O Sentido da Vida

10 Meu Porto Seguro


Notas iniciais
Oi oi! Gente, desculpa! Ja era para mim ter postado esse capítulo a alguns dias atras, mas como era feriado e eu estava viajando, eu não consegui :( Temos leitoras novas! Uhuul! Estou bem feliz que tem pessoas gostando da minha fic, e ainda mais feliz por elas estarem comentando *-* Mas ainda tem leitores fantasmas que eu não conheço, então, se apresentem! Prometo se legal ^^' Agora, sem mas enrolação, vou deixar vocês lerem o capítulo ;P Boa Leitura!

Sophie

Era de manhã e fazia-se três dias que minha mãe havia falecido. Eu não queria voltar para Raleigh, pois sabia que não conseguiria voltar a vida normal tão rápido, mas também não queria ficar ali na casa dos meus pais, com ele e minha irmã.

Passei um bom tempo pensando o que eu iria fazer. Eu tinha que voltar para minha cidade, voltar para a faculdade. Passara pouco mais de uma semana e tinha um mês livre de aulas, então teria ainda quase três semanas para por meus pensamentos no lugar.

Olhava os álbuns de fotos de quando eu era pequena, quando uma foto chamou a minha atenção. Tinha mais ou menos uns doze anos, estava montada em um cavalo. Um grande sorriso se abriu ao ver essa foto. Sabia onde ir.

Na hora do almoço disse ao meu pai e minha irmã que sairia e que só voltaria talvez daqui umas duas semanas. Peguei uma mochila, coloquei algumas coisas necessárias como dinheiro, documentos, celular e claro roupas. A sensação era tão boa que não conseguia conter minha felicidade. Fazia anos que que não voltava naquele lugar. Estava morrendo de saudades.

***

Depois de quase uma hora de viagem, cheguei ao meu destino. Desci do ônibus quase correndo e assim fui até aquela linda casa, que continuava igual, mesmo depois de muitos anos. Bati na porta, quase impaciente e nada, bati de novo e novamente nada. Já ia bater uma terceira vez quando uma mulher já idosa, com cabelos grisalhos, que deveria beirar os sessenta anos abriu a porta. Ao me ver abriu uma enorme sorriso.

— Sophie! Quanto tempo! — disse a senhora me puxando para um longo abraço.

— Rosa! Que bom te ver. Faz tempo mesmo! — eu disse, abrindo um grande sorriso e retribuindo ao abraço. — Eu estava morrendo de saudades!

— Ah querida, eu também estava! Venha, entre.

Entrei na casa. Assim como o lado de fora, por dentro a casa continuava igual, impecável como sempre. A sala era de móveis rústicos, assim como quase toda a casa. Em cima de um pequeno balcão pude ver uma foto minha em cima de um cavalo. Era a mesma da qual eu havia visto em casa.

— Você ainda tem essa foto? — perguntei com os olhos marejados.

— Mas é claro Sophie, por que eu não iria ter? — eu a abracei. Ela pareceu se assustar por um momento, mas logo retribuiu o abraço. — Então, o que te trás aqui, depois de tantos anos?

Ela provavelmente percebeu minha mudança de expressão, pois logo pegou minha mão e me levou até o sofá.

— Aconteceu alguma coisa querida? — eu precisava desabafar com ela. Ela sempre me entendia, desde pequena.

— A minha mãe... Bem, você deve saber que ela estava com câncer.

— Oh Sophie! Meus pêsames. — ela disse, me abraçando novamente. Quando me olhou pude ver que ela também chorava.

— Sabe, é tão difícil acreditar que ela morreu. Parece que estou em um pesadelo que não acaba.

— É Sophie, é difícil, mas temos que seguir em frente, não é?

— Sim... Você se parece muito com ela sabia? Ela me disse a mesma coisa. — eu disse sorrindo.

— É anjo. Nós tínhamos muitas coisas em comum. — disse sorrindo também. — Mas então, você não vai querer ver o Faísca? — ao ouvi-la falar isso meus olhos brilharam e no mesmo instante me levantei.

— Claro! Imagina se eu iria deixar de vê-lo!

Rapidamente fui até um pequeno estábulo. Era um pouco afastado da casa, mas logo cheguei. Pude ouvir Rosa rindo e vindo calmamente atrás de mim.

— A cela esta lá dentro, caso você queira montá-lo — disse ela. logo corri para pegar a cela.

Rosa era uma velha amiga da minha mãe. Era quase como uma mãe para ela. Tinha uma grande fazenda, onde morava com seu marido Jorge. Eles tinham um filho, mas que já era casado e vivia na cidade. Antes de ir morar em Raleigh, eu e minha família vínhamos aqui quase todos finais de semana. Eu amava esse lugar e ainda continuo amando. Essa fazenda sempre foi como um porto seguro para mim, sempre que eu precisava pensar ou descansar, eu vinha aqui.

Faísca é um cavalo puro sangue que ganhei de Rosa e Jorge quando fiz doze anos. Fiquei extremamente feliz ao saber que ele ainda estava vivo.

Entrei no estábulo e em menos de cinco minutos Faísca já estava selado. Depois de montá-lo fui direto para um grande campo que ficava a alguns duzentos metros da casa. Comecei a galopar. Como eu sentia falta daquilo! Parecia que eu estava voando. Me sentia novamente livre. Estava tranquila, nenhum pensamento me atormentava. Tudo que eu sentia era o vento batendo em meu rosto e jogando meus cabelos de um lado para o outro. Enquanto cavalgava, me lembrei de uma de uma música que adorava, e nela dizia:

“When she was just a girl

"Quando ela era apenas uma garota

She expected the world

Ela tinha expectativas do mundo

But it flew away from her reach

Mas este escapou de seu alcance

So she ran away in her sleep

Então ela fugiu em seu sono

And dreamed of paradise,

E sonhava com o paraíso,

Every time she closed her eyes”

Toda vez que ela fechava seus olhos"

***

Fiquei cavalgando até o por do sol quando voltei até o estábulo. Desci do Faísca, tirei-lhe a cela, guardei tudo em seu devido lugar e fui indo em direção da casa pois Jorge provavelmente já havia chegado.

Entrei na casa e fui até a cozinha onde Rosa preparava o jantar. Jorge estava sentado assistindo as noticias da cidade, na pequena televisão. Ao me ver abriu um grande sorriso e logo veio me abraçar.

— Sophie! Que bom te ver! Nossa... Como você cresceu!

— Ah Jorge! Também estou muito contente em ver você! — disse sorrindo.

— Então era essa a surpresa que você disse que tinha para mim Rosa? — ele perguntou animado para a esposa.

— Sim Jorge. A Sophie vai ficar alguns dias aqui conosco! — respondeu igualmente empolgada.

— Mas que bom minha pequena! Eu já estava com saudades de você. E então, já viu o Faísca? — perguntou enquanto me refrescava com um grande copo de água gelada

— Claro que não! Ela ficou dentro de casa durante toda a tarde! — Rosa respondeu irônica, me fazendo rir.

— Sim Jorge, eu estava com ele até agora!

— Ah que bom! Ele estava com muitas saudades de você. — novamente sorri.

— Eu também estava morrendo de saudades dele. Eu não me lembrava o quão bom era passear com ele. Isso faz muita falta para mim. — disse triste. E era verdade. Eu sentia muita falta do tempo que eu passava naquela fazenda.

— Mas então agora você pode aproveitar por todo esse tempo que estava fora. E eu tenho certeza que o Faísca vai adorar a ideia. — Ele disse me animando.

— Sophie, se você quiser subir lá e tomar um banho, pode ir. Logo a janta estará pronta. — disse a senhora. — Ah, eu ajeitei o quarto de hóspedes para você. Suas coisas já estão lá.

— Obrigada Rosa. — respondi simpaticamente. Fui até o quarto de hóspedes que por um bom tempo seria o meu quarto. Peguei um vestido curto pois estava muito quente, era da cor vermelha. Tomei banho, me troquei, prendi o cabelo em um coque e logo estava pronta. Desci as escadas e a mesa já estava posta. Sentamos e começamos nossa refeição.

— Então Sophie, você pretende ficar por aqui até quando? — Jorge me perguntou.

— Acho que por umas duas semanas... Claro, se não tiver nenhum problema.

— Não, é claro que não há problemas Sophie. Você é como uma filha para nós e sabe que pode até vir morar aqui se quiser. — disse a senhora sorrindo para mim. — Nós só queríamos saber por que daqui a mais ou menos uma semana nosso sobrinho Ryan vem nos visitar. Você se lembra dele? — sua expressão era um pouco mais séria.

— Sim me lembro dele. — disse forçando um sorriso. Ryan quase sempre vinha nas férias e nós nos encontrávamos muito. Ele sempre dizia que gostava de mim, mas eu nunca gostei dele, pelo menos não da forma como ele queria.

— Então se não tiver problema para você, para nós tudo bem.

— Sim, está tudo bem. E de qualquer forma não posso ficar por muito tempo, pois preciso voltar para Raleigh, para continuar a faculdade.

— Não Sophie, por favor, não pense que estamos lhe pressionando, não precisa voltar! — ela disse me repreendendo. — Nós estamos muito felizes por você estar aqui. Não se preocupe, Ryan mudou, não é mais aquele garotinho chato como ele era quando pequeno, e provavelmente agora ele vai lagar do seu pé. Já faz muito tempo que vocês não se vêem, e ele pelo que eu saiba ele esta namorando. — Rosa falou, pois sempre soube que ele gostava de mim.

— Okay. Eu fico! — Disse empolgada e sorrindo.

Depois de jantarmos, eu ajudei a lavar a louça e ajeitar as coisas. Já se passava das dez horas da noite quando fui para o quarto. Rosa havia deixado um pequeno armário vazio para que eu pudesse guardar minhas coisas. Depois de tudo guardado, fui ao banheiro, lavei o rosto e escovei os dentes, votei para o quarto, coloquei o pijama que havia deixado em cima da cama, fechei a janela e me deitei. Não conseguia dormir pois não parava de pensar no Ryan. Levantei, fui até a cozinha tomei um copo com água, subi e novamente tentei dormir, porém as lembranças daquele dia vieram à tona para minha mente.

Notas finais
E então? Gostaram? Ficaram curiosas? Bem, esse era o meu propósito aehuaehuae' Girls, vou tentar postar o capítulo o mais rápido possível, ok? Beeijos ;**