— Ela disse que não vai aceitar reunião comigo porque eu não sou oficialmente do time, sinto muito – Disse Hydra para Angelina no café do dia seguinte. A menina pareceu tão decepcionada quanto Umbridge na noite anterior – Mas eu pedi para ela considerar o assunto, falei sobre como meu pai "admira" ela e de como me fazer feliz faria ele feliz, acho que isso pode ter algum efeito – Angelina deu um leve sorriso e agradeceu a tentativa de Hydra.

— Eu ainda acho terei problemas em convencer essa mulher na segunda reunião com ela... – Reclamou ela.

— Calma, ela tem que deixar, não teria motivo para ela negar a gente – Disse Fred.

— Tem sim, ela é uma idiota que quer nos fazer sofrer, não perceberam isso ainda? – Perguntou Alícia.

— Ok, mas isso não significa que ela vá nos negar isso, ela tem que ser no mínimo um pouco justa, não tem? – Perguntou Hydra.

— Eu acho que sim... – Disse Angelina.

— Então, não vamos nos preocupar com isso agora, ok? – Disse Hydra, acalmando a amiga.

— Ok... Mas eu devia estar treinando...

— E você vai, assim que pudermos – Afirmou Jorge.

— Bom, vamos saber daqui a pouco, eu marquei a segunda reunião com ela agora a tarde – Disse Angelina.

— Vamos ficar torcendo – Afirmaram Hydra e Kate.

Na ida para aula, Pirraça, o poltergeist que Hydra sempre evitava estava jogando balões de tinta nos alunos.

— Eu sinceramente não gosto muito desse poltergeist – Comentou ela com Fred e Jorge enquanto passava.

— Eu gosto dele, ele é divertido – Riu Fred

— É, ele é nosso parceiro – Concordou Jorge

— Bom, ele nunca teve muito contato comigo nem me jogou nada, disso eu não posso me queixar – Disse Hydra enquanto Pirraça atingiu em cheio uma aluna do terceiro ano da Lufa-Lufa com a bola de tinta e Fred e Jorge riam.

— É porque a gente pediu para ele, mentimos que você tem uma grande amizade com o Barão Sangrento por causa da sua família e que se ele visse você sendo provocada iria acabar com a raça dele.

Hydra riu e olhou incrédula para os meninos.

— Mas por que vocês fizeram isso? – Perguntou ela

— Porque a gente sabe que você não gosta das brincadeiras dele ué – Disse Jorge como se fosse algo muito óbvio que nem precisava ser falado.

Hydra abraçou os dois meninos que tentaram escapar.

— Para, você está me sufocando – Disse Fred

— Vocês sempre cuidam de mim – Brincou Hydra.

— EU CONSEGUI! – Gritou Angelina, vindo em direção a eles.

— O que? – Perguntaram todos.

— Podemos voltar a treinar, eu consegui, eu consegui! – Dizia ela, pulando em cima de cada um deles.

— Parabéns! – Disse Hydra, emocionada pela amiga.

— Hoje a noite, no fim do dia afinal, treino, ok? Vou espalhar para o resto da equipe – Disse ela, saindo correndo.

Hydra concordou em participar do treino de Quadribol com seus amigos apesar do tempo horrível e chuvoso que fazia lá fora, quando desceram para o treino no campo de quadribol, ficaram encharcados em poucos minutos, seus pés escorregavam na grama empapada, Hydra sentou com Fred e Jorge no vestiário que debatiam se deveriam usar um dos seus próprios doces Mata-Aula para fugir ao treino e logo Harry Potter chegou com Rony Weasley.

— Acho que poderíamos, mas aposto como ela saberia o que fizemos – disse Fred pelo canto da boca. – Se ao menos eu não tivesse oferecido uma Vomitilha a ela ontem.

— Poderíamos tentar o Febricolate – murmurou Jorge –, ninguém viu ainda...

— Funciona? – indagou Rony esperançoso, quando as marteladas da chuva no telhado se intensificaram e o vento uivou ao redor do prédio.

— Bom, funciona – disse Fred –, sua temperatura subiria na hora.

— Mas você também ganharia uns enormes furúnculos cheios de pus – explicou Jorge –, e ainda não descobrimos como nos livrar deles.

— Estou trabalhando nisso – Acrescentar Hydra.

— Não estou vendo nenhum furúnculo – disse Rony olhando bem para os gêmeos.

— Não, bem, você não veria – disse Fred sinistramente –, eles não saem em lugares que a gente normalmente expõe ao público.

Hydra riu e fez uma careta enojada de imaginar a situação.

— Mas montar em uma vassoura literalmente pela o...

— Muito bem, escutem todos – disse Angelina em voz alta, saindo da sala do capitão. – Sei que o tempo não está ideal, mas há uma possibilidade de precisarmos jogar contra a Sonserina em condições muito parecidas, então é uma boa ideia descobrir como vamos enfrentá-los. Harry, você não fez alguma coisa com os seus óculos para eles não embaçarem na chuva quando jogamos contra a Lufa-Lufa naquele temporal?

— Foi a Hermione que fez – disse Harry. Ele puxou a varinha, deu um toque nos óculos e ordenou: – Impervius!

— Acho que devíamos experimentar isso – disse Angelina. – Se ao menos pudéssemos deixar a chuva fora do rosto, melhoraria realmente a nossa visibilidade, então todos juntos: Impervius! O.k. Vamos!

Todos guardaram as varinhas no bolso interno das vestes, puseram a vassoura ao ombro e seguiram Angelina para fora dos vestiários. Hydra ficou se perguntando porque diabos estava ali sem ao menos precisar de fato.

Eles chapinharam pela lama cada vez mais funda até o meio do campo; a visibilidade continuava muito ruim mesmo com o Feitiço para Impermeabilizar; a claridade ia desaparecendo depressa, e verdadeiras cortinas de chuva varriam os terrenos da escola

— Muito bem, quando eu apitar – gritou Angelina.

Hydra levantou vôoo para o gol oposto ao de Rony, mas não era capaz de ver absolutamente nada do que estava acontecendo, alias nenhum deles era, ninguém parecia saber o que estava exatamente fazendo.

Angelina manteve o treino por quase uma hora antes de se declarar derrotada. Levou a equipe, molhada e desolada, de volta aos vestiários, insistindo que o treino não fora um desperdício de tempo, embora sem convicção na voz. Fred e Jorge estavam com um ar particularmente chateado; os dois tinham as pernas arqueadas e faziam caretas a cada movimento.

— Ok, então no próximo eu já sei que só concordo em vir se o tempo estiver bom, pelo menos melhor do que agora... — Resmungou Hydra frustrada para si mesma por ter perdido tempo que poderia estar fazendo seus deveres.

Hydra estava secando o cabelo quando ouviu um grito.

— Que foi? – perguntaram várias vozes

Harry saiu de trás da toalha; Todos o olhavam curiosos.

— Nada – murmurou –, enfiei o dedo no olho, foi só...

Depois de bem aquecida e agasalhada, Hydra deixou o vestiário com Fred e Jorge.

— Hydra, precisamos saber como nos livrar desses furúnculos, estão me matando – Reclamava Jorge

— Eu não quero imaginar a cena, por favor – Disse Hydra se forçando para não rir.

— Talvez a gente dê um desses para o Peter, vai tornar a lua de mel interessante – Brincou Fred.

— Não ousem – Disse Hydra rindo alto enquanto caminhavam.

Durante a noite, Hydra ficou um bom tempo com os meninos tentando trabalhar em um antídoto para os furúnculos.

— Se você não conseguir isso rápido, é capaz da gente não conseguir sentar amanhã – Disse Fred, parecendo agoniado.

— Vamos, me ajudem a pensar no que falta que vamos conseguir bem mais rápido... – Disse Hydra

No dia seguinte, Angelina chegou na aula de Transfiguração avisando que o treino havia sido cancelado, se alegrando com a permissão para que o time jogasse e que recebera uma notícia de Harry Potter.

— A reunião do clube, aquele clube... – Disse ela baixinho olhando para a Professora McGonagall que olhava os deveres e entregava as notas a cada aluno – Vai ser hoje à noite, oito horas, sétimo andar, em frente àquela tapeçaria do Barnabás, o Amalucado, sendo abatido a cacetadas pelos trasgos

— Por que lá? O que tem lá? – Perguntou Alicia

— AI meu Deus! – Disse Hydra um pouco mais alto do que pretendia, as amigas olharam para ela espantada.

— O que foi? – Perguntaram as duas.

— Eu não sei como eu esqueci isso, como eu pude esquecer? É claro! A sala precisa! Eu usava ela para me encontrar com o Olívio quando a gente... – Ela interrompeu e pensou melhor nas palavras – Eu usava ela para quando eu precisava, bem, eu conhecia ela, eu não acredito que eu esqueci!

— O que é a sala precisa? – Perguntou Angelina

— Eu encontrei um dia por acaso, é no sétimo andar, pouca gente sabe dela mas depois eu li sobre em um livro, é uma sala que se transforma naquilo que você desejar e só aparece se você precisar – Explicou Hydra

— Como você nunca nos disse isso antes? – Perguntou Angelina

— Eu acho que eu esqueci completamente, devo ter bloqueado da minha mente, sei lá, nem com o Peter eu lembrei dessa sala, só agora porque você falou – Disse Hydra não acreditando que esqueceu por tanto tempo daquele lugar.

— E o que você desejou achar quando encontrou a sala? – Perguntou Alicia rindo.

Hydra ficou imediatamente muito vermelha e agradeceu mentalmente a Professora McGonagall que apareceu entregando seu dever de Transfiguração com a nota O.

Depois da aula, Hydra foi até a sala comunal para ler as cartas que tinha recebido de manhã e responder cada uma delas.

A primeira, era de Olívio.

"Querida Hydra,

Tenha paciência com a Angelina, ela está sofrendo todas as pressões de ser uma líder, eu sei que vocês nunca entenderam de verdade, mas ser capitão (ou capitã) do time de quadribol da sua casa é uma responsabilidade enorme, é muita pressão e cobrança, todos querem ver seu time brilhar, mas ninguém entende o que a gente passa pra isso, é horrível e maravilhoso ao mesmo tempo, só tente ter um pouquinho de paciência, só isso...

Quanto ao fato de você não ser goleira, fiquei um pouco triste, vou confessar, sempre pensei que você seria a minha sucessora, gostava de pensar assim, mas entendo que você esteja ocupada com seus estudos, os N.I.E.M.s são realmente muito difíceis.

Como vai as coisas com o Peter? Aonde você tem ficado agora que está fora de casa durante as férias? É para eu poder lhe escrever...

Abraços,

Olívio Wood"

— Você ainda não contou para ele que vai casar? – Perguntou Fred, que estava agora sentado ao seu lado, lendo a carta que Hydra passara para ele.

— Ainda não, mas acho que não tem anda a ver, certo? Ele é só meu ex e meu amigo, ele está namorando também, ele não teria porque sentir nada quanto a isso... Certo? — Disse Hydra, tentando acreditar nas próprias palavras.

— Claro, claro... – Brincou Jorge.

— O que você vai responder sobre aonde está morando então? – Perguntou Fred.

— A verdade eu acho, no chalé das rosas, a casa do Peter.

Hydra ignorou as perguntas que os gêmeos fizeram depois e continou a ler suas cartas, a segunda, era de sua mãe.

"Querida Hydra,

Achei melhor não contar ainda para o seu pai do noivado, talvez no Natal você possa vir aqui e dar a notícia pessoalmente?

Aguardo sua responsta.

Com amor,

Narcisa Malfoy"

— E você vai? – Perguntou Fred.

— Nem pensar...

Hydra então prosseguiu para a terceira e quarta cartas.

"Querida Hydra,

Depois de Gabrielle passar meia hora chorando emocionada, decidimos responder suas cartas em uma só. É claro que seremos suas damas, ficamos honradas com o convite.

Quando será o casamento? O que devemos vestir? Terão meninos gatos lá? (Essa pergunta foi da Gisele).

Amamos você,

Gabrielle, Gisele e Desiré"

"Querida Hydra,

Rosas ou Tulipas? O que você acha melhor?

Com amor,

Merza Macmillan"

As últimas cartas, Fred e Jorge não leram, ela ainda precisava da resposta de Peter para convidar os dois para serem seus padrinhos de casamento, além de achar que estava muito cedo para comentar sobre, então não queria que ele visse que já chamou as meninas da França, afinal, ainda faltava chamar suas amigas de Hogwarts também.

Durante a aula de Feitiços, os alunos aprenderam uma série de feitiços usados por curandeiros, apesar de não entrarem em muito detalhe sobre eles, Hydra achou interessante saber sobre o que Peter aprendera tão bem.

— Cardia, alguém sabe do que se trata? – Perguntou o professor, mas ninguém levantou a mão.

— Algo com o coração? – Perguntou Hydra.

— Sim, é um feitiço usado para fazer o coração voltar a bater, não cunfundam com um feitiço que trás os mortos a vida, é usado em modo de emergência e só funciona se o dano ao coração for pequeno o suficiente para ser restaurado por magia.

— Então, se alguém matar o outro, você conseguiria fazer o coração da pessoa que foi atingida voltar a bater? – Perguntou Rita.

— Não, não necessariamente, se já estiver morto sem volta, não... Em alguns casos de afogamento, depois de se tirar a água dos pulmões ou choque, pode funcionar...

— Interessante... – Disse Rita.

— Vulnera Sanentur, conhecem? – Perguntou novamente o professor.

— Sim, ele serve para estancar hemorragia, certo? – Perguntou Fred.

— Sim, isso mesmo Senhor Weasley... – Disse o Professor admirado.

— Como você sabia disso? – Perguntou Hydra para o amigo.

— Usamos em algumas tentativas de deter o sangra-nariz...

— O feitiço de fato serve para deter hemorragias e estancar ferimentos causados por magia. As dores permanecem até que se haja tratamento ou que o tempo natural de cura se complete... – Completou o professor.

— É esse tipo de coisa que o Peter faz? – Perguntou Alícia.

— Sim, são feitiços de cura, isso e poções de cura são a especialidade dele – Disse Hydra, orgulhosa.

— Legal, queria aprender mais sobre – Disse Alícia.

— Acho que posso pedir pra ele me dar umas dicas se o professor não entrar em muitos detalhes – Disse Hydra.

De noite, Hydra seguiu com Fred e Jorge para o local combinado, entrou na sala e encontrou um local totalmente diferente do que lembrava, já que também era uma nova sala para uma nova necessidade. As paredes estavam cobertas de estantes e, em lugar de cadeiras, havia grandes almofadas de seda no chão. Um conjunto de prateleiras no fundo da sala continha uma série de instrumentos como Bisbilhoscópios, Sensores de Segredos e um grande Espelho-de-Inimigos rachado.

Harry explicava o que era a sala para todos que chegavam, mas Hydra estava mais interessada em ver os livros.

— Compêndio de feitiços comuns e seus contrafeitiços... Vencendo as artes das trevas pela astúcia... Feitiços autodefensivos... – Lia ela em voz alta

— São maravilhosos não são? Acho que podemos usar todos eles – Disse Hermione empolgada a seu lado

— Você se importa se eu pegar um deles para ler? – Perguntou Hydra para a bruxinha que já tinha um livro na mão.

— Nem um pouco, pode escolher – Disse Hermione.

Hydra pegou o exemplar de Feitiços autodefensivos e ficou lendo em uma das almofadas de seda enquanto o resto do clube chegava enquanto Hermione fazia o mesmo com outro livro.

Depois que todos chegaram, Hydra guardou o livro e passou a sua atenção para Harry Potter que explicava sobre alguns dos instrumentos presentes na sala.

— Detectores de bruxaria das trevas – Disse Harry sobre um objeto que Dino tinha apontado – Basicamente eles mostram quando bruxos das trevas ou inimigos estão por perto, mas você não pode confiar neles totalmente porque podem ser enganados...

— Bom, estive pensando no tipo de coisa que devíamos fazer primeiro e... hum... Que foi Hermione? – Disse ele para a menina que tinha a mão erguida

— Acho que devemos eleger um líder – disse ela.

— Harry é o líder – disse Cho, olhando para Hermione como se ela tivesse enlouquecido.

— É, mas acho que devíamos votar isso como deve ser – respondeu Hermione sem se perturbar. – Torna a coisa formal e dá a ele autoridade. Então: todos acham que Harry deve ser o nosso líder?

Todos ergueram as mãos, até mesmo Zacarias Smith, embora o fizesse de má vontade. – Hum... certo, obrigado – disse Harry, que sentia o rosto arder. – E... que foi Hermione?

— Acho também que devemos ter um nome – disse ela, animada, a mão ainda no ar. – Incentivaria o espírito de equipe e a união, que é que vocês acham?

— Será que podemos ser a Liga Anti-Umbridge? – perguntou Angelina, esperançosa.

— Ou o Grupo Ministério da Magia Só Tem Retardados? – sugeriu Fred.

— Eu estive pensando – disse Hermione franzindo a testa para Fred – mais em um nome que não anunciasse a todo o mundo o que pretendemos fazer, de modo que a gente possa se referir ao grupo fora das reuniões sem correr perigo.

— A Associação de Defesa? – arriscou Cho. – A AD, para que ninguém saiba do que estamos falando?

— É, a AD é bom – concordou Gina. – Só que devia significar a Armada de Dumbledore, porque o maior medo do Ministério é uma força armada de Dumbledore.

Ouviram-se vários murmúrios de agrado e gargalhadas à sugestão

— Todos a favor da AD? – perguntou Hermione com um ar autoritário, ajoelhando-se na almofada para contar.

— Há uma maioria a favor... moção aprovada! Ela prendeu o pergaminho com as assinaturas de todos na parede e escreveu em cima, em letras garrafais:

"ARMADA DE DUMBLEDORE"

— Certo – disse Harry, quando voltou a se sentar –, vamos começar a praticar então? Eu estive pensando, devíamos começar pelo Expelliarmus, sabem, o Feitiço para Desarmar. Sei que é bem básico, mas eu o achei realmente útil...

— Ah, corta essa – disse Zacarias, virando os olhos para o alto e cruzando os braços.

— Não acho que o Expelliarmus vá nos ajudar a enfrentar Você-Sabe-Quem, vocês acham?

— Usei-o contra ele – disse Harry calmamente. – Salvou minha vida em junho.

Zacarias boquiabriu-se feito bobo. O resto da sala ficou muito silenciosa.

— Mas, se você acha que não está à sua altura, pode se retirar.

O garoto não se mexeu. Nem os demais.

— O.k. – disse Harry, a boca um pouco mais seca do que o normal ao sentir todos os olhares nele. – Acho que todos deviam se dividir em pares para praticar.

Hydra fez par com Angelina enquanto Fred fez com Jorge, Jeniffer com Lino e Alicia com Kate.

A sala se encheu repentinamente de gritos de "Expelliarmus!". Varinhas voaram em todas as direções; os feitiços sem pontaria atingiram livros e prateleiras, mandando-os pelos ares. Hydra já havia praticado diversas vezes esse feitiço antes com Fleur ajudando ela praticar para o torneio no ano anterior, então não teve muita dificuldade, nem Angelina.

Havia muito feitiço malfeito; vários colegas não estavam conseguindo desarmar os oponentes, meramente os faziam pular para trás ou fazer caretas quando os feitiços passavam por cima de suas cabeças.

— O.k., parar! – gritou Harry. – Parar! PARAR!

Muitos não ouviram, então Harry soou um apito e todos pararam.

— Não foi nada mau – disse Harry –, mas decididamente há margem para melhorar. – Zacarias amarrou a cara para ele. – Vamos experimentar outra vez.

— Vem, agora vamos trocar – Disse Hydra fazendo par com Jorge enquanto Angelina fazia com Fred.

De novo não teve dificuldade, foi mais rápida que Jorge no começo, mas logo ele se recuperou e também foi muito bem.

Depois de um tempo, novamente Harry apitou e todos pararam de gritar ""Expelliarmus!"

— Bom, foi bastante bom – disse Harry –, mas passamos da hora, é melhor pararmos por aqui. Mesma hora, mesmo lugar, na semana que vem?

— Antes! – pediu Dino, ansioso, e muitos concordaram com a cabeça.

Angelina, porém, apressou-se a dizer.

— A temporada de quadribol já vai começar, as equipes também precisam treinar!

— Digamos, na próxima quarta à noite, então – sugeriu Harry –, aí podemos decidir se queremos mais reuniões. Vamos, é melhor ir andando.

— Hermione, eu posso levar o livro comigo? – Perguntou Hydra

— Claro, só tome cuidado para que ninguém a veja com ele – Disse Hermione simpática

— Pode deixar que terei...

Hydra seguiu com Fred, Jorge, Jeniffer, Angelina, Kate, Alicia e Lino para a torre da Grifinória depois de Harry afirmar que podiam ir com segurança.

— Foi bem legal – Disse Fred empolgado

— Sim, eu gostei bastante! – Afirmou Hydra