O Subterrâneo
12 Uma Briga
Notas iniciais
– Você sabia disso, você sabia com certeza, por que você não contou a nós — Furn diz apontando aquele dedos sujos na minha direção.- agora essa daqui vai entregar agente de bandeja,idiota !
– Cala boca seu retardado, você tem noção do quanto essas palavras estão machucando a Sun, quer que eu conte a Petrus as suas façanhas ? Acho que nem ele e mas ninguém iria perdoa-lo a não ser nós duas. — digo apontando para mim e Sun. — Agora se você começar com essa de querer interferir nessa merda de missão, se vira sozinho. E a próxima vez que você apontar essa mão para mim eu juro que a quebro.
Petrus da um empurrão em Furn fazendo ele cair no chão, não sei se ele estava querendo briga mas puxei Petrus pelo braço e Sun também e e nos afastamos dali, não queria ter vislumbres do choro de Furn.
A descida do barranco foi suicida e silenciosa, Sun ainda estava comas maças do rosto molhadas e Petrus, bem não sabia que expressão tinha o seu rosto pois não o conhecia tempo bastante para isso. Assim que alcançamos a superfície plana, Petrus soltou um murmurio como :
– O que vocês estavam se referindo ao dizer sobre os podres do Furn ?
– Vamos deixar isso pra depois, não queremos olhar na cara daquele imundo por um bom tempo. — Sun responde de cabeça baixa.
Aquilo era tão doloroso para ela quanto para mim, Sun era uma irmã para mim, eu que pensei que ela e Furn eram "ficantes" agora tirei essa ideia da cabeça por completo. O que deu em Furn ? Será que Nova China teria uma magia e ele ficará doido daquele jeito ? Claro que Furn as vezes ficava com raiva mas o que aconteceu não era do seu feitio.
Depois de horas de uma incansável caminhada no meio de uma pequena floresta Sun começa arquejar e sinto que os meus pulmões pareciam feitos de tecidos.
– Petrus, vamos dar uma pausa, Sun não esta bem e ela não está nas melhores condições. — Aquela situação seria minima para o Bobyil, ele faria agente levantar e seguir em frente, mas quando isso é aplicado na vida real, tudo muda.
– Está bem, fique aqui com ela, eu vou procurar água e algo pra comer. Você esta bem não está ? — Diz ele pegando em meu braço, sai daqui filho.
– Estou ótima. — digo afastando me dele.
Assim que vejo Petrus sumir de vista, penso em muitas coisas a quais queria perguntar a Sun, muitas mesmo. Tudo aquilo era estranho, cair de um elevador e perceber que reconhece aquele lugar, e perceber que aquele lugar era onde você vivia, claro, isso é muita coisa para Sun, ela sempre pareceu frágil mas ela era mesmo, as características que a Escola de Buttsbarg não haviam mudado nela era isso. E agora não sei se é verdade ou não, mas aquilo estava mantando-a.
Sem perceber adormeço ao lado de Sun que estava praticamente exausta, não tinha sido uma boa amiga, nem liguei para ela e cuidei do meu próprio nariz, mas acho que Sun não deve ter notado isso pois ela também estava dormindo. Ouço os paços de alguém se aproximando, tenho certeza que é Petrus estão nem faço questão de abrir os olho, não que eu esteja evitando ele mas ... eu estou. Não sei se ele esta perto o bastante mas vejo algo encostando e mim e percebo que ele está colocando um lençol em cima de Sun e eu. Não sei se dormimos tanto tempo assim mas quando a claridade do sol estava me incomodando abri os olhos e lá estava Petrus nos observando, estranho ? Nem um pouco.
– Por que não me acordou ? Dormimos tanto tempo assim ?
– Eu estava bem, não queria incomoda-las, e um pouco sim, vocês dormiram umas oito horas. Trouxe comida. — ele entrega um pote de frutas para mim.
– Onde arranjou isso ? — pergunto apontando para o pote, realmente nem tinha percebido no quanto eu estava com fome pois devorei uma maça em segundos.
– Difícil explicar,fui até a cidade e eles são estranhos mas não apresentão nenhuma ameaça. Água ? — ele me entrega uma garrafa de água.
Sun acordou logo depois com a conversa e ela parecia bem mais saudável do que antes e menos morta, Petrus ofereceu a ela algo para comer e assim como eu ela devorou tudo.
– Agora é sua vez, durma, nós duas ficamos de vigia.
– Nem pensar, não estou tão cansado, vamos seguir em frente e depois nós vemos o que fazer.
Pensando bem, aquela cidade até que não era perigosa, mas nem por isso ela era normal, as pessoas nos olhavam sorrindo, acenavam, mas é claro que percebiam que nós não eramos como eles. Todas as pessoas ali tinham um largo sorriso no rosto e a cor de suas peles eram transparentes.
– Esse lugar é a China ou não é ? — pergunto a Petrus.
– Não, lembrem-se que essa é uma cópia.
– Então o que iremos fazer ? Sair perguntando por ai se conhecem um tal de Guam Dam ? — Sun pergunta.
– Não, acho que não. Seria muito arriscado, vai ver que eles pensam que somos invasores e que queremos matar seu mestre.
Carambolas, sabe o Turn e o Yuri ? Lá estão eles sentados na varanda de um restaurante.
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