Capítulo XXXIII

Mãe e filho estavam travados de medo diante do que acabou de acontecer. Anderson não os culpou.

Após alguns minutos puseram a chorar. Saíram da sala deixando o Agente sozinho. Ele puxou uma cadeira e sentou. Pegou o celular para ligar para a ambulância e notou que havia duas chamadas perdias de um número desconhecido. Ele retornou.

— Anderson? – Disse a voz de Eduardo quando a ligação foi completada.

— Cícero esta morto.

— O que? Você o matou? E José Lima? Infelizmente Roberto esta morto.

— Cicero atirou nele. – Anderson expressava tristeza. Ele levantou-se e foi checar a pulsação de José. Ele ainda estava vivo!

Nesse momento Jonathan entrou correndo na sala. Foi em direção ao corpo do bandido e começou a chuta-lo. Anderson colocou o celular no chão e foi impedir o garoto, mas antes o menino puxou a mascara do Homem para vê-lo seu rosto morto. Surpresa: Não era Cicero! Era Gabriel Camargo!

Ficaram espantados.

— Quem é esse?- Perguntou Jonathan.

Após o corrido Anderson não deixou a família Lima aproximar-se de Jose Lima. O Agente temendo que seu celular esteja grampeado disse para Eduardo que o anfitrião da casa estava morto.

Uma ambulância levou a vítima para o hospital e Anderson foi junto. Precisava conversar com o diretor do Hospital. Quando Eduardo encontrou-se com Jonathan e sua mãe no hospital ele tentou dar suas condolências, porém foi recebido com abusos pelo garoto.

— Eu sei que fizemos uma promessa. Mas não seja assim, garoto! Nós tentamos! – Eduardo achou-se rude, mas não se arrependeu do que tinha dito. Logo em seguida o garoto saiu da presença do investigador.

O corpo do bandido foi levado para a capela do hospital.

Ainda na mesma noite Anderson encarregou-se de plantar a falsa noticia de que Jose Lima havia morrido e o mesmo aconteceu com seu assassino. Todos caíram na armação... até mesmo Cicero.

Nas altas horas da madrugada, tão tarde que estava quase cedo, Cicero riscava a fotografia de Jose Lima e em seguida passou a olhar fixamente para o rosto do prefeito Savio.