Capítulo XL

Nada aconteceu.

O disparo não foi realizado. Ambos ficaram surpresos, quase em estado de choque, porém Cicero logo percebeu que não tinha morrido ali. Ele deu seu soco mais forte na cara de Savio. Com isso o prefeito caiu de lado. Cicero rapidamente pegou a sua arma e ficou em cima do prefeito.

— Uma coisa que você precisa saber sobre armas: é preciso destravar elas para poder atirar.

Cicero destravou a arma e puxou o gatilho. O disparo atingiu o cérebro de Savio. Sangue e pedaços de cérebro foram jorrados no rosto do assassino Contemplou o assassinato e sentou-se ao chão para tomar fôlego.

Tudo ficou em silêncio.

O silêncio atiçou a curiosidade de Gustavo.

— Iris, eu vou ver o que aconteceu. Fiquei aqui e não saia. Eu volto já. Fique aqui!

— Não, por favor... – Disse a menina. Pensou em chorar, mas não o fez.

— Eu volto já!

Gustavo destrancou a porta do seu quarto e dirigiu para a escada. Cicero ouviu as passadas e levantou-se. Pegou sua arma e foi em direção da escada.

Gustavo estava próximo da metade da escada quando se deparou com o assassino surgindo do local onde havia brigado com seu pai. O sorriso no rosto do criminoso e todo o sangue em sua face entregaram o que havia acontecido.

— Não, não, não, não!- Disse o adolescente. Lágrimas surgiram nos olhos dele.

— Sim, sim, sim, sim! – Disse rindo. Ele apontou a arma para o garoto e fez dois disparos.

O menino rolou escada abaixo e apenas parou aos pés de Cicero. O Homem começou a subir as escadas para ir a busca de Iris. Ele procurou de quarto em quarto e a encontrou no quarto do seu irmão. A menina começou a chorar quando viu ele.

O Homem olhou para a menina e disse:

— Eu nunca transei com uma garota antes.

Ele aproximou-se lentamente. Tirou seu cinturão e abaixou suas calças. Usou da força para colocar a menina na cama. Largou sua arma sobre um móvel qualquer, deitou sobre a menina e penetrou na garotinha com tamanha força que fazia a menina gritar de dor.

Fogos de artificio puderam ser ouvidos. O ano novo tinha chegado.