O Segredo dos Blacks
16 Weasley É O Nosso Rei
Hydra soube que Harry teve dificuldade de marcar as reuniões, com todos os treinos de quadribol das três casas, mas algum tempo depois, Hermione teve a brilhante ideia de como comunicar a cada membro da AD o dia e horário das reuniões, ela deu a cada membro da AD um galeão falso e explicou seu uso para eles no final da quarta reunião.
— Vocês estão vendo os números na borda das moedas? – explicou Hermione ao final da quarta reunião, erguendo uma para mostrar. A moeda brilhava maciça e amarela à luz dos archotes. – Nos galeões verdadeiros, este é apenas o número de série referente ao duende que cunhou a moeda. Mas, nas moedas falsas, os números vão ser trocados para informar o dia e a hora da reunião seguinte. As moedas ficarão quentes quando a data mudar, então se vocês as carregarem no bolso poderão sentir. Cada um vai levar uma, e quando Harry mudar os números na moeda dele, porque eu usei um Feitiço de Proteu, todas mudarão para se igualar à dele.
Um silêncio total acolheu suas palavras, e Hermione olhou desapontada os rostos que a encaravam.
— Bom... achei que era uma boa ideia – disse insegura –, quero dizer, mesmo que a Umbridge nos mande virar os bolsos pelo avesso, não há nada suspeito em carregar um galeão, há? Mas... bom, se vocês não quiserem usar as moedas...
— Você sabe fazer um Feitiço de Proteu? – admirou-se Terêncio Boot.
— Sei
— Mas isso... isso é nível de N.I.E.M. – comentou pouco convencido.
— É verdade, nós aprendemos isso somente no ano passado – Afirmou Hydra – E mesmo assim com muita dificuldade para a grande maioria da sala, é realmente um feitiço muito difícil Hermione, ainda mais para uma bruxa do quinto ano, impressionante! – Disse Hydra com empolgação pela inteligência da menina.
— Ah – respondeu Hermione, tentando parecer modesta. – Ah... bom... é, suponho que seja.
— Como é que você não pertence à Corvinal? – perguntou Boot, fixando-a com um olhar próximo ao assombro. – Com uma inteligência dessa?
— Bom, o Chapéu Seletor pensou seriamente em me mandar para Corvinal – contou Hermione, animada –, mas acabou se decidindo pela Grifinória. Então, isso quer dizer que vamos usar os galeões?
Houve um murmúrio de concordância e todos se adiantaram para apanhar uma moeda na cesta.
Quando o primeiro jogo da temporada, Grifinória contra Sonserina, começou a se aproximar, as reuniões da AD foram suspensas porque Angelina insistiu em fazer treinos quase diários e Hydra concordou em participar de alguns deles dando muitas dicas para Rony que parecia muito melhor do que antes, mesmo não chegando ao nível de Olívio, mas vira Rony fazer algumas defesas espetaculares quando estava em forma; durante um treino memorável, ficara pendurado na vassoura por uma das mãos e chutara a goles com tanta força para longe do aro que ela percorrera toda a extensão do campo e atravessara o aro do meio na extremidade oposta; a equipe achara que essa defesa se comparava favoravelmente com uma outra, feita recentemente por Barry Ryan, o goleiro da seleção da Irlanda, contra o melhor artilheiro da Polônia, Ladislau Zamojski.
Hydra conversava diariamente com Peter no espelho e conseguiram se encontrar apenas duas vezes depois do passeio oficial da escola devido a seu treinamento no St. Mungo's
— Está quase acabando – Disse ele uma noite no espelho – Em poucos meses, se Deus quiser estaremos juntos todos os dias, prometo.
— Assim eu espero, realmente é muito difícil toda essa coisa de namorar de longe, ainda temos várias facilidades, não sei como a Jeniffer e o Abbas aguentam tão firma... – Comentou Hydra.
Outubro terminou numa investida de ventos uivantes e chuvas impiedosas, e novembro chegou, frio como uma barra de ferro congelada, com espessas geadas matinais e correntes de ar cortantes que queimavam as mãos e os rostos desprotegidos. O céu e o teto do Salão Principal estavam um perolado cinza pálido, os picos das montanhas que cercavam Hogwarts, cobertos de neve, e a temperatura do castelo caíra tanto que muitos estudantes usavam grossas luvas de pele de dragão para se proteger quando saíam para os corredores no intervalo das aulas.
Hydra recebeu durante uma das manhãs, além da edição do Profeta diário e os doces que sua mãe voltara a enviar diariamente, uma grossa carta da Senhora Macmillan.
— O que é isso? – Perguntou Jeniffer que estava ao seu lado.
— Uma carta da sua mãe – Disse Hydra avaliando o envelope.
— Abre, até eu quero saber o que é – Disse Fred, sentado do seu outro lado.
Hydra abriu o envelope e recebeu alguns pergaminhos, no primeiro tinha uma carta da Senhor Macmillan explicando do que se tratava.
"Querida Hydra,
Com os meses se passando estamos chegando mais perto do grande casamento, estive organizando algumas coisas, mas não posso fazer nada sem seu consentimento, por isso estou enviando alguns formulários que gostaria por favor que preenche-se o mais rápido possível e me enviasse de volta.
Com amor,
Mezla Macmillan"
— Ui! O grande casamento! – Brincava Fred afinando a voz e rindo. – Será que o Ministério vai fechar nesse dia? Vão ter paradas em sua homenagem?
— Quanta honra ser convidado para tal evento. – Continuava Jorge enquanto so dois faziam gestos como se segurassem barras de vestidos invisíveis e se curvassem.
— Quais os formulários? – Perguntou Jeniffer, rindo da brincadeira dos gêmeos.
Hydra então abriu os outros pergaminhos.
Lista de convidados:
Por favor Hydra preencha aqui com todas as pessoas que deseja convidar para o casamento, incluindo família e amigos.
Mais abaixo tinha outro comentário,
Local do casamento:
Por favor diga em qual local tem interesse que seja realizado e se não tem um específico, se posso escolher com você.
Data do Casamento:
Acho que entre os dias 30 de Julho e 10 de Agosto seria ideal, não acha?
Damas e Padrinhos:
Peter já escolheu como padrinhos Abba Shafiq e Jenono Macdino, ele disse que você pode escolher mais padrinhos se quiser e todas as suas damas já que Jeniffer já foi escolhida como a Dama de honra e essa também seria a escolha dele.
Vestido:
Eu acharia melhor procurarmos o vestido nas férias do Natal, mas Peter diz que não teria problema em fazer isso depois que saísse de Hogwarts, no começo de Julho.
— A Jeniffer vai ser sua dama de honra? – Perguntou Fred terminando de ler os pergaminhos.
— Sim – Respondeu Jeniffer animada – E o Abbas o padrinho, ele e Peter ficaram muito amigos depois que Peter se formou, melhores amigos na verdade, não se desgrudam quando podem.
— E quem vão ser as outras? – Perguntou Jorge
— Gabrielle, Gisele e Desiré, pensei em Tonks, Alicia e Angelina também, mas não sei se a Angelina vai gostar muito da ideia.
— É... E os padrinhos? – Disse Jorge com interesse.
— Quem vocês realmente acham que eu vou convidar? – Perguntou Hydra rindo.
— Não sei, geralmente o homem quem convida – Disse Jorge
— É, mas o Peter já me deu carta branca e eu não iria casar sem meus dois melhores amigos comigo – Disse ela sorrindo e Fred e Jorge lutaram para esconder um sorriso bobo.
— Nós? – Perguntou Fred sem graça.
— Mas é claro que sim! Vocês aceitam?
Fred e Jorge de novo disfarçaram os sorrisos e disseram que sim.
— Ótimo, então arrumem os trajes de gala.
— Eu acho melhor você responder essa coruja o mais breve possível viu, mamãe está empolgadíssima com essa festa e com empolgada eu quero dizer surtada – Disse Jeniffer
— Eu vou pensar em tudo isso e respondo, vou ver se falo logo com Angelina e Alicia hoje.
— Você vai convidar sua família? – Perguntou Fred
— Meus pais sim, o Draco e só – Disse Hydra mas depois pensou melhor e sorriu – A minha tia Andrômeda, tio Ted e a Tonks também, claro, queria muito que o Si... – Ela olhou ao redor e continuou – Que meu primo distante também pudesse ir...
Hydra decidiu guardar as cartas e conversar com Angelina somente depois do jogo contra a Sonserina, mas foi até o corujal e enviou a carta com o convite para ser dama do casamento para Tonks.
A manhã do jogo alvoreceu clara e fria, na mesa da Grifinória no café, todos usavam vermelho e ouro.
Hydra notou quando Luna Lovegood veio até a mesa da Grifinória, muitos estudantes a seguiam com os olhos, alguns davam gargalhadas e a apontavam sem disfarces; Luna conseguira arranjar um chapéu em forma de cabeça de leão em tamanho natural, e o colocara precariamente na cabeça.
— Ela é meio doidinha, né? – Perguntou Jorge em um tom simpático e sem reprovação.
— Sim, mas parece ser gente boa – Afirmou Hydra – Eu gostei do leão.
Ao se dirigir para o campo de Quadribol, Hydra notou que os alunos da Sonserina usavam um distintivo em forma de coroa escrito:
"Weasley é o nosso rei"
— Que droga é essa? – Perguntou Jorge quando passaram.
— Não sei, mas duvido que seja algo bom –Afirmou Hydra vendo um grupo de meninas da Sonserina rindo.
Hydra seguiu com a equipe como sempre para o vestiário e tentava acalmar Rony que parecia muito nervoso.
— Você é bom, fez defesas espetaculares, eu sei que consegue – Dizia ela
O rapaz só agradecia sem conseguir falar mais nada e parecendo muito pálido.
— O.k., acabei de descobrir a escalação final da Sonserina – disse Angelina, consultando um pedaço de pergaminho. – Os batedores do ano passado, Derrick e Bole, saíram, mas parece que o Montague os substituiu pelos gorilas de sempre, em vez de escolher alguém que saiba voar particularmente bem. São dois caras chamados Crabbe e Goyle, não sei muita coisa sobre eles...
— Nós sabemos – disseram Harry e Rony juntos.
— É, eu também, infelizmente, são os melhores amigos e capangas do meu irmão... – Disse Hydra.
— Bom, eles não parecem ter inteligência suficiente para diferenciar as extremidades da vassoura – continuou Angelina, embolsando o pergaminho –, mas, por outro lado, eu sempre me surpreendi que Derrick e Bole conseguissem encontrar o caminho do campo sem precisar de placas de sinalização.
— Crabbe e Goyle são iguais – garantiu-lhe Harry.
Ouviam-se centenas de passos subindo as arquibancadas do campo. Alguns espectadores cantavam, mas Hydra não entendia o que.
— Eu vou indo gente, boa sorte, estarei torcendo para vocês – Disse Hydra se retirando do vestiário e indo até arquibancada, onde finalmente ouviu o que alguns alunos cantavam, era os alunos da Sonserina.
"Weasley não pega nada
Não bloqueia aro algum
Ei, Ei, Ei, Ei, Weasley é o nosso rei.
Weasley nasceu no lixo Sempre deixa a bola entrar
A vitória já é nossa,
Weasley é o nosso rei"
— Quanta criatividade... – Disse Hydra irritada, ao lado de Jeniffer.
A equipe da Sonserina entrou primeiro e aguardou já formada sob urros da torcida a entrada da equipe da Grifinória.
— Capitães, apertem as mãos – ordenou Madame Hooch, quando Angelina e Montague se aproximaram. Harry pôde ver que Montague estava tentando quebrar o dedos de Angelina, embora ela nada demonstrasse. – Montem as vassouras...
As bolas foram soltas no ar, e os catorze jogadores dispararam para o alto. Pelo canto do olho, Harry viu Rony passar como um raio em direção às balizas.
"E é Johnson – Johnson com a goles, que jogadora é essa garota, é o que venho dizendo há anos, mas ela continua a não querer sair comigo..."
— JORDAN! – berrou a Prof a McGonagall.
— É verdade, desde que ela e Fred terminaram o Lino vem tentando sair com ela – Disse Hydra rindo para Jeniffer.
"... é só uma gracinha, professora, um toque de interesse humano – e ela se livra de Warrington, passa por Montague, ela – ai – foi atingida nas costas por um balaço lançado por Crabbe... Montague apanha a goles, Montague torna a subir pelo campo e – belo balaço agora de Jorge Weasley, um balaço na cabeça de Montague, que larga a goles, quem a apanha é Katie Bell, Katie Bell da Grifinória atrasa a bola para Alícia Spinnet e Spinnet se afasta..."
Os comentários de Lino Jordan ecoavam pelo estádio junto com a música idiota da Sonserina, vaias e gritos.
"... e Angelina foge de Warrington, evita um balaço – esse foi por pouco, Alícia –, e o público está adorando o jogo, ouçam, que é que eles estão cantando?"
E Lino parou para escutar, a cantoria soou alta e clara na seção verde e prata da Sonserina nas arquibancadas.
"Weasley não pega nada
Não bloqueia aro algum
Ei, Ei, Ei, Ei, Weasley é o nosso rei.
Weasley nasceu no lixo Sempre deixa a bola entrar
A vitória já é nossa,
Weasley é o nosso rei"
"... e Alícia passa outra vez para Angelina!", gritou Lino e Hydra percebeu que Lino estava tentando abafar a cantoria.
"Vai Angelina – agora ela só precisa passar pelo goleiro! – ELA CHUTA – ELA – aaah..." Bletchley, o goleiro de Sonserina, defendeu bem; lançou a goles para Warrington, que saiu em velocidade, ziguezagueando entre Alícia e Cátia; a cantoria das arquibancadas se tornava cada vez mais alta e ele foi se aproximando de Rony.
"Weasley é o nosso rei,
Weasley é o nosso rei,
Sempre deixa a bola entrar
Weasley é o nosso rei"
"Warrington tem a goles, Warrington vai em direção aos aros, está fora do alcance dos balaços e tem apenas o goleiro pela frente..."
Uma grande onda sonora se elevou das arquibancadas da Sonserina:
"Weasley não pega nada
Não bloqueia aro algum..."
"... é o primeiro teste do novo goleiro da Grifinória, Weasley, irmão dos batedores Fred e Jorge... é um talento que promete – vamos, garoto!"
Mas o grito de alegria veio do lado da Sonserina:
Rony dera um mergulho às cegas, de braços muito abertos, e a goles passara entre eles, atravessando direto o seu aro central.
"Ponto para Sonserina! – entrou a voz de Lino entre os aplausos e vaias do público embaixo – dez a zero para Sonserina – que pouca sorte, Rony!"
Os alunos de Sonserina cantaram ainda mais alto:
"WEASLEY NASCEU NO LIXO
EI, EI, EI, EI..."
"... e a Grifinória retoma a posse e temos Katie Bell atravessando o campo com energia...", gritou Lino se enchendo de coragem, embora a cantoria agora estivesse tão ensurdecedora que ele mal conseguia se fazer ouvir.
"A VITÓRIA JÁ É NOSSA
WEASLEY É-O NOSSO REI..."
Hydra viu que Harry estava parado no ar por mais de um minuto observando o andamento da partida.
— Ele não vai procurar o pomo? – Perguntou Jeniffer
— É essa música idiota, deve estar perturbando ele e o Rony, ele é bom, eu vi, é um bom goleiro – Disse Hydra decidida.
Ela não sabia se queria mais que Rony fosse bem por medo de ser pressionada a tomar o lugar dele ou por querer realmente que o garoto fizesse um bom jogo.
"... e aí vem Warrington de novo", berrou Lino, "que passa para Pucey, Pucey ultrapassa Alícia, vamos Angelina, dá para pegar ele, afinal não deu, mas foi um belo balaço de Fred Weasley, quero dizer, Jorge Weasley, ah, que diferença faz, foi um dos gêmeos, e Warrington larga a goles e Katie Bell... hum... larga também... então a goles sobra para Montague que sai voando pelo campo, vamos Grifinória, bloqueia ele agora!"
"... e Pucey se livra mais uma vez de Alícia e ruma diretamente para o gol, segura a bola, Rony!
"... e Katie Bell da Grifinória escapa de Pucey, se abaixa para fugir de Montague, bela virada, Cátia, e atira para Angelina, que agarra a goles, ultrapassa Warrington, está voando para o gol, vamos, é agora Angelina... E É PONTO PARA GRIFINÓRIA! Quarenta a dez, quarenta a dez para Sonserina, e Pucey tem a posse da goles..."
O chapéu de Luna rugiu em meio aos vivas da Grifinória.
"... Pucey atira para Warrington, Warrington para Montague, Montague devolve a Pucey... Johnson intercepta, Johnson toma a goles, atira para Bell, a coisa parece boa – quero dizer – ruim – Bell é atingida por um balaço de Goyle, da Sonserina, e é Pucey quem retoma a..."
"WEASLEY NASCEU NO LIXO
SEMPRE DEIXA A BOLA ENTRAR
A VITÓRIA JÁ É NOSSA..."
Hydra viu Harry mergulhando sendo seguido por Draco.
— Ele deve ter visto o pomo – Disse Hydra para a amiga tentando ver algo melhor.
Harry inverteu o rumo da sua Firebolt, e ele e Draco estavam agora emparelhados. À curta distância do chão, Harry ergueu a mão direita da vassoura, esticou-a para o pomo... à direita, o braço estendido de Draco também esticou, tateou.
Harry empinou a vassoura, apertando na mão a bola que se debatia, e os espectadores da Grifinória gritaram sua aprovação ao lance...
TAPUM.
Um balaço atingiu Harry nos rins e ele foi lançado para fora da vassoura. Por sorte, estava a menos de dois metros do chão, pois mergulhara muito baixo para apanhar o pomo, mas caiu com as costas chapadas no chão congelado. Hydra ouviu o apito agudo de Madame Hooch, um clamor nas arquibancadas em que se misturavam assobios, berros furiosos e vaias.
— Eles jogam sujo, pobre Harry – Disse Jeniffer observando a cena.
Hydra saiu correndo em direção ao time e chegou a tempo de ouvir seu irmão soltando provocações aos Weasleys.
— ... mas você gosta dos Weasley, não é Potter? – continuou Malfoy, caçoando. – Passa as férias lá e tudo, não é? Não sei como você aguenta o fedor, mas suponho que para alguém criado por trouxas, até o pardieiro dos Weasley cheira bem..,
— CALA A BOCA DRACO! – Gritou Hydra
Harry agarrou Jorge. Entrementes, eram necessários os esforços conjuntos de Angelina, Alícia, Hydra e Kate para impedir Fred de pular em cima de Malfoy, que ria abertamente.
— Ou vai ver – disse Malfoy, recuando com um sorriso debochado – você se lembra de como a casa da sua mãe fedia, Potter, e o chiqueiro dos Weasley faz lembrar dela...
— Harry! HARRY! JORGE! NÃO! – Gritavam as meninas enquanto os dois atacavam Draco.
Os sons se misturavam, as garotas gritando, Malfoy berrando, Jorge xingando, um apito tocando e os urros do público, mas ele não deu atenção a nada. Até alguém próximo gritar Impedimenta!
— Que é que você acha que está fazendo? – berrou Madame Hooch, quando Harry se levantou de um salto.
A juíza segurava o apito em uma das mãos e a varinha na outra; largara a vassoura a alguns passos de distância. Draco estava dobrado no chão, choramingando e gemendo, o nariz ensanguentado; Jorge exibia um lábio inchado; Fred ainda estava sendo contido à força por três artilheiros, e Crabbe dava gargalhadas mais atrás.
— Nunca vi um comportamento igual, já para o castelo, os dois, e direto para a sala da diretora de sua Casa! Vão! Agora!
Harry e Jorge saíram furiosos, Crabbe e Goyle levaram Draco para a ala hospitalar.
— Você mereceu isso Draco, por que precisa sempre ser um idiota? – Perguntou Hydra, os seguindo por um tempo.
— Vai atrás dos seus amiguinhos traidores do sangue e me deixa em paz – Gritava ele.
Hydra foi ver Fred que tremia de tão furioso.
— Eu sinto muito – Dizia ela para o amigo.
— Eu só queria que tivessem me deixado ir – Dizia ele furioso
— Você não ia ganhar nada com isso Fred.
— Ele insultou a minha mãe Hydra, meu pai! – Disse o amigo, com lágrimas de ódio nos olhos.
— Eu sei, ele é um babaca, acredite, eu senti vontade de atacar ele também, ele mereceu cada soco, eu sei disso – Disse Hydra
Hydra levou o amigo pelas mãos até o vestiário e ficou ao seu lado, o resto da equipe ficou quieta, olhando Fred, pela primeira vez na vida, ela o viu chorar disfarçadamente, lágrimas de raiva e frustração, Hydra podia sentir, mas ainda assim, lágrimas.
Ninguém sabia mais o que fazer, nem Angelina, nem nenhum membro da equipe, Rony também parecia arrasado, mas se arrumou rápido e saiu correndo.
Eles seguiram para a sala comunal, não foram jantar, ficaram lá, onde Fred se acalmou e aguardou por notícias de Jorge e Harry, mas quando eles chegaram, as notícias não podiam ser piores.
— Proibidos – ressoou a voz de Angelina, mais tarde naquela noite na sala comunal. – Proibidos. Sem apanhador e sem batedores... que meleca é que nós vamos fazer?
Angelina olhou para Hydra desesperada.
— Eu não sei jogar direito em nenhuma dessas posições Angelina – Adiantou ela.
Nem parecia que haviam ganhado o jogo. Para todo o lado havia rostos desolados e enfurecidos; os jogadores da equipe estavam largados em volta da lareira, todos menos Rony, que não era visto desde o final da partida.
— Você pode ficar no lugar do Weasley em alguns jogos pelo menos... – Disse ela.
— Isso não vai adiantar nada, ele é bom Angelina, você mesma viu, ele só precisa superar a pressão, não adianta nada tirar o pobre agora, só vai ser pior – Afirmou Hydra e Angelina com muito custo acabou aceitando.
— Você tem razão, eu não estou pensando direito, não é certo tirar ele — Disse Angelina
— É tão injusto – disse Alícia, atordoada. – Quero dizer, e Crabbe e aquele balaço que ele lançou depois que o apito já tinha tocado? Ela proibiu o Crabbe?
— Não – respondeu Gina, infeliz; ela e Hermione estavam sentadas de cada lado de Harry. – Crabbe recebeu frases para escrever, ouvi Montague contar isso às gargalhadas na hora do jantar.
— E proibir o Fred, quando ele nem fez nada! – admirou-se Alícia furiosa, batendo com o punho no joelho.
— Não é minha culpa se não fiz – disse Fred, com uma expressão feroz no rosto –, eu teria quebrado aquele merdinha todo se vocês três não estivessem me segurando.
— Vou me deitar – disse Angelina, levantando-se devagar. – No final, a gente talvez descubra que tudo isso não passou de um sonho mau... talvez eu acorde amanhã e descubra que ainda não jogamos...
Logo Alícia e Kate a acompanharam. Fred e Jorge subiram algum tempo depois, fechando a cara para todos por quem passavam, e Gina não se demorou muito mais.
— Você foi ver seu irmão? – Perguntou Jeniffer para Hydra enquanto subiam as escadas em espiral até o quarto.
— Não e nem quero, ele merece ficar lá por um tempo, eu não acredito as vezes o quanto ele pode ser cruel... – Disse Hydra desolada.
— Mas você sempre disse que é por causa do seu pai.
— E é, mas as vezes eu me pergunto se é só isso mesmo, acho que já existe uma crueldade em Draco maior do que só a influência do meu pai, sei lá, não quero pensar nisso agora.
Hydra não conseguiu dormir, se sentia completamente dividida entre ter pena ou não da situação do irmão e como talvez sempre estivera enganada sobre ele.
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