O Submundo e a Fera
2 Capítulo 2 - A Origem da Fera
Notas iniciais
Depois de termos vencido a fera, fizemos uma pequena reunião. Decidimos enterrar o corpo dos dois corpos no antigo vilarejo queimado. O líder resolveu ficar o ovo e então partimos para o rio de madrugada, após procurar um pouco de comida nas cinzas do antigo vilarejo.
Nos juntamos ao grupo depois do amanhecer, fizemos uma pausa para comer e seguimos em frente.Chegamos no rio cinco horas depois, pegamos bastante água e a guardamos.
— O que vamos fazer agora que a fera foi derrotada? — Uma mulher perguntou ao líder.
— O melhor a fazer é procurar um lugar que já tenha pessoas.
— Que os deuses nos ajudem!
— Eles nos odeiam... Nós rezamos e gastamos alimentos com eles e então mandam uma fera nos atacar! — Eu disse me metendo na conversa.
— Não é bem assim, Mário... — Disse o líder
— Claro que é, senhor, se não fosse, eles nos ajudariam e não nos matariam!
“Não somos nós que estamos mandando este monstro atrás de vocês” Uma voz falou em minha cabeça.
— O quê foi isso? — Perguntei em voz alta para todos.
— Isso o quê? — Todos me olharam intrigados.
— Essa voz, só eu ouvi?
“Sim, só você está me ouvindo agora.”
— Quem é você?
“O deus dos ladrões, o deus mensageiro, o deus da medicina, o famoso Hermes!”
—O que você quer comigo?
— Mário, você está bem? — Minha mãe me perguntou
— Hermes está... falando comigo...
“Se você quiser armas, roupa, alimento e outras coisas, me procure, eu tenho tudo o que você precisa e deseja... você só precisará fazer um... favor... para mim.”
— Que tipo de favor?
“Você deve me dar o ovo da fera, assim eu lhe darei o que você quer. ”
— O que você vai fazer com o ovo?
“Isso não é da sua conta, mortal. Apenas me dê o ovo e eu o deixarei em paz e lhe darei o que você quiser. “
— Nada feito, Hermes! Não vou te dar o ovo, você vai manda-lo de novo atrás de nós!
“Ótimos, vocês, mortais, que pediram isso! Lembrem-se sempre do que o deus Hermes lhes disse: Vocês irão ser derrotados por aquele que salvou vocês da morte, o deus que olhou vocês durante todas as suas batalhas!”
— O que foi isso? — O líder perguntou. Ele olhou para mim furioso — O que ele queria?
— Ele queria o ovo.
— Por que você não deu para ele? — Ele olhava para mim como se estivesse querendo me matar, na verdade, eu acho que ele realmente queria me matar — Um ovo é mais importante que nossas vidas?
— Não... É claro que não!
— Se Hermes enviasse a fera novamente atrás de nós, iríamos mata-la, como já fizemos uma vez!
— Mas...
— Não! Você nos ajudou a matar a fera... Mas também nos condenou! Você está banido! Você deve manter distância de qualquer um de nós! Saia daqui imediatamente!
— Você não pode fazer isso! — Berrei com o líder.
— É claro que posso! Sou o líder, o seu líder! — Octávio e Nicolau me agarraram pelo braço e me jogaram perto de uma floresta
— Eu lamento por isso, Mário — Octávio me disse e saiu caminhando para o vilarejo.
Eu não acreditava naquilo... Fui banido por causa de um deus... E tudo o que eu queria era proteger todos... Maldito Hermes, malditos deuses!
— HERMES! APAREÇA! APAREÇA NA MINHA FRENTE! — Eu berrava para os deuses em busca de uma resposta — VOCÊ NÃO PODE SER TÃO COVARDE!
“Mário, eu não sou covarde, eu sou um deus, não tenho medo de mortais, principalmente os iguais a você. “
— Você deveria ter medo! Apareça! Vou ensinar a você como respeitar os mortais!
— Respeitar mortais? Não me faça rir, mortal! — Um brilho fez com que eu fechasse meus olhos. Quando eu os abri, vi um... Adolescente de uns 17 anos, vestindo uma túnica branca, com cabelo encaracolado, chapéu com asas, e um tênis alado.
— Hermes? — Quando me dei conta já estava avançando no deus com a minha espada em mãos, mirei em seu pescoço e ataquei com a espada.De repente, minha espada não estava mais em minha mão, nem Hermes estava lá.
— Bela espada, mortal. Eu lembro quando seu pai, Luís trocou esta espada por aquele ovo... Acho que ela deve voltar a ser minha...
— Do que você está falando?
— Hã? Seu pai não te contou? Ele me deu a espada e eu dei o ovo para ele...
— Por que ele queria o ovo?
— Não sei... Era um acordo se eu não me engano... Quando o ovo chocasse seu filho deveria nascer...
— Espera... Por que eu só nasceria quando o ovo chocasse...?
— Você não iria nascer vivo. Mas todos os deuses sabiam que se você sobrevivesse, teria um poder comparado ao de Urano, o céu, pai do titã Cronos...
— Mas... A espada... Como eu a tenho?
— Simples, quando o ovo chocasse, o acordo seria desfeito, o ovo voltaria a ser meu e a espada seria dele, mas uma coisa a mais seria minha...
— O quê?
— Você. Sua vida me pertence, jovem mortal. Eu lembro quando seu pai ficava negando isso a mim... E foi assim que a fera nasceu... Eu a mandei matar seu pai e todo seu vilarejo, e deixar apenas uma pessoa viva... Mário, um semideus. Mas uma coisa deu errada... Seu pai ofereceu a alma dele como alimento à fera se deixasse todo o vilarejo em paz... E ontem, quando você matou a fera, a alma de seu pai foi libertada e ele pode finalmente morrer... E terminar com o acordo feito entre a fera e seu pai. Será que você percebeu o que você fez ontem?
— Você quer me dizer que... Quando o ovo chocar, todos os que eu conheço morrerão?
— Exato.
— Faça isso parar! Agora!
— Faça você mesmo, você é o único “semideus” vivo atualmente, mostre ao mundo o que um semideus é capaz de fazer!
— Como eu sou um semideus? Luís é o meu pai, não é?
— Não... Você vem dele, mas não é filho dele, sua vida me pertence, tudo relacionado a você é meu... Não entendeu ainda, não é?
— Não.
— Vou explicar de um jeito mais fácil. Você sou eu. Quando seu coração parar, eu irei desaparecer junto com todos os meus filhos, as lembranças sobre mim e meus filhos irão desaparecer, tudo relacionado a mim irá sumir das lembranças dos mortais.
— Então, quer dizer que se eu morrer, você também morre?
— Não, você nunca irá morrer... Você tem um poder parecido com o de Urano, como eu disse... Você não pode morrer, você irá descobrir quando estiver perto da morte... Mas isso irá demorar, as parcas tem um plano para você...
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