O Silenciar das Almas
1 O Silenciar das Almas
Notas iniciais
Espero que gostem.
Imprudência
Sua vida é tão indigna quanto sua existência
Nada que faça é motivo de orgulho
Nada que diga é levado para o futuro.
Abandonada
Largada e joga as traças.
Suas roupas são mais sujas que as palavras que saem de sua boca
O seu orgulho é mais manchado e pisado do que a grama.
Enferma, amaldiçoada
Sua sombra é carregada de almas
Almas lambuzadas de um carma infernal.
Gritos... Gritos... Gritos...
Eu ouso gritos ao longe de mim
Há esse carma que eu carrego ate o fim.
A mancha de sangue em marfim
As vozes. Essas vozes não saem de mim.
Pedem sangue
Pedem poder.
Elas querem a minha alma
Elas buscam a minha vida
Elas buscam salvação.
Eu busco salvação e o que encontro é um mar de Escuridão.
Gritos... Gritos... Gritos...
Esse escuro, eu tenho medo desse escuro
Eu tenho medo da solidão
Do vazio.
Eu tenho medo de vagar por esses corredores
E me perder nas curvas da desilusão.
Essas vozes gritam... Elas gritam
Elas buscam o meu corpo
E quanto mais corro delas. Mas perto as sinto.
Elas exalam... Exalam sangue fresco
Sangue negro como o carvão.
Elas são almas vividas da pura escuridão.
A minha alma busca salvação
A minha alma tenta mudar o curso dessa isolação.
Eu vejo o meu fim
Eu vejo minha alma lambuzada nesse desespero.
Eu vejo meu corpo ferido caído ao chão
Eu sinto cheiro de sangue
Eu sinto alguém gritar o meu nome
Eu sinto o seu perfume
Eu sinto o seu toque
O seu tão calmo e perfeito toque
E por fim. Meus olhos não o vê.
Eu lembro... Eu busquei no vazio dos meus pensamentos
Eu me lembro desse momento
O angustiante Adeus...
Seus lábios profetizam algumas palavras
Dóceis palavras.
Eu sinto essas palavras
Eu... Te... Amo... Sempre lhe amei... Por que... Porque fez isso?
Lagrimas... Eu sinto suas lagrimas
E por fim. Não sinto mais nada.
Meu corpo inerte sem vida
E minha alma banida para o fim da escuridão
Perdão... Perdão... Eu quero tanto o teu Perdão.
Eu lhe amo
E por esse amor eu lhe abandonei.
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