O Suspeito Insólito
39 Capítulo XXXVIII
Capítulo XXXVIII
Eduardo estacionou o carro frente ao hospital e desceu correndo. Faltavam poucos minutos para a meia noite. Ele passou pela recepção e deixou a recepcionista atordoada. Sequer ela tinha visto quem tinha passado e chamou a segurança.
O Agente percorreu os corredores do hospital em disparada. Ele já sabia exatamente o caminho para o quarto de José Lima. De uma porta surgiu dois caras grandes e musculosos que investiram contra Eduardo. O Agente desviou o primeiro golpe, mas caiu no segundo. Ele foi jogado ao chão.
— Me soltem! Isso é questão de vida ou morte, seus jumentos!- O segurança mais velho reconheceu a voz.
— Eduardo, não é? Não importa quem você seja precisa de permissão para vim aqui. – Disse.
— Me solte! Eu não tenho tempo para isso. A vida de... alguém depende disso!- Eduardo se remexia.
— O soltem. – Ordenou o doutor que cuida de José Lima.
Os seguranças imediatamente obedeceram. Eduardo iria discutir, mas não tinha tempo para fazer isso. Olhou o relógio no seu pulso. Estava marcado em vinte e três horas e cinquenta minutos.
— Preciso falar com ele! – Disse.
— Impossível. Ele esta sedado. – Disse o doutor.
— Droga! Puta que o paril!- Gritou. Todos no hospital puderam ouvir.
— Meu deus! Fala baixo, isso aqui é um hospital.
— Você pode fazer algo para acordar ele?- O doutor respondeu que não.
O Agente sentou ao chão. Ordenou que o médio e os seguranças saíssem, pois ele precisava ficar sozinho e pensar. Seu relógio marcava as vinte e três horas e cinquenta e três minutos quando veio em mente uma ideia. Ele dirigiu-se para a recepção, pegou o telefone fixo e digitou alguns números. Em seguida pressionou o botão de ligar.
— Alô?
— Jonathan, sou eu! Eduardo! Ainda bem que você atendeu.
— Eu não quero falar com você. – Disse o adolescente.
— Jonathan eu não tenho tempo. Esta tudo por um fio. Preciso de uma informação que só você pode me dar no momento.
Todos que estavam na recepção prestavam demasiadamente a atenção no investigador.
— Eu lhe dei toda a informação que eu tinha. Eu disse o que eu fiz e você não cumpriu a promessa.
— Escuta aqui seu garoto mimado. Faltam cinco minutos para outro terrível crime acontecer. Seu pai disse que você é covarde, mas não é verdade. Prove que não é verdade Seu pai esta vivo, encobrimos a morte dele para Cicero não tentar mata-lo novamente. Escutou? Alô!
— Aqui. Eu... serio? Me deixa falar com ele para ter certeza.
— Cresça! Não tenho tempo! Savio vai morrer!- Todos na recepção ficaram impressionados com o desespero do homem. – Onde fica a casa onde os Cinco planejaram o esquema todo?
— Como eu vou saber disso?
— Tenho certeza que tem no Arquivo. Anderson e eu não olhamos porque Marcos deu um sumiço nele. Você diz que tem memoria excelente. Você precisa lembrar!
Houve alguns segundos de silêncio.
— Sim, sim. Eu lembro. Anota. – O menino começou a falar e Eduardo memorizava. Quando terminou o Agente quase deu um grito.
— Droga! Essa é a casa de Savio! Maldito Cicero, só queria tirar Anderson e eu de lá. – O Agente desligou na cara de Jonathan. Digitou os números do celular de Anderson e ligou. — Anderson!
— Savio escapou Eduardo. – Lamentou.
— Escuta Anderson, é a casa de Savio. É lá que ele esta! É pra lá que Savio esta indo.!
Anderson ouviu a ligação ser encerrada. A casa de Savio fica no bairro Alto Alegre- que ficava próximo ao centro da cidade, local onde a Festa de Fim de ano estava acontecendo. Anderson deu correu para seu destino.
Eduardo correu de volta para seu carro, deu a partida e acelerou. Faltavam três minutos para o ano novo.
O carro estava em alta velocidade. O Alto Alegre ficava próximo ao hotel onde estava hospedado então julgou ser mais rápido ir pelo centro da cidade, pois pegava uma pista em linha reta segundo pela Avenida Sete de Setembro.
Ao chegar à avenida... fogos de artificio começaram a jorrar. Era dois mil e dezesseis.
O Agente resolveu ultrapassar o sinal vermelho, seu primeiro maior erro do ano. Ao tentar dar uma curva ele não percebeu que um caminhão de carga- que tinha como motorista um bêbado que dirigia em alta velocidade- vinha em sua direção. O caminhão chocou contra a lateral do carro de Eduardo. O veículo capotou por vários metros de distância.
Quando o veículo parou Eduardo não estava acordado.
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