O Segredo da Ruiva
3 Beco Diagonal
Notas iniciais
~Pov Linly~
Era quase 9 horas da manhã, quando me dei conta do quanto eu havia me desviado do caminho. Londres é simplesmente linda, tudo aparenta ter um ar encantador e romântico. Andei para mais longe do que deveria, então agora eu teria que aparatar, mesmo que essa ideia não me agrade muito. Não me leve a mal, eu sou uma bruxa, e tive orgulho de mim mesma, quando consegui aparatar pela primeira vez. O problema é que, é uma sensação tão sufocante, que eu ainda acho difícil, não cair, tossindo desenfreadamente , até hoje.
Entrei em um beco qualquer, e mantive toda a minha concentração no nome, que o senhor diretor de Hogwarts, Alvo Dumbledore, tinha me passado: Caldeirão Furado. CRAQUE. Aquela sensação horrorosa, de estar presa em uma mangueira de borracha, sofrendo de asfixia respiratória, veio confraternizar comigo
E lá estava eu mais uma vez, caída no chão de um lugar que eu nem conhecia, tossindo desenfreadamente, e me xingando mentalmente por não ter pego um meio de transporte trouxa. E como todas as vezes, tem pessoas ao meu redor , tentando me ajudar.
– Moça, esta tudo bem?- me pergunta um senhor de aparência amigável.
–É óbvio que não esta tudo bem, Arquimedes! — responde uma senhora irritada — a jovem senhora, esta quase morrendo por asfixia! Sente-se aqui querida, e espere passar.
Nesse momento, a minha crise de tosse já estava passando, e eu pude olhar o lugar para onde tinha ido. Era um pub de aparência maltratado,mas que, mesmo assim, não deixava de ser aconchegante. E então, pude olhar também para as pessoas que estavam ao meu redor,tinham no mínimo 5 cabeças interessadas olhando para mim, e é claro que eu fiquei envergonhada, não gosto muito de chamar atenção.
–Já esta tudo bem comigo — respondo corada — é que eu ainda não estou, muito acostumada a aparatar, obrigado por me ajudarem.
–Tudo bem querida- responde a senhora irritadinha — E a propósito, que sotaque mais lindo, de onde você veio?
–Brasil — respondo.
–Deve ser um lugar maravilhoso- responde ela , com olhos sonhadores — eu sempre quis visitar o Brasil mas Arquimedes, é um grande de um pão duro.
–Minha querida Anastácia — responde o senhor, tentando acalmar a esposa — eu não sou pão duro, você sabe que nós não somos ricos, e por isso não podemos ficar gastando todo nosso pouquíssimo dinheiro, para viagens que não contém nenhum fim lucrativo.
–Eu já vou indo minha jovem — diz a senhora Anastácia — Não mereces ouvir os resmungos de dois velhos, passe bem e tenha uma boa viagem.
–Passe bem, minha jovem senhora — diz o senhor Arquimedes.
Obrigado — respondo de volta — Desejo que os senhores tenham um ótimo dia.
E lá se foram os dois, resmungando sobre qualquer coisa, que talvez nem seja de importância, mas que com toda a certeza, se amam, pois ao contrário não estariam juntos até hoje. Continuo pensando o quão lindo, são pessoas que ficam uma vida inteira juntos, até que percebo uma outra aproximação.
– Senhorita, pretendes ir ao Beco Diagonal? — pergunta um rapaz que aparenta ser um pouco mais velho que eu.
–Sim, pretendo, mas não sei como chegar lá. — Respondo, o que não é mentira, eu realmente não sei como chegar nesse local.
–Me acompanhe, por favor — Diz ele, com um sorriso de orelha a orelha, o que me deixa muito corada, é claro.
Ele me conduz até os fundos do pub, e parece contar alguns tijolos com a varinha, até que a parede começa a se abrir.Eu olho para aquela imensa rua principal, e fico maravilhada com a quantidade de lojas que aquele lugar tem, é uma diversidade incrível, desde corujas, até livros,e depois lojas de poções, e assim vai.
–Qual é o seu nome? — pergunta o rapaz.
–Linly e o seu? — pergunto apenas para tentar ser cordial.
–Henrique — responde ele — Linly, eu tenho que ir trabalhar agora, mas qualquer dia que estiver passando aqui pelo Beco Diagonal, me procure na Florean Fortescue , para tomarmos algum sundae, ok? E a propósito, seu sotaque é lindo como você.
–Obrigada pelos elogios — a essa hora eu já devo estar mais vermelha do que um pimentão — e qualquer dia eu passo sim nesse local para tomarmos um sundae, até logo Henrique.
– Até logo, Linly .
E lá se vai a primeira pessoa que eu poderia fazer amizade, mas tudo bem, eu sobrevivi sozinha até agora. Começo a andar pelo Beco Diagonal, admirando cada parte divertida e alegre daquele local, até que percebo pela terceira vez só hoje, mais uma aproximação.
–Lilyyyy, pensei que você não chegava mais hoje — disse uma moça de rosto redondo, praticamente pulando em cima de mim — com toda a certeza foi aquela chata da sua irmã que te atrasou não é mesmo?
– Érr, foi, isso mesmo — respondo sem nenhuma confiança no que digo.
Eu sabia que uma hora ou outra, iam me confundir com essa outra moça , Lily, mas não imaginava que fosse ser tão cedo assim, e agora, como é que eu ia sair desse primeiro de muitos outros problemas?
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