O Taca Pedras Do Monte Pride.
2 Um perigo maior que o previsto.
Chegamos em Pride meio dia, aonde seguimos direto a um restaurante, que era uma tortura para mim que não poderia comer nada. Recusei a comida e fui para a calçada. Me encostei em um muro e comecei a observar as pessoas que passavam, todas alegres e simpáticas, com exceção as que olhavam para mim com desprezo, pois meu bastão revelava que eu era um aprendiz de caça-feitiço e as pessoas não gostam muito com gente que meche com esse tipo de coisa. Passou-se alguns minutos quando um homem magro, um bigode bem grosso e mal feito e aparência bem velha, para em minha frente e me examina de cabeça aos pés com desprezo.
-Então o senhor Gregory não pode vir, é uma pena enviar um pirralho, poderia também terem chamado o Bill, ele com certeza é mais eficiente. — Disse pra mim com deboche. Bill era o caça feitiço que cuidava do norte do condado, que fora também aprendiz do meu mestre. Mordi meus lábios para não falar alguma coisa que não devia, meu pai gostaria que eu fosse educado.
-Eu sou Thomas Ward, meu mestre esta doente, mas posso lhe garantir que sei fazer meu serviço.- Ele me encarou com desagrado quando ouvi uma voz familiar.
-O que um marceneiro de segunda poderia fazer contra um ogro senhor Bradley?- Era o senhor Bryan com Alice. O que ele dissera me deixou confuso, esse homem poderia ser parente de Billy Bradley? O antigo aprendiz de meu mestre que tinha sido morto por um Ogro.
-O senhor também não ajudaria em nada, e aposto que se lembra bem o que aconteceu com o ultimo aprendiz que enfrentou um ogro não é?.- Ai já me caiu a fixa, ele conhecia Billy então não pude me segurar e perguntei.
-O senhor conhecia o Billy?- Ele me olhou com um olhar de ódio mai também de tristeza. — Conhecia muito bem, pois ele era meu filho, meu sétimo filho e mais amado. — Ele era o pai do Billy, isso era uma tremenda coincidência, deve ser por isso que estava tão amargurado.
-Eu sinto pelo que aconteceu. — falei tentando conforta-lo.
-Sente mesmo, mais não pode traze-lo de volta a vida, pode?
Quando ele disse isso percebi que ele não tinha superado a morte de seu filho.
-O ogro fez mais mortes hoje pela manha, uma garota de 5 anos apenas, o enterro sera daqui a duas horas.- Disse ele com a voz com muita raiva. Eu fui com Alice no velório da garota para ver se descobria alguma coisa sobre o ogro. A menina era muito bonita, ruiva e com algumas sardas no rosto. A parte de traz de sua cabeça não estava visível, eu sabia que a pedra atingira a parte de traz de sua cabeça quando ela tentava fugir do ogro. Fiquei mal por ela até ficar mais escuro, era a hora de trabalhar. Peguei meu bastão e minha corrente e fui para a casa aonde o ogro tinha começado os ataques, antes disso tive que passar pelo cemitério que deixou o caminho mais curto, Alice estava comigo quando vimos um vulto no cemitério, duas pessoas estavam la, uma em cima de um tumulo outra nos pés do tumulo. Meu corpo gelou quando vi que era o tumulo da garota que morrera mais cedo. O que parecia ser um homem de capuz aos pés do tumulo, ao me ver saiu correndo enquanto o outro vulto estava parado apenas olhando a lua. Sai correndo atras do homem, quando me aproximei do tumulo me enchi de medo, era a menina de mais cedo, ela tinha virado uma fantasma. Mais o que aquele homem tinha a ver com ela? Ela olhou nos meus olhos e instantes depois se pois em minha frente impedindo que eu passasse. Tentei falar algo mais de minha boca não saia palavras, estava paralisado, alguma coisa me prendia ali. Em um movimento rápido, Alice correu na direção da garota ferozmente, quando se aproximou mais a garota apenas desapareceu.
-Tom você esta bem?-Alice perguntou- sim estou, mais uma vez você salvou minha vida. Mas o que aquela garota queria comigo? porque ela voltou? isso esta muito estranho.
-É só uma teoria, mais aquele homem poderia ser um sétimo filho de um sétimo filho como você, que por algum motivo queria alguma coisa com essa garota.- Balancei a cabeça positivamente para Alice, sua teoria fazia sentido. Se foce verdade, eu não teria apenas um inimigo, mais sim, três!
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