a qual ela vagou.

Adorava até descobrir a parte obscura de sua irmã que nunca havia sido revelada diretamente para Ryan. Ele ficava na espreita, tentando perceber movimentos deveras suspeitos da irmã. Ele os teve, mas nada que a condenasse como diziam. Tudo só aumentou de tamanho de forma gradativa.

Quando Kory chegou na casa, ele sequer se recordava dela. Mudada e mais agressiva, a irmã pedia acolhimento da mais velha a fim de ter um lugar para morar. Ele as viu discutindo sobre isso e o quanto Koma se negava a aceitá-la na casa. Ryan teve que suplicar à irmã que pegasse-a e lhe desse abrigo.

Desde aquele dia, a dois anos, que Koma vem se revelando e se mostrando uma víbora, uma ovelha negra na família real. Sua ultima prova foi o sequestro de Dick e a ameaça a Kory.

Ryan suspirou. Todos esses pensamentos lhe doíam muito. Ele se levantou vagarosamente da cama abrindo a porta e caminhando até a cozinha. Extraviaria sua confusão na comida. Pegou algumas coisas dentro da geladeira colocando-as sobre a bancada. Em seguida, seguiu para o armário pegando outros tipos de comida. Nota-se que sua raça possui sete estômagos e, para enchê-los, ficam um bom tempo comendo.

A campainha da casa recebeu dois toques chamando a atenção de Ryan. Este andou até a porta abrindo-a e encarando a empata do outro lado. Sua aparência não era uma das melhores; além da cara de choro, o cansaço era evidente demais.

–Rachel? — chutou ele lembrando-se de forma vaga da ultima vez que ela estivera ali. Aquiescendo duas vezes, a garota alivia a face.

–Sou sim. — respondeu ela reparando melhor no rapaz estacando no lugar. Lembrou-se do dia da invasão, o qual salvara Richard da morte certa, além da super força presenciada. Ficou encarando-o de forma descarada fazendo Ryan corar.

–O que foi? — perguntou ele a retirando de seu transe.

–Preciso falar com você. — pediu ela causando certa surpresa no ruivo.

–Mas você não veio ver a minha irmã? — perguntou confuso o rapaz ainda com a feição surpresa.

–Sim, mas preciso tirar uma coisa a limpo com você. — pediu ela de forma séria o que bastou para Ryan convidá-la a entrar.

–Vamos no meu quarto, Kory está tomando banho não deve ter te ouvido. — assim ele a guiou até o segundo andar.

Entrando no quarto do ruivo, Rachel vagou o olhar por toda a sua extensão. Não era igual imaginava que fosse. Nenhum poster de mulher nua ou de carros, nenhuma bagunça e nenhuma pilha de CD's empilhados de forma mal feita; tinha somente uma cama de solteiro, prateleiras com livros e mais livros, um notebook, material escolar e outras coisas não identificadas com formatos bizarros.

Passando por Rachel, o rapaz se sentou na cama e apontou para a cadeira de forma peculiar. Sem pensar duas vezes ela se sentou com as pernas juntas e um olhar convicto.

–Bem, o que quer comigo? — indagou de vez querendo quebrar a curiosidade.

–Eu vi você no dia da invasão. — afirmou ela fazendo-o segurar sua respiração pela surpresa.

–Como assim? — tentou disfarçar.

–Você salvou o Richard de um dos lagartos segurando a lâmina com uma das mãos e socando-o com a outra. A distancia a força percorrida pelo corpo dele não foi obra de pessoas... — ela parou com medo de dizer a próxima palavra.

–Pessoas? — incentivou ele.

–... pessoais normais. — disse por fim o fazendo parar por momentos pesando em algo para rebatê-la.

–Te garanto que sou normal. Talvez tenha me confundido com alguém Rachel. — admitiu ele dando de ombros. Tinha de reverter a situação formada ali.

–Você não me engana. — afirmou ela com a voz grave: — É um meta-humano. — disse por fim o fazendo se engasgar.

"Meta-humano?" — pensou ele ao se lembrar de tal palavra. Pelo menos ela não pensa nele como alienígena.

–Eu... — começou ele, mas foi parado por uma das mãos de Rachel depositada nas suas.

–Não diga nada. Porque... — pausou ela, como se pensasse no que diria a seguir: — Também sou uma meta. — admitiu o fazendo ficar boquiaberto.

–Você? — perguntou abismado. Ela aquiesceu: — Não parece.

Rachel suspirou.

–Eu faço parte de um grupo de super heróis aqui de Gotham. — iniciou ela: — Trabalhamos com o ex pupilo do Batman. — naquele momento, Ryan ligou alguns importantes pontos: — Os Jovens Titãs.

Como o mundo dá voltas. O rapaz se viu encurralado. Além de ter recebido uma revelação pra lá de curiosa, descobriu que a amiga de sua irmã é ninguém mais ninguém menos que sua parceira de equipe. Surgiria um certo atrito.

–Uou. — grunhiu ele: — Uma super heroína? — perguntou ele em tom baixo fingindo surpresa.

–Sim. Você pode ser um também. — afirmou ela se levantando: — aceita entrar pros titãs? — disse de vez ela. Ryan baixou o olhar.

–Não posso, minha irmã não iria concordar. — mentiu ele a fim de fazê-la desaparecer dali.

–A Kory também é... — começou ela. Ryan percebeu aonde ela queria chegar.

–Não. Ela não sabe, e também não é uma meta. — disse rapidamente a fim de evitar o envolvimento da irmã mais velha. Rachel suspirou de alívio.

–Isso é bom. — admitiu: — É só não dizer a ela. Então, topa? — insistiu ela.

–Topo. — assim, mais um integrante do grupo se fez presente.

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Do outro lado da cidade, dentro de um enorme prédio de aparência comercial, um grupo de jovens devoravam uma enorme pizza de pepperoni como um bando de urubus. Eram ao todo 5 rapazes com variação de altura relativamente grande. Entre risos e piadas de mau gosto, o pequeno grupo recebe um chamado do monitor da base, a qual piscava em sua tonalidade avermelhada.

O rapaz baixo com uma mochila robótica nas costas flutuou até o computador lendo a pequena mensagem registrada com o típico S em formato bizarro. O rapazinho sorriu malandro.

–Vamos brincar, pessoal. — falou Gizmo em tom zombeteiro.

–Finalmente um pouco de ação — comentou Billy Numeroso, um rapaz com uma rouba vermelha e um simbolo de divisão em seu peitoral.

–Vou chamar a Jinx. — disse See-more. Um rapaz de pele morena roupa branca e verde e um capacete destacando seu mono-olho, como um ciclope.

Subiu as escadas batendo algumas vezes na porta. A menina se encontrava deitada na cama encarando a joia em seu pescoço; por ser um pouco grande, dava para levantá-la e ver bem a discreta pedra de brilhantes.

As batidas a fizeram se levantar e caminhar até a porta que deslizou para o lado:

–O que foi? — perguntou desinteressada.

–Temos uma missão do chefia. — avisou ele apontando ao lado de fora do quarto. Jinx suspirou.

–Ok. — assim ela pegou sua máscara roxa e saiu do quarto: -Ah! Espere. — gritou ao se lembrar do colar em seu pescoço. Deixou-o dentro de sua caixinha de veludo azul que recebeu no dia do jantar.

–Nossa, que colar bacana. É de verdade? — perguntou Gizmo aparecendo por detrás de See-more.

–Sim. É muito valioso pra mim. — afirmou ela acariciando a caixa fechada.

–Então porque não vendemos e compramos alguns aparelhos pra mim? — provou ele.

–Encoste nisso e será a ultima coisa que fará. — ameaçou ela com os olhos tomados pelo rosa. O rapazinho saiu correndo do quarto.

–Não liga pra ele não. Nunca que entraria no seu quarto para isso. — comentou See-more com um sorriso estampado no rosto. Jinx sorriu.

–Tem razão. — afirmou ela dando-lhe um beijo no rosto: — Vamos? — assim ela saiu de seu quarto com o moreno corado a seu encalço.

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Na parte Oeste de Gotham City, em uma das vielas escuras e enevoadas pela noite, um rapaz de madeixas loiras corria desnorteado pelas ruas desertas. Vestido com roupas rasgadas e surradas, além da sujeira e o cheiro que exalava de seu corpo, olhava para ambos lados da rua de segundo em segundo tentando evitar ao máximo ser descoberto por alguém, mas quem?

Atravessando a rua, passou por um carro bem conhecido por quaisquer cidadãos da cidade: o Batmóvel. Seus olhos brilhavam pela euforia em vislumbrar de perto o ilustre automóvel negro blindado. Passou a ponta de seus dedos pelo capô arrastando-os até as portas como se ao fazer aquilo sentisse algum prazer incomum.

Agachou-se ao chão em frente à lataria grudando seu olhar nas rodas prateadas e brilhantes. Não evitou de abrir um grande riso em seu rosto.

–Quando dariam por uma belezinha dessas? — perguntou-se o rapaz tateando-as.

Pegou uma chave de fenda de dentro de sua bota começando a desparafusar a roda do carro. O trabalho braçal que fazia para conseguir ao menos virar a chave de fenda era imensa, levaria ao menos uma hora para conseguir pegá-la.

Suspirou pesado e decepcionado, mas sem desistir. Tinha de conseguir aquilo. Atrás de si, chegando a passos pesados, um homem alto totalmente de preto encara-o com curiosidade.

–O que faz ai? — perguntou o homem fazendo o rapaz derrubar assustado a ferramenta. Se virou para trás topando com a pessoa que menos queria ver naquele momento.

A vestimenta preta com uma longa capa negra, luvas e botas de mesma cor, um morcego incrustado em seu peitoral e uma máscara peculiar caracterizavam-no. O Homem morcego: Batman.

–Já era. — murmurou o rapaz para si mesmo ao constatar a enrascada que estava.

Teria gritado por um herói para ajudá-lo se o homem a sua frnte não o fosse. Mas ele nem imaginaria o que o aguardaria dali em diante.

–Qual seu nome? — Bradou o morcego com seu timbre sério e medonho. O menino somente sibilou com a garganta seca:

–Jason — disse: — Jason Todd.

~To be Continued~

Notas finais
Gostaram? E a aparição do Jason? Foi boa? se me perguntarem onde diachos o Garfiled tá, ele voltou para casa depois de ler o diário. Ela estava sozinha quando recebeu a ligação. Vai ser importante ele aparecer. Irei revelar o porque mais para frente :3 Terão outros personagens novos então aguardam (tanto dos titãs e do batman como originais). Obrigada a quem meu e a quem comentará. Amo vocês