O Segredo De Petra
8 Capítulo 8 - Ainda há uma esperança!
Notas iniciais
Alguns minutos perduraram até que eu acordasse da minha triste lembrança.Quando dei por mim,Laúna já estava ali efetuando mais um de seus dons,o velho rádio da escrivaninha ainda tocava e Laúna já estava cansada de ouvi-lo,então,levantou a sua mão direita e em um simples estalar de dedos fez o som se calar e no quarto tudo era silêncio.
-Petra minha querida,deve parar de congelar no tempo toda vez que se fala nos Aláicos.
-É difícil não lembrar dos momentos horríveis que passei nas perseguições em que me envolvi.Mas já estou mais calma,continue da onde parou.
Fiz um gesto com a mão e Laúna entendeu como um "prossiga".
-No primeiro encontro,lá na Floresta Negra,tive uma conversa com Yank...
Laúna era protegida por uma força maior que qualquer outra existente,sendo assim,Yank não poderia sugar sua energia astral.
- ...Disse para ele que nunca conseguiria capturar você e que sua caçada seria inútil.Na hora ele inflou-se de raiva e tentou me acertar,mas como sabe,sou protegida e aqueles golpes mal projetados não me feririam nunca!
-Sei bem como ele é,sua ira vem a tona quando alguém o desafia. — Disse fazendo uma expressão no meu rosto que simbolizava desconforto.
-Tome cuidado,se fosse você fugiria logo,eles não vão demorar à chegar!
-Não! — Disse irritada. — Não vou me virar dessa vez,estou decidida a ir em frente de peito aberto.Essa guerra deve acabar,ou eu destruo ele ou ele recebe seu premio,meu coração! — Uma lágrima escorreu do meu olho ao falar aquilo,mas aquelas palavras eram proféticas,meus conceitos foram inundados por uma onda de raiva,amor,dor e ódio e a junção desses sentimentos me tornou mais forte e corajosa.Estava pronta para a última batalha,ou tudo,ou nada!
Me via em um rio obscuro,de águas barrentas e turvas.Naquele ambiente hostil era uma presa e deveria usar minhas armas,meus truques,minhas cartas na manga,para sobreviver. Laúna me olhava desconfiada,nunca havia me visto com todo aquele ódio antes e foi então que ela fez um pergunta,o meu medo era não saber a resposta.
-E como você vencerá Yank e seu exército?
Felizmente,ou melhor,infelizmente eu tinha a resposta.
-Dói muito falar isso,mas não tenho outra opção,"aquele que me trouxe" nunca me ajudará e eu tenho apenas uma pessoa que possa me ajudar nessa guerra... — Laúna me interrompeu.
-Se ele não vai te ajudar,quem irá?
-Meu grande e velho inimigo,Lúcifer! — Disse triste e Laúna tocou-me no rosto.
-O quê?Você ficou maluca?Você não pode fazer isso!
-Não tenho outra saída,Lúcifer é o único que assim como eu,quer que Yank seja destruído... — Ela novamente me interrompeu.
-Não. — Disse ela intrigada. — Você tem mais uma opção!
Eu franzi a testa e me perguntei qual seria a outra opção que Laúna tinha falado e ela disse:
-Lembre-se que você não é a única desgarrada,há outros tantos na mesma situação. Yank não capturou todos os desgarrados,muitos como você ainda vivem e alimentam o mesmo sentimento no coração,por mais que seja errado,todos eles desejam a vingança!
-Eu nunca tinha pensado nisso,ainda há cerca de 1000 desgarrados na terra,cada um fugindo dos Aláicos,se reunisse todos eles teria o exército necessário para aniquilar de vez Yank e toda a sua corja de guerreiros desprezíveis!
-A parte complicada é reunir essa legião.Como você fará isso?
-Pensarei em um jeito,agora eu preciso conversar com o Benjamim!
-Quem é Benjamim?
-Essa conversa fica para outra hora Laúna,se tudo der certo,te explicarei depois.Enquanto nada for resolvido,fale com seu mestre e veja se ele pode nos ajudar.Ainda há uma esperança! — Disse como um sorriso de orelha a orelha.
-Não sei se mudará algo,sabe que ele ouviu toda a conversa não é?
-Sei e também sei que em algum lugar daquele enorme coração,vive um sentimento de compaixão que poderá mudar tudo.
Enquanto terminava de falar,Láuna desaparecia lentamente na escuridão da noite e no fim ouvi apenas um sussurro.
-Tenha fé e tudo mudará.Siga em paz!
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