Hydra abriu os olhos e se viu junto a Peter na entrada de sua casa, sentiu a brisa do mar e ouviu o forte barulho das ondas, era como um sonho.

— Chegamos – Disse ele sorrindo.

— É, chegamos – Hydra também sorriu.

Hydra soltou Lydra e deixou que ela voasse livre por sua nova casa.

Peter levou todas as coisas de Hydra para dentro de casa, a sala estava do mesmo jeito que antes, o retrato dos avos de Peter a cumprimentando e Hydra notou novas fotos dela e Peter pela sala.

Peter a abraçou por trás enquanto ela olhava umas das fotos em que ela e Peter acenavam e se beijavam, os dois com os uniformes de Hogwarts, ele com o símbolo da Corvinal, ela da Grifinória.

— Bem-vinda, esse é a sua casa agora também... – Disse ele em seu ouvido.

Ela queria matar toda saudade que tinha de Peter, antes de qualquer coisa, antes de se ajeitar, antes de todas as perguntas que tinha para fazer e foi isso que ela fez, agora ele fazia mais do que nunca parte de sua vida, agora ele era sua família, ela não era mais criança, não era mais uma adolescente, uma namoradinha, uma estudante, era uma mulher, uma adulta, uma companheira, uma bruxa, tinha uma guerra a vista, não podia existir lugar para o medo ou para esperas, a vida precisava ser vivida e precisava ser vivida imediatamente, afinal ela não sabia mais até quando estaria viva.

— Eu sei que você deve querer saber de tudo – Disse Peter, deitado ao seu lado algumas horas depois da chegada de Hydra.

O quarto estava iluminado pela luz da lua que vinha da grande janela em frente a cama, o som das ondas acalmava e dava paz para Hydra

— Eu quero, eu realmente preciso saber de tudo, eu não aguento mais não saber de nada, não saber o que está acontecendo.

Peter passou horas para Hydra explicando tudo que estava acontecendo, como a ordem voltou a funcionar, como seus pais e eles agora eram parte, como Voldemort havia voltado, o que aconteceu no labirinto segundo Harry Potter, como o Ministério passava a falsa imagem de que tudo estava bem, como trouxas estavam sendo atacados pelo Reino Unido, como todos estavam se preparando para uma nova guerra (sem poder dar detalhes até ela se formar e poder ela também fazer parte dessa ordem).

— Existe uma coisa que eu preciso te contar também, eu imagino que dessa parte você possa gostar – Disse Peter depois de Hydra ouvir com atenção a cada história.

— O que? – Perguntou ela muito curiosa.

— Sirius Black, ele não é quem todos nós pensávamos.

— COMO ASSIM? – Perguntou Hydra se sentando com a surpresa da afirmação.

— Ele é inocente Hydra, Peter Pettigrew, o bruxo que todos achávamos que Sirius havia matado, ele quem entregou James e Lilian Potter, ele era fiel e continua sendo fiel a Você-sabe-quem, ele está vivo, ele ajudou Você-sabe-quem na noite em que ele voltou no cemitério, ele denunciou o paredeiro de James e Lilly Potter, ele era o fie do trabalho, não o Sirius, o Sirius é inocente, ele levou a culpa quando foi confrontar Peter, foi Peter que matou os trouxas e fingiu a própria morte vivendo como o rato da família Weasley até pouco tempo — Disse Peter, não gostando da igualdade de nomes entre os dois e parecendo enjoado com isso.

Hydra estava com o queixo caído, sem conseguir acreditar direito no que ouvia, mesmo sabendo que era verdade e que Peter não mentira e tão aliviada de saber que outro membro da sua família era inocente e livre da maldade que existia nela.

— O Harry sabe?

— Já tem alguns anos que sim, mas ele teve que manter segredo.

— Então o único parente que eu já me identifiquei na verdade não é uma pessoa ruim? – Hydra sorria – Aonde ele está?

— Ele está na sede da ordem, na casa dos Black, amanhã nós podemos ir lá, o local está protegido pelo encatamente Fidelius, mas o fiel do segredo escreveu o endereço para que você possa saber, nossas reuniões tem sido lá, os Weasleys e o Potter também estão lá hospedados, todos estão te esperando amanhã.

— Eu vou conhecer o Sirius Black então? — Perguntou Hydra sorrindo.

— Vai, ele também ficou curioso em conhecer a filha da sua prima Narcisa que se rebelou contra a sua família, assim como ele, mas devo avisar, doze anos em Azkaban deixam qualquer um com uma aparência...

— Eu não me importo! – Disse Hydra animada sentada na cama — Eu só quero vê-lo, saber que ele é real, assim como eu...

Depois de passarem um tempo juntos às quatro da manhã e Hydra não sentia sono, o excesso de informações a manteve acordada enquanto Peter dormia pesado ao seu lado, ela observava o mar pela janela que ocupava uma parede inteira. Pensar que seu sangue não era condenado a maldade era algo reconfortante. Finalmente pegou no sono quando já estava de manhã, sem nem perceber.

Hydra foi acordada o que parecia ser poucas horas depois por Jeniffer que pulava em sua cama

— Acorda dorminhoca – Brincava ela.

— Jeniffer – Disse Hydra acordando sonolenta e a abraçando.

— Eu e Abbas viemos ir com vocês até a sede da ordem – Comentou Jeniffer deitada ao seu lado.

— Então vocês também fazem parte?

— Eu não, ainda sou aluna, não posso, mas o Abbas sim, é o primeiro da família a se rebelar de verdade conta Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, estou bem orgulhosa, meus pais também – Disse ela sorrindo – Vamos, eles estão nos esperando lá embaixo para tomar café.

Hydra se arrumou e desceu com a cunhada, Abbas e Peter ajeitavam a mesa para o café fazendo comidas voarem de um lado para o outro com suas varinhas.

— Bom dia Hydra, como é bom te ver – Disse Abbas a cumprimentando.

— Como vai Abbas? Muito trabalho no minstério?

— Sim, mais ainda fingindo que não sei de nada e acredito em tudo que eles falam, acredite, Fudge está na verdade, completamente fora de controle – Disse o rapaz, parecendo preocupado.

— Eu acredito, ele não ia querer admitir que algo tão horrível aconteceu embaixo do seu nariz eu acho, é muita arrogância, mas eu já imaginava – Comentou Hydra se sentando na mesa ao lado de Peter.

— Infelizmente nós também – Disse Peter pegando pedaços de ovo de uma tigela.

— Eu preciso aprender a fazer tudo isso – Disse Hydra olhando ao redor da mesa.

— Tudo isso o que? – Perguntou Jeniffer.

— Cuidar de uma casa, cozinhar, limpar, vou comprar um livro de feitiços domésticos, eu nunca tive que fazer nada disso.

Todos riram e Hydra também acabou rindo da situação, mas a realidade é que ela sempre teve tudo na mão, ser uma dona de casa seria algo extremamente novo para ela.

— Não se preocupe, eu te ajudo – Disse Peter sorrindo (seu lindo sorriso branco e bem feito).

Os quatro terminaram de comer a Jeniffer ensinou Hydra os feitiços para fazer com que a louça voasse para a pia e se lavasse.

— Bom, acho que então podemos ir indo, estão todos nos esperando – Comentou Peter.

Hydra estava tão ansiosa, iria rever seus amigos, conhecer Sirius, saber mais sobre a ordem, aguardou por isso durante todo o tempo que ficou trancada em seu quarto na mansão dos Malfoy.

Os quatro saíram pela porta e pararam no quintal da casa.

— Hydra, você ainda não fez o exame, então vai aparatar comigo – Disse Peter segurando sua mão.

De novo a sensação de tudo girando e estar voando sem controle voltou, mas em poucos segundos se viu parada em uma rua pouco movimentada.

— Tome Hydra, leia esse pergaminho.

Peter passou um pergaminho onde estava escrito:

"A sede da Ordem da Fênix encontra-se no largo Grimmauld, número doze, Londres."

— O que é isso? – Perguntou Hydra olhando para as casas na sua frente, ela via o número onze; ela olhou para a esquerda e viu o número dez; para a direita, no entanto, o número era treze.

Peter pegou o papel e ateou fogo nele com a varinha.

— Pense no que você leu – Disse Abbas.

Quando Hydra pensou, uma porta escalavrada se materializou entre os números onze e treze, e a ela se seguiram paredes sujas e janelas opacas de fuligem. Era como se uma casa extra tivesse se inflado, empurrando as suas vizinhas para os lados.

— Ótimo – Sorriu Hydra que nunca tinha visto o efeito do feitiço Fidelis pessoalmente antes em uma casa inteira.

— Vamos? – Disse Peter liderando o caminho e olhando para ver se não tinha ninguém os seguindo.

Hydra subiu os degraus de pedra gastos, na porta, a tinta preta estava desbotada e cheia de arranhões. A maçaneta de prata tinha a forma de uma serpente enroscada. Não havia buraco de fechadura nem caixa de correio.

Peter abriu a porta e Hydra o seguiu entrando na casa, o local dava a impressão de ser um prédio condenado, era umido e empoeirado, Jeniffer fechou a porta.

Apesar de ser dia, o local era mal iluminado, Hydra notou o papel descascado e o tapete puído de um corredor longo e sombrio, em cujo teto refulgia um lustre coberto de teias de aranha e, nas paredes, quadros tortos e escurecidos pelo tempo. O lustre e os castiçais sobre uma mesa desengonçada ali perto tinham a forma de serpentes.

De uma porta surgiram Fred e Jorge correndo em direção a garota e a abraçando

— Finalmente! – Disse Fred parecendo muito feliz e aliviado.

— Eu nem acredito que estou revendo vocês – Disse Hydra abraçando os dois ao mesmo tempo.

— Minha querida – Dizia a Senhora Weasley correndo em sua direção e a abraçando – Que bom que veio, estava tão preocupada com você naquela casa com aquelas pessoas...

— Molly, a reunião já começou? – Perguntou Peter.

— Sim Peter, você e a Abbas vão entrando, eu levo as meninas até lá em cima – Disse Molly enquanto Peter se despediu de Hydra e entrou junto com Abbas em uma porta no fundo do corredor.

— Vamos, vamos lá em cima ver os outros – Disse ela.

Ela os conduziu ao longo da parede coberta por altas cortinas comidas por traças, atrás das quais Hydra supôs que houvesse outra porta, e, depois de contornar um enorme porta-guarda-chuvas que parecia ter sido feito com perna de trasgo, eles começaram a subir uma escada escura em que havia cabeças encolhidas e montadas sobre placas na parede lateral. Eram Elfos domésticos, todos tinham o mesmo narigão.

"Aqui realmente deve ser a casa da família da minha mãe" Pensou ela.

— Chegamos... – tinham alcançado o segundo patamar – as crianças estão na porta da direita. Vejo vocês depois – Disse ela descendo correndo.

— É ridículo, nós todos temos dezessete anos, eu não entendo porque não podemos participar da ordem também! – Reclamou Fred antes de entrar no quarto.

— Eu sei, é injusto – Concordou Jeniffer.

Hydra e os amigos atravesaram o patamar encardido, giraram a maçaneta em forma de cabeça de serpente e abriram a porta. Hydra deu uma breve olhada no quarto sombrio de teto alto em que havia duas camas, então viu Harry Potter, Rony e Gina Weasley e Hermione Granger no quarto.

—Olá Hydra, que bom que saiu da sua casa finalmente – Comentou Hermione a cumprimentando.

— Oi pessoal, é bom ver vocês – Disse Hydra sorrindo para cada um.

— Hydra a gente precisa falar com você em particular – Disse Jorge seguido de Fred.

Hydra olhou para Jeniffer, como se perguntasse se estava tudo bem em fazer aquilo e deixar ela sozinha com o resto do pessoal.

— Vai com eles, vocês quatro topam um jogo de Snap explosivo? – Perguntou ela, virando para os outros habitantes do quarto.

— Claro – Afirmou Rony.

— Vem então – Antes que Hydra pudesse pensar sentiu girando novamente tudo ao seu redor e viu que tinha aparatado junto com Jorge para um outro quarto parecido com o primeiro.

— Por que não viemos andando? – Perguntou ela sentando em uma das camas.

— Porque aparatar é muito mais legal – Disse Jorge.

— Com certeza – Concordou Fred que também aparatou até o quarto.

— Não de carona... De qualquer maneira, o que houve? – Perguntou Hydra para os gêmeos que sentaram na cama a sua frente.

— Bem, primeiro vamos as novidades sobre sua amiga Francesa – Disse Jorge.

— Gabrielle? – Perguntou Hydra.

— Não, Fleur Delacour – Disse Fred sorrindo debochado.

— O que houve com ela?

— Ela arranjou um emprego no Gringotes para aperrfeiçoarr o iinglês... – Disse Fred debochando.

— E meu irmão Gui pediu transfência para Inglaterra, ele se candidatou a uma função burocrática para poder voltar para casa e trabalhar na Ordem e os dois estão, tendo aulas particulares se é que me entende – Completou Jorge rindo.

— Fleur e Gui? Não acredito! Se vem que ela ficou de olho nele no último semestre e ela raramente não consegue o que quer com um homem solteiro — Disse Hydra.

— Sim, eles estão juntos e apaixonados pelo visto... – Disse Fred.

— O Carlinhos também entrou na ordem, mas continua na Romênia – Acrescentou Jorge — Dumbledore quer atrair o maior número possível de bruxos estrangeiros, por isso Carlinhos está tentando fazer contatos nos dias de folga.

— Achei que o Abbas e o Percy podiam fazer isso, eles não trabalham no Departamento de Cooperação Internacional em Magia pelo que ficou sabendo.

Fred e Jorge se olharam.

— O Abbas pode e faz, mas não mencione o Percy na frente da mamãe e do papai – disse Fred com a voz tensa.

— Por que não? – Perguntou Hydra curiosa

— Porque todas as vezes que ouvem o nome dele, papai quebra o que estiver segurando e mamãe começa a chorar – explicou Fred.

— Como assim? O que houve?

— Foi na primeira semana de férias quando terminou o trimestre – disse Fred. – Estávamos entrando para a Ordem. Percy chegou e contou que tinha sido promovido.

— Mesmo com toda confusão que aconteceu? – Perguntou Hydra que tinha ouvido sobre o Senhor Crouch e como ele estava sendo controlado por Voldemort no ano anterior por Peter na noite anterior.

— Pois é, todos ficamos surpresos – continuou Jorge –, Percy tinha se metido em grandes confusões por causa dessa história, houve até um inquérito e tudo. A conclusão foi que Percy devia ter percebido que Crouch não estava batendo bem e informado ao seu superior. Mas você conhece Percy, Crouch o tinha deixado na chefia, e ele não ia reclamar.

— Mas mesmo assim ele foi promovido? – Perguntou Hydra

— Também estranhamos – Comentou Fred — Percy voltou para casa realmente satisfeito com ele mesmo... E disse ao papai que tinham lhe oferecido um cargo no gabinete do próprio Fudge. Um cargo realmente bom para alguém que tinha terminado Hogwarts fazia só um ano: assistente júnior do ministro. Acho que esperava que papai ficasse impressionado

— É um cargo mais alto que o do Abbas! E ele já está formado tem mais de cinco anos! – Disse Hydra, surpresa.

— Pois é, papai não ficou satisfeito – Disse Fred — Parece que Fudge tinha percorrido o Ministério enfurecido para se certificar de que os funcionários não tivessem contato com Dumbledore.

— No Ministério, o nome de Dumbledore virou lixo, ultimamente, entende – esclareceu Fred. – Todos pensam que ele está só criando problemas quando diz que Você-Sabe-Quem voltou.

— O Peter comentou comigo – Disse Hydra prestando muita atenção nos amigos.

— Papai falou que Fudge deixou muito claro que qualquer um que estivesse mancomunado com Dumbledore podia desocupar a escrivaninha – disse Jorge.

— O problema é que Fudge suspeita de papai, sabe que é amigo de Dumbledore, e sempre achou papai meio excêntrico por causa da obsessão que ele tem pelos trouxas.

— Seu pai foi demitido? – Perguntou Hydra surpresa.

— Não – Respondeu Fred – Ele não tem provas de nada disso.

— E aonde o Percy entra nisso tudo? – Perguntou Hydra.

— Vou chegar lá. Papai desconfia que Fudge só quer Percy no gabinete, porque quer usar o mano para espionar a família... e Dumbledore – Disse Jorge.

— Ui! Percy deve ter ficado furioso com isso!

— Ele perdeu completamente a cabeça. Disse... bem, uma porção de coisas horríveis. Disse que está enfrentando a péssima reputação do papai desde que entrou no Ministério e que papai não tem ambição e que é por isso que sempre fomos pobres... – Disse Jorge sem graça

— Eu não acredito! – Gritou Hydra em choque, sempre achara Percy metido, mas não a esse ponto

— E ficou pior – Continuou Jorge — Disse que papai era um idiota de andar com Dumbledore, que Dumbledore ia se meter em uma baita encrenca e papai ia cair junto, e que ele, Percy, sabia a quem devia ser leal, e era ao Ministério. E se mamãe e papai iam trair o Ministério, iria se empenhar para que todo o mundo soubesse que ele não pertencia mais à nossa família. E fez as malas na mesma noite e foi embora. Agora está morando aqui em Londres

— Pobres Senhor e Senhora Weasley, não mereciam isso! – Disse Hydra, indignada com a atitude de Percy.

— Pois é, Percy é um completo idiota – Esbravejou Jorge – Mamãe chora, essas coisas. Veio a Londres para tentar falar com Percy, mas ele bateu a porta na cara dela. No trabalho acho que ele finge que não vê o papai, sei lá.

— Mas Percy não sabe que Você-Sabe-Quem voltou? — Perguntou Hydra.

— Ele diz que a única prova que tem disso é a palavra de Harry e que não é o suficiente...

— Que idiota! – Disse Hydra sem pensar.

— Percy leva o Profeta Diário a sério – Disse Jorge – Você tem lido o jornal?

— Sim, é a única coisa de fora que eu recebia diariamente, realmente estão queimando a imagem de Harry e Dumbledore de todas as formas, é ridículo! Percy deveria saber melhor, estando na família que está, bem informada com a verdade e ainda por cima tendo convivido com o Harry como ele conviveu! – Comentou Hydra.

— Pois é, mas essa não é a única notícia, mas a próxima é boa para nós! – Disse Fred empolgado

— Qual é então?

— Sabe o prêmio do torneio Tribuxo? – Disse Jorge abafando um risinho.

— Sim...

— O Harry deu para nós dois.

— O QUE? – Gritou Hydra.

— Sim! Estamos usando para fabricar nossos produtos e futuramente abrirmos nossa loja.

— Uau meninos, eu não acredito! – Disse Hydra empolgada – Isso é maravilhoso! É o sonho de vocês, finalmente se realizando, estou tão feliz por vocês!

— Pois é e queremos fazer uma proposta comercial para você – Disse Jorge, parecendo sério.

— Qual?

— Que você fabrique as poções da nossa loja, algumas de brincadeira, são receitas simples mas que você faria muito bem, mas é coisa séria, você receberia por cada poção – Disse Fred.

— Vocês seriam meus patrões então? – Disse Hydra sorrindo.

Os gêmeos se olharam rindo.

— É, pode se dizer que sim.

— Eu topo, é claro! Estou muito feliz por vocês mesmo! – Disse Hydra comemorando.

— Já estamos testando o veneno de fada para o nosso kit Mata-Aula.

— O que é isso? – Perguntou Hydra.

— Um kit com docinhos para deixar o aluno doente – Respondeu Jorge — Não é doente para valer, entenda, só o suficiente para o cara sair da sala de aula na hora que quiser. Fred e eu estivemos fazendo experiências nessas férias. São de mastigar e têm extremidades de cores diferentes. Se o cara come a metade laranja da Vomitilha, ele vomita. Na hora em que for levado depressa para a ala hospitalar, ele engole a metade roxa. Que, "restaura o seu bem-estar e lhe permite curtir a atividade que escolher durante aquela hora que, do contrário, seria ocupada por um tédio inútil". Pelo menos é como estamos anunciando.

— No momento, os nossos provadores ainda têm achado meio difícil parar de vomitar o tempo suficiente para comer a parte roxa – Disse Fred.

— Quem são seus provadores?

— Nós mesmos, nos revezamos.

— Eu já disse que vocês são extremamente inteligentes? Eu fico impressionada como conseguem inventar essas coisas – Disse Hydra admirando os gêmeos.

— Nós sabemos – Disseram os dois orgulhosos.

— Estamos operando na base de remessas postais, por enquanto, até abrirmos nossa loja. Pusemos anúncios no Profeta Diário

— Só não conte nada a mamãe, ninguém pode saber do prêmio e nem do que estamos fazendo – Disse Jorge

— Podem confiar em mim – Sorriu Hydra.

—Sabemos disso — Disse Jorge piscando um olho para Hydra de brincadeira.

— Vamos descer? Já deve estar quase na hora do almoço – Disse Fred.

— Ok, mas eu vou descer pelas escadas, nada de aparatação, ok?

— Ok – Disseram os gêmeos desanimados com isso.

Hydra descia as escadas quando ouviu uma pequena confusão

— Tonks, de novo não! – Gritou a Senhora Weasley.

— Me desculpe, esse guarda chuva de novo, me desculpe! – Disse uma bruxa jovem de cabelo rosa e aparência moderna.

Hydra ouviu um guincho medonho de furar os ouvidos e congelar o sangue. As cortinas de veludo roídas de traças, pelas quais Hydra passara mais cedo, tinham se aberto, mas não havia porta alguma atrás. Havia uma velha de touca preta que não parava de berrar como se estivesse sendo torturada – Era um retrato em tamanho natural, dos mais realistas e dos mais incômodos que já vira na vida.

A velha estava babando, seus olhos giravam nas órbitas, a pele amarelada do rosto esticava-se inteiramente enquanto gritava; e, por toda a extensão do corredor, os demais quadros acordaram e começaram a berrar, também, era horrível! Tinha que tapar os ouvidos para aguentar ficar ali.

Lupin e a Sra. Weasley correram para tentar fechar a cortina que ocultava a velha, mas não conseguiam e ela guinchava com mais vontade, brandindo as mãos em garras como se quisesse estraçalhar os rostos deles.

— Ralé! Escória! Filhos da sordidez e da maldade! Mestiços, mutantes, monstros, sumam deste lugar! Como se atrevem a macular a casa dos meus antepassados...

— Eu aposto como é uma parente – Comentou Hydra com os gêmeos, que também tapavam os ouvidos.

— Cale a boca, sua bruxa horrorosa!– berrou um homem magro de olhos e cabelos negros que Hydra reconheceu pelas fotografias como Sirius Black, agarrando a cortina.

A velha empalideceu. – Vocêêêêêê! – urrou ela, os olhos saltando das órbitas ao ver o homem. – Traidor do próprio sangue, abominação, vergonha da minha carne!

Com um estupendo esforço, ele e Lupin conseguiram fazer as cortinas fecharem.

— A Senhora Black – Comentou Fred quando o barulho passou — Acho que era sua tia avó ou algo assim.

— Encantadora – Disse Hydra debochada fitando Sirius Black com o olhar, ele a viu.