O Som do Coração .i And Ii.
24 Capítulo 9 - My Magic Dream
Notas iniciais
Espero que este não fique como o anterior.
E outra coisa,esta abrindo uma pagina estranha quando vamos add algum capitulo, juro que to quase desistindo deste site, e procurando outro pra postar minhas fics...então chega e vamos lá!
obrigada a Lana carol pela recomendação.beijos chéri.
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Após Edward deixar Charlie em casa, Charlie foi rápido em organizar o que era preciso em casa, e arrumar em uma pequena maleta, um par de camisas, uma jaqueta, sua escova e pasta de dentes, e trancando tudo ele saiu em direção à casa do pastor.
Alguns minutos depois Charlie já estava de pé tocando a campainha do pastor Jason, que abriu a porta logo em seguida como se esperasse por alguém.
- Ah! É você Charlie, entre, por favor.
- Espera alguém pastor, posso voltar em outra hora.
- Não, que isso fique a vontade, na verdade estou a espera de minha esposa, eu vim embora hoje pela manhã da clinica, mas Margareth ficou com nossa menina lá, ela reagiu bem mal desta vez ao tratamento, e esta cada vez mais difícil.
- Eu sinto muito. Mas porque sua esposa tocaria a campainha, que mal lhe pergunte pastor.
- É que sai da clinica tão absorto que acabei trazendo comigo as chaves comigo. Mas me diga Charlie, o que esta acontecendo.
- Estou numa situação delicada pastor, minha filha levou um tombo da varanda do terraço lá de casa, e foi perada, estava em coma nas últimas vinte quatro horas, mas graças ao Senhor Jesus Cristo ela esta se recuperando e agora tarde estarei voltando para lá, enfim... o pior não é isso meu amigo.
O pastor Jason o encarou sem entender, afinal o que poderia ser mais grave que uma filha em coma por 24 horas seguidas. – Sente-se Charlie, vou buscar um café, você parece estar precisando.
Algum tempo depois. – Foi da pior forma que eu descobri tudo isso, imagine só, minha menina estava a tanto tempo se matando com essas porcarias que ela poderia ter morrido, numa cirurgia que segundo ao medico que a atendeu seria sem risco. – Charlie tomou mais um gole do café, após contar todo o acontecido nos últimos dois dias que o pastor esteve fora.
- Eu posso entrar em contato com algumas congregações ligadas a nossa igreja e pedir ajudam, algumas tem grupos de ajuda e tudo necessário para casos como este você vai precisar Charlie.
- Sim, eu sei, mas não se onde criar coragem para enfrentar tudo isto, só Deus mesmo para me guiar nesta hora.
- Tem a mim e minha esposa para o que precisar também, como sabe essas clinica de internações são muito caras, mas posso conseguir ajuda com outros grupos como acabei de dizer, a parte de abstinência é muito complicada, e você terá que ter muita sensibilidade para lidar com Isabella quando ela acordar.
- Tem a herança que a mãe dela deixou, mas não sinto certo mexer no dinheiro que irá servir para os estudos dela na faculdade, isso é minha obrigação, um dever meu ainda mais por ter estado tão ausente durante tanto tempo na vida de minha filha. – Charlie disse abaixando a cabeça e secando com as pontas dos dedos algumas lagrima, ele tinha vergonha de estar chorando por algo que ele se sentia de alguma forma culpado.
- Você não deve se envergonhar disto Charlie, não tem culpa de nada, ninguém tem culpa. – Disse o pastor levantando-se junto com Charlie, e o abarcou já na porta de saída. – Me ligue a qualquer momento, você sabe da minha situação aqui, e não é das melhores, veja você, hoje é aniversario da minha menina e ela esta lá, naquela clinica rodeada de agulhas com médicos a sua volta lhe dando à triste noticia de que o tratamento não esta reagindo, falando em outros tipos de tratamento, tudo tão experimental a meu ver... me dói demais. – O pasto parou de falar quando ele percebeu que era ele que agora derramava lagrimas.
Charlie o abraçou confortando. – Até mais pastor, nos falamos pelo telefone.
- Até meu amigo, Deus lhe mostre o caminho certo a seguir.
Assim que Charlie virou a esquina do quarteirão para sua casa ele avistou Edward parado ao lado de um carro prata com teto solar, e estranhou, ele só tinha visto o grande jipe do rapaz, e mal sabia de sua vida, mal sabia que Edward era herdeiro de uma das maiores riquezas de EUA.
- Mas você é mesmo pontual ein rapaz! – Disse Charlie ao se aproximar e apertou a mão de Edward em amizade.
- Um pouco senhor. – Edward respondeu com respeito.
- Por favor, já disse nada de senhor. – Disse Charlie entrando no carro, Edward fez o mesmo ao assumir o banco de motorista dando partida no carro.
Charlie observava o interior do carro e admirava como o ronco do motor era suave. – É um belo carro rapaz, deve ter de surfar muito para pagar um destes.
Edward riu divertido. – Não, o surfe não pode pagar um destes, mas o surfe me da o melhor da vida.
Charlie o encarou sem entender essas coisas de surfistas, Charlie achava todos eles malucos.
- Ola meu nome é Charlie Swan, sou pai da paciente Isabella Carter Swan. – Disse Charlie se apresentando na recepção, a jovem ma o encarou e pedindo um momento bipou para o medico, e quando respondido ao telefone disse a Charlie o numero do quarto dizendo que ele poderia entrar.
E entregando apenas um adesivo de identificação a Charlie, ele voltou os olhos ao rapaz sentando num banco próximo esperando, com desculpas, afinal Edward foi quem trouxe Bella ao hospital, ele estava ali para vê-la. Edward sacudiu os ombros tristes fingindo não ligar.
- Eu vou tentar com o Doutor Shepherd para você poder entrar, ok! – Charlie disse e foi.
Entrou em um corredor que dava a duas portas de elevadores, um deles ia para o centro de UTI e tinha um vigia na porta, igualmente ao outro que estava escrito ‘quartos de pacientes’ mas com a identificação colada na camisa ele foi liberado a seguir, entrando no elevador apertou o numero seis, era no sexto andar.
A cada andar, a cada letra que se apagava fazendo a próxima se acender Charlie tinha seu coração em batidas pesadas. Quando a porta do elevador foi aberta, logo ao sair Charlie viu a movimentação de algumas enfermeiras
Ele ficou assustado, mas seguiu em passos confusos, e quanto mais olhava em volta se situando sobre os números dos quartos teve certeza que vinha de onde sua filha estava.
Charlie parou porta e escutou sua filha gritando. Uma enfermeira passou por ele dizendo para que chamassem o doutor Shepherd..
A cena era terrível para um pai ver, Bella estava com os pulsos amarrados e as enfermeiras refaziam seus curativos. E Bella se contorcia e gritava xingando algumas das enfermeiras e dizia estar sentindo dor.
Charlie queria dizer que as enfermeiras estavam a machucando, mas ele sabia que não era isso, ela estava tendo uma crise, horas sem droga e após tantos medicamentos a deixaram muito confusa, quando Bella pôs os olhos no pai, ela se calou, mas seus olhos foram tomados por angustia e ela se limitou a chorar, um choro descontrolado e Charlie foi imediatamente ao encontro da filha e a abraçou.
- Eu vou cuidar de você minha filha, eu juro que vou, vai ficar tudo bem. – Charlie dizia e corava ao mesmo tempo.
Doutor Shepherd ficou parado atrás de Charlie observando a cena, se sentindo um intruso naquela sala, mas sua profissão era aquela, e ele continuou ali. Sinalizou para uma enfermeira que administrasse calmante direto no soro ligado ao cateter do braço de Bella. E assim ela fez, e apenas alguns minutos foram o suficiente para Bella adormecer ainda abraçada a Charlie.
...
- Se sua filha apenas usou maconha, é mais fácil de desintoxicá-la, mas administrou junto a álcool ou outras drogas, será mais difíceis, lhe explico por que. Quando um jovem faz uso de muitas substancia o corpo sofre mais com a falta, as crises de abstinência costumam ser mais fortes e... – Doutor Shepherd estava há uns vinte minutos com Charlie sentado a sua frente no seu consultório, ele explicava e orientava Charlie. Que Charlie esqueceu completamente de Edward sentado em algum lugar do hospital.
- Ela poderá ter visitas doutor.
- Eu aconselho que seja apenas a família, outras pessoas nestas horas não fazem muito bem.
- Mas esta visita é importante, por causa dele Isabella esta aqui se recuperando, entende doutor.
- Se o senhor se referiu ao jovem que trouxe sua filha, bem, cabe ao senhor autorizar ou não, ele parece se preocupar bastante com sua filha, se me permiti dizer. – Shepherd disse brincalhão tentando fazer o clima melhor.
- Sim, ele é um bom rapaz, confesso que não confiava nessa raça de surfistas, mas ele me surpreendeu, parece um rapaz muito ajuizado, e fora de drogas, ao contrario de minha filha. – Charlie finalizou a frase triste.
Shepherd se levantou esticando a mão para Charlie. – Bem senhor Swan, agora preciso voltar ao trabalho, passe na recepção e leve esta autorização minha e cadastre o rapaz, assim ele poderá visitá-la a hora que quiser.
Charlie apertou a mão do medico e pegou com a outra mão o papel agradecendo. – Obrigada doutor, o senhor é um bom homem.
- Só faço-me trabalho.
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Edward levantou a cabeça esperançosa quando viu Charlie se aproximar com um pequeno papel em sua mão.
- Isto é pra você ver Bella. – Charlie disse passando um pequeno crachá de autoriazação para que ele pudesse ter acesso ao quarto de Bella a qualquer hora.
Edward leu o crachá e deixou um sorriso escapar dos lábios seguidos de um suspiro. – Isso é muito generoso de sua parte sen.. Quero dizer Charlie.
- Ela foi sedada, estava muito nervosa, vamos almoçar e depois nos vamos vê-la.
Almoçaram na cantina do hospital, um lanche simples mais saudável, de pão de forma com salada e peito de peru, acompanhado de suco de laranja.
Charlie fez algumas observações a escolha de Edward, e ele o explicou que não costuma come certos tipos de alimentos, como fritura e outras besteiras. Charlie zombou Del o chamando de — Surfista natureba. – Fazendo os dois rirem, aliviando um pouco a tensão do momento.
Quando voltaram pro quarto Bella ainda dormia.
Edward entrou e se aproximou da cama, carinhosamente acariciou os pulsos de Isabella que estavam amarrados com ataduras.
O silencio persistiu por tempos até que Isabella começou a despertar, e resmungando coisas desconexas ela abriu os olhos e quando encarou Edward, Bella foi de alguma forma acalmada pela paz que aquela imensidão verde lhe transmitia, e sorriu, apenas sorriu.
A rotina foi mantida por mais três dias, Edward ia pela manhã e substituía Charlie, quando era meio da tarde Charlie voltava e Edward ia embora, sempre beijando a testa de Bella. Eles não conversaram muitos durante esses dias, Edward estava lendo para ela, e na maior parte do tempo ela dormia, devido aos remédios e calmantes para que sua pressão não se alterasse.
Era manhã de domingo e Charlie pediu para Edward ficasse um pouco mais, para que ele pudesse tocar no culto da igreja, e ele resolveu levar alguns DVDs dele surfando para mostrar a Bella, queria lhe mostrar um pouco dele, queria que ela o conhecesse um pouco mais.
Edward entrou no quarto desejando Bom dia a Charlie, e ele respondeu de volta, e pegando sua jaqueta ele depositou um beijo na bochecha da filha de despedindo e se foi.
Bella encarou Edward com um ‘Oi’ tímido e sorriu, recebendo de volta um lindo e radiante sorriso de Edward. – Trouxe uma coisa minha para lhe mostrar hoje.
- Não vai ler pra mim hoje, que pena, eu estava gostando.
- Sou eu também, mas acho que isso já deu, então trouxe alguns DVDs meus, de campeonatos, para você assistir, quem sabe não se anima com o surf.
- Acho que não! Mas vou adorar assistir você surfar. Vai Poe logo lá! – Disse Bella animada, mas ainda com a voz meio fraca.
O primeiro vídeo foi um campeonato na Austrália, seu primeiro campeonato grande, Edward tinha apenas 17 anos, foi assim que terminou o colegial exigido por seu pai, e viajou para participar do circuito acompanhado de sua mãe.
No vídeo após mostrar as ondas e a comemoração no pódio veio algumas imagens claramente adicionado ao vídeo de forma particular, tinha sua mãe e sua irmã mais nova.
Bella viu que Edward enxugava algumas lagrimas tentando ser discreto mais Bella viu o momento.
O vídeo chegava ao fim quando uma enfermeira entrava no quarto para trazer o almoço de Bella, que era uma sopa rala que ela sempre se recusava a tomar, e Edward sempre a convencia.
Após o almoço de Bella, Edward saiu do quarto dizendo que iria fazer um lanche rápido e já voltaria para que continuassem assistir os vídeos.
E este tempo sozinha fez Bella pensar porque Edward se emocionou ao ver o vídeo de sua irmã e mãe o abraçando, ela queria saber o motivo, mas não tinha coragem de perguntar.
- Demorei. – Edward perguntou ao entrar no quarto após uns vinte minutos, ele ainda segurava uma garrafinha de suco de laranja.
- Não demorou nadinha.
- Então, vamos continuar. – Edward afirmou e voltou a sua mochila e pegou outro vídeo, e este foi outro campeonato de superação para ele, ele tinha quase 19 anos e passou mais de um ano afastado de surf, após perder sua mãe num acidente de carro, e quase perder também a pequena Alice, sua irmã caçula, que agora tinha a mesma idade de Bella, 17 anos.
O vídeo era do campeonato mais importante dele, em Maui no Hawaii, o mesmo campeonato que ele tinha uma grande foto pôster no seu quarto.
A sessão de vídeo se seguiu por quase toda à tarde, quando Charlie chegou sorriu com a cena que viu. Edward estava sentado numa cadeira com a cabeça apoiada na cama de Bella, bem próximo ao rosto dela, e ela distraidamente passava a mão pelos cabelos de Edward enquanto assistiam ao vídeo.
No papel de pai, Charlie poderia sentir ciúmes, se irritar com tal proximidade, mas tudo que sentiu foi felicidade, viu sua filha tão próxima de alguém, incluísse dele mesmo, e tão calma mesmo estando dias sem as drogas. Charlie sentia vontade de agradecer a Edward, ele estava sendo como um antídoto a dor de Bella naquele momento.
Quando Bella e Edward notaram a presença de Charlie ali parado no batente da porta, Edward levantou sem graça e Bella arrumava algo no lençol sem saber o que fazer. Mas Charlie sorriu da forma tímida como reagiram.
- Trago ótimas noticias! – Charlie anunciou quebrando o momento tímido dos dois.
- Ai pai, por favor, me diga que vou poder comer algo que eu possa mastigar, não agüento mais essas sopas insossas.
Edward gargalhou de forma linda, fazendo Bella o encarar admirada.
Charlie sorriu e negou com a cabeça, voltando a falar. – Melhor que isso minha filha, amanhã de manhã você terá alta, mas precisará vir no final da semana para uma consulta.
Bella soltou um grito e logo voltou à mão na costela gemendo de dor. – Ai! Mas que droga, nem posso comemorar! – Ela disse fazendo careta. E isso arrancou risadas de Edward e Charlie novamente.
Charlie foi com Edward até a porta do elevador se despedir dele, depois de Edward beijar a testa de Bella lhe prometendo vir buscá-la de manha.
- Obrigado por tudo que tem feito Edward. – Charlie disse emocionado.
- Que isso Charlie, já disse que não tem pelo que agradecer, eu gosto muito de Isabella. – Edward disse passando verdade em suas palavras.
Ele se virou e entrou no elevador, se sentindo feliz e ansioso pelo dia seguinte, Isabella iria para casa, e poderia ficar mais com ela, assim ele esperava.
Edward dirigia ouvindo o radio do carro alto, com os vidros baixos cantarolando , quando a mesma canção que cantou outro dia na praia, tocou na estação, ele aumentou o volume e cantou ainda mais alto.
Ao chegar a sua casa, começava anoitecer, mas ele estava tão feliz que sentia vontade de dividir isso com alguém, mas quem
Só poderia ser ele, o ‘Mar’, era no mar que sentia conforto em todas as horas difíceis, e assim ele, mas não para surfar, apenas mergulhar, Edward trocou de roupa colocando um short de tactel , e foi mergulhar.
E após mergulhar fundo, Edward voltou à superfície e ficou encarando o alaranjado do sol se pondo.
- Obrigada por tudo deuses da natureza. – Edward agradeceu sussurrando.
Continua...
Notas finais
Reviews e até o proximo capituloooo! bjs
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