Notas iniciais
Oi seus lindos! Tudo bom? Espero que sim. *----* Amei escrever esse capítulo, sério u.u Mas, perguntinha: shippam Johnny e Haven? Respondam nos comentários. :B Boa leitura!

O seu sarcasmo e estupidez já nem me feriam mais, porém, conviver com a ausência do seu olhar era massacrante... Não sabia o que fazia de errado, mas Johnny me odiava intensamente. Estava exausta de tentar agradá-lo sem nenhum resultado positivo.

— Por que me odeia tanto? — perguntei, com certa dificuldade, enquanto ele fazia uma marca na minha barriga.

— Demônios só sabem odiar, querida. — falou sem nem me olhar, no entanto, eu mantinha minha atenção focada em seus movimentos.

— Não quero que você me odeie... — as palavras saíram como uma súplica. — Dói...

— Amar dói mais. — sentia que ele já estava começando a se irritar, mas eu precisava continuar, queria respostas.

— Você... Já amou? — ponderei com medo da sua reação.

— Eu amo. — parou de me marcar e olhou para mim com atenção.

— Quem? — meu coração palpitava freneticamente querendo que ele respondesse o mais rápido possível. Necessitava calar a minha curiosidade.

— Você. — sorriu serenamente e segurou a minha mão com um pouco de força. Mal pude acreditar no que estava acontecendo, sorri nervosamente, até que ele disse: — Mas lembre-se: nunca confie em um demônio.

Dizendo isso, virou meu pulso e pude ouvir e sentir o estalo do osso quebrando. Soltei um grito estridente e chorei o quanto pude. Ele simplesmente saiu e Alie veio ao meu auxílio.

— O que você disse para ele? — ela questionou enquanto passava folhas de ervas para aliviar a dor.

— Eu perguntei por que ele me odiava... — minha voz ainda estava falha por causa da dor e meu olhar estava aflito.

— E o que ele disse? — franziu o cenho esperando uma resposta com uma avidez incomum.

— Disse que me ama. — o choro voltou insistente e a vontade de gritar só aumentou... — Como se ama alguém assim, Alie?

— Preciso ir, menina. — pressionou as folhas no meu pulso e saiu correndo porta afora com uma expressão nervosa estampada na face.

Aquele foi o pior dia que passei no castelo. Cheguei a pensar em tentar fugir e sumir, só para não precisar vê-lo outra vez, mas logo lembrava que não havia como fugir de um demônio...

Confesso que a dor do pulso quebrado não pôde nem ser comparada com a dor de ouvi-lo dizer que me ama. Eu o amava e nunca havia sentido esse sentimento por ninguém, tal como ninguém havia sentido por mim. Esperava que tudo mudasse a partir desse passo, porém, retrocedeu. Agora, estava com o coração dilacerado.

Johnny era difícil de ser compreendido, como Alie me disse: "Ele é um monstro.”. Não sabia como ainda era capaz de o querer por perto... Fiquei sem vê-lo por alguns dias, não ousou ir até o meu quarto, enquanto eu estava me recuperando. E por incrível que pareça, cerca de três dias depois, eu estava com o pulso normal novamente, deve ter sido as ervas de Alie que ajudaram a sarar mais rápido. Mesmo assim, ele só apareceu uns cinco dias após o ocorrido...

— Haven? — estava deitada na cama e fingia dormir. — Levante-se.

Permaneci quieta esperando que ele fosse embora, mas não foi. Ficou em pé me olhando, pôs a sua mão levemente na minha bochecha, me fazendo carinho. Não pude deixar de me assustar com o contato de sua pele fria me tocando e estraguei o disfarce. Como poderia ignorar a mão que quebrou meu pulso?

— Tola. — abri os olhos e ele estava olhando pela janela com os braços cruzados sobre o peito. — Não aja assim, princesa. Amanhã é o nosso elo.

— Elo? — minha vontade era socá-lo, do que ele estava falando? Só esperava que não fosse a coroação. — Não vou casar com você.

— Ah, não? Achei que você me amava. — virou e ficou me olhando levantar. — Você disse.

— Eu nunca disse que te amava! — gritei com ele pela primeira vez. Meus dentes cerrados demonstravam a fúria tomando conta de mim. Sentia meus olhos escurecendo.

— Mas pensou! — Ele ficou na minha frente e eu não recuei. Não fraquejaria de novo. — Não preciso nem ver seus pensamentos para saber que você me ama.

Nada pude responder, ele estava praticamente com a boca colada na minha. Estava pronta para dar um ataque e o socar, mas ele pegou minhas duas mãos entrelaçando nossos dedos e me beijou. Tentei tirar as minhas mãos das dele, mas não consegui, então virei o rosto rejeitando o seu beijo.

— Não me negue...

Afastei-me indo para perto da porta, ele foi no meu encalço e quando virei, me agarrou rente a parede. Meu coração batia tanto que podia ser ouvido claramente com a minha respiração curta.

— Você é minha.

Dessa vez, não tive tempo de fugir, suas mãos prendiam meus braços acima de nossas cabeças e ele beijava meu pescoço pausadamente. Desfrutava do aroma do seu cabelo e já não queria mais fugir. Ele parou os beijos e olhou dentro dos meus olhos por longos segundos, soltou meus braços e voltou a me beijar. O agarrei pelos cabelos e suas mãos começaram a tirar as cordas do meu espartilho. A emoção do momento, tomava conta do meu corpo em ondas de adrenalina constantes, era mágico estar com ele, não trocaria isso por nada; nada me faria voltar. O amava com todas as minhas forças e nada iria tirá-lo de mim.

Ele passou as mãos nas minhas costas, nua, sentindo as marcas. Sorriu entre o beijo mordiscando meu lábio com força, pude sentir o gosto amargo do meu sangue. Eu estava apenas com as roupas íntimas e ele parou o beijo. Corei ofegante, ele focou seu olhar na cicatriz abaixo da minha clavícula e beijou-a delicadamente.

A sua primeira demonstração de carinho verdadeira; será que ele me amava mesmo? Perguntas rodavam pela minha cabeça, mas eu só queria saber dele, só queria aproveitar o momento, afinal, quando aquilo poderia acontecer de novo? Era difícil dizer. O desejava e faria de tudo para ele permanecer comigo, porque mesmo com o seu temperamento ruim, ele era perfeito. Estar com ele era a sensação de quando eu acordava no meio da madrugada para sentir os primeiros raios de sol batendo no meu rosto. Sentia falta de fazer isso aqui no Inferno, mas agora descobri que o meu sol era ele. Ele tinha o poder de me aquecer e me queimar...

Mas o momento acabou. Johnny levantou a cabeça, subitamente, olhando para a janela, pareceu nervoso e seus olhos mudavam do preto para o vermelho. Encostou sua testa na minha e suspirou.

— Meu pai chegou. — sua voz estava melancólica. — Se recomponha e não saia enquanto alguém vir lhe chamar. — me deu um beijo rápido e, antes de sair, pôs sua mão na última marca que havia feito. Uma névoa escura saiu e eu me contorci de dor. — Você está pronta.

Cai no chão e o vi sumir. O que ele quis dizer? Não consegui pensar em mais nada, só fechei os olhos e deixei a escuridão me engolir por completo.

Notas finais
Gostaram? *o* Comentem, fantasminhas! :( Decidi postar com intervalo de um dia, ok? Fica melhor para vocês e para mim :33 Até o próximo.