Anthony não estava na escola, estava lutando com comensais no Ministério da Magia.

Depois de tantas portas, lutas de feitiços e lugares estranhos, mas estava entediado antes de chegar a batalha. Ele estava na sala do arco estranho, era como ele o tinha chamado.

Um comensal lançava feitiços freneticamente sobre ele, sempre tentando o acertar de qualquer maneira. Alguns membros da ordem estavam lá também inclusive Dumbledore.

– Tire todos daqui – pediu Remo, se abaixando atrás de uma rocha com ele

– Não vou deixar vocês lutando sozinhos!

– Não estamos sozinhos, Dumbledore está aqui. Pegue Harry e quantos mais conseguir e saia daqui

– Mas...

– Mas nada Anthony, vai!

Ele se levantou correndo e nesse momento um feitiço o acertou com força, o mandando direto em uma parede, no mesmo instante que Harry começava a berrar e Remo não sabia para quem correr.

Anthony enxergava sua visão embaçada, não sabia se era pelo feitiço ou pelo pancada na parede. Ele tinha batido com a cabeça, ele pensou ter visto Peter.

O Potter permaneceu no chão por no mínimo vinte minutos, não tendo forças para se levantar. Quando se levantou não pareciam feitiços voando, ele só via borrões. Ele se arrastou pela parede até um corredor mínimo que o levou direto para perto da fonte da entrada, ainda zonzo e enxergando borrado.

Ele só enxergava luzes brilhantes com a batalha de Dumbledore e Voldemort, parecia um enorme show luminoso.

Quando as luzes acabaram ele quase se sentiu triste, mas quando Harry caiu no chão se contorcendo ele finalmente acordou.

Ele correu desembestado para Harry, escorregando até ele ao se jogar de joelhos. Os olhos de seu irmão estavam fundos e odiondos.

– Faça algo Dumbledore! – ele exclamou

– Não posso fazer nada

Anthony tocou a mão do irmão e ele foi levado do saguão, preso nas espirais de uma criatura de olhos vermelhos tão apertadas que ele não sabia onde terminava o seu corpo e começava o da criatura: estavam fundidos, unidos pela dor e não havia saída...

Anthony compartilhava a mesma mente e visão com Harry, mas ele não estava sendo usado por Voldemort, ele simplesmente desmaiou. Ele sentiu uma dor excruciante, parecia que sua cabeça ia explodir, que estavam fritando seu cérebro

Ele se viu novamente em Durmstrang, cercado de pessoas, atacando todas com uma chuva de feitiços, se agarrando com Melanie em um armário de vassouras, prendendo alunos menores em armários sumidouros, montando no dragão, ateando fogo em uma das torres.

Tao rápido quanto começou parou, ele ficou deitado com o peito arfante ao lado de Harry, querendo com todas as forças se levantar, mas parecia que seu corpo não o obedecia ou não tinha forças para isso.

– Peguem a chave do portal – disse Dumbledore aos dois

Harry agarrou a estatua e segurou o braço de Anthony. Os dois reapareceram no escritório de Dumbledore, Anthony deitado no chão e Harry ajoelhado ao seu lado.

– Que viagem – disse Anthony

Depois de alguns segundos ele se levantou, Harry parecia inquieto e não parava de andar para todos os lados, quando Dumbledore chegou ele viu por que, Sirius estava morto.

Ele nunca tinha visto Harry tão raivoso, ele parecia querer atacar Dumbledore, estava tacando coisas do professor para todos os lados, ele não o culpava a calma do velho o deixava seriamente irritado.

***

Depois de uma experiência de quase morte, tudo que Anthony queria era abraçar sua ruiva e ficar assim para sempre.

Isabelle o abraçou com tanta força que ele pensou que já estava morto

– Pensei que estivesse morto – disse Isabelle, ainda o abraçando

– Por que eu estaria?

– Ouvi uma conversa na biblioteca, Tom e Melanie planejam matar você, por ordens de você-sabe-quem

– Mas o que eu fiz!?

– Eu não sei, mas tem alguma coisa a ver com o fato de você estar no caminho ou algo assim.

– Está falando sério?

– Muito sério!

– Então eles que tomem cuidado, pois Anthony Potter está mais forte que nunca

Isabelle sorriu antes de beija-lo

Notas finais
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