O Segredo De Hades
6 O selvagem
vou logo avisando que a fanfic vai ter 2 continuações, e fiquem atentos, nessa, O segredo de Hades, terá um trollagem, então pensem com calma para não serem enganados! e deem uma olhada nos outros capitulos, que foram atualizados e receberam aquarelas (de acordo com o assunto do cap)
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Depois do nosso breve- e nada agradável- encontro com Equidna, toda sua casa cor-de-rosa desapareceu. Tudo aquilo era simplesmente uma ilusão, e no local, havia apenas um terreno vazio. Enquanto eu olhava pasmo para o lugar onde estávamos, sem acreditar que foi a garota que me salvou, e não o contrario, Ella tira uma de suas botas de jardinagem- a roxa- e puxa de lá uma caixa de band-aids. Pega a mochila preta do chão, agarrando a garrafa d´água que ela já tinha bebido quase a metade, para depois perceber que eu a observava.
-Desculpe, é que eu me machuco muito, então isso é quase um procedimento padrão...-riu, sem jeito, tentando oferecer um band-aid a mim- quer também?
-Eu acho que poderia ajudar.
Ella abriu um enorme sorriso, eu já estava vendo as suas orelhas de cachorrinho. Estendi a mão para pegar um curativo, e ela tocou em minha mão para entregar. Senti arrepios. Mas não pela razão em que estão pensando.
-Sua mão é fria como gelo.
O rosto de Ella ficou vermelho.
-Não seja indelicado, velho chato. Eu tenho poiquilotermia, é normal eu ser gelada! Mas você não tem razão para ser branco feito papel!
Não, claro que não. Tirando o fato que a única casa que eu tenho fora o acampamento é aquela caverna escura, mais chamada de mundo inferior.
Ella desfez as marias-chiquinhas, abaixando a cabeça e a afastando do corpo. Destampou a garrafa de água e despejou o conteúdo no rosto, limpando o sangue da testa, e pondo dois curativos no local. E sacudiu a cabeça como um cachorro, que fez eu dar um pequeno passo ara trás.
-Agora eu estou bem melhor!-disse, sorrindo e se pondo de pé- Ei velho chato, será que a comida também era ilusão?
Ótimo, agora eu me chamo velho chato. Que apelido animado.
-Por quê essa pergunta agora?
-Quero saber quanto tempo vou durar se a comida não for de verdade.
Não muito, isso eu aposto.
Em pouco tempo percebemos que ninguém sabia da existência da casa. Nem da velha. Caímos no jogo dela feito João e Maria, e graças aos deuses conseguimos escapar. Ainda me pergunto de quem Ella é filha, mas as possibilidades são tantas, que no único em que estou interessado e acabar logo com essa missão idiota e entrega-la para o acampamento meio-sangue, de onde eu posso arrumar minhas malas, e achar algum lugar para passar o ano, ou ficar vagando por ai, como eu fazia antes.
suspiro.
Eu gostaria de ter uma casa agora. E a única que eu já tive, já está há muito tempo extinguida da minha mente, não me lembro de nada. Minha língua, minha cidade natal, minha casa. Tudo isso é cruelmente preenchido pelo cassino lótus. Suas jogatinas, jogos neon, noites sem dormir, música a explodir em meus ouvidos, comida de graça, e, aparentemente, uma festa sem fim.
Eu caí na ilusão por muitos anos, até que alguém me tirou de lá.
Olho para o aparelho GPS.
-Pelo menos eu tenho meu pai.
-O que foi, nico?
Ella tinha duas maçãs nas mãos, provavelmente eram da macieira que ficava a uns metros de nós. Estávamos sentados no Putnam Lake, um lago escuro não muito longe de Patterson, eu queria dar uma relaxada de toda aquela loucura.
-Sabe, até agora tudo o que você fez foi "ei, você é a cria de um deus! me siga! vamos meter porrada em monstros!"-ela fez uma carranca e imitou uma voz grossa- e nada de me contar como funciona essa coisa.
-como funciona o que?
-Isso de semideus. -ela mordeu a maçã ruidosamente- como funciona?
-Não é nada muito pesado. -claro, salve o olimpo criança! sem pressão ok?- a maioria de nós vai para um tipo de acampamento, treinar combate e conhecer outros semideuses, treinar habilidades para podermos viver aqui fora. E tem as missões, é o que estamos fazendo agora.
-Podemos ver nossos "pais"?-Ella pergunta, de boca cheia.
Eu olho para minha maçã. Provavelmente eu sou o semideus que mais tem contato com o pai, não que seja uma boa relação.
-Não. Só algumas vezes, eles são... ocupados sabe?
-Egoístas.
Olho para Ella, curioso.
-Conheço a mitologia grega. Aliás, o sr.deedly me mataria se não conhecesse, foi a matéria dele ano passado. E, eu comecei a ter interesse e pesquisar sobre isso. Ele dizia que todos os mitos tinham uma moral. Nunca concordei com isso.- ela fez um muxoxo, com voz de criança.
-Então se acostume com isso. Dependendo de quem você for filha, pode ser tratada de geito diferente.
-Eu não sou minha mãe, nem meu pai, velho. Se alguém tentar fazer isso comigo, pode apostar que volta com um olho roxo!
Ri, achando realmente engraçado.
-o que foi?
-nada. É que, se for assim que você pensa, vai ter alguns problemas por lá. -mordo minha maçã.
-Muitas pessoas são assim?
-Eu sou o filho do deus da morte, tenho que aturar um olhar metralhadora até do rei dos deuses.
-Pois então- Ella se levantou, jogando o cabo da maçã recém -comida na grama- Quando eu ver esse tal de Zeus, pode apostar que eu vou dar um soco na fuça dele!
Incompreensível. Eu começo a rir.
-Quero só ver isso.- murmuro, limpando minha boca e mordendo a maçã novamente.
Ela olhou pra mim de bochechas infladas.
-duvida de mim?
-muito.- Olho para o lago negro, com as árvores balançando ao seu redor e formando desenhos de sombra.
-Então eu juro! juro pelo meu dedo mindinho! e se eu não fizer, pode corta-lo!
Estreito os olhos.
-Você não vai querer fazer isso.
Estendo a minha mão para Ella.
-Mas agora eu já prometi, e você está de prova. -Ela exibiu um sorriso digno dos irmão Stoll.
Selamos o contrato com um aperto de dedos.
Em pouco tempo já estávamos andando novamente, rumo a uma nova localização, outra área pintada de verde, se fosse outro monstro, ou semideus, iria demorar muito para coletarmos os eidolons, tinha que ter um modo daquilo localizar somente o que eu preciso! Seria horrível se fosse o meu pai procurando, e não eu, pode apostar. Centenas de cães infernais e esqueletos por ai. Isso me dava arrepios.
Começo a observar a superfície do aparelho em minhas mãos, um aço pintado de negro, em formato de um GPS não muito tecnológico, com a superfície ondulada. Meus dedos deslizam sobre todo o aparelho, até eu encontrar um pequeno quadrado laranja, em uma das laterais. "Localizar". Só pode ser isso que eu estou procurando.
Aperto, e a tela se torna preta.
-Ah meus deuses...
Todo o mapa mundi estava coberto de verde, com uma lista branca no centro da tela, perguntando "o que deseja localizar?".
"Eidolons"
Rapidamente áreas foram localizadas ao longo dos estados unidos, e eu me surpreendi. Eram apenas três. Mas o que mais me surpreendeu, foi o fato de uma delas estar em Las Vegas, apontando claramente para um nome em branco "Lótus cassino e hotel".
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Começamos a andar quase imediatamente depois daquilo, mas pelo menos a estrada que tomamos era arborizada. A sombra pairava sobre nós e o vento fazia as folhas farfalharem, soltando-se, e, vez ou outra, caindo sobre nossas cabeças. Era uma paisagem tremendamente tranquila. A cada passo que dávamos, o vendo soprava, e eu podia ver as arvores fazendo um grande barulho de movimento.
"Vush", "Vush"
Nossa, que arvores pesadas.
"Vush", "vush"
Isso definitivamente não é um som comum.
Pelo canto do olho, vejo Ella se sobressaltar e olhar para trás, de olhos arregalados, e no momento em que minha mão roça na bainha da espada, tudo escurece.
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