O Segredo De Avalon
8 Capítulo VIII
Um novo dia se iniciava uma nova oportunidade de fazer tudo diferente.
O dia nublado estava no céu, deixando tudo com um toque mais acinzentado, mas ainda muito bonito para um novo dia de outuno. O que mostrava que o inverno seria extremamente rigoroso.
Quando as garotas levantaram, Nina Treeger já havia saído. Julie e Silá acharam estranho, já Rose, tirou suas próprias conclusões. As garotas então desceram, encontrando Alvo e os meninos do primeiro ano no Salão Comunal com os outros grifinorianos.
- Onde está a minha irmã? – Ethan perguntou esticanto o pescoço atrás das meninas que desciam as escadas.
- Ela desceu primeiro que nós. – Rose respondeu olhando para Alvo. Esperando que ele entendesse, mas o primo ergueu as sobrancelhas e a encarou no exato momento que a Anderson se colocou ao lado dele, quase pousando a cabeça no ombro do garoto.
- Eu preciso falar com ela... Tenho certeza que ela não colou a língua daquela menina... – o pequeno Ethan murmurava com as mãos nos bolsos.
- Bem, ela deve estar no Salão Principal, vamos lá perguntar. – Alvo se protificou tentando assim se livrar de Silá, saiu correndo para guiar o grupo.
As meninas que não sabiam dessa história, ficaram a par de tudo quando Noah e Lily explicaram, enquanto todos desciam e enfim encontraram a garota sentada na mesa da Grifinória que aos poucos ficava lotada.
- Você fez aquilo com a Chloe, Nina? – Julie logo indagou com um tom encorajador, se sentando na frente da amiga seguida pelos outros.
- Eu só ricochiteei o feitiço que ela ia jogar em mim... – Nina parecia muito calma, até ver o rosto do irmão que sentou ao seu lado. Ele estava mais branco do que de costume.
- Você? – Ethan mal conseguia montar a frase, porque essa era uma face da irmã a qual nunca tinha visto antes, porque ela sempre fora brava somente com ele – Você fez isso? Não acredito...
- O que tem? Eu apenas me defendi. – ela respondeu brandamente, tentando realmente manter o controle de si como demonstrava.
- E não te chamaram pra conversar com o professor Longbottom, nem com Diretora? – Alvo perguntou ao sentar do outro lado da garota, seguido por Silá.
A garota acabou de tomar sua bebida, suspirou e virou para Alvo, o garoto tinha colado sua mão sobre a da amiga, mas sua mais nova sombra que estava logo ao lado dele resmungou de uma maneira nada discreta.
Nina tentou ignorar, pois, na sua mente só existia a raiva desses dois que ficavam andando pra lá e para cá como um casalzinho. Como se...
- Porque você se importa? Eu sou só sua amiga mesmo. – pousou sua bebida na mesa.
Todos ali não ousavam se mexer, tinham entendido que um passo em falso e provavelmente seriam vítimas da bomba que a garota estava prestes a jogar, então...
- Nina, eu não sei por que você está me tratando assim.. — os olhos claros e prenetrantes foram focados na bruxa morena, ele começou a falar, mas foi interrompido.
- E ai menina chata? Oi pessoal... – o garoto dos cabelos castanhos claro tocou no ombro da garota e todos ali se viraram para observa-lo. Eram Adam e Fred que estavam no recinto.
- Oi... – os Weasley e Potter responderam em uníssono.
- Oi. Tudo bem? – Nina se virou sorrindo, como se ela e Alvo não estivessem no meio de uma discussão extremamente tensa.
- Eu tô ótimo e você? Ricochiteando bastante gente? – ele deu um sorriso brincalhão.
- Não. Parece que estão é com medo de mim... – ela confessou dando de ombros.
- Você foi demais. – Fred apoiou.
- Obrigada, eu acho... – ela murmurou franzindo a testa, além de Adam, alguém mais tinha visto? Agora ela já não sabia mais... Não tinha visto ninguém reparar nas duas até Chloe a atacar.
- Bem, nós vamos tomar café. Bom dia pra todos ai.. – Adam acenou para os outros e saiu com Fred na sua cola.
- Meu deus! – Julie quase gritou – Ele falou conosco! Ele é uma graçinha! Desde quando vocês são amigos? Não nos poupe dos detalhes...
E no exato momento que ela disse aquilo uma série de corujas invadiu o Salão e voaram em várias direções causando além do tumulto, susto e ansiedade em vários alunos, entre eles estava Lily.
- Ele foi legal comigo quando tudo aconteceu, ele estava do meu lado. – Nina atacou o amigo com suas palavras novamente e ele ficou sem defesa, pois uma coruja parou em sua frente.
A jovem se levantou e partiu, estava com muita raiva dele e de sua namoradinha. E do fato dele não entender as garotas, de enga-la com seus sinais que na verdade não significavam nada! E o beijo! Caramba, aquilo deveria ter algum mísero significado!
Mas por um segundo Alvo deixou Nina e sua raiva sem motivos em paz, porque aquela carta que acabara de ser pousada em sua frente era de sua mãe! Lily logo percebeu e ficou observando o irmão.
- Se você não for abrir, eu abro. – Rose disse.
O que fez o garoto ficar ainda mais nervoso, ansioso, mas não adiantava tentar ignorar o fato de que a vida dele e dos irmãos, até dos primos, estava ali em suas mãos, por isso ele logo abriu e leu rapidamente... Seus olhos corriam pelas palavras e sua irmã na sua frente quase morria de desespero. Até que Alvo ficou aliviado e olhou para ela sorrindo.
- Da pra falar logo? – a pequena Potter indagou brava, uma pequena ruga havia formado em sua testa.
- Mamãe disse que respeita nossa opinião, que aceita, mas no Natal vamos conversar em casa com mais calma. – ele sorriu para as duas.
- Ainda bem... – a ruiva suspirou aliviada.
- Mas ainda tem a possibilidade... – Rose começou a dizer, mas foi interrompida...
- Bom dia pessoal! – era James – Vejo que as corujas já passaram por aqui...
- Acabou de chegar uma carta da mamãe – Lily foi dizendo, o que fez James se interessar.
- O que tava falando, cara? – ele tocou no ombro de Alvo apreensivo.
- Ela vai deixar a gente continuar — o irmão mais velho deu um soco no ar de alegria — Mas vamos conversar melhor no Natal...
- Que? Vamos o que? Esta decidido. Nós vamos ficar! – ele bagunçou o cabelo do irmão e saiu exbanjando alegria. Parecia até que tinha ganhado na Loteria Mágica.
Só que enquanto os Potter comemoravam, Nina estava sendo interrogada por Denise, quando a jovem estava passando pela mesa a amiga se levantou rapidamente e desesperadamente.
- Você tem certeza que não viu o Guido por ai?
- Sim Nise, eu tenho certeza. Mas se eu o ver mando ir te procurar, tá?
Os olhos verdes da amiga estavam vermelhos, ela parecia ter chorando a um bom tempo. Nina sentiu tanta pena da colega e a abraçou e tentou dizer palavras de consolo, porém nada resolveu. Ela horrível nessas coisas.
Após deixar Denise na mesa da Lufa-Lufa a garota seguiu para o seu quarto, deveria pegar seu material para seguir para sua aula de História da Mágia. Entretanto o dia parecia muito belo, mesmo nublado. O que a fez seguir até o Pátio Pavimentado respirar um pouco.
Não havia ninguem ali, a não ser os alunos que passavam ao longe. Ela se encostou em uma das pilastres e admirou a paisagem que estava além de Hogwarts, além das montanhas, além de Hogsmeade.
Era muito bonito, muito verde, muito diferente. Até a brisa dali era de outra maneira, era revigorante! Só que a garota não conseguia traduzir em palavras o que exatamente era diferente. Só era diferente.
- Apreciando a vista? – uma voz diferente soou atras de si.
A menina se virou rapidamente para identificar quem era o dono da voz.
- Sim. É bom às vezes... – ela respondeu o garoto dos cabelos loiros cacheados e de grandes olhos verdes que combinavam perfeitamente com suas roupas.
Nina o conhecia. Aquele rosto não lhe era em incomum, apenas a voz. Até o nariz que costumava ser reto, agora ainda lhe era um pouco desfigurado, marcas de um jogador de quadribol provavelmente... Sim! O tinha quebrado no jogo da semifinal do ano passado, qual a Sonserina acabou ganhando, mas sem seu melhor artilheiro perdeu o título para a Corvinal.
- Sim... – ele veio caminhando até o encontro da jovem – Eu gosto principalmente por causa de Hogsmeade, adoro a vista daqui.
O garoto mais velho parou ao lado dela e apontou para vilarejo. É... A visão era bonita.
- Bem, eu tenho que ir... – Nina sentia seu coração disparar quando o vento bateu contra os dois e ela observou o jovem, os cabelos dele se debatiam... Como os de Alvo quando... Não, sem mais Alvo.
- Verdade. As aulas. – ele se virou para ela e sorriu – Sou Doug.
- Ah, que legal Doug... – ela se sentiu exposta ao encontrar os olhos verdes dele que encaravam os seus roxos – Até mais..
- Ei! Não vai me dizer nem ao menos o seu nome?- ele parecia confuso, aparentemente as garotas não deveriam fazer isso com ele.
- Vou deixar você me procurar, ou talvez nós nos esbarremos por ai. A escola não é tão grande assim.
Ela partiu, deixando o garoto sozinho, mas virou para dar uma última olhada nele e este a observada, para tentar disfarçar ela acenou. Ele não parecia ser tão estúpido como todos os outros garotos da Sonserina.
Ao olhar em seu relógio de pulso, viu que chegaria atrasada, por isso correu, encontrou seu material pronto em cima da cama, bastou pegá-los e descer para a aula com os sonserinos. Irônia, não?
Assim ela tentou ir o mais rápido que pode para a aula mais intediante que Hogwarts poderia oferecer. Sentou-se no fundo, porque nunca conseguia absorver nada das aulas desse professor, só estudando depois com seus livros que eram muito menos chatos.
A aula em si não fora nada fora do normal, a não ser um grupinho de sonserinas que fofocava sem parar. O professor teve de intervi-las duas vezes ate finalmente pararem, então a sala voltou à monotonia de sempre. E evitando sempre o contato visual com Scorpius.
Já na aula de feitiços, acabou ficando ao lado de Julie e de Paul Thomas. O segundo garoto mais inteligente que conhecia e olha que classificá-lo dessa forma significava que o garoto era realmente bom, já que nem da mesma casa eles eram... Mas não o garoto não mais inteligente, esse era Alvo. O qual estava sentado ao lado de quem? Da nova namoradinha. E na bancada a frente de Nina! Sim, isso estava passando dos limites!
Por isso a garota tentou a máximo se concertrar e fez todos os exercícios corretamente, já Sila, precisava da ajuda do namoradinho a todo o momento. Pelos olhos de Merlim! O Professor Flitwick havia ensinado aqueles feitiços no terceiro ano! Como ela tinha passado de ano?!
Bem, pelo menos esperava que a aula de Poções fosse um pouco melhor, já que Denise e Abigail com certeza a entreteria melhor do que Julie quee ficava perguntando como a garota havia brigado com Chloe. Nina deve de se explicar mil vezes e a menina passou o rsto da aula falando como Adam era cavalheiro.
E assim fora, as meninas ficavam fazendo brincadeiras com Ough, o assistente do Professor Prewett, que era um indivíduo extremamente duvidoso. Ele tinha a aparência daqueles comerciantes estranhos que vivem vendendo mercadorias ilegais nos Três Vassouras.
Depois de escrever um resumo gigantesco sobre o Bezoar, ela saiu com as energias no fim para ir almoçar. Entretanto, quando se colocou para fora da sala viu Sila seguir Alvo, e Elliot sair comentando que iria ver como Chloe estava, por estar preocupado com ela. A garota sentiu que deveria fazer algo em relação a segunda situação, já que a primeira já esta fora de seu controle.
- Nina... – ouviu chamarem seu nome ao longe e ela parou. Não de viraria, porque já estava preparada para brigar com Alvo se ele se atrevesse a chegar perto dela acompanhado, mas fi surpreendida. – Nina.
- Scorp? Quer dizer, o que você quer Scorpius?
- Continuará enternamente brava comigo? – ele a encarava.
- Eu não... – Alvo passou pelos dois – Deixa pra lá.
- Eu sinto muito. – ele disse tais palavras com muita dificuldade, o que a deixou assustada.
- Scor... – ela foi interrompida.
- Vamos Nina? – era Denise com Abigail.
- Vamos. Vamos sim... Depois a gente conversa, tá?
E elas partiram, não chegaram muito longe quando Nina decidiu ir atrás do Professor Hagrid, partindo logo em seguida para a Cabana do professor. Ela não precisou bater duas vezes para ser recebida por um grande cão cinza, seus pelos deveria ser preto, antigamente.
- Canino! Canino, deixe-a em paz... – ele disse afastanto o cachorro.
- Não, tudo bem... Acho que ele até gosta de mim. – Nina sorriu.
- Sim. Ele gosta – o Professor a encarou.
- Ah, me desculpe Professor Hagrid, mas eu só vim aqui porque não consegui encontrar outra solução... — Nina mordeu o lábio, ela estava com medo da resposta que poderia receber.
- Então entre, entre... – ele indicou uma mesa que havia no canta da sala rústica.
- Com licença... – a jovem disse ao entrar e reparava como a casa de Hagrid parecia maior. Assim, ela notou o nervosismo no olhar de seu Professor – Então Professor, eu gostaria de saber se tem como o senhor permitir que eu faça o trabalho de cuidar do ovo, sozinha... É por que... – ela foi logo interrompida.
- Oh! Não, não... Porque só tenho um ovo por dupla...
- Professor, não tem como o senhor reconsiderar? Porque houve um pequeno conflito com a minha dupla... Na verdade, não entre nós dois, mas a namorada dele não gosta de mim...
O Professor deu uma grande risada, o que fez Nina sorrir desconfortavelmente. Por que ele tava rindo? Tinha ela dito algo engraçado?
- Professor? – ela o encarou assustada.
- É que... Nina, certo? – ela confirmou com a cabeça enquanto o ouvia atentamente – Nina, você brigou? Ah! Foi você que colou a língua daquela aluna?
- Sim... – Hagrid começou a rir mais ainda – Mas eu não me orgulho disso, na verdade, eu não fiz nada, só ricochiteei o feitiço.
- Mal começou o ano e já se meteu em encrencas... Isso me soa familiar. – ele concluiu.
- Pois é, parece que tudo o que eu faço, faço errado. Ou atraio confusão... – agora, ela se abria para o professor, que contia o riso.
- Sim, isso acontece... Eu tenho um grande amigo que quando estudava aqui se metia sempre em encrenca, e ele é uma ótima pessoa. – o professor encarava a janela agora – Honestamente, acho as pessoas mais encrenqueiras, as que tem os melhores corações.
- Bem, muito curioso da sua parte Professor, mas , sinceramente, espero que isso não aconteça comigo. Mas me diga professor, não há nem uma possibilidade disso acontecer?
- Infelizmente não. – então, alguém bateu na porta. – Quem é?
- Hagrid? Sou eu. – a voz masculina respondeu.
- Longbottom! – Hagrid disse ao abrir a porta.
- Boa Tarde, Hagrid... Desculpa a interrupção, mas Nina Treeger está ai?
- Sim, sim.. Estavamos conversando sobre um trabalho. – ele disse abrindo mais ainda a porta, dando visão ao Professor de Herbologia que agora encarava a aluna.
- Preciso dar uma palavrinha com ela, posso? – ele olhava para o colega de trabalho.
- Sim, sim... Claro. A aluna entendeu que eu não posso mudar o trabalho.
- Er, tudo bem. Obrigada mesmo assim professor... – ela disse ao se levantar e partiu atrás do outro professor, mais alto, magro e de uma maneira engraçadamente atraente. Sim, o Professor Longbottom tinha o coração de várias alunas nas mãos – Professor, para onde iremos?
- Para a estufa. Preciso conversar seriamente com a Senhorita... – e eles deixaram Hagrid e seu cão babão para trás, apesar de que a aluna preferia ficar com eles.
Sentiu um frío de repente. Estava encrencada. Todo o alívio que sentira por não receber nenhuma punição pelo o que fez estava se esvairindo. O Diretor da sua casa estava querendo ter uma conversa séria com ela. Pronto. Era o fim.
Ele abriu a porta da estufa e deu passagem para a jovem, que estava morrendo de medo.
- Não vou enrolar muito Treeger, só quero saber por que vez aquilo com a aluna Chloe Quirke? Ela te ameaçou? Te fez algum mal? Porque você sabe muito bem que poderia ter vindo diretamente a mim para conversarmos e acharmos uma solução...
A morena engoliu seco antes de começar.
- Na verdade professor, ela me ameaçou pelo simples fato de que estou fazendo um trabalho em conjunto com Elliot, Elliot Ackerley... – ela dizia tudo olhando nos olhos do professor – Porque, bem, eles são namorados... Ou pelo menos é isso o que parece.
- Se mantenha aos fatos Treeger. – ele respondia calmamente.
- Então, ela veio falar comigo quando eu o procurei para discutir sobre o trabalho, começou a me dizer coisas desnecessárias e eu acabei dizendo coisas a ela. – o professor a censurou com o olhar – Ah professor! Somos jovens e nossos sentimentos estão a mil! E nisso ela usou um feitiço em mim, a única maneira de me defender foi ricocheteando-a. Eu sinto muito. Não queria que as coisas chegassem a esse ponto. Mas eu sou a vítima da história.
- É, mas foi ela que teve a língua colada...
- Ou era ela, ou era eu. – ela encarou incrédula.
- Tudo bem, tudo bem. Você de certa forma não agiu por mal...
- Foi reflexo.
- Isso, mas quero que me prometa uma coisa: quando as coisas estiverem complicadas, conte até dez e me procure. Não há necessidade resolver isso na base da luta. – ele sorria de forma engraçada para ela.
- Sim. Eu prometo. – ela rolou os olhos. Que coisa mais infantil.
- Nina. – ele a censurou.
- O que foi? Eu prometi! – ela ralhou.
- Quero que seja uma promessa duradoura. – ele dizia indo em direção a porta.
- Eu também professor. – e os dois partiram de volta para o castelo.
A jovem começou a pensar se o professo tinha uma família, esposa, filhos, porque com toda a certeza ele seria um pai incrível para seus filhos, já que era tão compreensivo. Mas ao mesmo tempo não parecia ter tudo isso... Será que ele na verdade era gay? Não, ele não tinha jeito... Além de que já ouvira algumas histórias, a maioria mentira. E ele ainda destruía corações em Hogwarts.
Bem, talvez ela morresse com essa dúvida, porque não perguntaria a ele.
Assim, seus caminhos se separaram quando ele foi em direção ao Salão e ela para a sala comunal da Grifinória, porém, não ficou muito feliz com o que viu. Um bando de idiotas bajulando Chloe, como se ela tivesse sido quase morta, não ricocheteada por um feitiço extremamente fácil.
Partiu para seu dormitório e lá encontrou Rose.
- Sem fome também? – a ruiva perguntou.
- Não enche. – essas foram as últimas palavras de Nina antes que ela se jogasse na cama.
Estava mal humorada, cansada, tinha dever para fazer, um bando de alunos idiotas a odiando por ter supostamente atacado Chloe, não tinha como o dia ficar pior.
- O que você tem? – a Weasley perguntou.
Ah, tinha sim, como ficar pior, com uma Weasley chata pegando no seu pé.
- Nada.
- Foi por causa da Chloe? – dessa vez ela não esperou resposta – Foi sim. Mas, olha, estranho, mas eu tenho certeza que você não a atacou...
- Podemos falar sobre qualquer outra coisa? – Nina logo indagou jogand seu material na cama. Tinha muito dever.
- Sobre o que você quer conversar? – Rose insistia, talvez assim conseguisse falar com a garota sobre Alvo.
- Sobre como eu quero fazer esse trabalho do ovo sozinha, mas o professor insiste que eu faça com Elliot. Qual a necessidade disso acontecer? Nenhuma, nenhuma...
Enquanto Nina resmungava sem parar, olhando seu ovo, a ruiva começou a dizer.
- Se quiser, podemos troca de dupla.
A morena parou para refletir. A dupla dela era Scorpius.
- É, não.. Não... Melhor deixar assim, acho que posso fazer o trabalho sozinha e dizer que ele contribuiu.
- Tem certeza? Porque eu estou indo encontrar a minha dupla agora, se quiser... – mas a Treeger estava decidida já – Ou você pode trocar de dupla com Silá, ou com Julie...
- Bem, Julie provavelmente trocaria, mas Sila... Jamais. – Nina abriu seu diário e começou a pensar no que escreveria, enquanto a outra jovem deixava-a sozinha.
Rose havia combinado com Scorpius para se encontrarem no Pátio Pavimentado, onde havia várias pessoas, assim ela não corria risco de ser atacada por ele – a jovem conhecia muito bem o histórico dos Malfoy em sua família. Seu avô não gostava nada, nada deles, assim com seu pai. O resto da sua família havia “perdoado” todo o mal que a família de Scorpius havia feito a eles e a muitos outros bruxos.
Isso só levava a conclusão de que seu trabalho acabaria em total desastre se não fosse cuidadosa o suficiente, se não apartassem de vez as desavenças entre as duas famílias.
O trabalho estava na cesta simples que o professor havia lhe dado, Rose não se sentia afim de paparicar o objeto. Ela enfim pegou o pequeno ovo verde com micro rachaduras pretas em suas mãos, analisou muito bem cada detalhe, quando fora brutamente surpreendida.
- Desculpa a demora... – a voz do garoto era muito suave.
- Tudo bem, eu-eu acabei de chegar. – ela tentou mantar sua pose autoritária.
- Então, eu estive pensando sobre como de-devemos cuidar do ovo... – ele foi perdendo a voz. – Mas quero saber a sua o-opinião claro. – ele afrouxava sua gravata enquanto corria suor pela sua testa
- Malfoy? – ela resolveu para-lo. Ele levantou a cabeça e finalmente a olhou nos olhos – Você é gago?
- Nã-não. — ele tentou dizer com firmeza.
- Sério. Você é gago? Eu não tinha reparado.
- Não. Eu não sou. – ele encarou o chão.
- Ok. – ela se sentiu mal, por isso resolveu partir logo para o que interessava ali – Bem... Você estava pensando nisso né? Temos uma tese para ser montada até o fim do semestre! — ela o encarava e reparou na cara de espanto que ele fizera – E é nisso devemos nos focar, porque eu não vou fazer tudo sozinha... Não sei como você esta acostumado, mas nós dois vamos fazer esse trabalho, como uma equipe, não quero que fique sobrando tudo pra mim no final, porque...
Então, ela perdeu sua voz... Perdeu o fio da meada, de repente, olhando para ele, para com ele a observava esqueceu-se do que estava dizendo aquilo e se perguntou porque ele não opinava, não dizia uma só palavra.
- Me desculpe às vezes eu me empolgo até demais... – ela enrubeceu.
- Nã-não... – ele sacodiu acabeça de leve — Está tudo bem. O que você disse é verdade, não posso e não vou te deixar todo o trabalho. Podemos combinar datas e pesquisarmos sobre o assunto... – ele enfim tirou a gravata de vez.
- É, sim e eu acredito que a minha letra seja um pouco melhor que a sua, não estou te desmerecendo, mas é a realidade. Garotas têm letras mais caprichadas. Porém, que tamanho de pergaminho faremos? Sim, porque o professor não explicou nada...
Novamente, ela falava sem parar enquanto ele a encarava.
- Você tem que me fazer parar, senão, nem eu me suportarei mais.
Os dois rirão e isso deu mais confiança a ela que estava completamente perdida. Em todos os sentidos da palavra.
Ficaram quase até a hora do jantar decidindo sobre o trabalho, as ideias estavam fluindo muito bem, tinha feito uma tabela de horários, estava tudo decido já, quando passaram um grupo de menina da Corvinal que comentavam algo sobre a Diretora e Scorp sorriu.
- O que aconteceu com a Diretora? – ela se virou para Scorpius esperando uma resposta – Hein?
- Eu que vou saber? – ele respondeu recolhendo seu material.
- Eu estou falando sério, Malfoy. – ela o encarou – Você sabe do que elas estavam falando... Qual é o rumor de agora?
Ele a encarou por alguns segundos, então se levantou, ficando bem mais alto que ela.
- Que ela abandonou o colégio.
- O que? Que coisa mais estúpida. A Diretora Minerva nunca abandonaria Hogwarts!
- Ei, ei, ei! Não brigue comigo, foi o que eu ouvi. – ele levantou as mãos.
- E você acredita? – o olhar de Rose era mais intenso agora, e ela esperou uma resposta que não veio. É claro que ele acreditava que aquilo fosse real. Os Malfoy tinham fama de odiar todos e qualquer um que não fossem de linhagem pura de Sonserino.
Essa chama de ódio surgiu no peito da ruvinha e para não liberar sua fúria, partiu para o Salão, completamente chateada com a sua dupla e já estava na hora do jantar mesmo.
O qual ela passou calada. Ao lado de Alvo só conseguia reparar como Sila queria colocar todos os doces da mesa na boca de seu primo e aquilo a enojava. Eles eram completamente ridículos juntos. Ao longe, viu Nina suspirar, procurando manter a calma.
Mais tarde tiveram a aula de astronomia com o pessoal da Lufa-Lufa e quando voltaram descobriram que James havia convocado o time e infelizmente nem Hugo nem Ethan haviam entrado, mas Elliot Ackerley, Chloe Quirke e Amanda Wilson tinham conseguido.
Na hora Rose foi atrás do irmão para conversar, mas ele já estava em seu dormitório. Resolveu ir para o seu também, não havia mais nada a fazer... E quando subia, fora a última a sair da Sala Comunal acabarou esbarrando com algo. James.
- Mesmo com essa capa você conhece causar mais bagunça que quando está a vista de todos.
Ele tirou a capa. Estava ao lado da garota.
- O que você quer? – ele a encarava com o cabelo todo bagunçado e cara de sono.
- O que você está fazendo? – ela estava cansada, deveria ir direto pra cama mesmo.
- Vou dar uma volta... Não consigo dormir...
- James... – a garota usous seu tom de censura.
- O quê? – nem fingir ele conseguia
- Você é um péssimo mentiroso. – disse antes de seguir seu caminho.
- Vai dormir sabichona.
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