O Segredo De Petra

13 Capítulo 13 - A Bússola Divina


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas houvi problemas na postagem.
Comentem por favor e obrigado por lerem!

Duas semanas passaram voando e quando percebemos já estávamos na França, Paris, um lugar adorável, mas não para nós, pois andávamos as pressas para encontrar Sophie, quanto antes a encontrasse mais rápido reuniria os desgarrados.

Benjamim carregava sempre aquela expressão desconfiada no rosto, afinal ele não sabia nada sobre as coisas que nós estávamos procurando, nem descobrira o meu segredo. Lucila como sempre calma, andava pelas calçadas sem ser percebida. Aquela viaje era cansativa, estava ao lado do amor da minha vida, mas não podia aproveitá-lo. A vida estava corrida demais para nós dois.

Andamos por um longo tempo, pegamos condução, metrô, ônibus e enfim chegamos a Courbevoie, um ligar muito simpático ao noroeste de Paris. Era lá que Sophie morava da última vez que estive ali, não fazia muito tempo, tinha apenas seis meses.

Passamos por uma rua larga de casas muito bonitas, verdadeiros casarões de gente muito importante. Sophie vivera sua vida intensamente e conseguira fortuna por onde passou, era uma pessoa economicamente bem sucedida, mas humilde, pois a vida te ensinou a ser assim.

Paramos na frente de uma casa imponente e grande como as outras, a fachada tinha um tom de laranja claro, contornado por linhas beges que davam um certo chame ao local, um portão de ferro pintado de preto procedia um belo jardim florido e cheio de vida, a grama era verdinha e naquela ocasião ela era mais verde do que a do vizinho e não ao contrário.

-Chegamos, comportem-se. Lucila, Sophie certamente sentira sua presença e Benjamim meu amor, não toque em nada, a Sophie odeia intrometidos! – Falei dando as ordens da casa, conhecia aquele lugar muito bem.

-Está bem, não sou uma criança! – O Benjamim disse irônico.

Lucila permaneceu calada e em silêncio ficamos, até que uma empregada de Sophie veio atender nossa chamada pelo interfone.

-Madame Sophie está esperando, pode entrar! – Disse ela em francês.

E eu respondi também em francês, depois nós entramos na bela mansão. Sophie nos esperava na sala de star, logo depois da linda porta que dava acesso do jardim até a casa. Ela estava sentada na poltrona, era uma linda mulher, aparentava ter seus 28 anos, mas na verdade ela já passava a marca dos 500. A sala era super decorada, um tapete vermelho estendia-se da porta até além do corredor que ligava a sala aos cômodos adentro, havia dois sofás brancos e uma poltrona da mesma cor a minha esquerda, um lindo centro feito de cristal ao lado de um dos sofás e outras coisas mais. Sophie se levantou e foi até mim com um sorriso confortável no rosto. Eu sorri também.

-Minha garotinha, como você está Petra? Não me mandou notícias, por sorte pude ver que estava bem ao usar meus truques e artimanhas. – Disse ela sorridente, ela era como uma mãe que nunca tive.

-Estou bem Sophie, como vão as coisas aqui?

-Estão indo bem, sabe que não pratico mais a magia como forma lucrativa. Meu centro de comércio, com muitas lojas e restaurantes me dão um bom lucro.

-É por causa de sua magia que estou aqui... Ela me interrompeu.

-Eu já sabia querida, pude ver você a caminho. Esse belo rapaz quem é? – Perguntou olhando para o Benjamim.

-É meu namorado, Benjamim Keller.

-Oi, prazer. – Respondeu o Benjamim com poucas e curtas palavras.

-Oi meu querido, Petra, posso sentir vibrações sobrenaturais, tem mais alguém conosco?

-Sim, Lucila... – Lucila mostrou-se para Sophie.

-Sou Lucila, filha de Élad, sou apenas um espírito buscando a luz!

-Hum, uma bela garotinha. Então Petra conte-me mais sobre sua vinda. – Sophie falou e vez um gesto para que eu a acompanhasse.

-Lucila? Benjamim? Fiquem aqui, não demoro a voltar!

Os dois ficaram na sala, a empregada acostumada aquele ambiente de coisas sem explicação, ofereceu um drink ao Benjamim e ele aceitou. Aquela serviçal não era uma empregada comum, foi escolhida por Sophie há tempos para ser a sua fiel escudeira, ela também vivia como uma imortal, graças aos métodos da patroa.

Sophie me levou até o seu quarto no andar superior, fechou a porta e nós nos sentamos na cama. Era um quarto lindo, assim como a sala. Sophie tinha um ótimo gosto para decoração.

-Então Petra, do que precisa? – Perguntou Sophie intrigada.

-Sophie uma guerra começará e preciso reunir meu exército, vim em busca de algo que você pudesse fazer para que eu consiga reunir os desgarrados!

-Uma guerra contra Yank certamente, não é?

-Sim, claro. Eu estou disposta a destruí-lo de uma vez por todas. Mas para que isso aconteça, eu terei que montar um exército invencível!

-Não sei bem como posso te ajudar. Vou pegar meu livro de artefatos mágicos, lá deve ter algo que possa mudar o rumo dessa história.

Ela foi até o seu closet e de lá trouxe um livro muito grande e pesado, na capa havia umas inscrições: “Livro das verdadeiras construções”,nem queria imaginar onde Sophie tinha achado aquilo, mas imaginei e a resposta era, no Submundo! Lá existiam todas as coisas que são apenas lendas terrenas, mas naquele local sujo e imundo que o diabo depositava suas crias, aquelas que na escuridão da noite subiam até a superfície e atacavam suas presas com tremenda voracidade.

-Aqui estão todos os artefatos criados por Deus ou pelo diabo, cada um deles guarda um poder específico e grandioso, estes são presentes bons dados por Deus aos humanos, mas aqui também estão os presentes ruins que o diabo deu aos seus servos malignos! – Ela disse sinistra e eu me arrepiei.

-Será que aí tem algo que possa me ajudar?

-Certamente que sim minha querida! Este livro já salvou muitas vidas, mas quase me custou a minha para ganhá-lo. Tempos horrendos aqueles da minha estadia no Submundo, dizem que em algum lugar dos buracos frios e escuros daquele local, existe uma passagem para o inferno. Eu estava correndo muitos riscos, mas tudo foi muito bem contornado com minha magia e truques!

-Abra-o logo! – Disse ansiosa e com a voz veementemente forte.

Ela o abriu com leveza e depois assoprou toda a poeira que ofuscava as letras do grande livro. Começou a passar as páginas até o índice.

- A Arca da Aliança, A Espada do Rei, As Garras da Morte, A Bússola Divina! – Disse ela alegre ao ver a imagem de uma linda bússola de ouro – Achei Petra, achei!

-O que isso faz, aponta para o norte?

-Petra minha querida, essa bússola foi feita por Deus e lançada a terra como um mistério para a humanidade. Muito me admira você não saber disso! – Disse ela me olhando firme.

-Não tinha o conhecimento dessas coisas Sophie. Então o que ela faz?

-Aponta na direção do desgarrado mais próximo querida, mas tem um porém, ouvi relatos de que ela estava em uma das tumbas da Pirâmide de Quéops.

-Egito? Nossa, é uma viagem emocionante...

Minutos se passaram, Lucila, Benjamim e eu já estávamos fora da mansão, demos tchau a Sophie e sua criada, caminhamos um pouco e chegamos a um ponto de ônibus que nós levou até a estação rodoviária da cidade. Pegamos um ônibus que ia para o litoral sul, ao chegar lá procuraríamos um transporte marinho que nos levaria até a costa do Egito, estava decidida a lutar pela minha liberdade.

“Egito, aí vou eu!”.

Notas finais
E ai o que achou?
Comentem.