O Sujeito
1 O Sujeito
Passamos horas vendo o que havia de se ver
E para entender o que à ver estávamos
Amávamos uns aos outros como vocês amam viver
E querer compreender, o sujeito gostaria
Pois vivia entre sem entender
Nem ver o que queria
Morreria de prazer
Oh minha menina, que linda sua flor
Amor trago com minhas lágrimas
E palmas ganho ao pedir seu amor
Mas essa flor não simboliza paixão
Ilusão achar que sentia amor
Na dor conheci tal sujeito
Que nem de respeito se deu ao valor
De respeitar a minha dor
E tomou a flor
Que meu amor trazia para mim
Mesmo assim sendo de amizade
Crueldade sem tamanho seu deleite
O mais puro azeite da desilusão
Paixão que me fez querer morrer
Viver pra que afinal?
Dois barcos à deriva no oceano de amargura
Pura magia daqueles que sofrem na solidão
Chão dos que sonham em amar
Dar suas almas por alguém que o compreenda
Entenda o carma que rodeia nosso sonhar
E imaginar como seria viver
E ter o coração inteiro
Pois ao meio, já vê que se partirá
Ao findar o receio
De não poder amar...
Cairá no pranto da usura
Amargura que não mais cuida em acabar
Terminar meus anseios, findar meus desejos
E em teus beijos desejaria terminar
O que se fez mar negro no meu coração
Nossa atração não tem mais par
Talvez seja apenas ilusão
De um solitário
Que insiste em errar, no erro de amar
O céu dos anjos almejo para mim
Mesmo sem merecer
Por que, talvez meu fim
Quem sabe não será mais viver
Perceber o olhar da morte
Talvez com sorte ainda tenha tempo
De contemplar o momento
Em que minha vida foi um carnaval
Um grande mural só de risos e alegrias
Frias, congeladas pelo reino do tempo
Que em nenhum momento se preocupou
Ou me furtou que seria assim
O sofrimento sem fim
Do Sujeito que amou
Do sujeito eu.
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