O Som do Coração .i And Ii.
23 Capítulo 8 - My Magic Dream
Notas iniciais
enjoy.
No capitulo anterior
Quando o fim da tarde caiu, Bella foi para o terrao do seu quarto, de La ela poderia ver o sol se por, ela amava este momento.
Mas ago mais chamou sua ateno, e isso era definitivamente para ela uma imagem to bela quanto o por do sol.
Edward estava sentado boiando em sua prancha da mesma forma observando o por do sol, e de costas para a casa de Bella. Ele no sabia que ela o observava.
Bella debruou sobre a grade de madeira da sacada e acabou relaxando, e sem perceber ouve um estalo, a madeira partiu e tudo foi rpido demais para que ela pudesse se apoiar, ela caiu do terceiro andar do terrao do seu quarto.
.............
- AAHHHHHHHHHHHHHHH! O grito foi ouvido de longe, e quando Edward olhou em direo a casa de Bella, s viu quando o corpo pequeno de Bella se chocava com o cho.
Ele remou ainda em sua prancha o mais rpido que seus braos fortes permitiram e chegando a margem largou a prancha de qualquer jeito, tendo a correnteza levando sua prancha,ele no se importou,correu depressa at Isabella.
Quando ele se jogou no cho ao lado de Bella, ainda teve tempo de v-la acordada, mas ela apenas resmungou seu nome e desmaiou.
Edward sem pensar em danos maiores com a remoo do pequeno corpo de Bella do cho a tomou no colo e correu em direo orla, onde estava estacionado seu jipe, que ele costumava usar no dia a dia para ir a praia surfar e ter espao para carregar suas enormes pranchas.
O hospital mais prximo ficava a uns 30 quilmetros, e ele dirigiu feito louco pela estrada, cortando todos os carros possveis, sem se importar com multas de transito ou sinais fechados.
Ele chegou porta do grande hospital carregando Isabella no colo, ele estava sem camisa e descalo, sua bermuda estava cheia de areia da praia, e Isabella vestia apenas uma calcinha e camiseta quando caiu.
Logo alguns profissionais chegavam com uma maca e a levou, aps ele explicar por alto o que havia acontecido, foi direcionado a recepo para fazer uma ficha.
Edward andava de um lado ao outro, j havia mais de uma hora e nenhum medico vinha lhe dar noticia de Bella, lembrou do pai dela, que a essa altura j deveria estar chegando a casa Enem imaginava o que havia acontecido, ento ele foi at o telefone publico num dos corredores do hospital e ligou a cobrar para seu amigo Ben, pedindo lhe que fosse at a casa do pai de Bella o avisasse, j que ele no tinha um numero de telefone de Charlie.
Mais meia hora se passou nada, Edward j comeava a fazer um escndalo na recepo quando Charlie chegou e foi em direo a ele, estava visivelmente transtornado. E se juntou Edward exigindo noticias,e ento a atendente bipou para um medico para que ele viesse dar noticias da paciente.
Mais alguns minutos e um homem vestido num uniforme verde caminhava em direo a Charlie e Edward, ele tinha o rosto cansado e retirava a touca cirrgica da cabea.
Ele se encaminhou at a recepcionista e ela apontou em direo onde estava Edward e Charlie. E ele continuou at chegar neles.
- Charlie Swan, eu sou Douto Shepherd, e cuidei de sua filha, podemos nos sentar?! Perguntou o simptico medico gesticulando para os bancos a sua frente, e de forma robtica Charlie se sentou, mas Edward permaneceu de p, e sentia o peito apertado, algo ruim estava por vim.
- Diga doutor Shepherd, como esta minha garota? Charlie perguntou aflito.
- Bem senhor Swan, sua filha esta bem agora, mas iremos mant-la aqui ainda por uns dias, eu acabei de oper-la.
- Operar?Mas foi s um tombo! — Edward se exaltou. E o medico apenas o encarou brevemente e voltou a encarar Charlie.
- Bem sua filha teve um pequeno sangramento no crebro na parte frontal, e algumas costelas quebradas, e uma leve toro no pulso esquerdo, o sangramento foi controlado durante a pequena cirurgia, mas seria simples se ela no tivesse reagido de forma ruim aos efeitos da anestesia. Disse o medico de forma calma.
- Como assim doutor, o que ela teve? Charlie perguntou sem entender, mas Edward j desconfiava o porqu.
- Sua filha teve uma parada cardaca, causada por uma arritmia, esta com a presso um pouco altas por isso a mantero em coma induzindo at se normalizar a presso, mas isto provisrio, ser por poucos dias posso garantir. Doutor Shepherd tentou ser otimista.
- Mas Isabella nunca teve problemas no corao ou presso alta! Charlie disse quase ora si mesmo.
- Eu creio ento que o senhor no sabe, mas sua filha tem uma grande quantidade de cannabis em seu sangue, e isso foi o causador de todo o transtorno durante a cirurgia. Doutor Shepherd respondeu meio receoso.
- O que e isso? Charlie perguntou sem entender nada, e Edward ao seu lado sussurrou. Maconha. — Charlie virou o rosto para encarar Edward e voltou a olhar pro medico a sua frente,como se pedisse uma explicao maior.
- Sim, e pela quantidade de toxina no sangue da jovem, ela j vem usando h bastante tempo sinto muito. — O medico completou sentindo pena do pai a sua frente. Tenho que voltar l para dentro agora, daqui a pouco estaremos levando-a para a UTI e podero v-la. O medico se levantou e foi embora, at sumir pelos corredores do hospital e Charlie mantinha-se surpreso e com lagrimas descendo e molhando suas bochechas.
Edward se aproximou de Charlie sentindo necessidade de acalent-lo, e Charlie sussurrou ainda sem encar-lo. Eu nunca sei de nada da vida da minha fila, primeiro a me dela se matando, e agora ela esta fazendo o mesmo, meu Deus d foras para vencer essa batalha. Disse Charlie se entregando ao choro. Edward se sentou ao lado daquele pobre homem e o abraou como se abraasse seu prprio pai. Dando-lhe o ombro para que ele chorasse.
Mais algumas horas e apenas Charlie pode entrar para ver Isabella, J que Edward no era da famlia e estava vestido de forma imprpria pra um hospital.
Charlie entrou no pequeno quarto cheio de aparelhos e viu sua filha com a cabea enfaixada, desacordada com uma tala no pulso e faixas por seu abdmen, o som que os aparelhos emitiam pareciam uma tortura para Charlie, como se j no bastasse imagem de sua filha to jovem deitada ali naquela cama de hospital,quando poderia estar em casa,ou como qualquer outro jovem curtindo a vida.
E por seu um homem religioso ele se ajoelhou e orou, pedindo a Deus que perdoasse seu descuido com a filha, que Deus lhe desse uma cura rpida, ele queria muito ter a chance de concertar seu relacionamento com a filha, ele a amava tanto, e viveram tantos anos separado da filha por pura covardia.
Charlie perdeu a noo do tempo ajoelhado a beira do leito hospitalar da filha quando uma enfermeira entrou para administrar medicamentos atravs do soro, e disse que ele deveria se retirar.
Charlie andava arrastado pelos corredores do hospital, e quando chegou recepo viu que Edward ainda estava ali, descalo e com uma camiseta improvisada por um avental do hospital. Provavelmente algum havia lhe dado,por no poder se manter sem camiseta no interior de um hospital.
Quando Edward avistou Charlie correu em sua direo e lhe encheu de perguntas, ele estava aflito.
- Ela esta dormindo, parece um anjo, mas todas aquelas faixas... Charlie respondeu e chorou se jogando no banco, totalmente derrotado.
- Vamos embora Charlie, nada podemos fazer aqui, vamos voc precisa descansar um pouco, e amanh voltaremos, o medico disse que s iriam acord-la amanh dependendo da presso dela, vamos venha, eu te levo. Disse Edward puxando Charlie pelo brao.
- Eu vim no carro do pastor, tenho que lev-lo de volta. Charlie respondeu, mas sua voz estava falha.
- Eu dirijo ento, depois mais tarde volto com algum amigo pra buscar meu jipe.
Charlie estava no banco do carona, e Edward dirigia, Charlie estava em silencio a mais de dez minutos, aps ter perguntado de novo sobre como foi o acidente de Bella. Quando voltou a dizer,mas parecia que ele falava consigo mesmo.
- Quando ela tinha trs anos ela prendeu o dedo na porta do carro, teve que ficar quase um ms com uma pequena tala no dedinho, e mesmo ela sendo to pequena ela estava preocupado que no pudesse tocar um dia. Ela queria tocar como eu. Ele sorriu triste. e esta informao chamou a ateno de Edward.
- Ela toca? Edward perguntou claramente encantado em saber mais uma coisa sobre a sua fixao.
- Sim, e ela boa, h anos no a vejo tocar, nem o piano e nem o violo. Charlie disse orgulho, mas triste em terminar a frase.
- Ual! Daria tudo para v-la tocar. Edward disse pensativo, a essa altura j paravam na orla, de frente a casa de Charlie.
- Eu tambm. — Charlie completou ao sair do carro.
O dia mal amanheceu e Edward estava de frente casa de Charlie o esperando para irem juntos ao hospital.
E quando Charlie abriu a porta de sua casa se espantou com o rapaz sentado a varanda de sua casa. Mas sem precisar dizer o que fosse um ao outro ele foi em direo ao carro de Edward com o mesmo o seguindo,Edward apertou o alarme destravando o carro e Charlie sentou-se o banco do carona,seguiram em silencio,sendo cortado apenas quando Edward lhe ofereceu caf,ele tinha dois grandes copos em um suporte do carro.
Chegaram ao hospital por volta de 7 horas da manh, era troca de planto e demoraram conseguir ter noticias de Bella, estavam a cerca de uns vinte minutos sentados na recepo esperando por noticias, quando o doutor Shepherd entrou e passou direto por eles,mas Edward quando viu levantou-se rpido e correu em sua direo.
- Hey, doutro Shepherd, meu nome Edward Masen, eu trouxe Isabella Swan ontem, eu e o pai dela. Disse apontando para Charlie sentando no banco de espera de cabea baixa. Estamos esperando h quase meia hora e ningum nos dizem como ela esta.
Shepherd viu que a aflio do rapaz era muita e sorriu complacente. Estou chegando agora, vou para me trocar e me informar sobre a paciente, espere, eu volto aqui para lhes trazer noticias. Disse ele dando uma leve tapinha no ombro de Edward.
Dez minutos depois Shepherd estava de volta, e acenou para Charlie e Edward, para que o seguisse, e assim eles fizeram. A sua filha passou a noite estvel, sua presso no teve muitas oscilaes, provavelmente a tiraremos do coma logo! Ele dizia enquanto iam de direo a UTI.
- Logo quando doutor? Edward se apressou em perguntar.
- Logo rapaz. Shepherd disse com um sorriso simptico nos lbios.
Ao pararem na porta do quarto Shepherd parou brevemente e os encarou. Por favor, podem entrar, mas faam silencio.
Eles assentiram e observaram aos mdicos atendentes e residentes falando entre si sobre a paciente. Bella tinha o rosto tranqilo e ainda estava entubada.
Edward se aproximou da cama, e passou a mo levemente pela testa enfaixada de Bella, e sem menos perceber uma lagrima solitria rolou por seu rosto, Doutor Shepherd tentou ser discreto, mas ficou observando ao carinho de Edward por Bella.
Ao terminar o exame clinico doutor Shepherd pediu para que eles lhe acompanhassem, e assim foram at a sala de espera, e sinalizando para que se sentassem o medico comeou a explicar a condio de Isabella Fui informado que durante a noite Isabella teve uma leve oscilao em sua presso, mas nada grave, logo foi estabilizada, e dependendo de sua evoluo at amanh, no teremos o porqu lhe manter em coma, e ela poder ir para um quarto particular, e poder ter um acompanhante,eu sugiro que o senhor v para casa e descanse,vai precisar estar forte para quando sua filha acordar. Dito isso o medico levantou-se e com um bom dia ele foi embora.
Charlie parecia estar colado cadeira, porque no sabia como se levantar e seguir, ir embora do hospital deixando Bella ali, mesmo que em coma, era algo que ia contra seus extintos paternos, mas ele tambm tinha conscincia que ficar ali no iria curar sua filha. E assim foram embora.
Algumas vezes durante o dia Edward ligava para Charlie para saber noticias de Isabella, e a resposta era sempre a mesma, Charlie ligava quase que a cada hora para hospital e as enfermeiras lhe respondiam a mesma coisa. Sua filha esta bem e estvel senhor. Ele j desconfiava que elas combinassem a fala.
Naquela noite Charlie dormiu muito mal, acordando varias vezes durante a madrugada, e quando faltava pouco pro dia amanhecer, ele decidiu levantar de vez e fazer um caf. Faltava pouco para as 6 da manh e Charlie estava parado na varanda de sua casa olhando o mar,o sol se anunciava,ele segura uma xcara de caf e quase a deixou derrubar quando Edward chegou lhe dando um bom dia tmido,Charlie estava to absorto em pensamentos que mal ouviu a aproximao do rapaz.
- Ola Edward, ir hoje ao hospital comigo tambm? Charlie perguntou e Edward assentiu meio tmido. Parece que gosta da minha filha, s espero que no a magoe. Charlie completou encarando Edward.
- Nunca senhor. Edward afirmou serio. Eu sei que parece loucura, mas sinto que eu e Bella j nos conhecemos h muito tempo, eu simplesmente no consigo ficar muito tempo longe dela, desde que a vi a primeira vez. Edward disse baixo, tmido e sincero.
Charlie ficou pensativo por alguns minutos e virou-se perguntando. Voc sabia que ela estava se drogando?
Edward abaixou a cabea e no foi preciso responder, Charlie se sentiu envergonhado. Parece que toda a cidade sabe menos eu. Charlie completou e virou-se para entrar. Quer um caf Edward?
- Eu aceito senhor.
- Ah!Por favor, nada de senhor, me chame apenas de Charlie. Charlie sentia que podia confiar naquele jovem, e sem falar que graas a Edward Isabella estava salva e se recuperando.
Edward sorriu. Ok, apenas Charlie.
Chegaram juntos no hospital por volta das oito da manh, mas o clima entre eles estava timo, diferente como o de ontem, Charlie estava esperanoso com a recuperao de Bella, e durante o caminho at o hospital, Charlie e Edward conversaram muito, Charlie contou coisas sobre Bella, mas sempre coisas banais e fofas, sobre a infncia dela e coisas de escola, fazendo Edward sorrir junto a ele em alguns momentos.
Foram recebidos por Shepherd que j estava no hospital, e o medico sorria indo em direo a eles, trazendo boas noticias. Charlie podia sentir.
- Ola senhor Swan, como passou a noite? Shepherd perguntou de forma meramente formal. Tenho boa noticias ao senhor. Ele continuou aps Charlie responder um breve muito bem, obrigado.
Bem, como eu disse tenho boas noticias, Isabella passou muito bem essas ultimas vinte e quatro horas, e estamos terminando alguns exames e logo estaremos a acordando, e ela ir para o quarto, se quiser aproveitar para ir a casa buscar algo, o senhor ter de ficar com ela em tempo integral por ela ser menor de idade.
Edward ouviu a parte do menor de idade sem acreditar, Bella lhe parecia to madura que ele jurava que ela poderia ter uns 19 anos.
- Posso v-la doutor? Charlie perguntou.
- Agora no senhor Swan, mas tarde ter todo o tempo com ela, use essas horas para tornar providencias, e volte s duas da tarde.
- Ok. Charlie disse e virou-se encarando Edward com um brilho nos olhos, finalmente teria sua filha acordada.
- Vamos Charlie, eu lhe trago mais tarde. Edward disse de forma tranqila.
- Vou, eu preciso avisar ao pastor que irei me ausentar das aulas na igreja.
Era manh de quinta feira, e aniversario da filha do pastor, eles estavam fora da cidade desde tera passada e estariam de volta hoje. Charlie esperava que chegassem cedo e casa.
Edward deixou Charlie em casa, e seguiu para sua casa, ainda era cedo, e ele iria pegar onda para relaxar, h dois dias no surfava, no tinha cabea para isso com Bella mal no hospital, mas agora com boas noticias seria como uma comemorao, e Edward sentia falta do mar.
Edward estava estacionando em sua pequena casa numa rea mais afastada da praia, e quando desceu do carro, viu Josh parado a sua porta.
Eles estava h dias sem se falar, desde a grosseria dele com Bella na praia. Edward confiou em dizer seus sentimentos por Bella a ele,e ele tripudiou e debochou disso.
Edward desceu de seu carro e respirou fundo, e com as mos no bolso parou prxima a Josh.
- O que voc que aqui cara? Edward perguntou impaciente.
- Calma cara, no vim aqui afim de confuso.
- O que quer ento?
- Vim me desculpar. Dito isso Josh baixou a cabea envergonhado, mas Edward o conhecia a tanto tempo que duvidava que ele fosse capaz de se desculpar por algo estpido de forma sincera.
- Desculpa pelo o que? Porque se for por causa de Bella, no se incomode comigo, no me importa o que voc pensa a respeito dela.
- Calmo Edward, eu juro que no vim arrumar confuso, vim de corao.
Edward respirou fundo se rendendo, sabia que precisava conversar com o amigo, mas no queria perder seu pequeno tempo para as ondas. S vim trocar de carro e pegar o jipe, to voltando para a praia, preciso surfar, quer ir comigo?
- No trouxe nenhuma prancha.
- Escolha a que voc quiser, sabe que tenho muitas. Edward disse sorrindo para o amigo, e ao passar por ele lhe deu uma tapa na cabea brincando, e o clima tenso entre os amigos passou.
- Serio? At aquela do campeonato na indonsia? Josh arriscou a sorte.
- No abuse da minha pacincia Josh. Disse Edward e os dois sorriram indo em direo a garagem enorme onde Edward guardava suas pranchas e seus dois carros.
A casa onde Edward vivia na praia tinha um p direto alto, o teto chegava a quarto metros de alturas e o teto era de palha, como uma cabana, o piso era de madeira clara, como o tom da rea da praia, os moveis eram rsticos com alguns objetos de decorao mais sofisticados,a casa no era grande,tinha uma grande sala que tomava todo o espao com num galpo de teto alto,com uma pequena cozinha divida por um balco de tijolos de vidro,um banheiro social,e no andar de cima.Um quarto aberto com uma banheira enorme e um banheiro intimo,na porta do banheiro tinha um pster dele,que tomava toda a porta.Era uma foto dele surfando no Hawaii.
Notas finais
beijocas e até o proximo capitulo.
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