O Templo Do Tempo
3 Capítulo 3: A ave azul
O que aconteceu quando os dois poderes colidiram um com o outro, foi algo estranho e talvez raro. Flutuando a um metro do chão existia um pequeno objeto. Um pássaro, digamos que um pássaro mitológico.
Na nossa frente se encontrava uma Fênix, mas não uma fênix como qualquer outra feita de fogo. Essa fênix era sim feita de fogo, mas de um fogo azul ou seja, a fênix era completamente azul em vez de vermelha como de costume e esta cor era graças a união do magma da Mika com o gelo da Mila.
– Como... Vocês fizeram isto? – Laís estava perplexa com aquilo e eu também.
– Não... Não sabemos. – As garotas falaram ao mesmo tempo, mas pelo tom de voz delas era mentira.
Quando eu ia falar algo, percebi que a fênix finalmente se moveu, mostrando está viva e batendo suas asas, saiu pela janela aberta da sala.
Depois daquele acontecimento estranho, passamos o resto do dia treinando e talvez até tentando criar outra fênix, mas tudo em vão.
– Ok, acho que já podemos parar. – Falei para as garotas que concordaram em seguida.
– Bem... Faremos o que agora? – Laís me olhava de um jeito que eu sabia que ela queria ir ao lago matar a saudade.
– Tudo bem, tudo bem... Vamos pro lago, acho que Pidrow já deve está cansado de ficar trancado. – Eu sabia que sim, pois mesmo ele estando no pingente eu podia ouvi-lo reclamar.
– Ok. Vamos. – As três garotas falaram juntas e isso foi estranho mas nada comentei.
Depois de acertarmos a onde iriamos, saímos da sala de treinamento, indo rumo as escadas do castelo.
– Você tem certeza disto? – Era a voz da diretora, em uma das salas daquele corredor. – Não está me enganando? Tem certeza mesmo do que diz? – Pelo tom de voz dela, era algo sério e as garotas não tinham ouvido.
– Pietro? O que foi? – Laís se virou para me olhar e eu apenas dei de ombros.
– Nada... Só esqueci uma coisa, podem ir indo lá fora, já já vou. – E ao falar, sai a procura da tal sala onde a Diretora estaria.
Depois das garotas irem embora, eu consegui finalmente encontrar a porta da sala e então encostei meu ouvido na mesma para escutar.
– Tenho certeza sim Alis... Foi isso mesmo o que aconteceu. Todos estão em perigo. – A outra voz era de um homem, uma voz grave e forte.
– Ok Cedro, vou verificar isso agora mesmo e obrigado por me avisar. – A diretora falou e pelo barulho que ela fez, estava se levantando e vindo para a porta.
Claro que eu sai correndo feito um louco né, só parei de correr quando cheguei ao lago, onde as garotas já estavam dentro d'água.
– Pi... O que foi? – Laís já saia de dentro da água e vinha até a mim.
– Ér... Nada, eu só quis chegar rápido aqui. – Desconversei, me afastando dela e libertando Pidrow que agora sim estava feliz.
– Idiota... – Ele piou para mim e como era o único que o ouvia, o encarei mais nada fiz.
Decidimos ficar por ali descansando um pouco enquanto as horas passavam. Já que eramos os únicos que não precisavam assistir aula, ficamos sozinhos por muito tempo ali, mas depois um por um os alunos foram chegando, mas se mantiveram afastado de nós, só não entendi o porque. Quando vi meus amigos chegando, fui caminhando até eles com um sorriso no rosto.
– Oi gente...
– Olá... – Todos me responderam secamente, o que claro achei estranho.
– O que foi gente? O que deu em vocês? – Sim, eu estava confuso e queria respostas.
– O que deu na gente? O que deu em você, isso sim. O que acha que está fazendo hein? Não somos nenhum idiota ok? – Camila me respondeu de um jeito que eu sinceramente fiquei com medo e depois disso eles foram embora, me deixando ali.
O dia ia passando lento, mais lento do que eu queria, queria era só dormir e acordar no outro dia em paz e finalmente chegou a hora de entrarmos para jantar e assim irmos para a cama.
Já no refeitório, ninguém olhava para a gente, e fomos obrigados a ficar em um canto mais afastados de todos em nossa mesa. E foi então que a diretora entrou no salão, já fazendo todas as conversas pararem.
– Atenção todos... Recebi um recado hoje mais cedo e descobri que algo não muito bom está a solta por ai. – E então ao falar aquilo, ela fixou seus olhos em Mika e MIla e voltou a falar. – Uma fênix, uma fênix azul foi vista próxima do colégio. Tentamos de tudo para prendê-la, mas ela era rápida e fugiu. – Fez uma pausa para pigarrear, mas seguiu a falar. – Sei que muito de vocês não sabem, mas na ultima guerra dos bruxos, nosso pior inimigo tomou a forma de uma fênix azul, que por onde passava causava destruição. Por isso peço que se algum de vocês vir esta fênix, não a encare, fuja o mais rápido que conseguir. – E então ela começou a caminhar pelo salão, analisando todos ali. – Esta ave tem o poder de hipnotizar qualquer um que olhar em seus olhos, por isso ninguém pode encará-la, o último que fez isto, foi quem iniciou nossa antiga guerra. – E então se calou, parando ao meu lado e me encarando nos olhos. – Mas não se preocupem, pois dentro do colégio ela não está, e agora podem comer e depois voltarem aos seus dormitórios, amanhã o dia será longo.
* * *
Depois daquilo, todos voltaram aos seus dormitórios e nós quatro para a torre e ao chegarmos lá, não foi nada bom.
– Ok, agora podem ir contando a verdade. – Laís tentava manter sua voz calma, mas pelo empurrão que deu em Mikaelle, aquilo demonstrava que ela estava com raiva.
– Que verdade garota? O que você quer? – Mikaelle devolveu o empurrão e como sempre tive que entrar na frente.
– Calma as duas agora. Camila e Mikaelle se sentem agora. – Apontei para duas cadeiras que tinham ali. – Laís, você também. – E apontei para a cama dela. – Agora muito bem, quem vai começar a falar?
Alguns segundos de silencio invadiram o local, mas pelo modo que as duas irmãs se olhavam, pareciam que discutiam em suas mentes.
– Ok... Eu conto. – Camila se levantou e começou a falar. – Aquilo que a diretora falou é mentira... A fênix quem destruiu o grande inimigo de todos. – Ela falava com calma e de um jeito que era possível ver que era verdade.
– Ok e como vocês sabem disto? – Agora foi a vez de Laís se levantar e ficar ao meu lado.
– Sabemos disto, porque estivemos lá... – Mikaelle falou enquanto se levantava e indicava a cama para a gente se sentar. – Vai ser uma longa história.
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