O Templo Da Imortalidade

18 Capítulo 18: Imortalidade, finalmente


Notas iniciais
olá meninas, como vão?
aqui está o ultimo capitulo dessa fic, quero agradecer de toooodo o meu coração por todas vocês que leram e sempre comentaram {quem nunca comentou podia me deixar mais feliz nesse ultimo capitulo heim? kkkkkk pedixona}
espero que vocês gostem do desfecho da fic.
no final do capitulo tem surpresa =)

Perfeito, o templo deveria estar o que? Algumas horas do local onde estamos? E o que eu tenho? Nada, simplesmente nada. Irônico. Eu tinha os colares até um dia antes e na hora H, na hora que eu precisaria dele o querido Will Turner fez o favor de roubar ele de mim.

Ah Willian eu te mato. Eu deveria ser uma tola por ainda não ter aceitado o fato de ele ter mentido para mim todo esse tempo, parece tão... irreal. E ontem, aquele beijo não me pareceu nada estratégico, é como se....

- Então, hoje é o grande dia. – ouvi Will dizer se colocando ao meu lado.

- Você deve estar brincando comigo. – falei virando-me para ficar frente a frente com ele.

- Não, estou falando sério. Hoje é o grande dia, depois de tanto tempo minha mãe vai tornar-se imortal.

- Vá a merda – falei e virei de costas deixando-o sozinho.

- Alice, tenha mais senso de humor – ele disse.

- Mais senso de humor? – falei e me virei bruscamente para ele. Eu não esperava que ele estivesse vindo atrás de mim e por conta disso fiquei frente a frente com ele, nossos corpos a centímetros de distancia – você rouba o MEU colar, o colar da MINHA mãe, MENTE para mim, AMEAÇA minha amiga de morte. Ter senso de humor depois disso? Qual é o seu problema afinal? Alias, o seu humor que anda um pouco falho nos últimos tempos. Até ontem não queria trocar uma palavra comigo, agora vem conversar como se nada estivesse acontecido? O que você quer de mim Willian? Já não tem os malditos colares, então me deixe em paz, por favor.

- Você pode estar certa em tudo o que disse, mas infelizmente não poderei deixar você em paz. É só isso que a incomoda?

- Só isso? – dei uma risada irônica.

- Não me refiro a poucos problemas, só queria acrescentar mais um. – ele disse, eu revirei os olhos e segui para a popa do navio – você já viu o templo com os seus próprios olhos?

- Não – respondi e continuei a andar.

Calma, como é que é? Ah meu Deus, tinha esquecido esse pequeno detalhe. Eu nunca havia visto o templo, tentei parecer normal.

- O Jack tem, ou tinha, os colares, ele deve saber onde fica o templo.

- Sério? – ele falou nem um pouco convencido – você parece estar mentindo.

Ah já chega, porque ele não larga do meu pé?

- Eu não minto – falei brava.

- Ah é? Então todos os beijos e declarações são verdade?

Virei-me para ele e abri a boca para retrucar, mas o que retrucar? Não, aqueles primeiros beijos não eram verdade, não naquele dia, naquele momento, naquela situação. Mas os últimos... Bom eu não saberia dizer se seriam falsos. Não, é claro que eu saberia dizer se eles fossem falsos, se eles fossem, porque não foram.

Eu fiquei sem ter o que falar, ele me encarava, esperando, suponho, por uma resposta, que com certeza não viria. Eu não iria dar uma de menina boba apaixonada e dizer tudo o que eu sinto por ele. Eu não sabia o que dizer e isso me deixava irritada, não saber o que dizer. Ele foi a única pessoa que me deixou sem fala. Soltei um risinho irônico em meio ao clima tenso que estava.

Ele então abriu seu sorriso torto e chegou mais perto de mim. Porque ele estava fazendo isso? Aquilo deveria ser algo comum, não seria a primeira vez que isso acontecia, mas agora era diferente. Diferente porque ele mentiu para mim, todo esse tempo, ele não tem mais um colar para roubar, não faz sentido todo esse teatro. Suas mãos tocaram meu rosto, eu o encarava sem entender , ele passou seu dedo pelos meus lábios, seu rosto estava a centímetros dos meus, suas mãos foram para minha cintura e seus lábios tocaram o meu suavemente, passei, involuntariamente, meus braços por seu pescoço, segurando firme seu cabelo. Logo o beijo se tornou mais intenso.

- É, acho que não... – ele sorriu me dando um selinho, virou as costas e saiu.

Nossa! Quanto romantismo! Eu revirei os olhos.

- Vou te matar Willian – berrei.

Não, na realidade ele que vai me matar se continuar com essas atitudes totalmente incoerentes.

- Custa alguma coisa ser honesto? Ah claro que custa, custa uma merda de um colar da imortalidade.

- Homens já são complicados querida, imagine homens piratas? – minha mãe falou aparecendo do meu lado.

- Nossa, não vi você chegar – falei.

- Não estamos com muita sorte não é?

- Não, não mesmo. Mas eu vou dar um jeito de pegar aqueles colares, ainda tenho um truque na manga.

- Alice, não tente nada perigoso.

- Na realidade não é perigoso, é até simples – falei e sorri.

- Não vai me contar?

Neguei com a cabeça.

- Aqui as madeiras tem ouvidos – falei.

Ela sorriu e me abraçou.

- Vai ficar tudo bem filha, prometo. Eu amo você.

- Também te amo mãe – falei sorrindo.

Ela deu um beijo nos meus cabelos e saiu. Voltei a olhar para o mar e a pensar no meu plano.

Diferente do dia de ontem, hoje passou rápido, o sol estava se ponto e logo estaríamos no templo, alias, isso me lembrou que tinha que falar com o Jack. Fui até o timão do navio, ele assumiu o timão a algumas horas.

- Você já esteve lá? – eu perguntei ao meu pai.

- Onde você acha que eu arranjei esses colares?

- Na mão de um pirata qualquer, roubo! Acho que foi assim que você os conseguiu.

Jack olhou para mim de canto de olho.

- Pegue tudo o que puder... Sem nada a devolver. Savvy? – ele disse.

Como eu suspeitei.

- Mas então Capitão Jack Sparrow, como você saberá que chegou ao templo se ninguém a bordo esteve nele antes?

Jack abriu um sorriso pilantra e pegou sua bússola. Ah sim, como fui esquecer da bússola dele? Ele a abriu e apontou para o sul, ele franziu o cenho, mas logo virou para trás e pegou o rum que estava em cima do timão, eu revirei os olhos. Ele olhou para a bússola de novo e agora sim, ela apontava para a ilha que estava a nossa frente.

- Lançar ancora, chegamos ao nosso destino. – Jack disse.

Respirei fundo, havia realmente chegado a hora. Não podíamos perder tempo, tínhamos que achar o baú ainda, e a bússola de Jack mais uma vez seria indispensável.

Fomos todos em botes para a ilha, uma densa floresta começava a alguns metros de onde estávamos, todos olharam para mim.

- Qual é gente, eu sei o ritual, as peças, a frase, não sei chegar lá, nunca estive nesse lugar antes.

Ouvi alguns marujos bufarem. Olhei para Jack suplicando por uma salvação. Ele me jogou a bússola, eu sorri agradecida. E comecei a seguir em frente adentrando na floresta. Todos me seguiam até que parei abruptamente.

- O que foi? – minha mãe perguntou.

Jack olhou para o chão e percebeu o mesmo que eu.

- Ei, ei marujo, venha cá – ele apontou para um marujo qualquer.

O homem chegou onde Jack estava, ele abriu espaço por mim e empurrou o marujo para a armadilha, um laço no pé do homem foi feito e ele ficou pendurado de cabeça para baixo.

- Essa ilha é habitada? – eu perguntei.

- Melhor não ficar aqui para descobrir – Jack respondeu.

Assim continuamos o nosso caminho para o templo. Jack tomou o comando agora, eu me sentia melhor assim. Ele cortou uma folha que impedia o nosso prosseguimento e então vimos uma caverna, será que aquela caverna era o templo? Todos se colocaram lado a lado olhando a caverna.

- Há – ouvimos um berro e logo um homem apareceu na nossa frente.

Era visível seu espanto. Estaria ele ali sozinho?

- Felipe? – ouvi o Daniel falar atrás de mim.

- Que? – perguntei – ele... ele...

- Me deixaram para aquele bicho terrível a alguns dias, mais eu sabia o destino de vocês, vou acabar com a vida de cada um que se intitula pirata aqui.

Eu tapei a boca abafando uma risada. Pude ver Annabel fazer o mesmo.

- Maninho, você sabe que esta sendo ridículo não sabe? – Daniel falou.

Felipe não deu ouvidos e veio correndo de encontro conosco, correndo feito louco.

- O que deu nele? – perguntei.

Um dos marujos colocou uma tabua na frente do rosto de Felipe, que caiu para trás, o marujo olhou para nós e sorriu.

- Fique de olho nele – Jack disse passando por cima do corpo desmaiado do Felipe e todos o seguiram.

- Então Turner, era assim que estava no livro? – Daniel perguntou quando chegamos mais perto da caverna.

Ele olhou para o Daniel e assentiu.

- Vamos lá então, vamos entrar. – falou Annabel.

Entrar claro, teríamos que entrar... Todos olharam para mim novamente, eu olhei para Willian, que deu de ombros. Ótimo, ele não servia para nada mesmo. Eu respirei fundo e fui até a caverna, ela tinha um espaço oco, do qual alguns passos mais a frente tinha uma porta, ou sei lá como se chama essas coisas. Jack apareceu do meu lado com uma tocha de fogo, sim, assim seria bem melhor. De cada lado da rachadura tinha um buraquinho que dava forma aos colares que um dia eram usados por mim e minha mãe. Logo minha mãe, Will, Elizabeth, Gibbs, Daniel e Annabel se colocaram ao meu lado.

- Vá em frente e abra – falei para o Will.

Jack não me pareceu surpreso ao ver que eu não estava com os colares.

Will tentou colocar os colares nos buracos na porta, mas não funcionou

Jack olhava confuso para os colares, ele me deu a tocha e pegou os colares das mãos do Will, que deu os colares sem protestar.

- Ham? – falei confusa.

Jack analisou os colares e olhou para o buraco na pedra, rodou os colares, e rodou de novo, olhou para o buraco novamente e colocou os colares lá. Como se num passe de mágica, as duas pedras foram tomando distância uma da outra, o que ele tinha feito? Ele devolveu os colares para o Will. Essa gente ta doida.

- Mas... Co... Como? – eu estava confusa.

- Havia desenhos neles – Jack disse.

Eu não me referia a isso. Eu não estava entendendo, Will deu os colares para o Jack que os devolveu para o Will, de que lado eles estavam alias?

Entramos no templo, estava um tanto escuro aqui dentro.

- E então Sparrow, por onde começar? – Will disse para mim.

Eu fiquei quieta e cruzei os braços. Jack empurrou a bússola para mim e eu não tive escolha. Respirei fundo.

- Temos que achar um baú, que está em algum lugar por aqui...

Abri a bússola e ela imediatamente apontou para o Will, eu olhei para ele e um sorriso enorme estava em seu rosto.

- Estou atrapalhando os seus desejos querida? – ele disse.

Dei um sorriso irônico para ele.

- Não seja tão convencido Willian, agora, me dê licença, por favor. – eu disse seguindo para onde ele estava e o tirando de minha frente. – Aqui está o baú. — eu disse apontando para ele. Will suspirou rindo.

Ele me ajudou a colocá-lo em cima de uma pedra mais alta, abrimos o baú, eu olhei para ele e procuramos o que se pedia, eu achei o cálice e enquanto ele procurava o colar eu peguei a bandeja que estava ao lado do baú.

Will se levantou assim que achou o colar, nos dirigimos até a lagoazinha que tinha ali. No teto do templo via-se uma abertura, onde a lua, no horário certo, fará seu papel. Colocamos a bandeja na pedra, debaixo da abertura do templo, colocamos o cálice dentro, e em volta dele o colar de pérolas.Ouvimos passos e aos poucos... Apareceu Barbossa e alguns de sua tripulação. Como isso não me surpreendeu?

- Não tem ninguém imortal ainda, e ninguém amaldiçoado. Agora sim Jack Sparrow, uma luta justa.

- E nela quem sai morto de novo é você, perna de cupim. – Jack disse.

Jack tirou sua espada e uma luta começou, o tilintar das espadas estava cada vez mais alto. Tentei nesse momento de descuido do Will pegar os colares.

- Nada disso – ele falou, eu poderia jurar que ele estivesse prestando atenção na luta dos outros marujos.

Will foi até um dos marujos que estava ali perto e começou a lutar. Eu fui ajudar, não serviria para nada ficar ali sem os colares.

- Aqui esta você bonequinha. – o imediato do Barbossa falou quando me viu.

Ele aproximou-se de mim parando quando uma espada é lançada, colocando-se entre eu e o imediato. Segurei fundo minha respiração.

- Ela não esta com os colares imbecil – ouvi Will dizer.

Logo ele estava do meu lado, tirou sua espada que estava cravada na pedra, então colocou-se na minha frente. O que era isso?

- Ela é dona de um dos colares e o Capitão me pediu para pegar a garota. – o imediato falou.

- Vai ter que passar por cima de mim primeiro – Will falou.

O imediato riu e atacou Will.

- Willian você esta doido? – falei e tentei ajudá-lo com o imediato. Porque eu o estava ajudando ao invés de pegar os colares?

Will empurrou o imediato quando ele se descuidou, puxou-me pelo braço o mais longe possível do imediato.

- Tem que confiar em mim ta.

- Ah, quanta ironia Willian, para com isso pelo amor de Deus.

Ele virou para mim, o rosto retorcido em culpa e desespero.

- Sei que não fiz certo e não to mais agüentando isso, mas por favor não me de trabalho e fique aqui.

- Você não tem direito nenhum de me dizer o que eu devo ou não fazer. Quem você pensa que é para... – Will me interrompeu com um beijo rápido.

- Olha, me desculpe, não achei que seria assim – ele falou e se virou de costas para mim, ainda colado ao meu corpo, lutando com um pirata. – eu te amo e não vi como fazer isso diferente, me desculpe. Mas, agora por favor não discute e faz o que eu pedir sim? Depois te explico.

- Depois me explica? Ta doido, você rouba meu colar, e pensa que ...

- Eu acabei de dizer que te amo e você fica querendo explicações, por favor – ele disse livrando-se de mais um pirata.

- Suas mudanças drásticas de atitude estão acabando comigo – falei.

Eu encarei suas costas sem saber o que fazer ou pensar. Eita maniazinha de me deixar sem saber o que fazer. Virei minha cabeça para o lado e vi um outro pirata vindo, peguei a arma que estava no cinto do Will e atirei no pirata, sai de trás do Will bati em outro pirata com a arma e coloquei o Will na parede.

- Se você estiver mentindo para mim novamente Willian – falei encarando-o séria – eu juro que te mato.

Ele sorriu e me puxou para ele, e atirou num pirata.

- De um jeito de isso chegar ao seu pai, mais não demonstre que esta com eles, principalmente, fique fora do campo de visão dos marujos mais íntimos do Barbossa e volte aqui assim que passar esse colar para a sua mãe – falou e me entregou os colares.

Guardei os dois colares comigo, faltava menos de cinco minutos para a lua estar em posição no céu, isso tinha que acabar logo. Localizei minha mãe e fui até ela, entreguei os colares e ela sorriu.

Eu não estava entendendo muito as coisas, isso tudo foi um plano? Que tipo de plano? Porque apenas eu parecia não estar por dentro dele?

- O colar querida – falou o imediato.

- Você de novo – falei. – os colares não estão comigo, não ouviu o que o Willian falou?

O imediato bufou e tentou me pegar pelo braço. Eu fui mais rápida e sai dali.

Voltei para onde tinha deixado o Will e ele estava lutando com mais um pirata.

- Parece que eu era a única que estava por fora, e pode-se dizer que eu não acho isso legal – Falei chegando ao seu lado.

- Foi por uma boa causa.

- Espero, mesmo – falei.

Olhei para onde tínhamos deixado os objetos do ritual e o Jack, junto com a Elizabeth estavam lá. Ele pegou os colares e pos dentro do cálice, dando um para Elizabeth segurar.

Mas... Espere aí, como ele sabia disso? Enquanto piratas lutavam contra piratas a lua chegou ao posicionamento certo, eu iria berrar a frase quando ouvi meu pai falando.

-Através de passos alternados eu trilho o caminho da imortalidade.

Como ele sabia a frase? Nesse momento uma luz forte vindo da abertura do templo iluminou o cálice, tudo que estava dentro dele foi tomado por um brilho branco. Jack estava sorrindo e Elizabeth de olhos arregalados. Todos pararam. Nenhuma espada mais era ouvida. O brilho durou uns segundos, assim que ele se foi, ouviam-se piratas conversando baixinho.

- É só isso? – algum deles perguntou.

- Funcionou? – outro questionou.

- Só há um jeito de saber – Barbossa disse e atirou sua espada em Jack.

Arregalei meus olhos e dei um passo na direção de Barbossa mas o Willian me segurou. Aquele, aquele animal, se meu pai morresse, eu o mataria, mataria mesmo. Todos olhavam para Jack, que pegou a espada que ficou enterrada no seu peito e a tirou dali. Vimos o corte se fechar e nada de ruim acontecer. Eu sorri, havia dado certo. Barbossa arregalou os olhos, sorrateiramente seus marujos foram saindo, e ele se colocou no meio.

- O imortal Capitão Jack Sparrow – Jack disse.

Me livrei da mão do Will na minha para poder ver melhor o Jack.

Com a tropa do Barbossa ficou difícil de eu vê-lo e então um dos marujos dele segurou meu braço e tapou minha boca, levando-me para junto do bando de Barbossa. Eu tentei livrar-me dele, mas não consegui. Sinto a mão do pirata na minha cintura e ele me vira para si.

- O capitão quer vê-la bonequinha – falou sorrindo com aqueles dentes podres e chegando mais perto de mim.

Fiz cara de nojo e tentei novamente me livrar dele.

- Me deixe, eu não tenho nada que ele queira.

- Ele não quer nada seu, ele quer você.

Que? O que o Barbossa queria comigo? Por Deus isso não fazia sentido.

De repente sinto o aperto do pirata na minha cintura se afrouxar e ele caiu desmaiado com a cabeça no meu ombro. Fiquei paralisada e olhei para frente. Willian estava ali com um pedaço de madeira na mão.

- Não posso deixar você sozinha nem por um segundo que já se mete em confusão.

Joguei o pirata no chão e passei pelo Will.

- Eu teria me livrado dele sem a sua ajuda.

- Hey Alice, eu estava brincando – ele disse segurando meu pulso.

- É estava? Em qual parte de tudo? Porque até agora não sei quem você é.

Ele soltou meu pulso e suspirou.

- É serio Will. Do dia para a noite você simplesmente muda de uma pessoa adorável a um canalha completo, ai depois chega num templo me defendendo dos crápulas dos marujos do Barbossa, fica dizendo que me ama e ainda quer que eu confie em você. Chega a ser hilário. – fiquei impressionada em como minha voz saiu sem nenhum gaguejo.

- Compreendo que eu a tenha deixado confusa, mas se você me der um chance eu posso explicar tudo – ele falou parecendo realmente arrependido de alguma coisa.

Jack saiu do templo com um dos colares na mão e me entregou, percebi que minha mãe estava com o dela.

- Segundo a lenda, nada pode acontecer com esses colares, senão, a imortalidade aqui adquirida será na hora retirada. – Jack disse.

As pessoas colocaram-se entre mim e o Will e não pude mais vê-lo .

- E como você sabe disso? Como você sabia como entrar aqui? Como você sabia a frase? Como você sabia como proceder com os colares? Como? – eu aproveitei e perguntei, estava muito confusa.

- Eu sou o Capitão Jack Sparrow, amor – ele disse para mim.

É, isso bastava.

Voltamos ao nosso navio. Não vi o Will depois que ele me salvou do marujo.

Mas então era isso, Jack havia finalmente conseguido a tão sonhada imortalidade, Elizabeth não morreria também e poderia ficar com Will a vida inteira.

Uma pergunta sem resposta. Porque mesmo sabendo de tudo Jack não me roubou o colar e prosseguiu a frente sem mim.

- Porque você é uma pirata – ele disse pra mim, eu virei para ele assustada. Como ele sabia o que eu pensava?

- Você se tornou imortal, não leitor de mentes pai.

- Bem vinda a bordo marujo – ele disse piscando os olhos, e saiu.

Jack Sparrow era realmente um homem muito misterioso.

- Tem um segundo?

- Acha que pode explicar tudo em um segundo? – perguntei ainda debruçada sobre a cerda da lateral do navio.

- Tem razão, pode demorar um pouco mais do que isso.

- É bom que comece logo então.

Pude ver pelo canto de olho seu sorriso aliviado.

- A história é comprida, mas acho que você já percebeu que eu era meio dedo duro e contava as coisas para o Barbossa. Isso porque foi ele quem nos trouxe até o Jack, precisávamos do colar e sabíamos que o Jack tinha pego, pelo menos um deles e então começamos a procurá-lo, Barbossa concordou em ajudar-nos a achar o Jack mais com uma condição, que ele pudesse matar o Jack no final de tudo. Minha mãe concordou para que ele nos trouxesse aqui, mas ela não permitiria que o Barbossa matasse o seu pai.

- Porque só ela pode matá-lo certo? – falei irônica.

- Foi um erro, todos cometem erros na vida – ele disse a defendendo – então quando chegamos aqui e descobrimos que o Jack tinha uma filha e que ela e a mãe tinham os colares. Eu avisei o Barbossa sobre você, porque fazia parte do plano contar a ele o que acontecia aqui, mas minha mãe me repreendeu, porque ela disse que isso só iria atrapalhar, então resolvi deixar o Barbossa fora do resto.

“ Roubei seu colar a primeira vez porque queria sair logo desse navio, mas nem me toquei que sua mãe estava com o outro colar e que eu teria que arrancá-lo dela também. Depois daquela parceria que fizemos começamos a nos aproximar eu comecei a gostar. Gostar de estar com você, de falar com você, de, até, brigar um pouquinho com você. Pensei que seria fácil despistar o Barbossa se eu falasse a você que os dois poderiam ser imortais, assim ele não mataria o seu pai e tudo estaria resolvido.

“ Porém no dia que o barco foi atacado pela Caríbdis minha mãe recebeu uma mensagem do Barbossa, dizendo que estava mudando o plano, que ele queria a imortalidade, já que descobriu que dois poderiam adquiri-la, que queria você para poder recuperar a espada do Barba Negra e também que ele não me queria por perto de você, ou ele iria matá-la.

- Porque? Isso é meio contraditório, queria a mim pela espada e me queria longe de você caso contrario me mataria?

- Depois de estar com a espada é claro. E ele me queria longe de você, porque, segundo ele, todos devem sofrer um pouco na vida.

- Do que ele estava falando?

- Eu é que vou saber? O Barbossa é louco. Minha mãe me disse isso na noite em que pedi a ela para dizer que eu estava cansado demais e queria dormir, a duas noites atrás. Então decidi, erradamente, que teria que te deixar longe de mim, contando com a ajuda dos outros.

- Isso é ridículo.

- Não tive idéia melhor, ou era isso ou você morta.

- Não passou pela sua cabeça em me contar tudo e então eu apenas fingir que estávamos brigados?

- Não, na realidade não me passou isso pela cabeça, não no momento que tomei a decisão.

- Você me deixou por fora de tudo Will, seria mais fácil se tivesse apenas me contado. Me pouparia de uma grande dor de cabeça – e no coração, completei mentalmente.

- Liss, me desculpe, eu...

Ele não completou e eu não disse nada. Ele disse Liss? Ele me chamou assim quando estava “delirando” naquela noite. Tudo bem, ele mentiu para mim, poderia ter simplificado tudo mas... ele fez isso para me proteger não foi? “te protegerei, pode ficar tranquila” foi o que ele havia dito. Senti uma lágrima escorrendo por minha bochecha.

- Sinto muito mesmo. Achei que seria fácil, era só um dia, não pensei nas conseqüências eu só queria mante-la viva, armei aquele circo todo, com a Annabel roubando o colar para te convencer. Foi terrível cada palavra que disse a você quando tentou roubá-lo a noite, a idéia de cruzar espadas com você me deixou apavorado, mas eu não tinha escolha, não tinha mais como voltar atrás...

Eu coloquei um dedo em seus lábios, não agüentava mais ouvi-lo falar disso e o abracei.

- Eu devia é matar você, por mentir para mim, por ter sido tão tolo à ponto de não pensar em me contar tudo e não fazer esse drama todo, eu odiava amá-lo, mas eu me odiava, por quere estar com você e você ter feito o que fez, ao invés de odiar a você.

Ele me afastou um pouco dele e segurou meus ombros.

- O que você disse?

- Ham? – perguntei confusa – disse que devia matar você. Por fazer esse drama todo?!

- Não isso, um pouco depois.

- Que eu amo você? – perguntei confusa.

Ele abriu aquele sorrisinho malandro torto.

- Você tinha alguma duvida disso ainda?

- Nas ultimas horas, sim, mas antes eu sabia que você estava caidinha por mim – ele disse piscando um olho.

- Convencido – falei sem acreditar em como ele podia ser irritante as vezes.

Isso não pareceu ofende-lo, porque ele colocou a mão no meu rosto e aproximou o dele ao meu. Ele estava prestes a me beijar quando ouvi um barulho logo atrás de mim.

- Ah droga, me desculpem eu já estava de saída – Annabel falou ajuntando o balde que ela deixou cair e saindo, eu ri.

- O que aconteceu com o Felipe? – perguntei aproveitando que ela ainda estava enrolada com a alça do balde.

- Estava desmaiado ainda, o deixamos lá. – falou ainda se enrolando coma alça, resolvi ir ajudá-la. – Ai me desculpe por ter acabado com o clima, sou uma desastrada mesmo.

- Até te desculpo por isso, mas não por ter mentido para mim, como você foi capaz? – perguntei seria. Ela me olhou assustada – estou brincando Bel.

- Credo não brinque mais assim Lice – ela disse rindo.

Conseguimos livrá-la da alça do balde e voltei para o lado do Will, que me abraçou. Todos estavam no convés olhando para a ilha que estávamos deixando para trás. Annabel abraçada com o Daniel, minha mãe descansando a cabeça no ombro do Jack, que estava olhando de canto de olho para Will, eu abafei um riso.

- Levantar âncora – Jack berrou.

De repente um navio surgiu ao lado do nosso.

Um Will sorridente apareceu a bordo, Elizabeth sorria abertamente também.

- Conseguiu? – ele perguntou a ela.

Decidimos que era hora de deixar o casal ali, sem interrupções.

- Acho que fomos interrompidos em um momento crucial da nossa discução – falei ao Will quando chegamos a popa do navio.

- Não me lembro, pode me recordar onde estávamos? – ele disse rindo malandro.

Revirei os olhos fui até ele e o calei com um beijo, havia perdido tempo demais.

Epílogo

Estava tudo em perfeita ordem no mar.

Eu e Will estávamos felizes juntos. Às vezes ele me tirava do sério, bom devo confessar que sou cabeça dura e mandona. E o que é muito importante, ele não teve mais idéias loucas de querer ser o herói do dia e me deixar por fora da brincadeira.De vez em quando eu levava um susto com o Holandês aparecendo fantasmagoricamente ao lado do Pérola. E minha mãe e meu pai estavam juntos, ou não. Eles passavam uma noite e então Jack aprontava uma, minha mãe debulhava xingamentos em espanhol, mas então depois Jack vinha charmosamente pedir desculpas, e bom, vocês sabem, segundo minha mãe, Jack é charmoso demais quando quer alguma coisa.

Ah e claro, tinha aquele mapa em cima da mesa perto do timão onde estava circulado a palavra Atlantida. Sorri, não seria mesmo nada mau encontrar a cidade perdida.

Uma espiadinha na continuação de “o templo da imortalidade”

O homem ouvia sem animo nenhum sua sentença de morte. Não só a sua, havia mais dois homes e uma criança. Um menino, que era pequeno o bastante para terem que colocá-lo em cima de um barril, porém grande o bastante para arcar com suas atitudes e sufocar até a morte.

- Por todos esses crimes contra a coroa, nesse dia de hoje esses homens são condenados a ser pendurados e sufocados até a morte.

Os tambores rufam anunciando os segunods restantes da vida daqueles quatro infratoes da lei.

Porém a sorte parecia estar junto deles. Quatro espadas são jogadas cortando as cordas e libertando os homens.

Eles correm para todas as direções e a multidão, assustada acaba deixando-os passar.

O homem de cabelos castanhos, pele bronzeada, que segundos atrás parecia ter conformado-se com sua morte, tira a corda que estava em seu pescoço e a joga no chão. Ao virar-se para ver se havia alguém atrás de si acaba esbarrando em uma jovem.

- Com licença – falou o homem.

A jovem sorriu e permaneceu na frente do homem.

- Da licença por favor jovem, não quero perder tempo matando-a – ele pediu.

- Não posso – ela disse doce.

O homem olhou suplicante, não parecendo mesmo querer matar a bela jovem a sua frente, ela por sua vez pegou a mão dele o puxando para longe de toda a confusão, quando percebeu que o homem estava resistindo ela falou.

- Vou ajudá-lo, juro, mais tem que confiar em mim Sebastían.

O homem que já estava confuso, agora estava também espantado.

- Como sabe meu nome? Quem é você?

- Se confiar em mim, logo saberá como sei seu nome – a garota disse – alias, sou Alice, Alice Teach – falou e sorriu.

Notas finais
e então?
queria convidar a vocês para lerem a continuação da fic, posso contar com vocês certo?
porém eu terei que fazer algumas pesquisas sobre atlantida antes de meter a cara aqui, e com tantos projetos na facul vai ficar dificil eu escrever, então vou começar a postar só lá pelo final de novembro/começo de dezembro espero que vocês não me abandonem viu. avisarei quando começar a postar.
muito obrigada por tudo, vocês são demais, amei compartilhar minhas ideias com vocês. e até a proxima fic {nao decidi o nome ainda kkkk}
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!