O Sharingan Misterioso
5 Capítulo 5
Notas iniciais
"– Impeçam isso, não podemos deixar que esses dois se aproximem
– HAI
– Dispensados – os observou saírem – então... Sayumi Uchiha está viva..."
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Capítulo 5
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Houve um estardalhaço no esconderijo, um vaivém de gente irritante querendo satisfação do que acontecera:
– SASUKEEEEEE – Suigetsu, ao me avistar, veio até mim em passos firmes e agarrou meu colarinho – O QUE ACONTECEU AQUI?
– ... Uma visita – disse depois de um tempo tirando as mãos dele de mim
– SASUKE-KUN, POR FAVOR, ME PROTEJA – a irritante Karin correu desesperada agarrando meu braço.
– Sasuke-kun – aquela voz sombria silenciou o lugar, Orochimaru aproximou-se de mim – quem era?
– Não lhe interessa – respondi frio
– Oh, interessa sim, e muito – Kabuto materializou-se ao seu lado – Orochimaru-sama, antes de a caverna explodir, a única a passar por aqui foi... Sayumi Uchiha – e sorriu irônico não tirando os olhos de mim
– Haaa, interessante – me entregou um vidrinho – pode precisar – e retirou-se.
Era veneno.
Após a calmaria se instalar, enquanto caminhava lentamente até meu destruído quarto, comecei a me questionar em como Sayumi estava viva. Onde ela esteve? Por que resolveu aparecer apenas agora, depois de anos? E o mais crítico: por que ela quer me matar? Está fria, tanto quanto eu, tanto quanto gelo. Ela era tão diferente de sua forma atual... Será que o futuro acabou por mudá-la? Não sei, mas... Gostei dessa nova personalidade, preciso encontrá-la, ela me deve.
Saí das ruínas à sua procura.
POV’s Sayumi
Caminhava por entre as árvores, lembrando-me de coisas passadas e, incrivelmente, sentindo um aperto nostálgico no peito... Até um vulto surgir da vegetação:
– Sayumi
– Uchiha, o que faz aqui?
– Cobrar explicações
– Não te devo nada
– Ah, você deve.
Ele caminhou até mim, eu recuava até bater as costas em uma árvore e ele me deixar sem saída com os braços nas laterais da minha cabeça. Maldito:
– Sem gracinhas, Uchiha
– Não estou pra gracinhas – mostrou um sorriso de canto e após tornou-se sério novamente – agora, explicações.
– Apenas fui mandada para te matar
– Pois? – droga, é perto demais.
– N-não sei – eu... Gaguejei? Eu nunca mais havia gaguejado –, mas missão é missão.
– Eu não vou permitir – colou o corpo dele no meu, não, PARE!
– Uchiha, ch-chega – estava ofegante, e eu sabia dos riscos que aquilo levaria, mas estava sem escapatória. Um maldito e involuntário baixo gemido escapou de meus lábios, merda.
– Por quê? Você parece nervosa, agora é a minha vez de te seduzir – chegou perto de meu ouvido e disse com uma voz perigosamente rouca – Sayumi-chan
Aquele sufixo enviou correntes elétricas por todo meu corpo, meu pelos da nuca se eriçaram e me senti quente, isso que era estar excitada?
Meus devaneios foram interrompidos pela pior coisa que ele podia fazer...
Me beijou.
Toda a minha vida eu vi o futuro das pessoas, algo como viver nesse futuro, o único motivo de eu continuar viva era o mistério... O meu mistério. E o que eu mais temia aconteceu. Eu o vi. Tudo. Alguns podem pensar "como? É apenas um beijo" e sim, é apenas um beijo; porém era eu que "beijava" ele, não havia sentimento algum, mas aquele... Aquele beijo possuía um sentimento, um pecado: a luxúria. Uma coisa que eu mesma me proibira era experimentar sentimentos profundos, os máximos eram felicidade, tristeza, ódio... Outro ponto eram contatos de máximo atrito corporal... nada. Nunca cheguei nem a me olhar no espelho por culpa do medo, não sei como sou, só sei que... não sou uma Uchiha.
Não possuía as mesmas preocupações de uma pessoa normal. Menti. Menti à todos, distorcia seus futuros. Enganava-os. Suas ações e pensamentos teriam um futuro trágico, deplorável. Menti. Menti à todos ao dizer que o ataque de revolta do clã Uchiha contra Konoha seria um sucesso pelo fato de eu querer protegê-lo... Itachi. Fugi. Fugi sem olhar para trás, sem despedidas, sabia que o pequeno ficaria bem, prometi a mim mesma. Sabia que mesmo tentando salvá-lo Itachi seria morto, eu não vi, ele me contara, e tudo levaria a este ponto. Onde está a minha sanidade?
– Não... Uchiha – dizia entre malditos gemidos involuntários e os finos lábios dele.
A cada tentativa de me afastar ele me puxava para mais perto, parece que sua sanidade também se fora.
Todavia um fio de consciência me atingiu e consegui despertar.
"NÃO".
Soltei-me bruscamente dele e, por causa de minhas pernas bambas, fui ao chão, ofegante.
– Não... Não! Isso não pode estar acontecendo – sussurrava
Aquele futuro perturbador martelava em minha cabeça, era sufocante.
– O que foi? Não aguentou? – disse irônico com um sorriso de canto
– CALA A BOCA UCHIHA DE MERDA! – gritei em desespero com grossas lágrima caindo de meus olhos, rolando por minhas bochechas e por fim chegando ao queixo. Faziam anos que eu não chorava. Ele mostrou-se levemente assustado com a minha reação. – Uchiha... por favor... me mate – supliquei
Ele ficou pensativo por um bom tempo até pronunciar
– É matar ou ser morto – começou a andar até mim armando-se de sua katana, aquele coração mole realmente tem a coragem?...
POV's Sasuke
– Me mate – suplicou desesperada
Ela estava chorando, algo que nunca havia visto antes. O que aconteceu durante aquele beijo que a deixou daquela forma e pedir algo desse patamar?
O que estava acontecendo com ela?
O que estava acontecendo comigo?
Eu nunca a beijaria desse jeito, porém seu modo demasiadamente frio — até mais que o meu — me atraiu, muito mais que aquele mascarado de menina doce por fora e amarga por dentro... Algo agridoce, algo que descobri muito tempo depois.
Porém eu não poderia me deixar levar, se eu não a matasse agora, ela me mataria. Armei minha katana e fui em sua direção.
– É matar ou ser morto.
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"Quantas vezes você se machucou? Já se esqueceu da dor? O sangue vermelho que cai o lembra que você está vivo"
Tsuki no Okisa
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