Notas iniciais
HOJE É QUINTA o//// heueuehuehuehu .... ta ai mais um caps com 4.000 palavras O_O escrevi pra caramba hahaha desculpem... Me deu inspiração pra escrever feito uma condenada. A partir daqui, vcs vão começar a entender um pouco mais os problemas de controle de emoções da Rae ^^ Desculpem desde já os erros de ortografia Boa leitura! [Capítulo Reescrito dia 24/09/2015]

Capítulo 5 — Festa

[...]

A noite da festa já se encontrava à seu encalço. Junto dela, várias mensagens de Kory perguntando o estilo de roupa que Rachel possuía em seu guarda-roupa, o tipo de roupa que nunca usaria, cores prediletas, maquiagem e acessórios favoritos foram recebidas ao longo daquela manhã.

Respondeu a todos os questionamentos, imaginando a garota aparecendo em sua casa mais tarde. E claro que foi exatamente o que Kory escreveu em sua última mensagem de texto. Desgostosa, Rachel apoiou-se no parapeito da janela.

Ainda era de tarde, portanto tinha algumas horas até entrar no covil das cobras e ser devorada por milhares de adolescentes bêbados e sem perspectiva de vida. Para ela, aqueles últimos dez dias foram os mais movimentados de toda a sua vida. Em um primeiro momento, ser provocada constantemente por Garfield lhe fez bem.

É estranho pensar assim, mas Rachel se sentiu bem. A solidão muitas vezes é uma opção de vida, mas nunca há ninguém que consiga arcar com ela. Por isso, quando seu buraco de isolamento foi iluminado por uma luz — por onde descera uma corda para lhe resgatar — não hesitou em fugir do breu infernal.

Com Kory poderia ser a mesma coisa, ou muito pelo contrário. A garota não parecia ser ruim, era uma das poucas garotas da escola que poderia ser classificada como popular sem precisar ser arrogante ou mesquinha.

Nesse momento pensou em Richard. Diferente de Kory, possuía uma personalidade explosiva, ao ponto de conseguir afastar todos que um dia lhe foram importantes; magoando-os significativamente.

Fechou os olhos saindo do parapeito. Resolveu tomar um banho e adiantar toda a possível demora na escolha do vestuário.

***

Kory bateu pela terceira vez à porta de Rachel. Estava ficando ligeiramente irritada com a demora da amiga em abrir a bendita, quase abrindo um pequeno buraco na madeira branca que a separava do apartamento. Suspirou apoiando-se no batente aguardando mais alguns segundos antes de retomar os socos insanos.

Do lado de dentro, Rachel terminava de secar os cabelos no banheiro fechado, consequentemente não ouvindo as batidas verdadeiramente fortes da garota.

Depois de um tempo começou a se incomodar, algo como uma péssima sensação. Um arrepio lhe percorreu a fazendo desligar o secador para, enfim, escutar as estrondosas batidas de Kory.

Saiu num sobressalto abrindo bruscamente a porta. A ruiva bufou adentrado nervosa no apartamento.

— Quase dez minutos que eu estou aqui, Rae! — bronqueou: — Quase derrubei sua porta.

A empata levou o olhar para a sofrida porta com ligeiras marcas de socos. Impressionou-se um pouco, mas nada comentou.

— Pois bem, sinto. — desculpou-se, mesmo não sendo de verdade: — Sinta-se em casa. — sua ironia foi forte, a fazendo se surpreender com tanta amargura que saiu por entre seus lábios, mas pelo visto Kory não pareceu perceber.

— Obrigada.

Entraram no quarto da garota. Era pequeno e simples, do tamanho ideal para caber uma cama e guarda-roupa pequeno. Kory acomodou-se colocando sua bolsa e roupas na cama de solteira dirigindo-se, na sequência, ao armário da empata.

Rachel somente observa a varredura que a amiga fazia no móvel. Bem, não acharia nada de útil além de calças e blusas. Não era sempre que ela saia e comprava vestidos ou saias floridas.

— Que guarda-roupa triste. — comentou decepcionada: — Sorte a sua que eu trouxe uma muda de roupa pra você.

Rachel não deixou de mostrar uma face desgostosa para Kory. A menina não era fora de moda, pelo contrário, mas a palavra moda para a empata era bem diferente do que a sociedade — barra Kory — pensava.

— Não precisava se incomodar, mesmo. — salientou ríspida. Tinha até medo do que sairia da mala de viagem que a Anders carregava.

— Imagine, não foi incômodo algum. — respondeu alegremente mostrando à Rachel uma saia rodada negra com uma blusa roxa de manga comprida e costas de fora.

Teve de admitir não era uma combinação tão ruim assim, mesmo sabendo que passaria frio. Qual o problema da boa e velha calça jeans?

— Claro, você pode colocar uma meia calça cor de pele só para cortar o vento. — Kory examinou a roupa de Rachel sobre a cama: — Talvez um salto preto seja o ideal, mesmo achando que precise de mais "cor".

— Assim está ótimo. — ralhou bisonha enquanto pegava as roupas escolhidas por Kory e foi se trocar no banheiro. Trocou-se rapidamente, saindo do banheiro vislumbrando Kory já vestida.

Vestido rodado roxo, justo na cintura e busto, meia calça preta e salto fino também preto. O cabelo estava preso em uma trança lateral. Olhava-se no espelho fazendo a maquiagem.

Kory a percebeu sorrindo para a recém amiga.

— Está linda, Rae. — afirmou olhando-a de cima à baixo: — Agora falta somente a maquiagem.

— Preto. — respondeu Rachel sem esperar por alguma objeção entrando novamente no banheiro.

Demorou-se um pouco lá antes de ouvir uma buzina e Kory gritando para ela do quarto avisando a chegada de Garfield.

Ambas desceram vagarosamente pelas escadas do prédio — o que Rachel amaldiçoou até a morte, pois além do salto alto as luzes do corredor haviam queimado na noite anterior, dependendo somente do celular como guia.

Chegaram à fachada com Garfield recebendo ambas radiante.

— 'Ta linda como sempre Kory! — elogiou recebendo um riso malicioso de Kory para, logo mais, sair da frente de Rachel. Garfield ficou chocado. Não só pelas roupas que lhe caíram tão bem, mas por ela estar maravilhosa.

— Linda, não é? — zombou Kory recebendo um xingamento do amigo.

— Muito bem, entrando. — ordenou voltando ao banco do motorista e dando partida no carro.

***

A casa de Wally West ficava em uma rua sem saída, sendo a ultima casa do extenso enfileiramento de mansões a lá Hollywood; diversos carros estavam estacionados por todo seu arredor.

De longe se ouvia a musica alta e as luzes atravessando as janelas que iam do chão ao teto.

"Uma linda mansão. E pelo visto, todinha para um adolescente festeiro", pensou Rachel ao passarem pela frente da casa já lotada.Tanto o jardim quando o interior da casa encontravam-se lotados pelos movimentos alucinógenos dos adolescentes já drogados.

Garfield demorou uns bons dez minutos até parar em cima de um canteiro junto à outros carros que não tiveram a sorte de encontrar um lugar descente nas ruas.

Caminharam até a entrada tendo dificuldades em atravessar a pequena multidão afora. Abrindo caminho pela frente, o Logan conseguiu entrar na festa barulhenta.

— Esta mesmo bem cheia essa festa em? — comentou Kory impressionada. Talvez não esperasse que bombasse tanto assim.

— Bem, divirtam-se! Qualquer coisa me procurem. — avisou Garfield já se perdendo pela multidão eufórica. Kory sorriu:

— Vou procurar a Lucky! — gritou ela para competir com o som alto.

Assim que notou, Rachel estava sozinha na festa. Claro, não poderia esperar que ambos agissem como babás à seu lado, mas ao menos imaginou que fossem perguntar se não queriam sua companhia.

Fingindo não se importar resolveu incorporar-se à festa. Após algumas voltas apertadas pelo térreo da casa, resolveu ir até o jardim da casa. Sentou-se em um dos bancos e apreciou o gélido luar.

–Realmente, uma bela noite! — murmurou para si mesma naquele ambiente mais calmo.

***

–Hey Grayson, eu conheço aquela garota! — afirmou um dos rapazes ao lado de Dick. O pequeno grupo se encontrava no jardim bebendo de algumas garrafas de cerveja.

Levou o olhar até Rachel reconhecendo-a da briga. Inspirou fundo:

–Bom, vamos lhe dar uma boas vindas memorável. — Grayson a encarava desejando não precisar fazer nada. Rachel sentiu o olhar retribuindo-o com avidez: — me percebeu.

–Vamos agir agora? — perguntou outro dos rapazes ali presentes.

–Não, deixem-na curtir o que puder, porque depois não acho que irá querer dar as caras por ai.

Após a estranha conversa, Rachel deixa o jardim com Dick olhando-a preocupado.

***

Kory andou pela multidão em busca de Lucky. Chegou a dar boas três voltas pela pista antes de conseguir achá-la no bar conversando com Wally. Um sorriso sapeca surgiu em seu rosto instigando-a a assustar a amiga de cabelos rosa.

Com o susto dado, Lucky pulou nervosa soltando um gritinho esganiçado abafado pela música alta. Wally caiu na risada:

— Ok, me diga onde está a graça que eu não vi? — cuspiu impaciente abanando os braços pelo nervoso. Kory desculpou-se:

— Que bom que veio. Geralmente essas festas não são tão lotadas. — afirmou o rapaz retomando em mãos o copo de vodka que estava à mesa. Tomou um gole sorrindo para a moça.

— Eu sei, me pergunto o porque de tanta gente. — comentou Kory pedindo em seguida um suco ao barman.

— Vai saber, mas nada melhor do que uma festa bombando, não acham? — Wally acenou às duas deixando as banquetas do bar.

***

Garfield havia sentado em um dos sofás com uma garrafa de cerveja em mãos. Conversava com Karen sobre suas aulas de vôlei e do campeonato de inverno que se aproximava; ela afirmou estar nervosa, mas nada que comprometesse a medalha de ouro.

Após alguns outros assuntos, Karen entrou em algo mais delicado:

— Todo mundo anda dizendo que achou um novo brinquedinho, Garfield. — comentou Karen vislumbrando a face horrorizada do rapaz: — A garota da sua sala, acho que se chama Rachel.

— Não estou brincando com ela. Ela é somente minha amiga. — bradou o Logan franzindo o cenho. A morena riu de sua cara fazendo ele se acalmar.

— Desculpe, mas é o que dizem por ai. Sei que você não brinca com o sentimento das garotas, mas não são todos que acreditam nisso! — Enfatizou Karen.

E era verdade. Poucos eram aqueles que acreditavam na inocência de rapazes com uma má fama no estilo da de Logan; não só como um rapaz esquentado, mas como um destruidor de corações alheios. Contudo, essa fama veio de algum tempo atrás, e digamos que naquela época o culpado dessa fama não foi exatamente ele.

— Isso eu sei. — resmungou afundando-se no sofá: — Esta ficando bem complicado ficar perto dela. Por minha causa esta ficando mal falada. — a garrafa de cerveja em sua mão sacolejou quando passaram à seu lado esbarrando em seu braço estendido.

— Ela não parece se importar. — acrescentou Karen: — Não conheço ela muito bem, mas o pouco que vi dá para notar que não se deixa abater por boatos. — garantiu amenizando o sentimento de culpa do Logan: — O que me deixou surpresa mesmo foi o fato de você ter se interessado pela Rachel. Ela é totalmente seu oposto. — Garfield sorriu com o comentário.

— Não posso negar que ela é muito séria, grossa, ignorante e muitas vezes da raiva de tê-la por perto. — comentou angustiado, mas sorriu na sequência: — Entretanto, ela tem um jeito que me cativa. Algo como uma paz interior a qual eu nunca tive. Ficar ao lado dela é um modo de que deixar mais à vontade.

Karen sorriu com o comentário. Se Garfield havia mesmo sido fisgado, então que fosse por uma moça direita como ela. Resolveu vislumbrar um pouco a pista, mas com os rápidos feixes de luz não teve certeza se o que havia visto foi Rachel ou somente alguma moça parecida.

Bem, fosse quem fosse, não parecia nada bem.

***

Rachel entrou em um dos quartos do segundo andar totalmente transtornada. Estava certo que não havia escutado toda a conversa deles, mas de certo aquele começo foi perturbador.

Inspirou várias vezes acalmando sua alma conturbada. Por que se importava com o que ele pensava? Isso era ridículo! Para ela, ele pensar essas coisas horríveis ela mais do que normal: era totalmente correto.

Era a função dele, odiá-la, desprezá-la, para que no futuro não acabasse se ferindo por pensar que eram amigos. Contudo, não conseguiu evitar aquela dor pulsante em seu peito.

Só o que pode fazer para amenizar a situação foi meditar, e meditar tentando não pensar nele.

***

—Ela subiu. — Avisou um dos amigos de Richard. O rapaz encarou o andar de cima pensativo, desceu o olhar para os lados:

— Vão se divertir. — ordenou meneando a cabeça como indicativo. Dois rapazes aquiesceram seguindo pelo caminho.

Assim que sumiram de vista, Richard voltou a andar pela pista. Garth, um de seus amigos, ficou um tanto transtornado com o que aconteceria lá em cima, advertindo o amigo:

— Acha certo isso? Ela não fez nada demais, Grayson! — repreendeu preocupado. Richard somente o encarou de soslaio:

— Garth sei bem o que faço. — salientou: — Quanto mais rápido a fizer passar pela vergonha que passei, melhor me sentirei. Assim poderei acabar com nossa rixa. — Garth o encarou perplexo: — Olho por olho, Garth.

Assim, o Grayson seguiu caminho enquanto o rapaz ficou para trás, contrariado. Não concordando com o fato de violentarem a moça, Garth decidiu fazer algo, por isso foi até os sofás da sala.

***

Rachel deslumbrando o céu pela janela aberta do quarto. Haviam alguma nuvens cobrindo-o, mas as pequenas aberturas davam passagem às estrelas brilharem.

A porta do quarto se abriu passando por ela dois rapazes. Não era possível identificar seus rostos pela má iluminação do segundo andar. Rachel ficou receosa.

— Não sabíamos que tinha alguém aqui. — comentou um dos rapazes disfarçando.

— Já estou de saída. — afirmou caminhando até a porta apressada. Esticando o braço, um dos rapazes a impede de prosseguir.

— Fica aqui, vamos nos divertir um pouco. — comentou um deles sinalizando ao outro para fechar a porta. Rachel o encarou sem mudar sua expressão séria. Aproveitando a escuridão do quarto, ele a jogou ao chão machucando-a durante a colisão.

A partir desse ponto Rachel começou a entrar em pânico.

Ficando por cima dela, o rapaz segurou seus pulsos acima da cabeça e mantendo uma perna de cada lado do corpo.

— Você é uma gracinha sabia? Deveria vestir isso mais vezes — comentou sussurrando em seu ouvido causando-lhe calafrios.

— Me solt... — tentou dizer algo, mas sua boca fora tapada pelo colega ao lado.

— Não fale, isso será bem irritante. — anunciou o rapaz distraindo-a enquanto o outro descia os lábios até seu pescoço. Rachel tentou protestar, mas não surtiu efeito: — ele só a esta beijando. — argumentou maliciosamente.

"Seus vermes",pensou ela tentando ainda se soltar. Era forte, mas não a ponto de se soltar dele, o que aumentava sua angústia. O desespero aumentou ao sentir o toque de mãos na parte interna de suas coxas, entrando na zona proibida.

Seus olhos já lacrimejavam, e um instinto maligno começava a se apossar de sua mente.

"Mate-os!"

"Decapite-os!"

Ficou estática ao ouvir a voz almejando a morte dos rapazes, mas se continuasse daquele modo realmente aconteceria. Suas orbes assumiam a cor avermelhada pouco a pouco, Rachel já temia o pior.

O rapaz foi descendo a meia calça alcançando sua pequena calcinha branca. Seu coração batia descompassado e seu sangue fervia pelo medo. Estava perdendo o controle.

— Não prometo que não irá doer. Mas posso deixar por ultimo se quiser. — Sua voz era nojenta, seus toques eram nauseantes e o medo dele conseguir o que queria era muito maior do que Rachel acabar matando-os: — Vamos começar pela blusa então? — propôs sorrindo juntamente de seu companheiro que, agora, segurava os braços da menina e tapava sua boca.

O ódio crescia dentro dela, quanto mais ela sentia sua mão passando por ela, mais ela os queria mortos. "Mate-os!", gritava a voz em sua mente. O rapaz rasgou sua blusa podendo ver seu sutiã da cor preta e os seios fartos. Deu um grande sorriso ao vislumbrá-los.

A vista de Rachel estava ficando pesada, pendendo à insanidade. O rapaz distribuiu leves beijos e lambidas em seu seio a fazer trincar os dentes em repulsa. Seus olhos rubros tilintavam em ódio, mas ainda sim pode deixar uma lagrima escapar pelo olho direito. Estava apavorada.

Uma forte luz entra pelo quarto para depois o rapaz por cima dela ser arremessado ao outro lado do cômodo. Pela silhueta pode deduzir quem era.

— Garfield. — sussurrou em alívio.

Garfield desferiu vários socos contra o rapaz que arrancada do lado de Rachel, enquanto o outro que fora arremessado no começo corria para fora. O jovem se contorceu de dor ao receber outro soco. Foi pego pela gola e lançado pra fora do quarto lhe dando a chance de sair daquela encrenca.

Garfield resfolegou descendo o olhar até Rachel encolhida no canto da parede oposta à ele. Andou até ela colocando uma de suas mãos sobre seu ombro. Antes que falasse algo, Rachel pulou em seu pescoço aterrando seu rosto em seu peito deixando as lagrimas descerem.

Ele a consolou sentindo ódio daqueles rapazes cada vez mais. Iria descobrir quem eram e depois disso, com certeza, os fariam pagar. Ficou abraçado à ela até que conseguisse parar de chorar. Ele a afastou e encarou seus olhos que estavam vermelhos pelo choro. Depositou um beijo em sua testa encarando em seguida o estado de sua blusa (ou melhor, a de Kory).

Um pouco ruborizado, entregou sua jaqueta à ela que agradeceu com um aceno.

— Vou te levar pra casa! — disse ele ajudando-a a se levantar e saindo com ela embalada em seus braços.

***

O celular de Kory tocou. Como estava em sua bolsa, só foi ver a mensagem quando ambas, Lucky e ela, resolveram se sentar nos sofás.

A mensagem era curta e grossa, com somente um "Estou levando Rachel para casa, depois te busco". Claro que para Kory a mensagem foi um tanto estranha, e provavelmente alguma coisa havia acontecido na festa.

Pensou em ligar para ele, mas com aquele barulho todo e a insistência de Lucky para que ficasse, resolveu aguardar um pouco mais.

***

O apartamento estava escuro e gelado. Quando entraram pela porta, Garfield pode notar a varanda aberta por onde entrava a brisa responsável pelo ar cortante. Depositou Rachel na cama indo até a cozinha em busca de um copo d'água.

Retornou lhe entregando. Rachel tremia tanto, que mesmo o copo em suas mãos acompanhava os movimentos frenéticos de seu corpo. Ele não soube dizer se tudo aquilo era pânico.

Sentou-se a seu lado aguardando que se acalmasse. Rachel ainda sentia-se vulnerável, contudo, uma grande ira crescia em seu peito; um ódio avassalador. Com que direito eles fizeram aquilo? O que havia feito de errado para que a atacassem daquela forma?

Sem ter ideia do que fazer a seguir, decidiu ser ao menos sincera:

— Obrigada! — agradeceu honestamente: — De verdade... Obrigada. — repetiu sentindo uma vontade desesperadora de chorar. Garfield afagou seus cabelos a puxando para um abraço.

— Está tudo bem, eu estou aqui. — tranquilizou ele consentindo para que a empata chorasse aquilo que precisasse: — Eu pensei que não fosse dar tempo. Agradeço a Deus que tenha.

Ela se afasta o encarando mais calma. Sorriu minimamente tomando um gole da água tão prazerosa quanto imaginou que pudesse ser. Garfield sentiu-se satisfeito acariciando a mão de Rachel com o indicador. Rachel retesou-se.

Levou o olhar até o rapaz que se aproximou de seu rosto. Ela apavorou-se com a proximidade excessiva. Ainda fazendo carícias em suas mãos, Garfield levou a outra mão ao rosto da empata. Rachel entorpeceu-se com o toque permitindo a aproximação delicada do rapaz.

Um simples selinho foi o que conseguiram até o celular de Garfield tocar e ambos separarem-se. Kory havia tentado ligar para ir embora quebrando o clima no quarto.

Rachel virou-se ao outro lado enquanto Garfield se levantava.

— Já vou indo.— Despediu-se saindo da casa apressado e ruborizado.

Levando a mão aos lábios, Rachel acariciou-os permitindo-se sorrir abobada.

— Obrigada, Gar.

Notas finais
obrigada por lerem.... espero que tenha agradado a vocês! até quinta u3u kisses ♥