O Segredo dos Blacks

11 Desastre NO Quadribol


Na Sexta-Feira, Angelina relembrou várias vezes sobre como Hydra precisaria estar no campo para ajudar na escolha do novo goleiro do time.

— Eu sei Angelina, eu já estou preparada para isso! — Disse Hydra irritada depois de ouvir pela décima vez a mesma coisa.

Alguns alunos olhavam os testes nas arquibancadas e sete alunos apareceram para fazer o teste, entre eles, para a surpresa de Hydra, Rony Weasley

— Rony, você está fazendo o que? – Disse Fred rindo.

— Eu... Eu vim fazer o teste para goleiro... – Disse ele sem graça corando.

Os gêmeos deram uma alta e longa gargalhada.

— Você está brincando, né? – Disse Jorge

— Meninos, deixem ele em paz – Hydra olhou feio para os dois que fizeram caretas e saíram de perto ainda rindo muito

— Não liga para eles Rony, espero que você ganhe a posição – Disse Hydra dando um sorriso para o garoto.

— Muito bem – Gritou Angelina reunindo todos para o meio do campo – Eu vou pedir para que cada um de vocês tenham suas chances no gol, o primeiro por favor, Julie Teodore.

A menina nervosa foi até o gol da direita da quadra enquanto as artilheiras tentavam fazer os gols, Kate Bell marcou dois gols em poucos segundos, a menina realmente foi tão ruim que logo Angelina interrompeu e pediu para que ela parasse.

— Muito bem, segundo candidato, Ronald Weasley

Rony parecia tão nervoso que ia explodir, os gêmeos ainda riam e faziam graça enquanto ele passava e Hydra desejava calma para o rapaz e que ele desse seu melhor.

Rony foi muito melhor do que a primeira candidata, apesar de não ter sido maravilhosamente bem, mas de fato era um bom candidato.

— É, ele é melhor do que eu imaginava – Admitiu Fred sem muita vontade.

— Muito bem, Vitória Frobisher pode ir até o gol – Disse Angelina

Vitória foi muito bem, melhor do que Rony , Hydra admitiu.

— Muito bem Vitória – Disse Angelina animada – Por favor Ygor Nicon, pode ir até o gol.

Igor deve ter sido o pior candidato até então, fez um trabalho ainda pior que o primeiro e Kate marcou ainda mais rápido dessa vez, Angelina parecia que ia chorar até mandar ele descer.

— Godofredo Hooper – Disse Angelina já desanimada.

O rapaz foi muito bem, se desviou de um balaço excepcionalmente bem, mas se atrapalhou com uma defesa fácil.

— Que estranho – Comentou Hydra com Angelina

— Sim, muito estranho, mas eu não queria esse rapaz mesmo, ele é um chorão, reclama de tudo, não imagino ele no time – Disse ela

O sexto e sétimo candidatos não tiveram um desempenho muito bom, então no final Angelina reuniu a todos e fez uma série de perguntas.

— Muito bem, eu primeiramente agradeço a cada um de vocês por se candidatarem a vaga esse ano, eu queria começar perguntando a todos se estão disposto a treinarem duro, especialmente na época de campeonato – Disse Angelina firme.

— Eu estou em muitos clubes – Disse Vitória – Eu me dedicarei é claro, mas espero que não tenha treinos nos dias do clube de feitiço.

— E se tiver? – Perguntou Angelina

— Bom, eu não posso perder o clube de feitiços! – Respondeu ela como se fosse algo óbviou.

— Ok, eu irei me reunir com o time e daremos uma resposta, peço que aguardem por favor.

Angelina chamou a todo time, incluindo Hydra para o vestiário.

— Eu acho que estamos perdidos – Disse ela

— Calma Angelina, tivemos bom candidatos – Disse Alicia

— Hydra, você é melhor que todos eles, tem certeza que não pode ser você? – Perguntou Angelina desesperada.

— Angelina, eu não posso, ainda mais agora... Mas eu prometo te ajudar a treinar seja quem for que você escolher, realmente tiveram candidatos muito bons – Disse Angelina tentando animar a amiga.

— Ok... – Disse ela desistindo – Então vou resumir os três melhores, Vitória Frobisher, Godofredo Hooper e Ronald Weasley.

— A Vitória já disse que não somos a prioridade dela – Comentou Kate que claramente parecia não ir muito com a cara da menina.

— E o Godofredo é insuportável, vocês já falaram com ele? – Perguntou Fred

— É verdade, ele reclama de tudo, ia ser horrível ter alguém assim no time – Completou Jorge

— Então nos sobra... Rony Weasley – Disse Angelina

— Ele não é ruim Angelina, com um pouco de treino acho que ele pode ser excepcional, eu me comprometo em ajudar sempre que eu puder, só não posso estar em muitos treinos – Disse Hydra

— Eu odeio admitir, mas ele realmente não é de todo ruim – Disse Fred rindo

— Além disso ele vem de uma família de jogadores maravilhosos – Comentou Alicia – Eu acho que podemos dar uma chance a ele.

— Ok, eu concordo, Rony Weasley então será nosso goleiro... – Disse ela sem muita segurança – Eu colocarei Hydra de reserva.

— Melhor colocar alguém de reserva também Angelina, eu não sei, eu fico de segunda reserva – Disse Hydra e Angelina olhou feio.

— Ok então, Godofredo Hooper será nosso reserva, assunto encerrado – Disse ela saindo do vestiário seguido de todo time.

Mais uma vez ela reuniu todos no campo e fez o anuncio.

— Agradecemos muito novamente a presença de todos, mas eu e o time nos reunimos e...

— Com licença – Disse Godofredo – Mas ela é do time? – Perguntou ele apontando para Hydra.

— Ela é uma consultora e reserva a anos – Disse Angelina

— Mas ela não é do time, então não tinha que decidir...

— COMO EU ESTAVA FALANDO – Interrompeu Angelina alto e com raiva que deu medo cortando o assunto – Como reserva teremos Godofredo Hooper e como titular, Ronald Weasley.

Os outros candidatos saíram do campo esbravejando e Godofredo Hooper tentou reclamar mais um pouco mas Angelina ameaçou que caso ele não saísse de perto ela iria lançar uma azaração de furúnculo nele.

Mas Rony continou parada, branco, incrédulo, parecia realmente não acreditar no que tinha acontecido, as pessoas em volta davam parabéns e todo time foi abraçá-lo, mas ele ainda não se mexia.

— Vamos, isso pede uma festa – Comentou Fred

Todos seguiram para a sala comunal enquanto Fred e Jorge foram conseguir comidas e bebidas, em pouco tempo toda a sala comunal estava em festa, mesmo aqueles que não ligavam muito para quadribol, os gêmeos então chegaram com cervejas amanteigadas e comida.

Hermione foi sentar em um canto, logo Harry chegou e Rony contou a novidade, Hydra ouviu quando Kate chamava Rony

— Venha aqui, Rony, veja se uma das vestes antigas de Olívio cabe em você – chamou-o Kate. – Podemos tirar o nome dele e colocar o seu no lugar...

O estômago de Hydra embrulhou um pouquinho ao ver as vestes de Olívio, as vezes, ainda sentia saudades do menino, apesar de não do mesmo jeito ou com o mesmo sentimento de antes.

Angelina se sentou perto de Hydra e Alicia depois de falar com Harry em um canto.

— Eu espero mesmo que o Harry e você ajudem esse menino, nosso time depende disso... – Disse Angelina

— Calma, nós vamos ajudar, relaxa Angelina Wood – Brincou Hydra

— É, ele tinha razão viu, é difícil demais administrar um time – Disse Angelina sentando com um copo de cerveja amanteigada na mão.

— Ele deve estar orgulhoso – Disse Hydra

— Sim, ele me deu muitas dicas, tem sido um ótimo amigo – Disse Angelina sorrindo de leve.

— Eu sei, vocês sempre foram bons amigos, as vezes eu acho se você que não deveria namorar ele – Brincou Hydra e Alicia deu uma alta risada, mas Angelina pareceu ofendida.

— Nem pensar Hydra, eu não penso no Olívio desse jeito, ele é como uma espécie de mentor, irmão mais velho, sei lá, além disso desde o Fred eu não ando querendo ninguém.

Angelina olhou para Fred que estava junto com Jorge e Lino conversando em um canto, os dois tiveram um breve namoro no ano anterior que não deu muito certo, Angelina descobriu que realmente os dois eram melhores apenas como amigos e Fred também concordou, desde então, ela disse que o sentimento de amor dela por ele desapareceu.

— Eu sei, estou apenas brincando, relaxa, como ele está afinal? – Perguntou Hydra (a agitação da festa em comemoração ao Rony continuava).

— Bem, está com esperanças de entrar para o time principal em breve – Respondeu Angelina

— Que bom para ele, espero que consiga, quadribol afinal sempre foi o grande amor da vida dele – Disse Hydra dando um gole em sua cerveja amanteigada.

Depois de ir dormir tarde, acordar no sábado pareceu um grande sacrifício, mas Hydra seguiu para o café aonde já se encontravam Fred e Jorge.

— O teste de ontem foi um sucesso, acho que em breve já vamos poder vender o kit mata-aula – Comentou Fred com Hydra quando ela se sentou.

— Que bom, querem que eu faça alguma coisa, alguma poção? – Perguntou Hydra

— Não, por enquanto não, estamos pensando em comercializar poções do amor em breve – Disse Fred

— Ai eu odeio isso, as pessoas fazem coisas horríveis com essa poção – Disse Hydra

— Por isso a nossa terá prazo de duração curto e só fara efeito uma vez – Disse Jorge

— E como isso vai acontecer? – Perguntou Hydra olhando para eles curiosa.

— Isso você pode descobrir, tenho certeza – Disse Jorge

— Eu posso descobrir?

— Você é inteligente Hydra, você entende sobre poções, tenho certeza que pode conseguir – Piscou Fred

— Vocês ainda vão me deixar doida – Disse Hydra comendo um pedaço de sua torrada.

Nesse momento, as corujas entraram em bandos no salão soltando suas encomendas, Hydra recebeu duas cartas, uma de sua mãe e uma da Senhora Weasley.

— Por que minha mãe te mandou uma carta? – Perguntou Fred olhando o remetente.

— Não tenho ideia, vamos descobrir agora...

Hydra abriu então primeiro a carta da Senhora Weasley.

"Hydra querida,

Já estou sabendo do absurdo que lhe pediram e fui completamente contra, envolver uma menina tão jovem quanto você em tudo aquilo... Por favor, saiba que se não quiser aceitar terá todo meu apoio, não posso falar muito por aqui mas sabe do que estou falando, conversamos melhor no feriado de natal.

Um abraço,

Molly Weasley"

— Sabia que a mamãe não ia gostar – Disse Fred rindo – Você não vai desistir, né?

— Claro que não – Disse Hydra – Eu vou continuar com o plano. — Respondeu ela baixinho.

Ela abriu então a carta de sua mãe.

"Minha filha,

Eu acredito no que disse, peço desculpas pela confusão na plataforma, se precisar de dinheiro ou qualquer coisa para o casamento pode contar conosco, me mantenha informada sobre os planos do mesmo.

Com amor,

Narcisa Malfoy"

— Não sabia que sua mãe estava envolvida com isso também – Disse Jorge lendo a carta que Hydra passou para ele.

— Eu decidi deixar ela envolvida para que ela se sentisse melhor, eu não concordo com o que ela faz, mas eu sei que meu pai é o pior de todos, ele é quem envolve toda a família nisso, ele quem envenenou a cabeça do meu irmão, é sempre culpa dele – Disse Hydra com raiva.

— E ele vai no casamento? – Perguntou Fred

— Não sei, sinceramente não quero pensar sobre isso agora, ainda tenho um ano até ter que decidir isso – Disse Hydra

— Eu ainda não acredito que você vai casar – Disse Jorge meio distraído.

— Nem eu as vezes – Brincou Hydra

— Mamãe ainda está arrasada que não vai ser com um de nós – Riu Fred.

— Já imaginou? Hydra Weasley, papai ia ficar tão orgulhoso... – Os três gargalharam.

— Hydra, ai está você – Disse Angelina sentando ao seu lado – Hoje tem treino, você podia ir para ajudar o Rony?

— Claro, sem problemas.

— Ótimo, agora com licença que preciso me preparar.

— Você não vai comer nada? – Perguntou Jorge

— Não conseguiria... – Disse Angelina se afastando.

Hydra abriu a edição do Profeta Diário que chegara com suas cartas e ficou foleando.

— Olha, o baixista das "esquisitonas" vai casar, sempre achei ele muito simpático – Comentou Hydra em voz alta e então seus olhos se arregalaram ao ler uma notícia – Meninos, vejam isso – Disse ela cutucando os amigos.

"O Ministério da Magia recebeu uma informação de fonte fidedigna que Sirius Black, notório assassino de massa que escapou de Azkaban dois anos atrás está presentemente escondido em Londres!"

— Como eles sabem? – Sussurrou Hydra para os gêmeos.

— Eu não sei, será que alguém denunciou ele? – Perguntou Fred

— Eu acho que não, não sei, sinceramente – Disse Hydra assustada

— Ele não deveria ter levado o Harry até a estação... – Comentou Jorge

— Ele levou o Harry até a estação? – Perguntou Hydra assustada um pouco mais alto do que pretendia.

— Sim, levou em forma de cão, mas ainda assim... – Disse Jorge

— Ele é um animago? – Perguntou Hydra, que ainda não sabia dessa informação.

— Sim, mas não comente com ninguém, ele não é registrado, se bem que esse deve ser o menor dos crimes que ele é acusado... – Pediu Fred.

— Isso é perigosíssimo, ele se arriscou muito fazendo isso – Comentou Hydra

— Olhem isso – Disse Fred mostrando outra parte do jornal.

"INVASÃO NO MINISTÉRIO

Estúrgio Podmore, 38 anos, residente nos jardins Laburnum 2, Clapham, compareceu perante a Suprema Corte dos Bruxos sob a acusação de invadir o Ministério da Magia e tentar roubar o bruxo-vigia Érico Munch, que o encontrou tentando forçar uma porta de segurança máxima à uma hora da manhã. Podmore, que se recusou a se defender, foi considerado culpado das duas acusações e sentenciado a seis meses em Azkaban."

— Que esquisito – Comentou Fred – Ele é da ordem, por que ele faria isso?

— Olhem essa parte – Disse Jorge – "O Ministério suspeitava que ele fosse um dos seguidores de Dumbledore..." – Ele olhu para Hydra – Será que isso foi armado?

— Não sei, pode ter sido, eles devem estar cançando os membros da ordem dentro do Ministério.

— E você tem certeza que vai se envolver nisso? – Perguntou Fred – Não que eu não fosse – Completou ele – Mas está perigoso.

— Eu tenho certeza – Disse Hydra, ainda olhando para o jornal, com mais medo do que gostaria de admitir para os meninos.

Depois do almoço, Hydra seguiu para o vestiário com a equipe de quadribol para o treino.

— Tudo bem, Rony? – cumprimentou-o Jorge com uma piscadela.

— Tudo – respondeu Rony, que fora ficando cada vez mais quieto a caminho do campo.

— Pronto para nos fazer dar vexame, Roniquinho monitor? – disse Fred, ao emergir descabelado da abertura das vestes de quadribol, um sorriso ligeiramente malicioso no rosto.

— Deixa ele em paz Fred – Brigou Hydra

— Cala a boca – respondeu Rony para Fred, impassível. Hydra notou que ele colocava as vestes de Olívio e conseguiu nitidamente, por um segundo, ver Olívio ali, no lugar de Rony.

— O.k., todos – disse Angelina saindo da sala do capitão, já de uniforme. – Vamos começar; Alícia e Fred, se puderem, tragam o caixote de bolas. Ah, tem um pessoal lá fora que veio assistir, mas quero que vocês finjam que não estão vendo, tá? Hydra está aqui para lhe auxiliar se precisar Rony, ela ficará no gol oposto.

Quando saíram do vestiário para a claridade do campo, ouviram uma tempestade de vaias e assobios da equipe de quadribol da Sonserina e de mais alguns, agrupados no meio das arquibancadas vazias; suas vozes ecoavam ruidosamente pelo estádio.

— Ai não – Disse Hydra olhando feio para Draco que fazia piadas com Rony.

— Que é aquilo que o Weasley está montando? – berrou Malfoy, debochando com o seu jeito arrastado de falar. – Por que alguém lançaria um feitiço de voo num pedaço de pau velho e mofado como aquele? Crabbe, Goyle e Pansy.

Crabbe, Goyle e Pansy davam escandalosas gargalhadas. Rony montou sua vassoura e deu impulso do chão.

— Draco – Gritou Hydra – Chega de palhaçada!

— Ui, que medo da amantezinha de traidores do sangue– Disse Pansy.

— Você quer que eu acabe com a sua raça agora ou mais tarde? – Perguntou Hydra puxando a varinha mas foi contida por Fred e Jorge.

— Não vale a pena – Disseram eles

— Ei, Johnson, afinal que penteado é esse? – esganiçou-se Pansy da arquibancada. – Por que alguém iria querer parecer que tem minhocas saindo do crânio?

— Garota você realmente está querendo que eu deixe seu rosto marcado por quanto tempo? – Disse Hydra olhando maldosamente para a menina.

Angelina afastou suas longas tranças do rosto e continuou calmamente:

— Então se espalhem e vamos ver o que conseguimos fazer.

Harry deu meia-volta e se afastou dos outros em direção à extremidade do campo. Rony recuou para o gol oposto ao de Hydra. Angelina ergueu a goles com uma das mãos e atirou-a com força para Fred, que a passou a Jorge, que a passou a Harry, que a passou a Rony, que a deixou cair.

Os garotos da Sonserina, liderados por Draco, urraram de tanto rir. Rony, que mergulhara em direção ao solo para apanhar a goles antes que ela tocasse o chão, saiu mal do mergulho e escorregou pelo lado da vassoura, em seguida voltou à altura normal de jogo, corando. Fred e Jorge se entreolharam e Angelina deu um olhar desesperado para Hydra.

— Passe adiante, Rony – gritou Angelina, como se nada tivesse acontecido.

Rony atirou a goles para Alícia, que a passou a Harry, que a passou a Jorge...

— Ei, Potter, como está sua cicatriz? – gritou Draco. – Tem certeza de que não precisa se deitar um pouco? Já deve fazer, o quê, uma semana que você esteve na ala hospitalar, isso é um recorde para você, não é, não?

— Draco, cala a boca! Você não quer que uma certa história de infância corta pela escola, quer? — Gritou Hydra furiosa para o irmão que viu seu rosto e tirou o sorriso do rosto por um minuto e pareceu nervoso de verdade.

Jorge passou a bola para Angelina; ela inverteu o passe para Harry, pegando-o desprevenido, mas ele apanhou a bola nas pontinhas dos dedos e emendou rapidamente o passe para Rony, que mergulhou para apanhar a bola, mas perdeu-a por pouco.

— Assim não dá, Rony – disse Angelina, aborrecida, quando ele tornou a mergulhar em direção ao solo atrás da goles. – Se liga!

Seria difícil dizer o que estava mais escarlate; se a goles ou a cara de Rony, quando ele mais uma vez recuperou a altura normal. Draco e o resto dos colegas da Sonserina uivaram de tanto rir.

Angelina pediu para que passassem a bola para Hydra defender e ela conseguiu de primeira pegar duas seguidas o que fez Rony ficar mais vermelho ainda e ela se sentiu muito mal.

Na terceira tentativa, Rony apanhou a goles; talvez por alívio, ele a passou com tanto entusiasmo para Kate que a bola vazou pelas mãos estendidas da jogadora e bateu com força em seu rosto.

— Desculpe! – gemeu Rony, precipitando-se para a frente a ver se a machucara

— Volte à sua posição, ela está ótima – vociferou Angelina. – Mas, quando estiver passando a bola para uma companheira de equipe, tente não derrubá-la da vassoura, tá? Deixa isso para os balaços!

O nariz de Kate estava sangrando. Lá embaixo, os garotos da Sonserina batiam os pés e caçoavam. Fred e Jorge correram para Kate.

— Aqui, tome isso – disse Fred entregando à jogadora alguma coisa pequena e roxa que tirara do bolso –, vai parar o sangramento rapidinho.

— Tudo bem – gritou Angelina. – Fred e Jorge, vão buscar seus bastões e um balaço. Rony vá para as balizas. Harry, solte o pomo quando eu mandar. Vamos visar o gol do Rony, é óbvio.

— Hydra, pelo amor de Deus, você tem que ficar no lugar do Rony – Disse Angelina enquanto os três desciam.

— Calma, ele está nervoso, não é para menos com o pessoal da Sonserina aqui, eu vou ajudar ele, eu já prometi, não prometi? – Disse Hydra

Eles voltaram ao ar. Quando Angelina apitou, Harry parou o pomo, e Fred e Jorge deixaram o balaço voar.

Hydra defendeu algumas bolas, mas pediu para evitarem jogar para ele e sim para Rony que não estava fazendo um bom trabalho para seu desespero.

— Para... para... PARA! – berrou Angelina. – Rony... você não está cobrindo a baliza do meio!

Rony estava planando diante do aro da esquerda, deixando os outros dois completamente descobertos.

— Ah... desculpe...

— Você não pode ficar parado, observando os artilheiros! – disse Angelina. – Ou fica na posição central até que precise se mexer para defender um aro, ou então fica circulando os aros, não sai vagando para o lado, foi assim que você deixou passar os últimos três gols!

— Desculpe... – repetiu Rony, seu rosto vermelho brilhando como um farol contra o azulclaro do céu.

— E Kate, será que você não pode dar um jeito no sangramento desse nariz?

— Está piorando! – disse a garota com a voz embargada, tentando estancar o sangue com a manga do uniforme.

Fred, parecia ansioso, verificando os bolsos. Viu-o tirar uma coisa roxa, examiná-la por um segundo e então procurar Kate com o olhar, evidentemente horrorizado.

"Eu não acredito que ele deu o doce errado para a Kate" Pensou Hydra olhando feio para o amigo.

— Bom, vamos experimentar outra vez. – Angelina fingia não ouvir o pessoal da Sonserina, que agora inventara uma cantilena de "Grifinória é freguês", "Grifinória é freguês", mas apesar disso havia uma certa rigidez na maneira com que montava sua vassoura.

Desta vez, a equipe não chegara a completar três minutos de voo quando o apito de Angelina tornou a soar.

Angelina, Hydra, Fred e Jorge voando a toda velocidade em direção a Kate. Harry e Alícia acorreram também. Era claro que Angelina parara o treino bem em tempo; Kate estava branca-gesso e coberta de sangue.

— Ela precisa ir para a ala hospitalar – disse Angelina

— Nós a levaremos – disse Fred. – Ela... hum... talvez tenha engolido uma Vagem Bolha-deSangue por engano...

— Bem, não adianta continuar sem dois batedores e uma artilheira – anunciou Angelina, malhumorada, quando Fred e Jorge dispararam para o castelo, amparando Kate. – Anda gente, vamos trocar de roupa.

A turma da Sonserina continuou a cantilena enquanto eles se dirigiam ao vestiário.

— Me desculpe perguntar, mas quem foi que ganhou a taça da última vez mesmo? Vocês? – Perguntou Hydra ironicamente para eles enquanto passava para o vestiário.

— Bom, esse ano pelo visto vocês que não vão ser – Respondeu Pansy ainda rindo muito.

— Isso nós veremos – Disse Hydra entrando para o vestiário.

No vestiário, Angelina mal falou e Rony parecia derrotado.

— Rony, eu quero lhe ajudar, você quer ter alguns treinos comigo? – Perguntou Hydra para ele.

— Eu treinei com ele hoje, ele foi ótimo, de verdade... – Disse Harry

— Tudo bem, você só devia estar nervoso com aqueles idiotas da Sonserina, mas se precisar de ajuda, fale comigo – Disse Hydra sorrindo simpaticamente para Rony que agradeceu.

Hydra tentou evitar Angelina pelo resto do dia porque sabia o que a amiga iria pedir, depois do jantar, seguiu direto para sala do Professor Snape.

— Pode entrar – Disse ele quando Hydra bateu na porta.

O Professor se encontrava escrevendo em um pergaminho sentado em frente a sua escrivaninha, Hydra parou em frente a cadeira na sua frente e esperou que ele falasse algo.

— Sente-se – Disse ele sem tirar os olhos do pergaminho

Hydra se sentou e ficou mais uma vez aguardando, já era seu terceiro ano de aulas particulares com Snape e ainda ficava sempre sem jeito em sua presença

— Dumbledore me pediu para ensinar a você habilidades úteis em seu trabalho no ministério – Disse ele ainda olhando para o pergaminho – Já aprendemos Oclumência o suficiente, acho que podemos trabalhar em alguns feitiços de defesa, alguns de ataque, pensei em começarmos com o confundus, mas tenho certeza que já sabe esse, certo? – Disse ele olhando para ela

— Sim – Respondeu Hydra.

— Então vamos trabalhar nos outros feitiços e na próxima aula podemos começar suas lições de Legitimência.

Hydra sorriu, finalmente iria aprender a outra coisa que queria.

— Tudo bem – Disse ela.

Hydra passou algumas horas aprendendo vários feitiços de proteção que já conhecia e alguns novos como Salvio Hexia que cria uma barreira mágica invisível ao redor da área determinada pelo bruxo que utilizou o feitiço, Abaffiato usado para abafar ruídos de determinados locais, Colloportus, método mágico usado para trancafiar uma porta, o tão usado proteggo que cria uma pequena barreira, um escudo que pode defender o bruxo de lampejos. Cave Inimicum que defende determinada área de inimigos e Protego Horribilis capaz de defender determinada área de feitiços mais poderosos e perigosos, alguns Hydra conseguiu executar com facilidade, outros como o Protego Horribilis ela não conseguiu realizar com sucesso e Snape prometeu que voltariam a praticar esses feitiços ao longo do ano.

— Que bom, a professora de Defesa contra as artes das trevas não parece muito disposta a nos ensinar feitiços de defesa – Comentou Hydra.

— Você está com um bom escudo com o Proteggo, isso é importante, os outros iremos praticar mais, isso é tudo por hoje – Disse ele a dispensando.

Hydra saiu com um sentimento bom de que pelo menos aprenderia mais esse ano do que imaginava.