Passamos horas vendo o que havia de se ver

E para entender o que à ver estávamos

Amávamos uns aos outros como vocês amam viver

E querer compreender, o sujeito gostaria

Pois vivia entre sem entender

Nem ver o que queria

Morreria de prazer

Oh minha menina, que linda sua flor

Amor trago com minhas lágrimas

E palmas ganho ao pedir seu amor

Mas essa flor não simboliza paixão

Ilusão achar que sentia amor

Na dor conheci tal sujeito

Que nem de respeito se deu ao valor

De respeitar a minha dor

E tomou a flor

Que meu amor trazia para mim

Mesmo assim sendo de amizade

Crueldade sem tamanho seu deleite

O mais puro azeite da desilusão

Paixão que me fez querer morrer

Viver pra que afinal?

Dois barcos à deriva no oceano de amargura

Pura magia daqueles que sofrem na solidão

Chão dos que sonham em amar

Dar suas almas por alguém que o compreenda

Entenda o carma que rodeia nosso sonhar

E imaginar como seria viver

E ter o coração inteiro

Pois ao meio, já vê que se partirá

Ao findar o receio

De não poder amar...

Cairá no pranto da usura

Amargura que não mais cuida em acabar

Terminar meus anseios, findar meus desejos

E em teus beijos desejaria terminar

O que se fez mar negro no meu coração

Nossa atração não tem mais par

Talvez seja apenas ilusão

De um solitário

Que insiste em errar, no erro de amar

O céu dos anjos almejo para mim

Mesmo sem merecer

Por que, talvez meu fim

Quem sabe não será mais viver

Perceber o olhar da morte

Talvez com sorte ainda tenha tempo

De contemplar o momento

Em que minha vida foi um carnaval

Um grande mural só de risos e alegrias

Frias, congeladas pelo reino do tempo

Que em nenhum momento se preocupou

Ou me furtou que seria assim

O sofrimento sem fim

Do Sujeito que amou

Do sujeito eu.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!