O Talismã do Morcego sem Asa

1 Como eu acho que tudo começou



Aqui estou eu, perdida na junção do nada com lugar nenhum. Para ser mais exata eu estou em algum lugar do Deserto do Saara, já devem ser umas cinco da tarde, meus joelhos estão todos ralados , estou morrendo de fome e para piorar a minha situação, estou toda molhada. Isto mesmo Molhada! Você deve estar se perguntando o fato de alguém estar molhado em um deserto, mas como sempre tudo de estranho acontece comigo, este é só mais um para a minha coleção. Para quem não sabe, meu nome é Sophi, tenho 12 anos minha pele é clara, tenho cabelos loiros, não sou alta nem baixa , meus olhos são azuis acidentados, tenho algumas sardas na bochechas, adoro tudo que é vermelho, teho obseção por carne mal passada e sempre me meto em confusão. Sou orfão de pai e mãe e desde que me lembro, moro em um orfanato na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, quer dizer morava.

Não sei bem como vim parar nesse deserto, mas de uma coisa eu tenho certeza tem haver com o sumiço de um artefato assombrado que ficava na sala de relíquias do orfanato, porém ele pertenceu e foi amaldiçoado por uma pessoa na qual, muitos ainda hoje tem medo de dizer o nome, o famoso Conde Vlac de Lê Cree mais conhecido como Conde Dracula. Esqueci de mencionar um pequeno fato na minha apresentação, o orfanato onde eu morava era o antigo castelo do conde Dracula, mas não se assuste, o castelo é bem legal! O castelo é lotado de passagens secretas, estátuas, pinturas estranhas, armadilhas — desativadas pelas freras embora em acho que nem todas ja foram achadas- e muito mais todo o castelo é infeitado exceto o último andar, onde o conde dormia. O andar do medo, como era chamado possuía armaduras velhas, muitas teias de aranhas, alguns morcegos, uma retrato do Dracula e armadilhas que no caso protegiam o laboratório e o quarto. Já na parte de fora do castelo tem uma ponte elevadíssa, um forte perto da entrada e gárgulas gigantes em cada torre que, na minha opinião é a parte mais legal, pois tenho a sensação de estarem me encarando.
Divido o quarto com a minha única amiga Valentina, nós temos a mesma idade porém ela é bem medrosa, certinha e não quebra uma regra, a queridinha das freiras -o que é um tédio-não gosta de aventura muito mesmo de explorar o castelo. Já eu, sou aquela pessoa que não espera para mais uma aventura, sei de cor todas as armadilhas e passagens secretas do orfanatos e sempre me meto em confusão por isso vira e mexe eu e a val — apelido da Valentina — vivemos brigadas.
Certo dia, após uma das nossas brigas matinais voltei sozinha da minha aula de esgrima no caminho, passei por uma das passagens secretas , tentando evitar no máximo à val. Era umas duas da tarde eu já havia passado da metade do trajeto até que tropecei em alguma coisa no chão, não era pedra, nem um buraco e sim um objeto. Este, diferente parecia um colar, um talismã mágico, cheio de símbolos que eu não conseguir entender. Logo o peguei e examinei melhor. Ele era pesado tinha uns cinco quilos, todo feito de ouro e de rubis vermelhos e tinha bem no meio a imagem de um morcego sem asas. Coloquei o talismã no pescoço e tudo escureceu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.