O Sequestro - Cobrade
11 Salvando Jade Parte 2
Notas iniciais
– Socorro! outro grito desesperado e dessa vez pude ter uma noção de onde vinha.
– Já mandei calar a boca! -Luiz gritou, estava vindo do cativeiro dela. A porta da entrada estava aberta, desci as escadas correndo e me deparei com uma cena horrivel. Jade estava no chão, Luiz estava em cima dela e mobilizou seus braços. Ele segurava o pescoço dela com força, de modo que a sufocava. A saia dela estava levantada e Luiz, com a outra mão, tentava tirar o cinto de sua calça. Felizmente ee ainda não tinha conseguido nada, aquela cena me causava repulsa. Meu sangue ferveu, corri para eles e deu um soco na cara do Luiz que caiu com a mão no rosto, peguei Jade no colo e a coloquei na antiga cama que ela dormia, seu lábio sangrava, uma marca de mão estava em sua bochecha, seu rosto estava vermelho e molhado por causa das lágrimas e logo a marca da mão de Luiz que a enforcava apareceu.
– Jade! Você esta bem? -abaixei a saia dela e a ajudei a sentar, ela respirava com dificudade e me olhava com um misto de alivio, surpresa e gratidão.
– Cobra... -ela sussurrou com a mão no pescoço, sua vós estava fraca. Logo começou a chorar ainda mais. Aquilo cortou meu coração.
– Ele conseguiu? -ela negou com a cabeça, suspirei aliviado e me voltei para Luiz que já estava de pé e me olhava furioso.
– Você é um idiota Ricardo, como o seu pai, ele era um fracassado assim como você! -gritou- Não gosto de ser interrompido, eu já ia dar um trato na patricinha. -Luiz tentou chegar perto dela novamente, mas eu me coloquei na frente da cama. Como ele teve coragem de fazer isso?
– E você é um cara nojento! Como ousa tocar nela sem que ela queira? Como você ousa tocar nela? Você não tinha o direito de tocá-la! -eu gritava.
– Faz parte do sequestro, ela é só uma patricinha vagabunda, ela ia gostar. -ele piscou para Jade e a olhava como se fosse um pedaço de carne. Eu estava me controlando, mas Luiz tinha um grande poder de me tirar do sério.
– Não se refira a ela desse jeito, nem a olhe desse jeito. Ela não é um objeto que você pode usar e jogar fora. Você não pensa nisso? -Luiz gargalhou e se aproximou de mim, eu estava armado caso ele tentasse algo.
– O que é isso Cobreloa? Porque está protegendo ela? Não está gostando da refém, está? -engoli seco, estava tão na cara assim?- Você gosta dela! Está escrito na sua testa. Estou louco para contar ao chefe.
– Só estou cumprindo ordens, nada mais. Você sabe que isso que pretendia fazer não estava nos planos.
– o chefe não precisa saber disso, mas vai adorar saber que você esta se relacionando com a refém.
– Chega Luiz, chega disso. Vai embora agora mesmo, eu não quero ver você aqui.
– E desde quando você manda em alguma coisa? Só saio daqui com ordens dele.
– Você sabe muito bem que sei muitos podres seus. Muitas coisas que você fez que ferrou muitos planos e o chefe iria adorar saber que largou o posto no roubo do banco de Las Vegas para suprir suas necessidades sexuais. -sorri vitorioso, Luiz estaria ferrado se conta-se tudo aquilo a Lobão- Então acho melhor você voltar para o esconderijo, eu vou ligar para o chefe e inventar alguma desculpa para sua volta, mas se você disser qualquer mentira sobre mim eu vou ser obrigado a dizer seus podres, a escolha é sua. -depois de uns minutos refletindo Luiz baixou a guarda e assentiu.
– Tudo bem. Eu to caindo fora, mas não pense que vou deixar tudo isso passar, vai ter volta Cobreloa.
Ele lançou um breve olhar para Jade e depois me encarou. Logo ele se dirigiu para escada e tive de ir atrás dele, mas antes sussurrei um "já volto" para Jade que ainda tentava se recuperar. Depois que ele foi embora voltei para acalmar Jade e ver el chorando encostada na parede e me olhando cortou meu coração. Luiz ia me pagar por ter machucado a minha princesa.
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