O Segredo da Escuridão da Floresta
1 Capítulo 1 - O início
Notas iniciais
Parecia um dia normal, mas com o passar do tempo percebi que começaria uma busca caótica por algo desconhecido, algo novo, algo que seria surpreendente não só para mim, como para meu irmão Stephan.
Lembro-me de acordar pela madrugada e pensar “ como eu queria sair lá fora “ devia ter pensado melhor, cada ideia ingênua que vinha em minha cabeça. Mas ao invés de repensar, chamei Stephan para sair comigo, apesar de morarmos com nossa mãe, preferi que ela não soubesse.
Quando abri a porta, percebi o frio que fazia minha pele se arrepiar, voltei, peguei um casaco e recomecei com minha ideia estranha e idiota – mesmo demorando tanto, eu não mudei de ideia – Nunca tinha saído tão tarde, mas parecia estranho estar tão calmo e claro, lembro de caminhar até à esquina e encontrar uma moça que me deu nos nervos contando sobre sua vida medíocre, quando comecei a dar a volta no quarteirão, vi vários homens, Stephan me pediu pra voltar mas não me importava, estava determinada, quanto mais eu me aproximava, mais parecia que meu coração ia pular pra fora. Eles agiam como se não tivesse mais ninguém por perto, percebi que os passos de Stephan se afastava, até que os passos pararam atrás de mim. Então houve um grande silêncio, e do nada todas as luzes da cidade se apagaram. Olhei em volta e a escuridão parecia ter se tornado tão intensa, que mal conseguia enxergar à mim própria, olhei para trás na esperança de encontrar Stephan, abraça-ló, e voltar para casa e agir como se aquilo não tivesse acontecido, mas a escuridão à minha volta era tanta que não consegui enxerga-ló, foi então que eu gritei “ Aaaaaaaaaaaah “.
Comecei á correr feito uma louca, mas de repente cai, então demorei um pouco até recomeçar com a minha busca ao Stephan, á escuridão não tinha fim. Minha visão começou a se adaptar, o pouco que eu enxergava era o suficiente para encontrar o caminho de volta. Me arrastava pela grama molhada no chão, ninguém conseguia me enxergar, estava com tanto medo que mal conseguia me manter caminhando ou melhor me arrastando, quando estava bem perto, olhei à minha volta e lá estavam pessoas que me aterrorizavam, lembro-me de passar em uma parte da grama molhada e fazer um barulho, as pessoas das quais eu tinha medo estavam lá olhando para o chão e buscando um sinal, como pitbulls prontos para atacar uma presa fácil. Começou um tiroteio rápido quando cheguei na porta de minha casa, lá estava Stephan, em um banco, olhando para a escuridão intensa ao nosso redor, escorreu uma lágrima de meus olhos, e eu sussurrei “ Senti sua falta, como é bom te ver “. Peguei a chave que estava amarrada em seu pescoço, e o ranger do portão me fez tremer, quando entrei junto ao Stephan, percebi que a TV estava ligada no jornal e alguém estava no sofá da sala, — para minha surpresa com a bagunça minha mãe tinha acordado – e lá estava me olhando, como se eu tivesse cometido um crime, e parecia mesmo que tinha cometido, ela me olhou e riu com um certo tom de sarcasmo :
— Onde você estava?
— Na rua, não percebeu.- meu tom de sarcasmo pareceu fazer ela se irritar, mas ela continuou em um tom calmo.
— Quero dizer, quem deixou você sair com Stephan tão tarde? E o que estavam fazendo?
— Você dormia, decidi não acordar você, só fui ver como era á noite, mas não se preocupe não pretendo repetir isso.
— E nem se pretendesse! Por que você não age como as meninas da sua idade e vai à uma festa, compra maquiagens e roupas, arruma namorados ou sei lá?-Parecia que ela queria começar uma guerra e eu com certeza não iria parar antes dela.
— Quer que eu saia como a normalzinha, está enganada! Não gosto de maquiagens. Quero aventuras, goste você disso ou não. Amanhã vou na floresta, estou indo dormir, não vou discutir minha vida com você!
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