O Templo Da Imortalidade
10 Capítulo 10: Companhia Espanhola
Notas iniciais
bom meninas, como eu falei para vocês os professores resolveram fazer duas provas e um trabalho, um MEGA, trabalho tudo para segunda e terça feira e passei meu final de semana estudanod e fazendo o trabalho, peço desculpa por não ter postado antes, mais foi por esse motivo, me desculpem mesmo. e falei que ia postar na quinta, mais já passou um pouquinho né hehe, fiz o possivel pra fazer um capitulo legal, eu espero mesmo que vocês gostem.
nesse capitulo começara com um POV do Alice e vai terminar com um do Will.
desculpe se tiver erros, a Le não revisou pra mim (eu tambem nao mandei) e já é madrugada hehe
bom, vamos agora ao capitulo.
POV ALICE
Todo o dia aqui é uma experiência, uma nova experiência, nem todas boas, mas que serviam para nos ensinar. Não saber o que esperar faz parte e é legal, não ter aquela rotina chata e metódica é simplesmente encantador. Porem hoje, o desconhecido me assustava. A vasta possibilidade de direções é apavorante.
Em pé aqui, observando os tripulantes trabalharem e com o sol brilhando, fazendo meus olhos arderem, pude notar a ironia da vida.
Quando criança eu tinha medo do escuro e do aglomero de vozes, berrando todos ao mesmo tempo e ninguém se entendia. Mas hoje tudo o que eu mais temo é a claridade e o silencio. Apavora-me saber que logo estarei em uma ilha qualquer no meio do oceano, com a luz forte do sol e o silêncio fazendo o eco ser reproduzido naquele pedacinho de terra rodeada por água.
Esse medo é decorrente da noite de ontem, quando ouvi que o Jack pretendia deixar a mim e minha mãe em uma ilha, esse assunto me custou praticamente a noite inteira de sono, mas me decidi, não vou conversar com o Jack, na realidade, tenho medo da resposta. Não pude deixar passar despercebida a maneira como Will me tratou ontem, mesmo tendo nos aproximado mais nos últimos dias, eu nunca imaginei que ele seria tão bom naquele momento, tão... necessário, ele agiu da forma que eu precisava e agora aqui, olhando para ele, que esta na porta da sua cabine, minha vontade é de correr até lá e conversar com ele como temos feito nesses dias. E sem perceber de primeira, me vi caminhando em sua direção.
— Bom dia – falei sorrindo
— Bom dia Alice, melhor?
— Aham
— Que bom. Hoje temos uma ilha para conhecer.
Eu fiz uma careta.
— O que foi?
— Ilha, eu, minha mãe, Jack... eu preferia ficar por aqui.
— Alice, já disse, fique tranquila, se quiser podemos ficar na praia esperando eles voltar.
— Sério?
— Claro que sim, fique tranquila.
Eu sorri e assenti. Sim eu estava tranquila, e o motivo era o Will.
Pude ver a ilha crescer a nossa frente na medida em que íamos nos aproximando. Saímos do Pérola em botes até a praia da ilha.
— Muito bem, vamos nos separar. Alice, Will e o resto de vocês – Jack apontou para um grupo de tripulantes – vem comigo, enquanto os outros vão com Angélica e Elizabeth, todos aqui até o por do sol, savvy? – falou olhando por um momento o grupo, virou as costas e foi se distanciando.
Eu fiquei parada esperando entender a idéia do Jack, minha mãe puxou Will pelo braço, falou algo que eu não pude entender e passou a andar em direção oposta ao Jack.
— Vamos – Will disse me rebocando para trás do grupo que seguia Jack.
— Ele é estranho, extremamente incompreensível.
— Louco — Will completou
— Hey, ele é meu pai – falei dando um tapinha no seu braço – apesar de tudo – suspirei.
— Você quem começou.
— Estou brincando – sorri.
Caminhamos em silêncio por um tempo quando Jack parou se virando com um giro engraçado e começou a olhar o grupo, quando seus olhos encontraram s meus ele acenou com a cabeça para eu me colocar ao seu lado. Acelerei o passo e Will me acompanhou.
— Me ajude a ficar de olho neles – Jack me falou quando cheguei ao seu lado.
Continuamos a caminhar silenciosamente pela trilha quando um barulho de galho seco nos faz parar. Um dos tripulantes pisou em um galho fazendo barulho, isso seria totalmente normal porem logo em seguida do barulho do galho ouvimos um rugido, eu arregalei meus olhos quando vi uma onça saindo de trás de uma moita, os dentes a mostra, abaixada, pronta para pular e atacar alguém. Minha expressão era visível no rosto de cada um ali, olhos arregalados, corpo estático e respiração acelerada. A onça deu um passo em nossa direção quando alguém pisou em outro galho seco. Permanecemos parados por alguns segundos, mas logo o grupo saiu do estado de choque e começou a correr.
— Salve-se quem puder – berrou um dos marujos que passou correndo do meu lado.
— A. Meu. Deus. A meu Deus, a meu Deus – eu falei virando de costas e correndo.
O grupo se dissipou em questão de segundos. Eu corria ao lado de Will tirando as folhas das arvores que batiam no meu rosto. A onça, para o meu desespero, veio atrás de nós. Will virou bruscamente para a direita ao passar por uma arvore na tentativa de se distanciar um pouco do animal, e deu certo, a distancia entre nós e a ferra aumentou. Continuamos correndo, quando de repente, um marujo surge não sei de ode, berrando do meu lado e me empurrando, cai no chão e o marujo continuou a correr.
— Tudo bem? – Will perguntou ofegante e estendendo a mão para me ajudar a levantar.
— Sim – disse entre respirações entrecortadas.
— Sua perna – Will falou.
Foi somente quando ele disse que eu senti um ardume em minha coxa esquerda. O sangue vermelho escorria pela minha calça cáqui que tinha um belo rasgo de onde o sangue saia. Perfeito, tudo o que eu queria agora é uma perna machucada.
— Está tudo bem, vamos só sair daqui, por favor.
Ele me encarou por alguns segundos e depois assentiu. Voltamos a correr, num ritmo mais lento do que antes. Eu não ouvia mais o rosnado da onça atrás de nós, olhei para trás para confirmar o que meus ouvidos me diziam e sim, acho que a enganamos.
Só parei de correr quando esbarrei no Will que me segurou rapidamente. Eu soltei uma respiração pesada ao ver atrás dele a onça parada nos olhando e pronta para atacar. Da onde que ela veio, ai meu Deus, meu coração voltou a acelerar enquanto a adrenalina crescia dentro de mim. Arfei.
— Co.. da.... ode...
— Shhh – Will falou me colocando atrás de suas costas – fique bem quietinha, pode ser que ela vá embora se não sentir que corre risco.
Dei uma risada nervosa.
— Sério Will? – perguntei irônica.
Ele se virou para mim, acompanhou meu olhar até o sangue no tecido da minha calça, e engoliu em seco. Estava claro que ela não iria embora, a não ser depois de ter nos devorado, animais carnívoros são atraídos pelo sangue.
A onça continuou lá em posição de ataque, abaixada nas quatro patas, a pata direita um pouco mais atrás e a esquerda a frente, seus músculos preparados para pular a qualquer hora, um rosnado selvagem vindo do animal. A sensação que eu tenho é que ela esta me vendo como aqueles porcos com a maçã na boca em cima de uma mesa num banquete de uma festa.
Mordi meu lábio inferior e fechei meus olhos. O Jack nem precisaria ter o trabalho de me deixar na ilha, eu não ia voltar mesmo depois desse encontro com o gatinho selvagem. Segurei forte o meu colar.
O barulho que se deu em seguida não foi o que eu esperava. Talvez um grito do Will e meu, mais não um rugido gutural e doentiamente sofrido. Abri meus olhos e vi a onça se debatendo no chão e uma espada perfurando seu peito.
— Leve-a para o navio, o Gibbs esta lá e pode ajudar.
Eu virei meu rosto para, novamente, confirmar o que meus ouvidos estavam me falando.
Jack saiu de trás de uma árvore, tirou a espada do peito da onça – quando ela esta visivelmente morta – e a limpou no pelo do próprio animal e guardando sua espada na bainha.
— Obrigada Jack – falei com a minha respiração ainda acelerada.
Ele sorriu para mim, levou seus dedos – indicador e médio – a testa, tocou e apontou para mim.
Will colocou uma mão na minha cintura me ajudando a andar, na realidade ele teria me pego no colo se eu não tivesse teimado.
— Estou bem, posso andar, sério Will
Ele bufou mais desistiu, me colocou no chão para que eu andasse, mais na realidade ele sustentou a maior parte do meu peso.
Não andamos nem 100 metros quando Will parou.
— Você não deveria estar fazendo esforço.
— Você esta carregando a maior parte do meu peso, estou realmente bem Will.
Ele resmungou e me colocou sentada em uma pedra, tirou sua bandana e passou envolta do meu ferimento.
— Me deixe ao menos estancar um pouco do sangue. – ele falou, eu concordei.
Ele me ajudou a levantar quando terminou e voltamos a andar. Confesso que demoramos muito mais para chegar a praia do que se eu não tivesse sido teimosa insistido de vir andando e a minha coxa estava começando a me incomodar. Felizmente chegamos no bote e Will me ajudou a subir.
— Eu falei, o Jack gosta de você, da maneira dele, mais gosta.
— Ele me surpreendeu agora.
— Ele é um bom homem – Will disse piscando para mim. Eu havia dito isso para ele quando discutíamos sobre o seu pai.
— É o que parece. – falei, acabei me sentindo mal por ter pensado coisas ruins sobre Jack ontem.
Eu tentei ajuda-lo a remar, mais ele, claro, não deixou, agora era sua vez de ser teimoso.
Chegamos ao Pérola e o Gibbs logo veio nos ajudar. Will contou a ele resumidamente o que tinha acontecido e me acompanharam até a minha cabine.
— Tudo bem, muito obrigada aos dois, eu continuo daqui.
Eles franziram o cenho desconfiados, ficaram parados por um tempo, até Sr. Gibbs cutucar o Will e o puxar porta a fora.
— Qualquer coisa chame Sra. Teach – Gibbs falou saindo.
— Pode deixar – berrei para eles me escutarem.
Sentada na minha cama eu consegui respirar aliviada pela primeira vez. Que loucura. Uma onça faminta numa ilha, quem diria ter animais carnívoros lá e se... não quero em pensar na hipótese de haver outras.
Me concentrei no meu ferimento, que estava chamando minha atenção pela dor que eu sentia. Tirei minha calça e vi um baita de um corte de uns dez centímetros que terminava a uns cinco dedos acima do meu joelho. Peguei água e um pano, molhei-o um pouco e passei no corte, ardeu, segurei forte no colchão. Ok Alice, seja forte, é só um corte, falei para mim. De pouquinho em pouquinho eu consegui tirar o sangue que tinha secado e vi que o corte não foi tão profundo assim, somente grande. Não doía tanto quando eu não tocava, e quando tocava era como se eu tivesse um hematoma na pele, o susto foi maior que o acontecido afinal.
Depois de terminar, fazer um curativo e trocar de roupa eu sai da minha cabine.
— Olá Gibbs, cadê o Will – perguntei quando vi que o navio estava silencioso e que ela não havia ido atrás de mim.
— Olá Alice, melhor? O Sr. Turner foi levar o bote de novo a ilha.
— Melhor, foi mais um susto – sorri – ûhm... Gibb? – chamei sua atenção. – você me jogaria numa ilha qualquer?
— Mulheres a bordo é sinônimo de azar madame. Porem... não faria isso com você.
— A é? – eu sorri
— Antes sim, você parecia encrenca até para uma mulher, mas a gente se precipita julgando as pessoas não é?
— Sim, sim
— Afinal, o capitão precisava de uma dose de juízo – ele falou rindo
— Como se eu fosse essa dose, não vejo muita diferença desse Jack para aquele que as pessoas comentam – eu o acompanhei na risada,
— Realmente.
Ele saiu me dar tchau me deixando sozinha. Piratas, eles tem atitudes incompreensíveis as vezes.
Demorou um bocado para o entardecer chegar, espero não ter atrasado a busca pela água, espero que eles não tenham se deparado com mais nenhuma onça e espero e rezo veemente que minha mãe não saiba disso, porque senão, bom tenho pena do Jack.
— Espero que ela esteja mesmo bem, porque se não, aah eu mato os dois – ouvi minha mãe falar. É ela já sabia.
— Estou bem mãe – falei me aproximando dela e a ajudando a subir no Pérola.
— Ah, Alice – ela olhou direto para minha coxa e depois em abraçou – tem certeza que...
— Tudo bem. Na verdade não foi nada.
Ela me encarou e depois lançou um olhar fulminante ao Jack que até eu fiquei com medo, decidi ajuda-lo.
— Na verdade, poderia ser pior se o Jack não tivesse lá.
— Escute a garota Angélica, ela sabe o que diz – Jack disse indo atrás da minha mãe – cabeça dura – sussurrou para mim apontando para minha mãe.
Eu ri.
— Discutiram muito foi? – perguntei quando Will se aproximou
— As mesmas coisas de sempre “ Se ela me aparentar um pouquinho abatida, ah Sparrow e Turner, eu mato vocês”
— Mães – falamos juntos e rimos.
— Nada mais de surpresas desagradáveis? – perguntei
— Não, ainda bem. E você, melhor mesmo? Ou estava apenas poupando a minha vida e a do Jack.
— Poupando a vida de vocês – falei – brincadeira, estou bem mesmo, como disse, não foi nada, só um arranhão.
— E sangrou tanto, ah fala sério.
— É verdade, pode ser que... sei lá, mais é sério, não esta nem perto de mau. Conseguiram a água?
— Aham. É, Alice, eu vou descansar um pouco. O Jack se aproveitou da minha boa vontade, carreguei os barris de água e remei feito um condenado.
— Ûhm.. ok Will, boa noite, descanse bem.
— Boa noite Alice – ele falou depositando um beijo na minha testa.
Eu acompanhei com o olhar ele seguir até a sua cabine, depois fui me sentar na popa do navio, esse é o meu lugar preferido.
Mais um dia acabando e eu continuo aqui, não poderia pedir mais no momento. Fechei meus olhos e senti o vento de começo da noite gelando minhas bochechas e bagunçando meu cabelo, ouvia o barulho da água do mar batendo no navio e...
Boooom.
O barulho me fez ficar em pé imediatamente e vejo ao meu lado um navio da companhia da Espanha, ah não, isso não é bom, isso na é nada bom.
Corri para o convés do navio e os tripulantes estavam todos ali, com a espada na mão e o rosto contorcido de raiva.
— Ah não, de novo não – Jack disse puxando sua espada.
— Vá para dentro – Willl disse.
Eu levei um susto ao ouvir sua voz tão próxima.
— Não mesmo
— Alice...
Eu o empurrei para o chão e cai em cima dele nos desviando de uma bala de canhão.
— Não – falei colocando um dedo em seus lábios quando ele ameaçou falar algo. ajudei a levantar.
— Preparar os canhões – Jack berrou – no três, um, dois, três, FOGO – berrou.
— FOGO – Gibbs berrou em seguida.
Todos os marujos berraram e nossos canhões atacaram.
— Vocês piratas sempre querendo descumprir o que Deus criou, vamos... – um soldado Espanhol começou a falar, mais foi interrompido por uma bala no peito.
Aquela mesma bagunça de guerra de navios começou e logo nosso navio havia sido tomado por Espanhóis e alguns dos nossos tomaram o navio deles. Os tilintar das espadas estavam altos eu ataquei um dos espanhóis que vieram para cima de mim e logo me senti culpada. Ah qual é, ser boa agora não Alice, falei para mim.
Quando me virei vi três espanhóis encurralado o Jack, fui até ele o mais rápido que consegui, um deles tirou a espada dele e ele ficou sem saída. Joguei minha espada na cabeça de um fazendo-o cair para frente, nos braços do Jack, que serviu como escudo contra as espadas que os outros tentavam acertar. Cheguei ao seu lado e nós dois, num movimento sincronizado, nos desviamos de uma espada e cravamos as nossas nos espanhóis a nossa frente. Olhei para ele e sorri, ele retribuiu. Foi nessa rápida,e idiota troca de olhares, que um dos espanhóis conseguiu acertar o abdômen do Jack.
— A meu Deus – falei desesperada – p... pai – me coloquei abaixada ao lado dele que caiu no chão –Está tudo bem? – perguntei desesperada.
Ele me olhou e colocou sua mão em meu rosto. Ficamos nos encarando por um tempo até ele tentar erguer a cabeça, eu o abaixei novamente, ele me chamou com o dedo para mais perto e cochichou no meu ouvido.
— Acabe com eles querida.
Com meu olhos cheios de lágrimas eu sussurrei no seu ouvido.
— Não vou te deixar sozinho, pai.
Levantei e fiquei ao seu lado com a espada não mão, minha mãe nos avistou e olhou para o Jack caído sentado aos meus pés, ela olhou sem entender para mim e eu supliquei com os olhos para que ela aparecesse.
— Jack – ela disse quando chegou mais perto. – a meu Deus, Jack, isso foi profundo.
Nós duas o pegamos debaixo do braço e conseguimos leva-lo para debaixo da escada, onde não havia tanta espadas voando e espanhóis loucos para nos matar.
Estava tudo uma bagunça, pessoas caindo aqui e ali, e meu pai assim, frágil, eu nunca vi e nem ouvi falar de alguém ter conseguido acertar tão em cheio o Capitão Jack Sparrow.
— Precisamos achar ajuda – falei para minha mãe.
Ela assentiu e logo abriu a blusa dele tampando o sangue que saia com as mãos.
— Malditos espanhóis – Jack grunhiu.
Os espanhóis de repente ficaram apavorados eu me levantei para ver o que estava acontecendo e vi o Holandês surgindo no nosso lado, ótimo vamos acabar com isso logo. Alguém tropeça em mim e me faz cair junto dele, o garoto de olhos marrons roupa da marinha da Espanha estava com os olhos arregalados, eu levantei o deixando ir, esperando que ele fizesse o mesmo, mais não, ele – bem maior e grande do que eu – me agarrou e me carregou para o barco deles,
— Alice? – ouvi Jack falar – Alice? – ele olhou com o cenho franzido enquanto eu me debatia para sair do aperto do braço do garoto.
Com uma pancada forte na minha cabeça eu apago.
POV WILL
Graças a Deus, achei que meu pai não iria aparecer nunca. Assim que ele chegou, segundos depois o navio Espanhol velejou a todo pano para longe de nós eu fui correndo procurar a Alice.
— Opa – me esbarrei na Angélica – hey, onde esta a Alice?
— Levaram ela, preciso de ajuda – ela disse desesperada – o Jack se feriu.
Como assim levaram a Alice?
— O que você disse?
— Que preciso de ajuda para o Jack.
— Mas e a Alice?
— Ela sabe se virar, anda, me ajude a encontrar o cozinheiro, ele sabe tratar de ferimentos.
Como assim ela se vira? Angélica esta ficando louca?
O aglomero de pessoas na porta da cabine do Jack era grande, estavam todos lá vendo o capitão que havia se machucado e nem ai porque um marujo foi sequestrado pelo inimigo, eles haviam sequer notado a ausência dela? E a Angélica? Ela é toda preocupada com a Alice e agora me vem com um “ ela se vira” eu queria era virar minha mão na cara de alguém, não tinha uma única alma aqui nesse navio que se dispunha a ir comigo atrás dela.
— Will, o Jack quer falar com você – minha mãe disse
Eu franzi o cenho e neguei. Ela me olhou com aquela cara mandona e eu bufei, me direcionei até a cabine d Jack.
— O que foi? – falei quando cheguei batendo a porta.
— O que você faz aqui, deveria estar indo atrás daquele navio e trazer a Alice – ele me disse.
— Não pera ai, vocês trocaram de corpo é isso não é? Enquanto a Angélica fala que a Alice tem que se virar, o Capitão Jack Sparrow me fala que tenho que ir atrás dela, isso é uma brincadeira?
— Como assim ela sabe se virar?
— Jack – Angélica falou acariciando seu rosto, estamos só nós três na cabine agora – Alice viveu num convento Espanhol por anos, eles sabem identificar uma garota “deles” e ela é esperta sabe exatamente o que fazer, ela vai se sair bem dessa, acredite, você sabe o quanto sou apavorada, mais lá, ela esta em segurança.
— Claro que esta, uma pirata num barco Espanhol, nossa é o melhor refugio, vamos todos para lá.
Ela me olhou de cara feia
— Ela vai dizer que foi sequatrada por piratas, sério que vocês acham que ela é tão ingênua assim? – ela falou com raiva e saiu da cabine.
— Ela é...
— Louca – Jack completou – vamos atrás da garota – ele disse se levantando da cama.
— Sério?
— Ela tem o outro colar lembra? – ele disse
— Jack, a Alice ama você, ela te vê como um pai, o que você não foi, não é e pelo o que parece nunca vai ser, não pode pelo menos, quando chegarmos lá falar que foi busca-la porque gosta dela? – falei com raiva
Ele fez uma careta e se levantou da cama.
— Gente exagerada, foi só um corte – ele falou colocando o sobretudo – vamos sair por aqui – disse e eu o segui.
Saímos por trás do navio, ninguém viu, não sei se alguém sabe a única coisa que sei é que estamos num bote nesse mar imenso indo atrás de um navio potente.
— Pra onde eles foram?
— Os espanhóis tem essa mania de destruir os chamados templos profanos devem estar indo para o mesmo lugar que nós – ele disse pegando a bússola e me entregando – você quer mais do que eu.
Eu revirei os olhos e a bússola aponto para a direita. Remamos durante um bom tempo, até encontrar um barco ancorado no meio do mar.
Com calma subimos pela lateral do navio. Ao chegar no convés andamos em silêncio até debaixo da escada. Jack apontou para o porão e eu concordei, ela deve mesmo estar lá. Fomos em silêncio até o outro lado do navio, quando esbarramos em alguém.
A garota de um berro e o Jack tampou a boca dela com a mão, tirou sua espada da bainha e a colocou no pescoço da menina. Eu a encarei, os olhos azuis arregalados, sua pele notavelmente já branca estava transparente, seus cabelos loiros dourados um pouco ondulados até a altura do ombro, o rosto retorcido em medo. Quando ela se mexeu para tentar se soltar eu vi, do lado esquerdo da sua bochecha uma pintinha marrom.
— Jack, solte-a você a esta assustando – falei
— Qual é o seu problema? Nós pegamos a garota e saímos.
— Jack solte-a – falei firme – ela não vai berrar mais.
Os olhos dela ainda arregalados se estreitaram um pouco. Jack soltou lentamente.
— Você não vai mais berrar. – falei encarando-a e dando um passo mais a frente – Vai nos ajudar a achar a Alice, não é mesmo Annabel?
Ela voltou a arregalar os olhos e sua boca abriu num O de espanto.
— Prazer, Will Turner – falei estendendo a mão a ela.
Notas finais
criticas, sugestões e duvidas vocês já sabem não é?
eu agradeço pela compreensão de vocês, eu nunca deixaria vocês na mao =)
muito obrigada a quem esta lendo, e esperar meu review heim.
nos vemos nos comentarios.
baci, ragazze
Fale com o autor