O Segredo dos teus Olhos
9 Capítulo IX - Vida nueva en Las Nubes
Clara ficou um tempo vendo a foto e lembrando-se de cada palavra que sua mão lhes dissera antes de morrer, quando Vicente entrou trazendo mais documentos sobre a colheita e o transporte das uvas quando a viu com a cabeça apoiada nos braços sobre a mesa.
V: Pequena você esta bem. – falou indo para trás da mesa e tocando o ombro de dela. Clara você estava chorando, aquele maldito do Lorenzo, agora quem vai matar ele sou eu. – Vicente ia saindo quando Clara segurou o braço dele.
C: Não meu irmão, Lorenzo não tem nada haver com isso, ele me ama, assim como eu a ele, olha o que encontrei. – entregou as fotos para ele. – Me lembrei da conversa com a mamãe, sabe ainda me dói saber de tudo ou quase tudo, mesmo sabendo que a verdade dela nos aproximou e que agora você e Antony sabem que estou aqui. – falou com meio sorrio, pois quando a mãe deles estava hospital no leito de morte, revelou que Clara não era filha dela e tão pouco filha de uma traição do pai, mas eles a amavam mais que tudo, por que ela era a pequena da casa, a luz dos DeMarco.
V: Ah minha pequena sinto muito por ter sido tão idiota quando éramos jovem e ter fingido que você não existia na nossa adolescência, me perdoa sim, acho que nunca vou me perdoar por achar que você era a prova da traição do papai, e também por achar que ele te amava mais que nós. – abraçou a irmã com vestígio de lagrimas nos olhos.
C: Uma coisa pelo menos foi boa nessa historia toda, Antony me contou que vocês me viam ir para a cabana com Lorenzo e nunca impediram ou contaram para o papai. – eles se olharam e riram. Depois de um tempo conversando Clara estava na sala quando seu telefone tocou.
C: Oi meu amor, já esta com saudades. — diz com tom de voz triste.
L: Clara você esta bem? Quer que eu vá para sua casa, você está com dor, estão cuidando de você na minha ausência?
C: Sim, Lorenzo estou bem e estão cuidando de mim. Estou bem, um pouco cansa, mas bem. – deu um levo sorriso por ver que ele estava preocupado com ela.
L: Entrarei em uma reunião agora, não tenho hora pra sair, pois será uma fusão com uma transportadora de uvas e dependendo a hora que eu sair te aviso e vou para minha casa para não incomodar ai.
C: Lorenzo pode vir para cá, ou quer que eu vá para sua casa, que na verdade nunca conheci seu pai nunca me deixou entrar ou chegar perto. – sorriu mais, pois se lembrou das vezes que tentou entrar na Vinícola Salvattore para falar com Lorenzo.
Conversaram por um tempo mais, nada ficou acertado de que Clara iria ou Lorenzo viria, mas a tarde transcorreu normalmente, os afazeres da casa, dos parreirais estavam a mil, pois a época de colher estava se aproximando, Clara também verificava sobre a FESTA DO INCIO DA COLHEITE, algo que ela não abria mão, pois além do que já trabalhavam ali também vinha trabalhadores de outros lugares e até mesmo usavam trabalhadores de outros vinhedos menores. O jantar foi servido todos perguntaram por Lorenzo inclusive Jacinta, se ele não viria para jantar, riram da expressão dela, já passava das 22h quando Clara saia do escritório e viu Henrique entrando.
C: Henrique, o que te trás aqui a essa hora? Esta tudo bem?
H: Desculpe-me pela hora, mas sai agora do hospital e vi ver você e também trazer alguns dos exames de Enzo. — ele entregou um envelope para ela que logo abriu.
C: O que tem aqui Henrique o que meu filho tem. – já estava aflita com os exames na mão.
H: Calma Clarinha os primeiros exames estão em ordens, ele esta com um pouco de anemia e uma das funções hormonais irregulares, mas nada que uma boa alimentação e remédios não ajudem, assim que sair o resultado do exame especifico que mandei fazer aviso e conversamos novamente sobre ele. Agora que saber como você esta, como esta os pontos. Posso ver e ajudar nos curativos.
C: Bom Enzo vai ser bem tratado, isso eu te garanto, eu estou bem, senti uns incômodos pela cicatrização, mas, além disso, estou bem, na verdade ótima mesmo. Bom eu ainda não subi para me banhar e por isso o curativo só troquei pela manhã, mas pode deixar que Jacinta ou Isabella me ajudam depois.
H: Olha só sou seu amigo, mas também seu medico e espero você se banhar para ver como está o processo de cicatrização e fazer um novo curativo sim, não fale mais, estarei te aguardando aqui.
C: Tudo bem mando Jacinta te chamar quando estiver pronta. – Ela subiu e foi para o quarto, se banhou colocou um pijama de seda ( calça e bata) e avisou Jacinta para que acompanhasse Henrique ate seu quarto. Quando Jacinta bateu na porta e foi autorizada a entrar Henrique que estava logo atrás dela ficou parado sem ação, Clara estava linda, cabelos soltos, o pijama de seda cor perola que vestida mostrava mais as curvas perfeitas de Clara contra a luz, Henrique foi chamado por Jacinta e depois por Clara, mas estava embasbacado com a visão divina dela.
C: Henrique, por favor, responda homem, o que você tem. Ela falou pegando no braço dele de leve que reassinou.
H: Oi me perdi nos pensamentos, vamos ver o curativo sim. — Jacinta que não gostou do olhar dele para a patroa ficou de lado perto da porta do banheiro vendo e ajudando em tudo.
Ficaram ali cerca de 20 minutos até que Jacinta percebeu que tinha alguém na porta vendo que Henrique estava sentado na ponta da cama com Clara.
Ele a olhava com desejo com cobiça, um olhar que para outro homem vendo a cena poderia entender outra coisa, pois Clara sorria de modo delicado e singelo. E Lorenzo entrou e bateu a porta com tanta força que o quadro que tinha na parede caiu com a força do impacto.
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