Anthony não teve o que decidir, saiu em disparada para onde os tios moravam com Peter no seu calcanhar

Chegou a rua dos alfeneiros segundos depois, as casas quadradas com entradas sutis eram horríveis ao olhar dele. Ele bateu na porta e um mulher loura, magra e com o pescoço ligeiramente comprido o atendeu.

– Você é Petúnia? – perguntou respirando pesado – Petúnia Dusley?

– Você deveria me conhecer? – perguntou perplexa

– Sou Anthony Potter – se apresentou – seu sobrinho

– E o que faz aqui? – perguntou, seca

– Preciso ver o Harry – disse ele – é urgente

– Ele não está em casa – disse, seria

– E onde está? – perguntou, amedrontado

– Eu não sei – respondeu – mas ele tem voltar junto com o Duda

– Sabe algum lugar onde ele poderia ir?

– O Duda está tomando chá na casa do...

– O Duda não! O Harry!

– Não sei

– Nunca se importou não é? – perguntou com raiva

– Ainda bem que não te deixaram comigo

– Não caberia dois debaixo da escada!?

Ela bateu a porta na cara dele, que saiu correndo pelo jardim com Peter o seguindo

– Qual o plano? – perguntou, Peter

– Temos que achar o Harry antes dos dementadores – disse Anthony

– Mas e se eles nos acharem primeiro? – perguntou Peter, com medo da resposta

– Somos bruxos por esse motivo – disse Anthony, puxando a varinha

– Não sei executar um patrono – disse Peter – e além do mais, não podemos usar magia fora de Hogwarts

– Eu sei, mas nunca fui de seguir regras, você me conhece

– Conheço sim – disse Peter, fazendo uma careta – estamos ferrados

– Pensamento positivo Peter, é tudo que precisamos

***

O frio piorara, as flores congelavam com o passar do tempo, Anthony começava a ficar com medo do que poderia acontecer com Harry. Ele sabia que o irmão sabia executar um patrono, já provou isso a muita gente, mas ele ainda sentia que precisava protege-lo.

– O que foi? – perguntou Peter, ao ver que Anthony parou

– Nada – mentiu – nada, estou bem

Anthony apoiou a mão na parede próxima e sentiu um forte dor de cabeça, fechou os olhos com força até aparecer estrelinhas na sua vista, ele estava vivenciando o mesmo episódio, desde a terceira tarefa.

Fleches de um patrono... ‘expecto patronum’... dementadores... Harry... Duda.

– Os dementadores o encontraram – disse Anthony, voltando a correr

– Como?

– Não faço a mínima ideia – respondeu

Eles continuaram correndo por entre a neblina densa, o frio estava pior e sabiam que estavam perto.

– PEGUE-O – ouviram alguém berrar

Os dois se entreolharam por um momento e depois disseram:

– Harry

Os dois começaram a correr para onde ouviram o grito e encontraram Harry ao lado do corpo de um garoto, Harry se levantou apontando a varinha para eles, mas relaxou ao ver quem era

– O que fazem aqui? – perguntou Harry

– Viemos caçar uns dementadores, viu algum? – ironizou Peter

– Estava na casa de Isabelle, vi os dementadores e vim ver como você estava. Por que tinham dementadorees aqui?

– Eu não sei – disse, guardando a varinha

– Não a guarde idiota! – gritou uma velhinha se aproximando – e se houverem mais deles por ai? Ah, eu vou matar Mundungo Fletcher

– O que? – disse Harry inexpressivamente

– Ele saiu! – disse a Sra. Figg, fechando as mãos em punho – saiu para ver alguém sobre um banco de caldeirões que caiu de uma vassoura! Disse a ele que o esfolaria vivo se saísse agora e veja! Dementadores! Foi sorte eu ter posto seu patinhas no caso! Mas não temos tempo de ficar por aqui! Apresse-se, agora, temos que levar você de volta! Ah, o problema que isso vai dar! Vou mata-lo...

Para Anthony ele parecia uma bruxa que fora colocada ali para proteger Harry,mas para Harry foi uma grande revelação

– Você... você é bruxa?

– Sou um aborto, como Mundungo sabe muito bem, então como eu poderia ajudá-lo a lutar contra dementadores? Ele deixou você sem nenhuma cobertura quando eu avisei a ele...

Anthony percebeu que Duda não se levantaria sozinho, cutucou Peter e os dois o levantaram.

– Que bom que já podemos ir – disse a Sra. Figg – temos que ir

Os dois carregaram Duda a ponto de um desmaio até chegarem na casa dos Dusley.

Harry chamava a Sra. Figg, que já voltava para sua casa

– Ele está pesado? – perguntou Harry

– Não – ironizou Anthony, com a voz estrangulada – levinho

Os dois reajustaram Duda nos ombros e continuaram a caminho doloroso pelo jardim do número quatro. Harry guardou a varinha no jeans e tocou a campainha, os três observaram tia Petúnia ir atá a porta.

– Duda, já estava na hora, estava ficando bem... bem... Duda, o que foi!?

Eles olharam para Dudley, ele cambaleou por um instante, seu rosto adquiriu uma coloração esverdeada... então abriu a boca e vomitou por todo o carpete.

– Duda! Duda, o que está sentindo? Valter! VALTER!

Anthony e Peter entraram carregando Duda ainda meio verde e de aparência doente

– O fazem aqui? – tio Valter tinha aparecido – quem são vocês?

– Oi titio – zombou Anthony

– Tio Valter – disse Harry – esse é meu irmão

– Esse é a outra aberração dessa família? – zombou

– Cuidado com o que diz – ameaçou Anthony

– Está na minha casa, seu insolente! – berrou tio Valter

– Isso não significa que tenho que me submeter a você!

– Anthony! – sussurrou Peter – Calado!

Anthony estava no auge da sua raiva e quando começaram a acusar Harry ele estava perto de pegar a varinha e azarar aquela família que não acreditava que tinha o mesmo sangue que ele, mas uma coruja entrou veloz pela cozinha

– CORUJAS DE NOVO! NÃO MAIS CORUJAS NA MINHA CASA!

Anthony revirou os olhos enquanto Harry lia a carta, sua expressão mudou para coque e parecia assustado

Harry se virou para Anthony parado na frente do armário sob a escada e seguiu na direção dele

– Onde você está indo? – berrou tio Valter – não terminei com você ainda!

– Saia do caminha – pediu Harry, estranhamente calmo

– Você vai ficar aqui e explicar como meu filho...

– Se não sair do caminho vou azará-lo – disse Harry, erguendo a varinha

E nesse momento Anthony sabia que tinha algo errado, Harry nunca arriscaria sua vaga em Hogwarts por causa dos tios.

– Não pode usar essa coisa em mim! – disse tio Valter – eu sei que não tem permissão de usa-la fora daquele hospício que chama de escola

– O hospício me chutou – disse Harry – então posso fazer o que eu quiser. Você tem três segundos

– Espera! – exclamou Anthony – como assim te chutou?

– Leia Tony – ele entregou a carta a Anthony

Anthony apanhou a carta e a cada palavra ficava mais indignado

– Eles não podem fazer isso! – gritou indignado – você agiu por legitima defesa, não infringiu nenhuma lei magica, o regulamento diz que pode usar magia se for emergência

Peter o olhou como se não o conhecesse

– Abaixe o tom na minha casa! – disse tio Valter

– Calado seu poço de banha! – gritou com raiva – se acha muito melhor do que nós! Tenho uma notícia para você! Você e sua família são os piores tipos de trouxas que já vi! Alias! O pior tipo de pessoas do planeta! PIORES! – ele saiu pelo corredor pisando forte – e não acho que essa bola de praia que chama de filho tenha mudado alguma coisa! Continua o mesmo imbecil!

Ele saiu para o jardim, batendo a porta ao sair, precisava respirar fundo e extravasar a raiva de alguma maneira.

– Você tá legal? – perguntou Peter, saindo da casa

– Já estive melhor – respondeu, andando de um lado para o outro

– Como sabia tudo aquilo? Das leis e regras?

– Passar tanto tempo na biblioteca com Isabelle devia valer alguma coisa – respondeu sorrindo abatido

– Precisa quebrar alguma coisa?

– Os, se preciso! – exclamou – posso socar você um pouco?

– Não sou quebrável cara – avisou sorrindo

– Eu sei – ele se sentou no murinho que dividia o número quatro do cinco e respirando fundo

– Você é realmente parente dessas pessoas? – perguntou Peter

– Nem dá para acreditar não é?

– Não! – concordou — Como Harry aguenta?

– Eu não... – então ele se lembrou – deixei o Harry sozinho lá dentro! Vamos voltar!

Anthony entrou na casa de novo e Harry estava com outra carta na mão

– Que foi Harry? – perguntou Anthony

– Tenho que ir a uma audiência – disse Harry

– E eles vão sentencia-lo lá?

– Acredito que sim

– Não vou perder as esperanças então – disse tio Valter, desagradavelmente

– Bem, se é isso – disse Harry, se pondo de pé

– NÃO, ISSO NÃO É TUSO! – berrou tio Valter – SENTE-SE DE VOLTA!

– EI! – gritou Anthony – não grite com meu irmão

– O que faz aqui ainda? – perguntou tio Valter

– Não se livraram de mim tão cedo!

– Quero saber exatamente o que aconteceu com meu filho!

– OTIMO! – gritou Harry, Anthony viu que, com sua raiva, faíscas vermelhas saíram de sua varinha – Dudley e eu estávamos no beco entre a rua Magnólia e Wisteria Walk, Dudley pensou que daria de espertinho para cima de mim, eu puxei varinha. Então dois dementadores apareceram...

– Mas o que SÃO dementóides? – perguntou tio Valter, furioso – o que eles fazem?

– Oh, pelo amor de Deus! – berrou Anthony – dementadores são criaturas das trevas, são malignos e se alimentam de cada lembrança feliz na nossa mente, sugam nossa felicidade e nos deixam com as piores lembranças nos levando a loucura e então, finalmente lançam um beijo em nosso corpo, sugando nossa alma de nós!

– Bela explicação cara – comentou Peter

Tia Petúnia soltou um grito estrangulado

– A alma dele? Eles não a pegaram... ele ainda tem a... – ela começou a sacudi-lo, como se quisesse ter certeza que ainda estivesse ali

– Claro que eles não a tiraram, você saberia de tivessem – disse Harry, exasperado

– Lutou com eles, não foi filho? – Anthony revirou os olhos – deu-lhes o velho um dois, não?

– Você não pode bater em um dementador! – disse Anthony

– Por que ele está bem então? Por que não está todo vazio?

– Por que eu usei o patrono...

Outra coruja entrou veloz pela cozinha, Anthony ignorou enquanto tio Valter berrava e começou a observar Harry, ele leu a carta e a amassou, aquilo não era bom. Concluiu ele.

– Não posso fazer as corujas pararem de vir – soltou Harry

– Quero a verdade sobre o que aconteceu essa noite!

Anthony revirou os olhos de novo, ele não entendiam? Por alguns minutos ele apenas observou a discussão de Harry com o tio Valter até Harry falar de Voldemort

– Lorde... espere ai – disse tio Valter, seu rosto contorcido – já ouvi esse nome... foi ele...

– Matou nossos pais? Sim – disse Anthony, tentando não gritar

– Mas ele se foi – disse tio Valter – aquele gigante disse que ele se foi

– Ele voltou – disse Harry

– De volta? – sussurrou tia Petúnia

– Sim – disse Harry – voltou há um mês. Eu o vi.

– Espere ai. Espere ai – disse tio Valter – espere ai. Este Lorde Voldemort está de volta?

– Sim

– Aquele que matou seus pais?

– Sim

– E agora está mandando desmembradores atrás de você

– Parece que sim

– Entendo – disse ele – Bom, é isso, você pode abandonar essa casa, rapaz!

– O que! – perguntaram Harry e Anthony juntos

– Não pode expulsá-lo – gritou Anthony

– A casa é minha – disse tio Valter – não vai ficar aqui para colocar minha família em perigo!

A discussão já estava armada e só parou quando outra coruja entrou e entregou outra carta, tia Petúnia a pegou

– Você pode abri-la se quiser – disse Harry – mas escutarei de qualquer forma. Isso é um berrador

– Solte isso Petúnia! – rugiu tio Valter – não toque nisso, pode ser perigoso!

– Está endereçado a mim – disse tia petúnia, tremendo

Anthony se mostrou mais interessado, quem mandaria um berrador para ela?

O envelope caiu em chamas. Tia Petúnia gritou e o soltou

Uma voz terrível encheu a cozinha, ecoando na espaço confinado, saindo da carta, queimando.

“LEMBRE-SE DA MINHA ÚLTIMA PETÚNIA”

– O que é isso? – tio Valter disse, rouco – o que... eu não... Petúnia?

Anthony encarou a tia com curiosidade, ele mantinha contato com bruxos, alguém lhe mandou um berrador

– O garoto. O agaroto terá que ficar, Valter

– O-o que?

– Ele fica

– Ele... mas Petúnia...

– Se o chutarmos os vizinhos vão falar, farão perguntas, vão querer saber para onde ele foi. Temos que mante-lo

– Mas Petúnia, querida

Ela o ignorou e se voltou para os dois Potter

– Você fica em seu quarto. Não vai deixar a casa. Agora vá para o seu quarto e leve os dois com você – Harry não se moveu

– De quem era o berrador? – perguntou Harry

– Não faça perguntas

– Está em contato com os bruxos?

– Eu disse para ir para o seu quarto e levar os dois com você

– O que isso significa? Lembre-se da última o que?

– Va para o quarto!

– Como...?

– VOCÊ OUVIU SUA TIA, AGORA VÁ PARA O QUARTO E LEVE OS DOIS COM VOCÊ!

Notas finais
Comentem! adore comentários. criticas são construtivas, leitores fantasmas apareçam!