O Segredo dos Potter - Segunda Temporada
4 Capitulo 4 - Dusleys
Anthony não teve o que decidir, saiu em disparada para onde os tios moravam com Peter no seu calcanhar
Chegou a rua dos alfeneiros segundos depois, as casas quadradas com entradas sutis eram horríveis ao olhar dele. Ele bateu na porta e um mulher loura, magra e com o pescoço ligeiramente comprido o atendeu.
– Você é Petúnia? – perguntou respirando pesado – Petúnia Dusley?
– Você deveria me conhecer? – perguntou perplexa
– Sou Anthony Potter – se apresentou – seu sobrinho
– E o que faz aqui? – perguntou, seca
– Preciso ver o Harry – disse ele – é urgente
– Ele não está em casa – disse, seria
– E onde está? – perguntou, amedrontado
– Eu não sei – respondeu – mas ele tem voltar junto com o Duda
– Sabe algum lugar onde ele poderia ir?
– O Duda está tomando chá na casa do...
– O Duda não! O Harry!
– Não sei
– Nunca se importou não é? – perguntou com raiva
– Ainda bem que não te deixaram comigo
– Não caberia dois debaixo da escada!?
Ela bateu a porta na cara dele, que saiu correndo pelo jardim com Peter o seguindo
– Qual o plano? – perguntou, Peter
– Temos que achar o Harry antes dos dementadores – disse Anthony
– Mas e se eles nos acharem primeiro? – perguntou Peter, com medo da resposta
– Somos bruxos por esse motivo – disse Anthony, puxando a varinha
– Não sei executar um patrono – disse Peter – e além do mais, não podemos usar magia fora de Hogwarts
– Eu sei, mas nunca fui de seguir regras, você me conhece
– Conheço sim – disse Peter, fazendo uma careta – estamos ferrados
– Pensamento positivo Peter, é tudo que precisamos
***
O frio piorara, as flores congelavam com o passar do tempo, Anthony começava a ficar com medo do que poderia acontecer com Harry. Ele sabia que o irmão sabia executar um patrono, já provou isso a muita gente, mas ele ainda sentia que precisava protege-lo.
– O que foi? – perguntou Peter, ao ver que Anthony parou
– Nada – mentiu – nada, estou bem
Anthony apoiou a mão na parede próxima e sentiu um forte dor de cabeça, fechou os olhos com força até aparecer estrelinhas na sua vista, ele estava vivenciando o mesmo episódio, desde a terceira tarefa.
Fleches de um patrono... ‘expecto patronum’... dementadores... Harry... Duda.
– Os dementadores o encontraram – disse Anthony, voltando a correr
– Como?
– Não faço a mínima ideia – respondeu
Eles continuaram correndo por entre a neblina densa, o frio estava pior e sabiam que estavam perto.
– PEGUE-O – ouviram alguém berrar
Os dois se entreolharam por um momento e depois disseram:
– Harry
Os dois começaram a correr para onde ouviram o grito e encontraram Harry ao lado do corpo de um garoto, Harry se levantou apontando a varinha para eles, mas relaxou ao ver quem era
– O que fazem aqui? – perguntou Harry
– Viemos caçar uns dementadores, viu algum? – ironizou Peter
– Estava na casa de Isabelle, vi os dementadores e vim ver como você estava. Por que tinham dementadorees aqui?
– Eu não sei – disse, guardando a varinha
– Não a guarde idiota! – gritou uma velhinha se aproximando – e se houverem mais deles por ai? Ah, eu vou matar Mundungo Fletcher
– O que? – disse Harry inexpressivamente
– Ele saiu! – disse a Sra. Figg, fechando as mãos em punho – saiu para ver alguém sobre um banco de caldeirões que caiu de uma vassoura! Disse a ele que o esfolaria vivo se saísse agora e veja! Dementadores! Foi sorte eu ter posto seu patinhas no caso! Mas não temos tempo de ficar por aqui! Apresse-se, agora, temos que levar você de volta! Ah, o problema que isso vai dar! Vou mata-lo...
Para Anthony ele parecia uma bruxa que fora colocada ali para proteger Harry,mas para Harry foi uma grande revelação
– Você... você é bruxa?
– Sou um aborto, como Mundungo sabe muito bem, então como eu poderia ajudá-lo a lutar contra dementadores? Ele deixou você sem nenhuma cobertura quando eu avisei a ele...
Anthony percebeu que Duda não se levantaria sozinho, cutucou Peter e os dois o levantaram.
– Que bom que já podemos ir – disse a Sra. Figg – temos que ir
Os dois carregaram Duda a ponto de um desmaio até chegarem na casa dos Dusley.
Harry chamava a Sra. Figg, que já voltava para sua casa
– Ele está pesado? – perguntou Harry
– Não – ironizou Anthony, com a voz estrangulada – levinho
Os dois reajustaram Duda nos ombros e continuaram a caminho doloroso pelo jardim do número quatro. Harry guardou a varinha no jeans e tocou a campainha, os três observaram tia Petúnia ir atá a porta.
– Duda, já estava na hora, estava ficando bem... bem... Duda, o que foi!?
Eles olharam para Dudley, ele cambaleou por um instante, seu rosto adquiriu uma coloração esverdeada... então abriu a boca e vomitou por todo o carpete.
– Duda! Duda, o que está sentindo? Valter! VALTER!
Anthony e Peter entraram carregando Duda ainda meio verde e de aparência doente
– O fazem aqui? – tio Valter tinha aparecido – quem são vocês?
– Oi titio – zombou Anthony
– Tio Valter – disse Harry – esse é meu irmão
– Esse é a outra aberração dessa família? – zombou
– Cuidado com o que diz – ameaçou Anthony
– Está na minha casa, seu insolente! – berrou tio Valter
– Isso não significa que tenho que me submeter a você!
– Anthony! – sussurrou Peter – Calado!
Anthony estava no auge da sua raiva e quando começaram a acusar Harry ele estava perto de pegar a varinha e azarar aquela família que não acreditava que tinha o mesmo sangue que ele, mas uma coruja entrou veloz pela cozinha
– CORUJAS DE NOVO! NÃO MAIS CORUJAS NA MINHA CASA!
Anthony revirou os olhos enquanto Harry lia a carta, sua expressão mudou para coque e parecia assustado
Harry se virou para Anthony parado na frente do armário sob a escada e seguiu na direção dele
– Onde você está indo? – berrou tio Valter – não terminei com você ainda!
– Saia do caminha – pediu Harry, estranhamente calmo
– Você vai ficar aqui e explicar como meu filho...
– Se não sair do caminho vou azará-lo – disse Harry, erguendo a varinha
E nesse momento Anthony sabia que tinha algo errado, Harry nunca arriscaria sua vaga em Hogwarts por causa dos tios.
– Não pode usar essa coisa em mim! – disse tio Valter – eu sei que não tem permissão de usa-la fora daquele hospício que chama de escola
– O hospício me chutou – disse Harry – então posso fazer o que eu quiser. Você tem três segundos
– Espera! – exclamou Anthony – como assim te chutou?
– Leia Tony – ele entregou a carta a Anthony
Anthony apanhou a carta e a cada palavra ficava mais indignado
– Eles não podem fazer isso! – gritou indignado – você agiu por legitima defesa, não infringiu nenhuma lei magica, o regulamento diz que pode usar magia se for emergência
Peter o olhou como se não o conhecesse
– Abaixe o tom na minha casa! – disse tio Valter
– Calado seu poço de banha! – gritou com raiva – se acha muito melhor do que nós! Tenho uma notícia para você! Você e sua família são os piores tipos de trouxas que já vi! Alias! O pior tipo de pessoas do planeta! PIORES! – ele saiu pelo corredor pisando forte – e não acho que essa bola de praia que chama de filho tenha mudado alguma coisa! Continua o mesmo imbecil!
Ele saiu para o jardim, batendo a porta ao sair, precisava respirar fundo e extravasar a raiva de alguma maneira.
– Você tá legal? – perguntou Peter, saindo da casa
– Já estive melhor – respondeu, andando de um lado para o outro
– Como sabia tudo aquilo? Das leis e regras?
– Passar tanto tempo na biblioteca com Isabelle devia valer alguma coisa – respondeu sorrindo abatido
– Precisa quebrar alguma coisa?
– Os, se preciso! – exclamou – posso socar você um pouco?
– Não sou quebrável cara – avisou sorrindo
– Eu sei – ele se sentou no murinho que dividia o número quatro do cinco e respirando fundo
– Você é realmente parente dessas pessoas? – perguntou Peter
– Nem dá para acreditar não é?
– Não! – concordou — Como Harry aguenta?
– Eu não... – então ele se lembrou – deixei o Harry sozinho lá dentro! Vamos voltar!
Anthony entrou na casa de novo e Harry estava com outra carta na mão
– Que foi Harry? – perguntou Anthony
– Tenho que ir a uma audiência – disse Harry
– E eles vão sentencia-lo lá?
– Acredito que sim
– Não vou perder as esperanças então – disse tio Valter, desagradavelmente
– Bem, se é isso – disse Harry, se pondo de pé
– NÃO, ISSO NÃO É TUSO! – berrou tio Valter – SENTE-SE DE VOLTA!
– EI! – gritou Anthony – não grite com meu irmão
– O que faz aqui ainda? – perguntou tio Valter
– Não se livraram de mim tão cedo!
– Quero saber exatamente o que aconteceu com meu filho!
– OTIMO! – gritou Harry, Anthony viu que, com sua raiva, faíscas vermelhas saíram de sua varinha – Dudley e eu estávamos no beco entre a rua Magnólia e Wisteria Walk, Dudley pensou que daria de espertinho para cima de mim, eu puxei varinha. Então dois dementadores apareceram...
– Mas o que SÃO dementóides? – perguntou tio Valter, furioso – o que eles fazem?
– Oh, pelo amor de Deus! – berrou Anthony – dementadores são criaturas das trevas, são malignos e se alimentam de cada lembrança feliz na nossa mente, sugam nossa felicidade e nos deixam com as piores lembranças nos levando a loucura e então, finalmente lançam um beijo em nosso corpo, sugando nossa alma de nós!
– Bela explicação cara – comentou Peter
Tia Petúnia soltou um grito estrangulado
– A alma dele? Eles não a pegaram... ele ainda tem a... – ela começou a sacudi-lo, como se quisesse ter certeza que ainda estivesse ali
– Claro que eles não a tiraram, você saberia de tivessem – disse Harry, exasperado
– Lutou com eles, não foi filho? – Anthony revirou os olhos – deu-lhes o velho um dois, não?
– Você não pode bater em um dementador! – disse Anthony
– Por que ele está bem então? Por que não está todo vazio?
– Por que eu usei o patrono...
Outra coruja entrou veloz pela cozinha, Anthony ignorou enquanto tio Valter berrava e começou a observar Harry, ele leu a carta e a amassou, aquilo não era bom. Concluiu ele.
– Não posso fazer as corujas pararem de vir – soltou Harry
– Quero a verdade sobre o que aconteceu essa noite!
Anthony revirou os olhos de novo, ele não entendiam? Por alguns minutos ele apenas observou a discussão de Harry com o tio Valter até Harry falar de Voldemort
– Lorde... espere ai – disse tio Valter, seu rosto contorcido – já ouvi esse nome... foi ele...
– Matou nossos pais? Sim – disse Anthony, tentando não gritar
– Mas ele se foi – disse tio Valter – aquele gigante disse que ele se foi
– Ele voltou – disse Harry
– De volta? – sussurrou tia Petúnia
– Sim – disse Harry – voltou há um mês. Eu o vi.
– Espere ai. Espere ai – disse tio Valter – espere ai. Este Lorde Voldemort está de volta?
– Sim
– Aquele que matou seus pais?
– Sim
– E agora está mandando desmembradores atrás de você
– Parece que sim
– Entendo – disse ele – Bom, é isso, você pode abandonar essa casa, rapaz!
– O que! – perguntaram Harry e Anthony juntos
– Não pode expulsá-lo – gritou Anthony
– A casa é minha – disse tio Valter – não vai ficar aqui para colocar minha família em perigo!
A discussão já estava armada e só parou quando outra coruja entrou e entregou outra carta, tia Petúnia a pegou
– Você pode abri-la se quiser – disse Harry – mas escutarei de qualquer forma. Isso é um berrador
– Solte isso Petúnia! – rugiu tio Valter – não toque nisso, pode ser perigoso!
– Está endereçado a mim – disse tia petúnia, tremendo
Anthony se mostrou mais interessado, quem mandaria um berrador para ela?
O envelope caiu em chamas. Tia Petúnia gritou e o soltou
Uma voz terrível encheu a cozinha, ecoando na espaço confinado, saindo da carta, queimando.
“LEMBRE-SE DA MINHA ÚLTIMA PETÚNIA”
– O que é isso? – tio Valter disse, rouco – o que... eu não... Petúnia?
Anthony encarou a tia com curiosidade, ele mantinha contato com bruxos, alguém lhe mandou um berrador
– O garoto. O agaroto terá que ficar, Valter
– O-o que?
– Ele fica
– Ele... mas Petúnia...
– Se o chutarmos os vizinhos vão falar, farão perguntas, vão querer saber para onde ele foi. Temos que mante-lo
– Mas Petúnia, querida
Ela o ignorou e se voltou para os dois Potter
– Você fica em seu quarto. Não vai deixar a casa. Agora vá para o seu quarto e leve os dois com você – Harry não se moveu
– De quem era o berrador? – perguntou Harry
– Não faça perguntas
– Está em contato com os bruxos?
– Eu disse para ir para o seu quarto e levar os dois com você
– O que isso significa? Lembre-se da última o que?
– Va para o quarto!
– Como...?
– VOCÊ OUVIU SUA TIA, AGORA VÁ PARA O QUARTO E LEVE OS DOIS COM VOCÊ!
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