Shoyo ficou ao lado de Kageyama que estava deitado no chão.

— Você voltou. — falou Kageyama segurando a mão de Shoyo.

— É claro que eu voltei, eu nunca mais vou te deixar. — falou Shoyo dando um pequeno sorriso em meio às lágrimas.

— Eu acho que é a minha vez de ir. — falou Kageyama olhando nos olhos úmidos de Shoyo.

— Estamos juntos agora, vai ficar bem. — falava Shoyo tentando acalmar a si mesmo.

— Eu consegui te ver. — falou Kageyama colocando uma mão no rosto de Shoyo. — um consegui t…… — não conseguiu completar sua fala pois tinha desmaiado.

A última pétala do girassol havia se soltado.

— Não, não, por favor não me deixe. — falava Shoyo desesperado abraçando o corpo de Kageyama inconsciente.

A última pétala do girassol tinha caído em cima da mesa.

Enquanto isso na entrada do castelo.

— Conseguimos corvinho, a vitória é nossa. — falava Kuroo animado.

— Oh.. — resmungou Tsukishima nos bracos de Kuroo.

— Corvinho? — perguntou Kuroo ao ouvir o resmungo de Tsukishima. — Corvinho! — falou desesperando quando o mesmo não respondeu. — oh não. — disse triste ao notar que ele tinha se tornado um objeto sem vida.

— Maestro, você foi tão corajoso. — falou Shimizu em frente a Tanaka. — adeus meu amor. — disse antes de cair no sono.

— Amore! — chamou Tanaka olhando para Shimizu. — não me deixe… — chorava Tanaka até que parou.

— Au… au.. — Toka tentava acordar seus donos não tendo muito sucesso. — Au… — até ficar sem vida.

— Nishinoya! Nishinoya! Alguém viu o Noya? — perguntou Sugawara desesperado procurando o seu filho. — Ele morreu, onde está aquele menino. — disse antes de ficar sem vida na frente de Kuroo e Daichi.

— Papai! — gritou Nishinoya antes de pular da janela.

— Oh não. — exclamou Daichi ao ver Nishinoya pular da janela.

— Papai! — falou Nishinoya antes de apagar caindo em direção do chão, Atsumo o salvou antes de se estraçalhar no chão, colocou ao lado de seu pai na mesa de rodas depois ficou imoveu ao lado.

— Kuroo, eu não consigo... falar… — disse Daichi na frente de Kuroo.

— Fique tranquilo relógio. — falou Kuroo tentando acalmar Daichi.

— Não dá… Kuroo… amigo… foi uma honra servir… junto — falou Daichi antes de não poder mais.

— A honra foi minha. — falou Kuroo se curvando para Daichi antes de virar um objeto inanimado.

O castelo perdeu sua vida e se tornou assim mais sombrio e triste.

Voltando para a ala oeste, Hitoka estava a caminho de recolher o girassol da cúpula.

— Não morrar. — falava Shoyo em lágrimas. — não me deixe, eu te amo. — falou beijando a testa de Kageyama.

Hitoka ao ouvir isso olhou para ele e decidiu quebrar a maldição que tinha colocado sobre todos do castelo.

De repente, uma luz brilhante cobriu o corpo de Kageyama e o ergueu no ar.

Quando a luz se apagou, Kageyama havia se tornado um príncipe, o homem que Shoyo havia visto num quadro quando visitou pela primeira vez a ala oeste.

Shoyo se aproximou olhando para ele curioso.

— Hinata, sou eu. — falou Kageyama apontando para si mesmo.

— Sim é você. — falou Shoyo olhando nos olhos de Kageyama os reconhecendo.

Shoyo abraçou Kageyama animado por ele estar vivo, ao se separar do abraço Kageyama beijou Shoyo.

Ao quebrar a maldição o castelo voltou a ser como era antes.

— Au au au — latiu Toka ao voltar a ser uma cachorra, e foi fazer xixi nas pernas do cabideiro.

— Ah não. — disse Atsumo quando voltou a ser um humano. — chocho. — expulsou Toka para longe dele.

— Ahhhh.. — cantou Shimizu ao voltar a ser humana. — maestro!?

— Madame. — falou Tanaka na frente de Shimizu.

— Maestro. — falou Shimizu pulando em cima de Tanaka o beijando.

— Oh ohhh.. Kuroo. — falou Daichi quando Kuroo voltou a ser humano.

— Humm Daichi. — falou Kuroo apontando para Daichi. — vencemos o relógio hahaha. — começou a rir junto de Daichi.

— O mi amigo. — Falou Daichi ao ser abraçado por Kuroo.

— Corvinho? — perguntou Kuroo em dúvida para um punhado de penas. — Corvinho! — exclamou ao ver Tsukishima se levantar. — oh meu amor. — falou agarrando Tsukishima e o beijando.

— Ficou louco de pedra seu gato preguiçoso. — falou Tsukishima ao se separar do beijo.

— Oh por você Corvinho eu sou louco. — Falou Kuroo com um grande sorriso.

A mesa de roda começou a se mover em direção às escadas e Daichi com uma bengala travou a roda derrubando Sugawara e Nishinoya.

— Ahhh. — gritaram Sugawara e Nishinoya ao escorregarem as escadas em cima de uma bandeja de alumínio.

— Nishinoya! — exclamou Sugawara feliz ao ver seu filho nos seus braços. — olha só, é um menino outra vez, eu nem posso acreditar, esse ligeirinho hahahaha… — falou dando um abraço apertado em Nishinoya.

Os aldeões voltaram para o castelo ao terem suas lembranças de volta.

— Que saudades Toka, finalmente. — falou Tanaka abraçando Toka enquanto Shimizu dava beijinhos nela.

— Suga? — perguntou Asahi se aproximando.

— Oh Asahi! — exclamou Sugawara surpreso ao ver o amigo.

— Noya, eu me lembro. — falou Asahi olhando para o baixinho.

— Asahi!! — gritou Nishinoya pulando em cima dele o abraçando.

Hikota olhava tudo de longe sorrindo para o quão feliz todos estavam.

— Daichi? — perguntou Michimiya em dúvida indo em direção de onde Daichi estava.

— Oh não. — falou Daichi ao ver que era.

— Me senti tão só. — falou Michimiya o abraçando feliz por encontrar ele.

— Transforma-me em um relógio, transforma-me em um relógio… — sussurrava Daichi para si mesmo desesperado.

— Kuroo. — falou Tsukishima ao olhar em direção da porta do castelo. — olhar. — indicou a mesma para ele ver.

Na entrada do castelo saiam de mãos dadas Shoyo com um sorriso de um sol e Kageyama com um sorriso assustador.

— Ahh o meu rei. — falou Kuroo se aproximando dos dois e se curvando, logo em seguida foi Tsukishima.

— Oh Kuroo, meu amigo. — cumprimentou Kageyama estendendo a mão que foi puxada por Kuroo para um abraço.

— Ahh como é bom te ver. — falou Kuroo se separando do abraço.

— Nos salvou Baixinho. — falou Tsukishima para Shoyo que o olhou indignado.

— De nada Poste. — provocou Shoyo logo depois.

— Shoyo! — gritou Nishinoya antes de pular em cima de Shoyo.

— Mas o que? — falou Shoyo ao cair no chão com um menino em cima dele.

— Sou eu o Nishinoya. — falou Nishinoya com um sorrio enorme.

— Oh Noya. — falou Shoyo antes de abraça Nishinoya com força.