vou logo avisando que a fanfic vai ter 2 continuações, e fiquem atentos, nessa, O segredo de Hades, terá um trollagem, então pensem com calma para não serem enganados! e deem uma olhada nos outros capitulos, que foram atualizados e receberam aquarelas (de acordo com o assunto do cap)

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\"\"Depois do nosso breve- e nada agradável- encontro com Equidna, toda sua casa cor-de-rosa desapareceu. Tudo aquilo era simplesmente uma ilusão, e no local, havia apenas um terreno vazio. Enquanto eu olhava pasmo para o lugar onde estávamos, sem acreditar que foi a garota que me salvou, e não o contrario, Ella tira uma de suas botas de jardinagem- a roxa- e puxa de lá uma caixa de band-aids. Pega a mochila preta do chão, agarrando a garrafa d´água que ela já tinha bebido quase a metade, para depois perceber que eu a observava.

-Desculpe, é que eu me machuco muito, então isso é quase um procedimento padrão...-riu, sem jeito, tentando oferecer um band-aid a mim- quer também?

-Eu acho que poderia ajudar.

Ella abriu um enorme sorriso, eu já estava vendo as suas orelhas de cachorrinho. Estendi a mão para pegar um curativo, e ela tocou em minha mão para entregar. Senti arrepios. Mas não pela razão em que estão pensando.

-Sua mão é fria como gelo.

O rosto de Ella ficou vermelho.

-Não seja indelicado, velho chato. Eu tenho poiquilotermia, é normal eu ser gelada! Mas você não tem razão para ser branco feito papel!

Não, claro que não. Tirando o fato que a única casa que eu tenho fora o acampamento é aquela caverna escura, mais chamada de mundo inferior.

Ella desfez as marias-chiquinhas, abaixando a cabeça e a afastando do corpo. Destampou a garrafa de água e despejou o conteúdo no rosto, limpando o sangue da testa, e pondo dois curativos no local. E sacudiu a cabeça como um cachorro, que fez eu dar um pequeno passo ara trás.

-Agora eu estou bem melhor!-disse, sorrindo e se pondo de pé- Ei velho chato, será que a comida também era ilusão?

Ótimo, agora eu me chamo velho chato. Que apelido animado.

-Por quê essa pergunta agora?

-Quero saber quanto tempo vou durar se a comida não for de verdade.

Não muito, isso eu aposto.

Em pouco tempo percebemos que ninguém sabia da existência da casa. Nem da velha. Caímos no jogo dela feito João e Maria, e graças aos deuses conseguimos escapar. Ainda me pergunto de quem Ella é filha, mas as possibilidades são tantas, que no único em que estou interessado e acabar logo com essa missão idiota e entrega-la para o acampamento meio-sangue, de onde eu posso arrumar minhas malas, e achar algum lugar para passar o ano, ou ficar vagando por ai, como eu fazia antes.

suspiro.

Eu gostaria de ter uma casa agora. E a única que eu já tive, já está há muito tempo extinguida da minha mente, não me lembro de nada. Minha língua, minha cidade natal, minha casa. Tudo isso é cruelmente preenchido pelo cassino lótus. Suas jogatinas, jogos neon, noites sem dormir, música a explodir em meus ouvidos, comida de graça, e, aparentemente, uma festa sem fim.

Eu caí na ilusão por muitos anos, até que alguém me tirou de lá.

Olho para o aparelho GPS.

-Pelo menos eu tenho meu pai.

-O que foi, nico?

Ella tinha duas maçãs nas mãos, provavelmente eram da macieira que ficava a uns metros de nós. Estávamos sentados no Putnam Lake, um lago escuro não muito longe de Patterson, eu queria dar uma relaxada de toda aquela loucura.

-Sabe, até agora tudo o que você fez foi "ei, você é a cria de um deus! me siga! vamos meter porrada em monstros!"-ela fez uma carranca e imitou uma voz grossa- e nada de me contar como funciona essa coisa.

-como funciona o que?

-Isso de semideus. -ela mordeu a maçã ruidosamente- como funciona?

-Não é nada muito pesado. -claro, salve o olimpo criança! sem pressão ok?- a maioria de nós vai para um tipo de acampamento, treinar combate e conhecer outros semideuses, treinar habilidades para podermos viver aqui fora. E tem as missões, é o que estamos fazendo agora.

-Podemos ver nossos "pais"?-Ella pergunta, de boca cheia.

Eu olho para minha maçã. Provavelmente eu sou o semideus que mais tem contato com o pai, não que seja uma boa relação.

-Não. Só algumas vezes, eles são... ocupados sabe?

-Egoístas.

Olho para Ella, curioso.

-Conheço a mitologia grega. Aliás, o sr.deedly me mataria se não conhecesse, foi a matéria dele ano passado. E, eu comecei a ter interesse e pesquisar sobre isso. Ele dizia que todos os mitos tinham uma moral. Nunca concordei com isso.- ela fez um muxoxo, com voz de criança.

-Então se acostume com isso. Dependendo de quem você for filha, pode ser tratada de geito diferente.

-Eu não sou minha mãe, nem meu pai, velho. Se alguém tentar fazer isso comigo, pode apostar que volta com um olho roxo!

Ri, achando realmente engraçado.

-o que foi?

-nada. É que, se for assim que você pensa, vai ter alguns problemas por lá. -mordo minha maçã.

-Muitas pessoas são assim?

-Eu sou o filho do deus da morte, tenho que aturar um olhar metralhadora até do rei dos deuses.

-Pois então- Ella se levantou, jogando o cabo da maçã recém -comida na grama- Quando eu ver esse tal de Zeus, pode apostar que eu vou dar um soco na fuça dele!

Incompreensível. Eu começo a rir.

-Quero só ver isso.- murmuro, limpando minha boca e mordendo a maçã novamente.

Ela olhou pra mim de bochechas infladas.

-duvida de mim?

-muito.- Olho para o lago negro, com as árvores balançando ao seu redor e formando desenhos de sombra.

-Então eu juro! juro pelo meu dedo mindinho! e se eu não fizer, pode corta-lo!

Estreito os olhos.

-Você não vai querer fazer isso.

Estendo a minha mão para Ella.

-Mas agora eu já prometi, e você está de prova. -Ela exibiu um sorriso digno dos irmão Stoll.

Selamos o contrato com um aperto de dedos.

Em pouco tempo já estávamos andando novamente, rumo a uma nova localização, outra área pintada de verde, se fosse outro monstro, ou semideus, iria demorar muito para coletarmos os eidolons, tinha que ter um modo daquilo localizar somente o que eu preciso! Seria horrível se fosse o meu pai procurando, e não eu, pode apostar. Centenas de cães infernais e esqueletos por ai. Isso me dava arrepios.

Começo a observar a superfície do aparelho em minhas mãos, um aço pintado de negro, em formato de um GPS não muito tecnológico, com a superfície ondulada. Meus dedos deslizam sobre todo o aparelho, até eu encontrar um pequeno quadrado laranja, em uma das laterais. "Localizar". Só pode ser isso que eu estou procurando.

Aperto, e a tela se torna preta.

-Ah meus deuses...

Todo o mapa mundi estava coberto de verde, com uma lista branca no centro da tela, perguntando "o que deseja localizar?".

"Eidolons"

Rapidamente áreas foram localizadas ao longo dos estados unidos, e eu me surpreendi. Eram apenas três. Mas o que mais me surpreendeu, foi o fato de uma delas estar em Las Vegas, apontando claramente para um nome em branco "Lótus cassino e hotel".

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Começamos a andar quase imediatamente depois daquilo, mas pelo menos a estrada que tomamos era arborizada. A sombra pairava sobre nós e o vento fazia as folhas farfalharem, soltando-se, e, vez ou outra, caindo sobre nossas cabeças. Era uma paisagem tremendamente tranquila. A cada passo que dávamos, o vendo soprava, e eu podia ver as arvores fazendo um grande barulho de movimento.

"Vush", "Vush"

Nossa, que arvores pesadas.

"Vush", "vush"

Isso definitivamente não é um som comum.

Pelo canto do olho, vejo Ella se sobressaltar e olhar para trás, de olhos arregalados, e no momento em que minha mão roça na bainha da espada, tudo escurece.

Notas finais
o que será? por favor leitores, deixem reviews, só postarei o prox cap quando 4 ou mais comentarios neste cap TT.TT presciso saber se estão gostando.