Notas iniciais
olá pessoal, esse é realmente o primeiro capítulo da nossa história, esperamos que gostem! NO ÚLTIMO CAPÍTULO: ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ –Quem é você? - perguntei escutando seus passos logo atrás de mim. –Pode me chamar de Lukke. –Lukke? –É...Lukke Hartz. –Como tudo isso aconteceu? - perguntei confusa - Quero dizer... Meu pai está morto e você sabia; minha mãe sumiu e você diz que sabe onde ela está. Então... - disse parando de andar e virei para encara-lo - como você sabia de tudo isso? Porque eu devo confiar em você? ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Boa leitura!

Lukke ficou sério, parecia não ter gostado da minha atitude.

– Eu preciso da sua ajuda — disse seco encarando um ponto qualquer no chão, passando por mim logo em seguida e me deixando para trás.

– Como assim "minha ajuda"? — Lukke me ignorou — Estou falando com você! Para onde estamos indo? — Ainda a me ignorar...

Quem ele pensa que é? Porque simplesmente não me responder? Nada mais fazia sentido... Minha mente estava um caos, milhões de perguntas me cercavam e ele simplesmente me ignorava... Como saber se eu poderia confiar nele? E que tipo de ajuda EU poderia lhe oferecer?

– Chega! Escuta aqui, não vou dar mais nem um passo enquanto você não me explicar o que está acontecendo! — gritei esperando a atenção dele.

Ele parou de andar. Por um momento achei que finalmente ele me explicaria o que estava havendo, encarei suas costas esperando pacientemente por suas palavras... Mas Lukke voltou a andar.

– Estamos perdendo tempo... — disse seco.

Não pude acreditar que ele estava me tratando com tanta indiferença. Num surto de raiva e desespero corri até ele tentando lhe bater, ele segurava com força meus braços a fim de evitar meus golpes. Frustrada por não conseguir movimentar meus braços resolvi usar os pés, porém ainda sendo segurada fui erguida do chão sendo impedida novamente de atingi-lo.

– Para! – Disse Lukke com uma careta formada no rosto pela minha tentativa de acerta-lo...

Com ainda mais raiva por meu fracasso cuspi xingamentos ignorando todo e qualquer tipo de pudor.

– Cala a boca! – ele disse, e dessa vez eu é que o ignorava, continuei a xinga-lo. – Quieta!

Lukke me imobilizou com seus braços enquanto eu me debatia disposta a me soltar.

– Para com isso! — Ele disse fazendo força para me segurar.

– ME SOLTA! – Gritei.

Em um movimento rápido ele nos levou para dentro de um beco, onde mal cabíamos os dois, colocou a mão em minha boca para que eu me calasse e com seu corpo pressionou o meu na parede fazendo com que eu ficasse imobilizada novamente. Me rendi, ele era maior e bem mais forte que eu, não teria chance alguma... Estremeci ao sentir sua respiração descompassada tão próxima ao meu corpo e ao notar o quão próximos estávamos.

Só então pude apreciar quão bonito Lukke era... Tinha lábios finos e pequenos, cabelo castanho-claro e uma rala barba mais clara que a cor dos cabelos, parecia jovem, porém maduro, naquele momento tinha no rosto uma expressão preocupada que o fazia incrivelmente mais bonito. Seu olhar estava fixo no lugar em que nós estávamos segundos antes.

Tirei com calma sua mão da minha boca, fazendo-o entender que não gritaria, Lukke pousou seu olhar em mim levando um indicador perto da boca fazendo um quase inaudível “shh” para que eu ficasse em silêncio, seu olhar era tão profundo que eu podia jurar que ele conseguia ver até minha alma... Olhos grandes e roxos. Tão roxos quanto os meus... Porque roxos? Então me lembrei finalmente do porque eu estar batendo nele, ele não queria me contar nada!

Ouvi passos. Então era disso que Lukke estava nos escondendo... Dois homens estavam ali, vestidos com fardas pretas onde havia um grande "V" dourado com uma coroa igualmente dourada em cima e atrás duas espadas cruzadas, procuravam por algo, por Lukke obviamente, o que será que ele havia feito? O mais alto dos dois homens pegou algo no bolso, algo muito parecido com óculos, mas não com os óculos que eu estava acostumada a usar ou ver. Suas lentes eram azuis e nas laterais piscava uma luz dourada, que tecnologia era aquela?

Quando o homem colocou o óculos no rosto, pude ver passar em suas lentes de baixo pra cima pequenos símbolos como se elas fossem telas... Mas o que era aquilo¿

Olhei assustada para Lukke, ele observava tudo, parecia com raiva... Os homens continuaram andando, e para o bem de Lukke espero que para bem longe, agora ele iria me explicar direitinho o que estava acontecendo... Assim que os caras saíram da nossa vista fomos para fora do beco apertado.

– Quem eram eles Lukke?! – Ele suspirou.

– São capangas do General Vikran, foram eles os responsáveis pela morte de seu pai... Eles també-

–Espera! O que!? Então você sabe por que mataram meu pai? Quem é Vikran? Quem é VOCÊ?! — A cada pergunta respondida outra surgia em minha cabeça.

Lukke me encarou para logo em seguida me dar às costas.

–Não acredito que você vai me ignorar outra vez. — Disse seguindo-o

–Vou te mostrar uma coisa... Só me segue. Há muitas coisas que você precisa saber, e eu vou te contar, mas não precisa me bater, ok? — Acenei com a cabeça em concordância, um leve sorriso brotou em meus lábios. Era estranho como me sentia segura perto dele.

Um barulho irritante interrompeu meus pensamentos, era o relógio de Lukke. Nunca tinha ouvido um relógio fazer um barulho desses, não era como um despertador ou algo parecido, mas sim como se tivesse alguém ligando pra ele!

De repente Lukke aproximou o relógio de sua boca, havia realmente alguém do outro lado da "linha".

–Lukke você está me ouvindo? — Disse a voz masculina do outro lado. A ligação chiava.

Olhei para Lukke buscando uma explicação, ainda que minha intuição dissesse que não a teria, como de costume.

–Zool? Estou te ouvindo, o que você quer? Não da pra falar agora...

–Uau, não achei que seria possível falar com você daí! Enfim, encontrou ele... Ou ela?

–Encontrei, ela está comigo, estamos a caminho. — Disse desligando. — Vamos, precisamos ir. — Disse pegando meu braço e me puxando consigo.

–Espera! Vocês estavam falando de mim?! Quem é Zool?

–Eu vou te explicar quando chegarmos! Agora vamos.

Continuamos a andar por mais alguns quarteirões até chegarmos na estação de trem, descemos as escadas até o subterrâneo.

–Pra onde vamos? — Perguntei.

–Pra lugar nenhum, nós paramos aqui! Pelo menos nesse mundo...

–Como é?? — Perguntei assustada.

–Se prepara, é agora! — Disse olhando sorridente para o trem que estava se aproximando.

–O QUE? VOCÊ ESTÁ LOUCO?!

–VEM LOGO, CONFIA EM MIM! — Disse me segurando pela cintura.

E com um impulso ele nos lançou na frente do trem. Tudo que vi foi uma luz cegante ofuscar minha visão. Não me sentia mais segura.

Notas finais
Só pra deixar claro o nome Zool se pronuncia Zuu, ok? E para tranquiliza-los as perguntas de Tessa serão respondidas no próximo capítulo! Não se desesperem rs... Próximo Capitulo daqui uma semana. Continuem acompanhando nossa fic *-* Beijos