Capítulo XI

Eduardo chocou-se violentamente contra o vidro da janela do bando do motorista do seu carro. O disparo, feito de um revolver com balas de borracha, havia acertado a sua testa. Tamanho foi o impacto que no momento em que caiu ao chão ele estava desmaiado.

Cicero, ainda disfarçado, aproximou-se do agente e recolheu seu revolver. A luz provinda das lâmpadas do Palio, que ainda estava ligado, ajudava o criminoso na visualização parcial do ambiente.

O assassino aproximou-se cautelosamente da ambulância com a pistola de balas de borracha preparada para entrar em ação- isso caso algum ser humano surja.

Seus paços eram articuladamente bem movimentados.

Ao abrir a porta traseira do veículo percebe que o enfermeiro esta de costas e Geovana continuava amarrada sobre a maca que estava presa ao chão, fato esse que salvou a vida dela no momento em que a ambulância virou.

Ele adentrou.

A mulher estava consciente novamente. Embora tamanha seja a dor, ela não movia um musculo. Olhou para a pessoa que entrou no veículo e entrou em pânico, pois já imaginava quem seja. Cícero retirou a mascara e a mulher tornou-se por correta.

— Você sobreviveu ao ataque da praça. Era suposto você morrer lá!- Disse.

— Por... por...

— O motivo? Geovana, eu te disse lá na praça. Se você ainda não entendeu... vai morrer sem saber o motivo, não tenho tempo para explicar- A mulher começou a chorar no momento em que escutou a palavra ‘morrer’- Eu odeio você!- Gritou ele.

Sacou uma faca idêntica a que havia esfaqueado para tentar assassinar a mulher.

Ele estava calçando luvas e por esse motivo segurava normalmente a faca. Ele pôs uma mão no pescoço dela e começou a introduzir a faca dez vezes em um dos locais que havia esfaqueado antes. Gritava de dor enquanto ele sentia prazer em fazer aquilo. Após terminar ele fez o mesmo procedimento em cada uma das outras regiões.

Muito sangue jorrou e escorreu. Ao todo foram dois minutos de tortura no momento em que ele contou a garganta da vítima, acabando com sua vida.

Usou o sangue dela para gravar uma mensagem no exterior do veículo.

ERAM CINCO. MENOS DOIS, RESTAM TRÊS.

Ao terminar deixou a arma do crime no local e saiu apressado para a escuridão da mata ao redor da estrada.

A roupa branca do enfermeiro agora estava em grande parte vermelha.