Paty! Paty! Acorda Paty! – fui surpreendida pela minha irmãzinha Louise em cima de mim, pulando, fazendo a cama toda tremer numa forma totalmente dela de me acordar.

De repente minha mãe entra com um bolinho de um andar e com uma velinha que formava 15 anos, e meu pai vinha logo atrás batendo palmas e seguiam cantando:

- Parabéns pra você, parabéns pra você!

- Nossa, obrigada! – eu disse numa alegria extrema.

Depois de comermos o bolo e eu tomar um banho para me arrumar, passei as mãos com creme entre meus cabelos ondulados, vesti um vestido azul que acabara de ganhar e desci aonde eles me esperavam na sala.

- Você não vai acreditar pra onde vamos! – disse Louise pulando.

Como sempre.

- LOUISE! QUIETA! ERA UMA SURPRESA! – minha mãe gritava da cozinha.

Meu pai apareceu com quatro passagens para algum lugar e eu não resisti a sair correndo e tira-los da mão dele. Sentando-me na poltrona e lendo o que estava escrito. Com os olhos arregalados e um gritinho nada comum vindo de mim disparei:

- AI MEU DEUS, A GENTE VAI PRO RIO DE JANEIRO!

Meus pais e Louise morriam de rir com a minha cara e jeito de louca.

Mas eu não ligava, era meu sonho se realizando.

Mas tarde depois de arrumar as malas, estávamos todos no carro, seguindo para o aeroporto que era um pouco longe da nossa casa na Califórnia.

- Nossa como eu estou ansiosa por isso, já pensou, eu e você Paty, sambando na Sapucaí, no bondinho do Pão de açúcar. — disse Louise (Ou Lou, como costumava chama — lá).

- Nem me fale Lou, acho que vou morrer! – disse sem ao menos saber o que estaria prestes a acontecer!

- Tomara que o tempo continue assim até o Rio, uma chuva poderia estragar tudo. – disse minha mãe.

- Não se preocupe Magg, vamos para o Rio, samba, calor e futebol. — disse meu pai.

- Não sei não Jhonn...

- Para com isso querida. – disse ele rindo.

Papai virou-se para a gente no banco de trás e fez uma careta com a língua. Eu e Lou morremos de rir e minha mãe acabou entrando na brincadeira também, até que...

- JHONN, A ESTRADA! – gritou mamãe.

Daquele momento, só me lembro do meu pai pegando o volante e o virando com tanta força, que bati com a cabeça no vidro quebrando-o e abrindo meu supercílio, vi o carro virar e capotar barreira abaixo e depois de sentir uma dor súbita, minha cabeça rodou e meus olhos se fecharam...

Eu morri?