O Sentido da Vida

8 O Filho Perfeito


Notas iniciais
Oi oi oi! Como vcs tão? Todos bem, eu espero. Aqui está mais um capítulo, e eu espero que vocês gostem! Eu quero agradecer de novo à Paula Granger, que está me ajudando bastante com a fic. Obrigada flor ♥ Boa Leitura!

John

Hoje eu posso dizer que o meu dia esta bom, ótimo na verdade! Encontrei com aquela menina na lanchonete e depois, quando estava saindo, Amanda, a garota que trabalha no caixa disse que precisava falar comigo.

Flash Back On

— John! Vem cá, preciso falar com você! — Ela disse. Achei estranho, pois ela quase nunca fala comigo, mas fui assim mesmo.

— O que foi? — Perguntei nada interessado.

— Lembra daquela garota que estava aqui hoje de manhã, aquela que estava sentada ali perto da janela? — Disse apontando para a mesa. Nessa hora meu coração disparou de tal forma que quase não consegui responder.

— S...Sim, por quê? — Respondi tentando não gaguejar, o que foi quase impossível.

— Bem, ela parecia interessada em você. — Estaria sonhando ou o que?

— Por quê? O que ela disse? — Nesse momento quase não conseguia conter minha felicidade.

— Ah, ela me perguntou o seu nome. — Disse Amanda em um tom realmente bem animado.

— E você respondeu o que? — Tornei a perguntar tentando ser o mais normal possível

— Ah eu disse que seu nome era John... — Ouve um longo silencio, eu esperava que continuasse a falar, mas pelo visto ela não diria mais nada.

— E...? — Perguntei assim que percebi que ela não iria adiante.

— E... Nada ora! — Respondeu direta.

— Ah para de fingir, eu sei que você falou mais alguma coisa! — Já estava ficando nervoso. O que será que a Amanda havia falado para ela?

— Bem... Eu só disse que você trabalha aqui e que seus pais são os donos da empresa... — Ótimo pelo menos ela não falou besteira. — E que era para ela desistir de você por que você tem namorada!

— O QUE? — Exclamei sem me importar com o tom de voz. O que essa idiota tem na cabeça? Já faz quase uma semana que eu terminei com a Emily!

— Ah, qual é! Só te livrei de mais uma. Se você quiser existem outras bem melhores e que estão caindo nos seus pés!

— Para de se intrometer na minha vida Amanda! — Disse saindo de lá. Precisava esfriar minha cabeça. Não sei por qual motivo, mas depois que Amanda disse tudo aquilo fiquei muito estressado, fui direto para meu lugar preferido da cidade, poderia dizer até que lá era meu “refúgio”. Era um grande jardim abandonado, o qual uma vez já fora cheio de pessoas, mas agora estava totalmente tomado pelas árvores e flores. Desde pequeno sempre o frequentei. Se não estou enganado descobri esse lugar quando ainda era um menino de doze anos e estava na quinta série. Tinha brigado com meus pais e não queria ficar em casa, por isso sai de lá e comecei a andar pela cidade, até que logo cheguei em um pedaço que tudo parecia ser abandonado e assim achei esse jardim. Me sentei embaixo de uma grande árvore como sempre fazia e fiquei pensando nos acontecimentos da tarde. Eu nem mesmo sei o nome dela e agora deve estar achando que sou comprometido. Ótimo, Pelo menos agora eu sei que ela se interessou em mim, não é? Se não fosse isso ela não teria perguntado meu nome para Amanda. Estava tão perdido em pensamentos que mal pude notar que um pequeno sorriso escapou pelos meus lábios.

Flash Back Off

Estava voltando para casa quando vejo um vulto mais a frente. Era uma pessoa e parecia estar desesperada do tanto que corria. Fui diminuindo a velocidade do carro para ver se precisava de ajuda, mas então eu vejo, não era qualquer pessoa. Era ela. Nesse momento várias perguntas passaram pela minha cabeça enquanto ela me encarava com a mesma cara de espanto que eu devia estar.

— Está tudo bem? — Foi somente então que percebi que ela chorava. Antes nem havia percebido isso, mas agora como estava mais perto pude confirmar. Ela não me parecia nada bem e eu tive que lutar contra a grande vontade de pegá-la nos braços e abraçá-la enquanto a consolava do que quer que fosse.

—Hã ... sim, não foi nada. Desculpe, eu preciso ir. — Disse ela limpando as lágrimas que insistiam em cair e logo virou-se e voltou a correr.

— Ei! Você que uma carona? — Perguntei. Ela parou de correr e me olhou.

— Seria ótimo! Claro, se não for problema— Por um momento pensei que iria recusar, mas abriu um tímido sorriso ao falar

— Não é problema nenhum — Disse retribuindo o sorriso. — Então ... Para onde você está indo?

— Pro Hospital — Falou em um tom tão baixo que eu quase não escutei. Agora eu entendia o porquê do choro, ou pelo menos tinha uma suspeita. Por um tempo que parecia uma eternidade o silencio se instalou entre nós. Até que ela o quebrou.

— Ah, desculpe, não me apresentei, meu nome é Sophie.

— Prazer, John. — Disse lhe dando uma rápida olhada. Notei que ela olhava fixadamente para mim, e ao perceber que a vi, ela corou e logo voltou a olhar para frente. — Hmm... Você é nova aqui na cidade, não?

— Bem... Eu morava aqui, mas fui para Raleigh cursar a faculdade. Agora eu voltei, por — Hesitou um pouco e continuou —... Assuntos pessoais. — Dizia ela. Eu somente ouvia concordando levemente com a cabeça. Quando chegamos ao hospital, para minha sorte encontrei uma vaga para estacionar logo na entrada.

— Obrigado pela carona! Nos vemos por ai. — Disse ela já indo em direção a portaria.

— De nada! — Praticamente gritei para ela escutasse, o que deu certo pois antes de entrar ela me olhou e sorriu. Fiquei mais alguns minutos parado dentro do carro, até voltar para casa. Ao chegar me deparo com os meus pais e os pais de Emily, todos sentados na sala. Já ia subindo para o quarto quando ouço a voz da minha mãe me chamando.

— Filho, por favor, pode vir aqui? — Voltei até a sala e então foi a vez de meu pai falar.

— John, você poderia nos explicar por que os pais da Emily estavam aqui dizendo que ela não quer sair de casa por que você terminou com ela? — Mal tinha percebido que eles já haviam ido embora. Bosta! Emily sua v... — Então? Vai ficar só nos olhando ou vai nos explicar?

— Sim, não, quer dizer, sim... — Meus pais me olhavam como se o que eu falasse fosse a coisa mais importante do mundo. — Eu não sei como falar... Sim, eu terminei com ela, mas eu tenho meus motivos!

— Ah, e quais são? — Meu pai perguntou em tom de deboche.

— Ela me traiu! Eu a vi com um colega da faculdade! Eles estavam se beijando no quarto dela e pelo que deu para perceber não seriam somente beijos! — Disse áspero praticamente gritando. Ambos me olhavam como se eu houvesse dito a pior mentira do mundo.

— A Emily é uma menina de família, nunca ousaria fazer isso! Já ao contrário dela, você não se importaria se isso acontecesse com você! Você não tem vergonha na cara! Eu e sua mãe sempre te demos tudo do bom e do melhor a sua vida inteira e é assim que você agradece? — Respondeu ríspido.

— Será que vocês não percebem? Vocês só me deram dinheiro, nunca me deram amor, carinho, nunca se importaram comigo! Eu sempre tinha que ser o filhinho perfeito dos pais perfeitos! Vocês sempre me obrigaram a fazer as coisas que vocês queriam, nunca pude decidir por mim mesmo! Sempre segui suas ordens, nunca desobedeci vocês! Mas agora não será mais assim! Eu cansei, cansei de sempre ter de fingir que tudo está bem, enquanto vocês só brigam. Eu não quero mais fazer faculdade de Direito, eu vou começar a fazer Medicina que sempre foi o meu sonho, que nunca pude realizar, pois deveria ser o filho perfeito, onde os pais decidiam o futuro. Eu já sou maior de idade, por isso vou me mudar! Não quero mais morar aqui. Vou fazer minha faculdade em outro lugar e vocês não vão me impedir. —Terminei de falar e percebi que minha mãe chorava. Eu nunca quis fazê-la sofrer, mas não poderia desistir agora. Olhei para o meu pai e o mesmo me encarou com raiva nos olhos. Ele não tinha argumentos para me impedir. Subi para o quarto, tomei um banho e me joguei na cama. Não demorou muito até pegasse no sono.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo! Beeijos, até o próximo ;**