Capítulo XV

Finalmente havia chegado o sábado, uma semana após o assassinato de Francisca, e aquele não era um dia qualquer. Era véspera de natal. A polícia não iria trabalhar durante o dia daquela data e do seguinte, o natal, com exceção de alguns poucos da manutenção da delegacia e da vigia, porém eles devem estar a disposição a partir das vinte e três horas às cinco da manhã.

Os agentes resolveram trabalhar nas manhas daqueles dois dias. Fora do horário iriam apenas se houvesse um chamado urgente. Ambos gostariam de passar essas datas com seus familiares, porém eles moravam do outro lado do país. Ambos não eram casados, embora Eduardo fosse divorciado.

A maçonaria da cidade iria oferecer um jantar de natal, que iria ter inicio às dezoito horas e trinta minutos, as famílias dos maçons. O viúvo prefeito Sávio convidou a Anderson e Eduardo para fazerem presenta.

Aceitara.

Após retornarem para o Hotel Millenium, onde estavam hospedados, de um breve passeio ao longo da cidade, observaram a decoração da Praça da Igreja e da Praça do Ó- alguns a chamam agora de Praça Quadrada por conta do novo formato que ela recebeu após uma reforma. Tiveram a oportunidade de observar os pisca-piscas acesos na noite anterior.

Ao regressarem ao hotel a recepcionista os abordou com uma caixa de papelão embrulhada com um embrulho de natal. Informou-os que alguém havia deixado ali para eles, mas a recepcionista não sabia quem. Ao pegar o pacote Eduardo observou que era demasiado leve e chegou a duvidar que existisse algo dentro.

Foram ao quarto de Anderson.

— Quem será que mandou?- Não houve resposta.

Eduardo desempacotou a caixa e a abriu. Havia um envelope logo encima. Dizia:

AOS MEUS AMIGOS: MINHAS LEMBRANÇAS, BOAS ‘ FESTAS ’ E AQUI DEIXO UM PRESENTINHO.

Reviraram a caixa e encontraram um disco. Anderson pegou seu notebook, ligou, inseriu o disco e deu play.

Inicialmente a tela estava completamente preta, embora o vídeo estivesse sendo reproduzido. Passando-se alguns minutos podem-se ver duas fotografias em uma parede porcamente iluminada. Os agentes identificaram as pessoas que estavam estampadas nas fotos e automaticamente perceberam quem era o remetente do presente: O assassino, para eles, misterioso.

Uma voz modificada foi ouvida. Dizia:

— feliz natal, caro Eduardo e Anderson. Eu nunca me esqueço das pessoas assim como suas atitudes para comigo e meus familiares. Quero dar um presente a vocês... algo que vocês não sabem. Eu não imaginava que vocês fossem aparecer. Quando soube de vocês... quando vi vocês imaginei mil coisas. Eu estava perdido. Depois vim a perceber o quão interessante pode ser isso. Suas deduções, Anderson, de onde poderia ter ido o assassino são dignas de um excelente profissional que você é. Elas são perigosas, mas estou tomando muito cuidado...

— Como ele sabe que foi eu que deduzi as coisas?- Indagou Anderson.

-... naquela noite eu deixei você vivo.- os agentes logo sabiam para quem era direcionado o discurso agora- Eu não quis que o motorista da ambulância morresse. Não tenho intenção de matar qualquer civil a não serem meus Cinco. Agora é como um jogo. Proponho uma coisa a vocês: peguem-me antes que eu os pegue. Feliz natal.

Houve um minuto de silêncio. Após isso, Eduardo demonstrou sua fúria insultado até mesmo a mãe de Jesus. Ambos os agentes ficaram com receio de que o próximo da lista do assassino possa estar na maçonaria e sofra um atentado a sua vida. Eles não poderiam deixar de ir para esse encontro. Resolveram, com cem por cento de certeza, que estariam lá, armados, para a proteção de quem fosse.

Chegaram ao local por volta das dezesseis horas.

Notas finais
Pessoal, o que vocês estão achando? '-'