O Sol e a Fera
17 Capítulo 17
Shoyo ficou ao lado de Kageyama que estava deitado no chão.
— Você voltou. — falou Kageyama segurando a mão de Shoyo.
— É claro que eu voltei, eu nunca mais vou te deixar. — falou Shoyo dando um pequeno sorriso em meio às lágrimas.
— Eu acho que é a minha vez de ir. — falou Kageyama olhando nos olhos úmidos de Shoyo.
— Estamos juntos agora, vai ficar bem. — falava Shoyo tentando acalmar a si mesmo.
— Eu consegui te ver. — falou Kageyama colocando uma mão no rosto de Shoyo. — um consegui t…… — não conseguiu completar sua fala pois tinha desmaiado.
A última pétala do girassol havia se soltado.
— Não, não, por favor não me deixe. — falava Shoyo desesperado abraçando o corpo de Kageyama inconsciente.
A última pétala do girassol tinha caído em cima da mesa.
Enquanto isso na entrada do castelo.
— Conseguimos corvinho, a vitória é nossa. — falava Kuroo animado.
— Oh.. — resmungou Tsukishima nos bracos de Kuroo.
— Corvinho? — perguntou Kuroo ao ouvir o resmungo de Tsukishima. — Corvinho! — falou desesperando quando o mesmo não respondeu. — oh não. — disse triste ao notar que ele tinha se tornado um objeto sem vida.
— Maestro, você foi tão corajoso. — falou Shimizu em frente a Tanaka. — adeus meu amor. — disse antes de cair no sono.
— Amore! — chamou Tanaka olhando para Shimizu. — não me deixe… — chorava Tanaka até que parou.
— Au… au.. — Toka tentava acordar seus donos não tendo muito sucesso. — Au… — até ficar sem vida.
— Nishinoya! Nishinoya! Alguém viu o Noya? — perguntou Sugawara desesperado procurando o seu filho. — Ele morreu, onde está aquele menino. — disse antes de ficar sem vida na frente de Kuroo e Daichi.
— Papai! — gritou Nishinoya antes de pular da janela.
— Oh não. — exclamou Daichi ao ver Nishinoya pular da janela.
— Papai! — falou Nishinoya antes de apagar caindo em direção do chão, Atsumo o salvou antes de se estraçalhar no chão, colocou ao lado de seu pai na mesa de rodas depois ficou imoveu ao lado.
— Kuroo, eu não consigo... falar… — disse Daichi na frente de Kuroo.
— Fique tranquilo relógio. — falou Kuroo tentando acalmar Daichi.
— Não dá… Kuroo… amigo… foi uma honra servir… junto — falou Daichi antes de não poder mais.
— A honra foi minha. — falou Kuroo se curvando para Daichi antes de virar um objeto inanimado.
O castelo perdeu sua vida e se tornou assim mais sombrio e triste.
Voltando para a ala oeste, Hitoka estava a caminho de recolher o girassol da cúpula.
— Não morrar. — falava Shoyo em lágrimas. — não me deixe, eu te amo. — falou beijando a testa de Kageyama.
Hitoka ao ouvir isso olhou para ele e decidiu quebrar a maldição que tinha colocado sobre todos do castelo.
De repente, uma luz brilhante cobriu o corpo de Kageyama e o ergueu no ar.
Quando a luz se apagou, Kageyama havia se tornado um príncipe, o homem que Shoyo havia visto num quadro quando visitou pela primeira vez a ala oeste.
Shoyo se aproximou olhando para ele curioso.
— Hinata, sou eu. — falou Kageyama apontando para si mesmo.
— Sim é você. — falou Shoyo olhando nos olhos de Kageyama os reconhecendo.
Shoyo abraçou Kageyama animado por ele estar vivo, ao se separar do abraço Kageyama beijou Shoyo.
Ao quebrar a maldição o castelo voltou a ser como era antes.
— Au au au — latiu Toka ao voltar a ser uma cachorra, e foi fazer xixi nas pernas do cabideiro.
— Ah não. — disse Atsumo quando voltou a ser um humano. — chocho. — expulsou Toka para longe dele.
— Ahhhh.. — cantou Shimizu ao voltar a ser humana. — maestro!?
— Madame. — falou Tanaka na frente de Shimizu.
— Maestro. — falou Shimizu pulando em cima de Tanaka o beijando.
— Oh ohhh.. Kuroo. — falou Daichi quando Kuroo voltou a ser humano.
— Humm Daichi. — falou Kuroo apontando para Daichi. — vencemos o relógio hahaha. — começou a rir junto de Daichi.
— O mi amigo. — Falou Daichi ao ser abraçado por Kuroo.
— Corvinho? — perguntou Kuroo em dúvida para um punhado de penas. — Corvinho! — exclamou ao ver Tsukishima se levantar. — oh meu amor. — falou agarrando Tsukishima e o beijando.
— Ficou louco de pedra seu gato preguiçoso. — falou Tsukishima ao se separar do beijo.
— Oh por você Corvinho eu sou louco. — Falou Kuroo com um grande sorriso.
A mesa de roda começou a se mover em direção às escadas e Daichi com uma bengala travou a roda derrubando Sugawara e Nishinoya.
— Ahhh. — gritaram Sugawara e Nishinoya ao escorregarem as escadas em cima de uma bandeja de alumínio.
— Nishinoya! — exclamou Sugawara feliz ao ver seu filho nos seus braços. — olha só, é um menino outra vez, eu nem posso acreditar, esse ligeirinho hahahaha… — falou dando um abraço apertado em Nishinoya.
Os aldeões voltaram para o castelo ao terem suas lembranças de volta.
— Que saudades Toka, finalmente. — falou Tanaka abraçando Toka enquanto Shimizu dava beijinhos nela.
— Suga? — perguntou Asahi se aproximando.
— Oh Asahi! — exclamou Sugawara surpreso ao ver o amigo.
— Noya, eu me lembro. — falou Asahi olhando para o baixinho.
— Asahi!! — gritou Nishinoya pulando em cima dele o abraçando.
Hikota olhava tudo de longe sorrindo para o quão feliz todos estavam.
— Daichi? — perguntou Michimiya em dúvida indo em direção de onde Daichi estava.
— Oh não. — falou Daichi ao ver que era.
— Me senti tão só. — falou Michimiya o abraçando feliz por encontrar ele.
— Transforma-me em um relógio, transforma-me em um relógio… — sussurrava Daichi para si mesmo desesperado.
— Kuroo. — falou Tsukishima ao olhar em direção da porta do castelo. — olhar. — indicou a mesma para ele ver.
Na entrada do castelo saiam de mãos dadas Shoyo com um sorriso de um sol e Kageyama com um sorriso assustador.
— Ahh o meu rei. — falou Kuroo se aproximando dos dois e se curvando, logo em seguida foi Tsukishima.
— Oh Kuroo, meu amigo. — cumprimentou Kageyama estendendo a mão que foi puxada por Kuroo para um abraço.
— Ahh como é bom te ver. — falou Kuroo se separando do abraço.
— Nos salvou Baixinho. — falou Tsukishima para Shoyo que o olhou indignado.
— De nada Poste. — provocou Shoyo logo depois.
— Shoyo! — gritou Nishinoya antes de pular em cima de Shoyo.
— Mas o que? — falou Shoyo ao cair no chão com um menino em cima dele.
— Sou eu o Nishinoya. — falou Nishinoya com um sorrio enorme.
— Oh Noya. — falou Shoyo antes de abraça Nishinoya com força.
Fale com o autor