O Suspeito Insólito
42 Capítulo XLI
Capítulo XLI
Quando Anderson chegou à casa de Savio era exatamente meia noite e dois minutos. Encostou a orelha na porta de entrada/saída e conseguiu ouvir gritos. O Agente arrombou a porta e deu de cara com Gustavo caído ao chão. Olhou rapidamente para a sala e viu Savio com os miolos para fora. Ele lamentou tristemente.
No momento a menina era prioridade. Ele sacou sua arma e correu escada a cima em direção ao quarto onde vinham o barulho.
— Meu deus do céu! – Disse o Agente ao ver aquela cena pavorosa. Ele apontou sua arma para o criminoso. – Saia!
— Espera! Agora não! Deixa-me gozar pela terceira vez.
Anderson partiu contra Cicero. Deu um empurrão no assassino e agora estuprador. Ele saiu de cima da menina.
— Agora eu posso morrer e ir para o céu. – Disse.
O Agente não conseguiu conter a fúria. Puxou pelos cabelos do estuprador e ele caiu no chão do quarto. Anderson começou a atingi-lo com uma seção de golpes tão violentos que quebrou vários dentes de Cicero. No final do ultimo golpe o estuprador estava desmaiado. Sentiu vontade de mata-lo, mas não poderia. Ao invés disso ele algemou o criminoso na cama. Dali ele não poderia sair.
A menina tremia de medo e dor. Ele pegou a garota nos braços e sentaram frente ao quarto. O Agente começou a dizer palavras de conforto, mas não resultava.
Anderson ligou para a Polícia Militar e para o Hospital Municipal para que mandassem viaturas e ambulâncias. Eles só chegaram por volta de meia noite e trinta minutos.
Para felicidade de todos, enfermeiros examinaram Gustavo e constaram que ele ainda estava vivo, porém seu caso era sério. Levaram-no junto com Iris para o hospital.
Curiosos começaram a reunir-se próximo da casa. Eles viram o momento em que Cicero foi levado pela PM às duas hora da manha. Timidamente David, que veio junto com a PM, deu uma péssima notícia para o Agente.
— O que!?- Suas pernas tremeram. – Eduardo morreu?
— Não! Ele não morreu. Ele está no hospital. Você deve ir para lá
— Eu não posso perder outro parceiro!
O Agente ficou abalado de tal forma que David resolveu leva-lo pessoalmente ao Hospital. No caminho passaram pelo exato local onde o acidente de Eduardo ocorreu. O carro ainda estava lá, porém irreconhecível.
Quando chegaram ao hospital foram perguntar por Eduardo.
— Ele esta em uma cirurgia. Os médicos de plantão tiveram que leva-lo urgentemente. – Informou a enfermeira.
— Ele... vai ficar bem? – Perguntou Anderson.
A enfermeira olhou por um longo período para David que deu sinal positivo.
— Se tudo der certo ele vai ficar bem.
A enfermeira saiu.
Apenas às seis horas da manha que notícias sobre Eduardo chegaram.
— A cirurgia foi um sucesso. Tivemos que fazer essa cirurgia urgente, porém agora esta tudo quase bem. Ele teve várias costelas quebradas e vários osso das duas pernas. Ele rompeu algumas ligações dos ossos e creio que infelizmente ele vá ter que ficar meses sem andar. O que salvou ele foi o cinto de segurança. – Disse o médico.
Eduardo acordou às treze horas e treze minutos do dia seguinte. Anderson foi visita-lo.
— Você me deu um susto e tanto! – Anderson sentou próximo ao seu amigo.
— E ai? Resolveu tudo?- Disse.
— Não se preocupe com isso agora, cara.
— Fala! – Mesmo estado de cama essa fala soou extremamente ameaçadora.
— Cicero foi preso e esta sendo vigiado vinte e quatro horas por dia. Infelizmente Savio morreu e os filhos... vão ficar bem. – Eduardo sorriu e disse:
— Caso encerrado.
Alguns dias depois Cicero foi transferido para uma delegacia de Fortaleza, a capital do Ceará. Lá ele iria aguardar julgamento.
Quando José Lima ficou completamente curado da bala que o havia atingido ele foi preso.
SEIS MESES DEPOIS
Às dez horas daquela manha iniciava o julgamento de Cicero em um tribunal de Fortaleza, capital do Ceará.
Fazia presença o Juiz, Gustavo, Iris e seus familiares, repórteres, os promotores, os advogados, Jonathan- que esta cumprindo pena para menor de idade- Anderson e alguns dos familiares de Francisca, Geovana, Roberto.
O julgamento durou cerca de três horas. Cicero foi condenado a muitos anos de prisão em um presidio federal.
Quando acabou Anderson deu entrevista aos repórteres. A entrevista foi transmitida ao vivo.
— Como você se sente em relação a tudo isso? – Perguntou uma repórter.
— A justiça foi feita, apesar de ter morrido muita gente para isso acontecer.
— O que você acha que seu parceiro, Eduardo, diria se estivesse aqui?
— Não sei bem. Pra mim ele era meio imprevisível. Infelizmente ele não esta aqui por cousa de certos eventos que acredito que dispensa comentários, mas sei que ele ficaria feliz por ver Cicero, alguém que passou de vítima para assassino e estuprador cruel, ser condenado.
Anderson saiu. Ele não quis mais dar entrevistas naquele dia.
Após o julgamento Anderson tirou uma licença de dois meses do seu trabalho e passou junto a sua família- que mora no interior do Estado de São Paulo.
Após os eventos narrados nessa história, Campos Sales voltou a sua rotina normal. A paz retornou a vida dos camposalenses, porém ela não pode reinar para todo o sempre...
FIM
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