O Subterrâneo

11 Um Abismo Desconhecido


Notas iniciais
Caros colegas, o tempo passa tão rápido, mas essa história está só no começo, peço a vocês que comentem críticas CONSTRUTIVAS e OPINIÕES ou dúvidas sobre os capítulos. Prometo de dedinho que toda sexta-feira postarei um novo capítulo com exceção de hoje. Um grande abraço a todos.

Deveríamos ter corrido antes, assim a pressa não me faria ralar o braço na parede rochosa daquela caverna. Assim que colocamos os pés naquele elevador ele caiu, sentia o vento subterrâneo batendo em meus cabelos e fazendo com que eles ficassem mais bagunçados do que já estavam. Petrus estava falando algo, mas devido a queda nenhum de nós entendemos palavra alguma.

– ESTAMOS NOS APROXIMANDO. — Petrus berra, perto do ouvido de cada um, claro que aquela aproximação era desnecessária pois os ventos já estavam sessando e podíamos muito bem entender cada palavra.

Uma luz forte entra pelo elevador, percebo que aquele cubículo NÃO tem nenhuma porta, ou seja, se eu der um passo em falso eu despencaria para um abismo. Percebo que a caverna se expandiu em um lugar amplo e iluminado. Parecia que estávamos caindo do céu mas ... isso era impossível pois estamos no subterrâneo. Lembro-me do que Kaul nos disse sobre uma China diferente, será que estávamos em uma China que tudo era ao contrário ? Isso seria loucura, muito pesquisadores já estudaram a teoria da terra oca mas isso não passava de uma teoria, não era realidade. Furn esta com os olhos arregalados, pareciam que iam saltar das orbitas. Sun parecia nem um pouco com medo, Petrus também. Já eu não sabia se me comparava com Furn ao casal Pesun, (espero que Sun não saiba sobre isso).

Um estrondo invade a cabine e somos lançados para fora dela, caio para dentro do abismo, mas por sorte estávamos apenas 7 metros do chão o que permitiu a façanha de ficarmos quebrados. O elevador cai em cima de Petrus e literalmente esmaga seu braço. Furn só saiu com grandes arranhões e Petrus e Sun tiveram grandes ferimentos e eu quebrei o braço e um dos dedos. Furn e eu ajudamos Sun a tirar o elevador de cima de Petrus que estava sangrando e suando, sua aparência estava péssima, mal começamos uma missão e já estávamos arrebentados. Assim que Petrus foi "libertado" o elevador subiu para cima do abismo, sem ser puxado por nada, como se ele flutuasse.

– Temos que sair daqui.- digo olhando ao arredor. — se aquela balconista encontrar o caminho para cá, vira nos encontrar e não estamos em condições de guerrear.

Furn ajuda Petrus a se apoiar nele,só de pensar no começo de tudo, com Furn achava que Petrus não prestava e agora como estavam amigos. Caminhamos sem rumo, a grama amarelada roçavam minhas pernas fazendo um barulho irritante. Parecíamos estar em um barranco, o por do sol cercava toda a extensão do abismo, e as rochas da caverna haviam desaparecido.

– Ali.- Petrus aponta para um vilarejo, pareciam casa tradicionais chinesas, mas as pessoas ... eram chineses diferentes, distante eles eram tão pálidos, brancos de verdade, quase transparentes e seus cabelos eram cinzas e algumas pessoas apresentavam cabelos loiros claros. Quando Kaul estava dizendo que aquela China era diferente ele não estava brincando conosco.

Sun não havia dito nenhuma palavra desde então.

– Conheço este lugar, ele me é familiar.- estranho, se nem Petrus que rodou todo este mundo conhece essa "China", porque logo Sun conheceria e pelo que eu saiba Sun não é nenhum pouco chinesa.

– Mas como Sun ? — Petrus se afasta de Furn e caminha até Sun.

– Não sei, mas essa vila, já a vi antes ... não me lembro quando ou onde, mas já a vi. — Sun respondo com cara de "eu lembro de onde eu vi essa porcaria".

– Vamos procurar informações ... talvez ali. — digo apontando para o vilarejo que se estende ao redor do barranco.

– Você ta louca. — Furn diz com os olhos sobressaltados das orbitas, creio que ele ainda ficará sem os olhos. — E se esse povo maluca vir nos atacar. Você está com o braço quebrado e metade dos dedos também, Sun e Petrus estão ralados e eu estou literalmente louco. Vamos ficar aqui até tudo melhorar ...

– Péssima ideia. — Sun diz enrolando os cabelos nos dedos. — Estamos sem nada, nossas mochilas ficarão na van, com todo mundo machucado precisamos arranjar um kit médico.

– Okay, estão você vai lá arriscar a sua nobre vida, enquanto todos aqui assistem a sua morte. — Como Furn pode dizer estás palavras.

Lágrimas brotam como água de uma torneira do rosto de Sun, elas deixam as maças de seu rosto limpas.

– Você nunca se perguntou porque eu conheço este lugar Furn ? Você nunca se perguntou não é mesmo, VOCÊ é um tolo, desculpe em dizer, só se importa com o próprio nariz.

O laço de amizade que eu pensava ter entre Furn e Sun sumiram, eles nunca brigaram ou algo assim, a não ser discussões bobas.

– EU conheço este lugar, acabei de me lembrar, meus pais e parentes, todos brancos, pálidos e eu a única anormal, só me lembro do dia em que fui para cima. — Diz ela apontado para o céu. — Vivi com a minha avó que também tinham as mesmas feições que eu, eramos diferentes daqui, mas está não era uma aldeia chinesa e sim alemã.

Difícil entender todas essas informações, se acada restaurante tivesse uma porta que levasse a um lugar do mundo, isso seria tão complexo contra o labirinto do famoso Dédalo.