Capítulo XX

— O que? Mais que porra! Que merda!- Gritou Eduardo. Ele levantou-se e saiu do alcance da câmera.

— Jonathan...

— Eu não acredito nisso! Sabíamos que as câmeras foram sabotadas. Você... você sabotou as câmeras de segurança do seu trabalho! Idiota!- Eduardo gritou novamente- Elas poderiam ter filmado o assassino. Alias o assassinato só aconteceu por sua culpa!

— Eu sei...- O menino chorou.

Anderson parecia estar calmo, mas internamente ele estava tendo reações semelhantes a de Eduardo.

— Eduardo, calma- Disse Anderson. Seu parceiro protestou- Calma!- Gritou. Eduardo assustou-se, porém obedeceu a ordem. Ele sentou-se no seu lugar.

Todos ficaram em silêncio por vários minutos. Lagrimas de arrependimento saiam dos olhos de Jonathan.

— Me diga... me diga o motivo de você ter feito isso. Foi só porque ele pediu?- Anderson agora assumiu o ‘ interrogatório’

— Ele me convenceu. Eu estava com raiva dos meus colegas de trabalho. Ele me disse que queria que a brincadeira ficasse apenas na memoria dos presentes no local, não queria que fosse gravada. Falou sobre por mais de cinco minutos. Ele... me convenceu. Não imaginei que iria cometer um crime.

— Ingênuo... assim como seu pai disse. O que há de errado com você, garoto? Se alguém pedir para desligar câmeras de segurança... nada de bom acontecera. O que você fez foi um crime- Disse Eduardo.

— Eu cometi um erro. Ainda não é tarde... posso repara-lo, afinal ainda falta, três.. e acho que posso ajudar com isso.

— Ham? Qual prova você pode-nos da de que essa ligação realmente aconteceu? – Continuou Anderson.

O menino pegou seu celular que estava no bolso esquerdo do seu short. Passo o dedo pela tela algumas vezes e virou-o aos agentes.

— Essa é a lista de números que me ligaram e os que eu liguei. São poucos, olhe. Esse número aqui- Ele apontou- foi ele que me ligou aquela noite- Anderson analisou o número- Esse número é...

— Irrastreável?- Disse Anderson- Eduardo, é o mesmo número que enviou aquelas mensagens para Francisca e Geovana. Qual o motivo de que ele não usa um codificador de chamadas? ... Agora, Jonathan, seu celular é uma evidência.

Anderson recolheu o celular do garoto e colocou em um saco plástico.

— Tenho mais coisas a dizer- Anderson acenou a cabeça para o menino dando sinal para que continuasse. Eduardo recobrou a calma. – Eu sou muito bom em reconhecer coisas, principalmente sons. Já ganhei prêmios e etc. Na noite do assassinato de tia Francisca eu estava na portaria auxiliando o porteiro. Eu ouvi um cliente pronunciar algumas palavras ao porteiro. Esse cliente.. depois que ele entregou o ingresso me olhou profundamente. Eu pensei: mesma tonalidade de voz É ele, ele que me ligou! Depois fui olhar o nome do ingresso e na lista de presentes.

— E quem exatamente era?- Perguntou Eduardo, calmo.

— Cicero de Silva Freitas.