'O Sole Mio

7 Ajudante de cozinha


Notas iniciais
Esse é um capítulo para deixar vocês com água boca, só faremos de comida, ou seja, pode comemorar! Kkkkkkkkk Mamma mia, ta muito suculento e engraçado, prometo. Bem, em enrolei três dias com esse capítulo, mas ontem realmente não deu para escrever, a Vi sabe bem, eu fiquei até as duas da manhã fazendo o plano de escrita da história, um costume7 meu para me organizar e hoje eu não cknseguia continuar, por isso comecei de novo do zero e foi o que deu certo, mas demorou. O fim do capítulo, pelo menos da metade para frente é dedicado a Vi já que eu prometi uma cena fofa e não pude deixar de fazer ela engraçada também, tadinha da Vi, ta7a três dias me enchendo as paciências por causa desse capítulo! Kkkkk Godere

"A Itália com certeza é o lugar mais belo que posso ter conhecido" pensou " E sua gente é feliz e animada, sempre rodeada da família, mas a minha Inglaterra também não é de todo mal família é importante em todo o mundo e é por isso que eu sinto falta da minha". Emma tinha ali, enquanto seguiam para o vinhedo, um buraco se abrindo no coração por saudade de sua terra natal. Passara vinte minutos esperando que Raoul e Danilo chegassem e nesse tempo sentou-se na mesa do lado de fora de um restaurante na frente da universidade, primeiro olhou para as paredes de pedra e ficou imaginando a quanti tempo elas poderiam estar ali se na placa do restaurante "Del Fiori" havia escrito abaixo dono "since 1890", mesmo que todo o lugar aparentasse ser mais velho. Mas foi a comemoração na mesa do fundo do restaurante que chamou sua atenção, a felicidade daquele povo em geral — mesmo que pareça haver exceções — e como é importante comemorar juntos em família e envolta de uma mesa todos os bons momentos. No entnanto não podia subjugar o lugar de onde veio, Emma se lembrava de muitos jantares de família, e almoços principalmente, em que ela se sentia perfeitamente feliz por estar ali rodeada dos familiares e compartilhando alguma antiga receita.

Mesmo que se realize um sonho, a mente humana é ingrata, mesmo que Emma conhecesse o melhor da Toscana, havia aquela pontada de tristeza por estar longe de onde sempre foi sua casa e onde ela voltará a morar cedo ou tarde, e sabia assim como sabia que naquele momento estava viva, que ao voltar a Inglaterra algo em seu coração sempre a incomodaria e faria se lembrar das semanas maravilhosas na Itália.

Não soube como desmanchar aquela atmosfera de saudade e solidão, afinal ela estava sozinha, poderia conhecer o mundo, mas não encontraria em todos aquele sentimento de familia; algo que percebeu estar enganada ao ver de longe o casarão na colina com as luzes acesas esperando por eles, eles também eram família. Quase como uma segunda família, constatou quando finalmente pode por os pés dentro da cozinha de Dona Marília.

– Sì, questo posto curare qualsiasi nostalgia. –É, esse lugar cura qualquer saudade. — Disse Danilo ao passar por ela que permanecia parada na soleira, deixando Emma completamente confusa, não achava que tinha deixado transparecer tanto assim seus pensamentos enquanto tinha o lado direito do rosto apoiando no vidro do banco traseiro do carro, mas estavaenganada, ela não era tão impassível como achava ser.

O cheiro que parecia sempre impregnado na cozinha era do azeite de oliva que Dona Mantovani parecia usar a baldes, era o princípio de quase todos os pratos, um bom azeite perfumado e de pouca acidez. Em cima disso vinha o cheiro de tomate e tomilho, no fogão uma única panela enorme com um molho consistente e vermelho, na verdade, era uma sopa de famílias que é servida acompanhada de pão italiano, popularmente conhecido na Itália como Pappa al Pomodoro.

– Cosa ne pensi? - O que achou? — Perguntou Ignazio depois de Emma ter experimentado um pedaço de pão mergulhado naquela sopa.

– Humm... Saboroso, muito saboroso. — Emma disse balançando a cabeça e logo depois rasgando o pão e o colocando na pappa.

– Il segreto è il rosmarino. – O segredo é alecrim — respondeu a mamma orgulhosa.

– Mai avrebbe sospettato. – Nunca teria suspeitado. — Respondeu com a mão na boca ainda mastigando o pedaço. Era perceptível muitos dos temperos ali, mas não podia se distinguir, já que todos pareciam amarrados ao sabor total do prato, que parecia dançar na boca.

– Perché segreti devono rimanere segreti. – Por isso que segredos devem permanecer segredos. — Respondeu Raoul e isso fez Emma calar fundo de um jeito novo, entendeu porque Francesca havia pedido para não contar a Raoul sobre o trabalho, ele não parecia disposto a compartilhar nada e de repente ela tinha medo de que ele descobrisse e a impedisse de continuar, ela precisava falar com Francesca e Ignazio o quanto antes e ter toda a sorte ao lado dela, ou se não ela não teria tempo para encontrar outro projeto e menos ainda conseguir o mínimo que uma pesquisa necessita.

Emma se perdeu na conversa depois daquele ponto, sua mente divagava por causa da ansiedade que a necessidade de sucesso do projeto precisava ter, foi melhor que ninguém tenha mais perguntando ao a ela ou obrigado-a a se expressar, porque o problema ocupava sua mente completamente. Ninguém precisou também chamar a atenção de Emma por ela comer rapidamente, porque dessa vez ela não o fez, primeiro porque o problema a tinha embrulhado o estômago impedindo que ela comesse muito rápido, ou simplesmente comesse, e por causa das alcaparras que ela tinha encontrado e que eram uma das coisas que ela mais odiava na cozinha, levara anos para fazer a avó e os pais pararem de usá-las, mas nunca disse a Dona Marília que as detestava e nem poderia dizer agora.

Porém esse silêncio de Emma não durou muito, logo houfe alguém para falar dela e com ela.

– Mamma, acredito que Emma está com saudade de casa, ela estava muito quieta no carro e agora parece aérea aí. — Danilo passou a mão na frente dos olhos de Emma.

– Stai bene, mìa caro?– Você está bem, querida? — Perguntou Dona Mantovani e Suzzana.

– Sì, mrs. Mantovani, sto bene. Grazie, ma non c'è bisogno di preoccuparsi. – Sim, sra. Mantovani, eu estou bem. Obrigada, mas não precisa se preocupar. — Ela respondeu mecanicamente agora focando o olhar na ponta da mesa.

– Penso che Danilo hit – Acho que o Danilo acertou — Disse Pietra colocando a mão na festa de Emma para checar a temperatura. — É saudade de casa, porque ela não está doente.

– Forse un po ' – Talvez seja um pouco — murmurou em resposta e olhou significativamente para Francesca com quem trocou olhares instantaneamente após a frase de Raoul, e ela pareceu entendê-la bem.

– Já sei — continuou Danilo — Como a mamma diz, a única coisa que faz a saudade passar é comida, então...

– Ma ho mangiato molto e non ha, devo essere il motivo per cui non ho mai sentito che dire. - Mas eu já comi um monte e não resolveu, deve ser por isso que eu nunca ouvi esse ditado.

– Não, não pode ser qualquer comida, tem que ser algo que te lembre dele.

– Como assim dele? — Emma perguntou sem entender.

– Do seu namorado, oras. — Retrucou ele como se aquilo fosse óbvio.

– Eu não tenho namorado. — Afirmou e também não esperou que alguém que ainda desconhecesse o fato a contrariasse, não, nada do tipo, namorado, amante, ela simplesmente não tinha nenhum relacionamento desse tipo e ponto.

– Então que te lembre de casa, diga um prato que você fazia em casa e que comia lá e te fazia sentir em casa.

– Brownie inglês. — Ela respondeu automaticamente.

– Pronto, faremos brownies, não é mamma?

– Se lei ha la ricetta, sarò molto felice di fare. - Se ela tiver a receita, ficarei muito feliz de fazer. — Concordou.

– Ma adesso? – Mas agora? — Perguntou Emma.

– Sarà il nostro dessert, basta dire che cosa avete bisogno e dire come la mamma. – É, será nossa sobremesa, é só dizer do que precisa e dizer a mamma como fazer.

– Não, se é assim, eu mesma faço os brownies, mas vou precisar de uma mão na cozinha. Francesca pode me ajudar, não? — Perguntou levantando a sobrancelha para ela — E mamma, vou precisar de sua maior assadeira.

Encontrar os ingredientes não foi difícil, havia muita castanheiras na região e isso fazia Emma não se preocupar com o estoque de castanhas. Arrumou todo l resto da bancada e ordenou que o resto continuasse onde estava, mas vendo que eles queriam se levantar, pediu aos homens da casa a gentileza de abrir as castanhas que ainda estavam na casca.

A Francesca pediu para esquentar a água e sorrateiramente pediu que ela falasse com Ignazio sobre o assunto daquela tarde enquanto todos permaneciam ali. Mesmo com uam mentira esdrúxula, esta saiu da cozinha acompanhada do irmão e deixando Emma sozinha com a massa. O principal era derreter o chocolate, o que iria todo naquele caso de doze pessoas na mesa, mas conseguiu muito bem e em meia hora era necessário apenas misturar a massa e colocá-la na assadeira.

– Ho bisogno di un uomo per mescolare la pasta per me, è molto pesante per me. – Preciso de um homem para mexer a massa para mim, ela é muito pesada para mim. — Aquele era sempre o maior impedimento da receita, era necessária muita força para a massa ficar homogênea e era para isso que sempre serviram os homens da casa, todas as vezes que Emma tentou a receita teve algum problema.

– Nós temos batedeira. — Respondeu Raoul.

– Não, a massa é dura de mais para essa batedeira, não vai completar um giro antes de estragar, vai por mim, isso aconteceu comigo na primeira vez que fiz isso. Então preciso de um candidato, quem sabe você pode fazer o favor.

Na mesma hora a expressão de Raoul de contorceu em uma careta, mas ao perceber que não tinha escapatória, se levantou de má vontade e foi até a cozinha.

– Finalmente encontrei um ponto errado em você, crendo que homens são mais fortes que as mulheres, nsda femisita da sua parte.

–

– Não preciso admirir isso da minha parte, é só olhar os gravetodmque são meus braços.

E o silêncio se intalou ntre eles e com Raoul visivelmente irritado.

– Sai, gli uomini sono cuochi, così non si ottiene con questa faccia. – Sabe, existem homens cozinheiros, então não fique com essa cara. — Emma cochichou enquanto colocava o chocolate na tigela, o leite, a manteiga, o cacau, a farinha e o chocolate em pó e então o açúcar.

– Sto bene. — Ele respondeu com a mandíbula trancada. e começou a misturar, mas como era de se esperar, ao por muita força, o pó voou em seu rosto. Como a reação para o mal humor dele. Todos na cozinha rirar e sobrou para Emma tirar a farinha das sobrancelhas dele e do narix antes de ensinar como devia mexer a massa. Era bem clara a humilhação que Raoul sentia ao estar ali como "assistente" na cozinha enquanto Emma lhe dizia como fazer as coisas machucava seu ego e machismo.

– Ora il segreto, io vi dirà, è quello di mettere un po 'di menta. – Agora o segredo, vou te contar, é colocar um pouco de menta. — Ela retrucou a frase do início do jantar enquanto picava hortelã menta encima da massa escura e homogênea. — Então as castanhas — despejou as que Danilo e Gianluca tinham descascado e pediu pra Raoul mexer mais um pouco enquanto el forava a assadeira com papel manteiga para não grudar.

Francesca voltou no final quando Emma puxava com a espátula a massa do recipiente que Raoul segurava. E fez questão de perguntar porque o irmão estava coberto de farinha e chocolate em pó e Gianluca explicava que Emma praticamente o obrigou a cozinhar.

– Sicuramente madre, quando non si può cucinare, penso che sarà bello lasciare Emma al suo posto, lei fa le rivoluzioni. – Definitivamente mãe, quando você não puder mais cozinhar, acho que será ótimo deixar Emma em seu lugar, ela faz revoluções. — Disse Pietra.

– Molto divertente. – Muito engraçado. — Respondeu Raoul subindo para tomar um banho.

– In realtà era. – Na verdade foi — Falou Gianluca.

– Così Emma ha già un helper al successivo. – Então Emma já tem um ajudante para a próxima. — Disse Pietra provocando o irmão mais novo que tinha cassoado de Raoul.

– E 'caro, penso che si dovrebbe imparare a cucinare e gustare che Emma sembra essere l'unico ad avere la pazienza di insegnare agli uomini. – É querido, eu acho que você devia aprender a cozinhar e aproveite que Emma parece ser a única com paciencia para ensinar os homens. — Apoiou Suzzana.

– Mas porque? Meu ajudante foi muito útil! Metade da receita está na blusa dele e no chão, mas é detalhe! — E por fim todos riram, até mamma parecia feliz de vez alguém capaz de domar o gênio terrível do filho preferido, mesmo daquela maneira. — Enquanto assa, sou eu que vou tomar um banho. — Ela disse tirando o avental. — Não deixem queimar.

– Nós vamos cuidar bem da sobremesa. Ah! Emma, caso vir Ignazio no andar de cima, peça para ele descer.

– Sì. — Respondeu Emma, mS gostaria de ter apresentado: mas primeiro eu e ele precisamos conversar e eu implorar.

Danilo Mantovani, o quinto filho.

Notas finais
Agora Vi, melhor fazer essa recomendação que você me prometeu, eu não fiz tudo isso pra nada! Beijos para todos e tenham um feliz Ano Novo, minha época preferida! Muita alegria, paz, amor, felicidade e principalmente muito sucesso. Nos vemos antes do meu aniversário no ano que vem! Bacio.